A foto, do acervo do Correio da Manhã, talvez da década de 40, mostra a largada de uma prova ciclística na Avenida Atlântica, em Copacabana.
A legenda da foto apenas informa que a partida foi dada pelo Sr. Edgar Estrela, que foi diretor do Serviço de Trânsito por mais de uma década.
A vencedora, segunda a legenda, foi "Margarida Marquesine, da Bandeirantes (Panair)."
O Correio da Manhã, já na década de 50, noticia uma tragédia pessoal envolvendo o Sr. Estrela.
Em que trecho da Avenida Atlântica ficava a largada?
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Três da bicicletas tinham freio só na roda traseira, contrapedal. Não sei se ajuda a determinar a data, mas ganhei/comprei uma Monark com este freio em 1956.
ResponderExcluirbom dia.em relação ao tema, se me permite o Luiz, pf vejam se conseguem abrir esses links:
ResponderExcluirhttp://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/31702
http://memoria.bn.br/DocReader/089842_05/44107
Deve ser década de 40 ou 50.
ResponderExcluirO Edgar Estrela morava na Fonte da Saudade.
Bom Dia! Lembro de um passeio desse promovido pelo Jornal dos Esportes onde vários ciclistas que estavam no final do grupo foram assaltados e ainda ficaram sem a magrela.
ResponderExcluirBom dia a todos. A ciclista da extrema esquerda era um verdadeiro avião. Que pernocas que ela tinha. Já quanto ao Estrela, eu sabia que a Estrela fabricava brinquedos, a Monark e a Caloi bicicletas.
ResponderExcluirQuem afinal patrocinou o evento, a Estrela, Monark ou Caloi?
Meu pai fez exame de motorista com o Estrela, que foi pessoalmente. Mais da metade dos candidatos foram reprovados. Ele colocou todos para subir uma ladeira em curva de marcha-ré colados no meio-fio. Quem encostasse era reprovado.
ResponderExcluirCom relação ao senhor Edgard Estrela a curiosidade é que ele próprio foi o examinador de vários candidatos a motoristas, inclusive do meu pai. Ele tinha o hábito de ler o jornal enquanto transcorria o exame. Certa vez um candidato distraiu-se e chocou-se levemente com um obstáculo que tombou. Ao ver o examinador impassível lendo seu jornal saltou do veículo, recolocou o objeto e seguiu com o exame. No final quis saber se havia passado e ouviu do Estrela: "Quem sabe da próxima vez?".
ResponderExcluirA Caloi nessa época já existia?
ResponderExcluirImpossível saber onde foi a largada.
Um dos introdutores do ciclismo no Rio de Janeiro, no inicio do século XX foi o Major Dias Jacaré, aliás, morador daqui da Ilha do Governador. Até hoje, no segundo domingo de cada mês ocorre o Passeio Ciclístico na Ilha, que ao que parece, ainda é uma grande aldeia, onde todos se conhecem !
ResponderExcluirLembro bem da bicicleta com freio contrapedal.Penso que no meio das citadas marcas deveriam estar também a Merck Suisse e a Phillips que para muitos era um sonho de consumo
ResponderExcluirUm FF:Acabei de ler em O Globo um artigo do Elio Gaspari publicado hoje.Para mim,impagável.Recomendo.
ResponderExcluirMAYC, não é impossível saber, basta perguntar para as pessoas certas:
ResponderExcluirJBAN: "Joaquim Nabuco".
Francisco Patrício: "Exato! Essa casa é anterior à criação da Avenida Atlântica!"
Tumminelli: "Essa casa foi uma das últimas a irem pro chão. Morava um sujeito sozinho. Era amarela ou ocre".
Decourt: "Eram duas casas geminadas, uma de um médico mineiro e a outra ocupada por esse senhor, que a tinha comprado nos anos 20. Era um ermitão, sovina, se não me engano tinha sido funcionário de algum ministério."
Zierer: "A famosa casa geminada na esquina da rua Joaquim Nabuco com a Av. Atlântica. Numa foto do AGCRJ de 1958 uma clínica veterinária funcionava ali e do outro lado era uma residência."
JBAN: reportagem do JB sobre a herança do ermitão: http://memoria.bn.br/DocReader/030015_10/5644
Coloquei lá em cima a foto enviada pelo Zierer, de 1958.
ResponderExcluirMuito boa a complementação com a segunda foto e um trabalhinho a mais para o Biscoito...
ResponderExcluirReportagem sobre as últimas casas da Av. Atlântica: http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=030015_10&pagfis=24948
ResponderExcluirBoa tarde a todos
ResponderExcluirExcelente postagem, enriquecida pelas contribuições dos comentaristas no Facebook. O Dr. LuizD podia colocar também aquela ótima foto do início do século XX (1900-5?) mostrando a casa geminada no areal da orla quando ainda sequer existia a Av Atlântica. Uma matéria do Jornal do Brasil garimpada pelo João Novello diz que a casa foi construída em 1914, mas creio a informação do jornalista bastante está incorreta. Esta casa geminada era mais antiga, construída por volta de 1895-1900 e foi demolida no início da década de 1980.
Há braços
Trabalho de última hora depois de 3 geladas... temos o taxi Chevrolet 1939, um Ford 1949 Custom Club Coupé, um Peugeot 203, 1954+ já de janela traseira grande e um Renault Frégate, dos primeiros, 1951-1954.
ResponderExcluirobiscoitomolhado sempre alerta!
ResponderExcluirPOr favor alguem pode me dizer se esta e'a casa onde morou o tecnico Claudio Coutinho na sua infancia? Sei que a familia se instalou lá no ano de 1941.
ResponderExcluirEstive navegando por uns sites que mostram o Rio antigo em coletânea de fotos. Há muitos erros no texto, tanto ao citar o nome de locais quanto de época. Além disso, imagens acho que montadas por IA são péssimas, com espelhamento, frente de carros ou ônibus colocadas na traseira, mistura de veículos de diferentes fotos e épocas em uma mesma foto, que dá até desânimo assistir à exibição.
ResponderExcluirNum dos sites o narrador mostra uma foto de um bonde de São Paulo dizendo que ele é da linha 7 e está parado na praça 8 de Setembro, no bairro da Penha. Trata-se porém da praça no bairro da Penha em São Paulo.
ResponderExcluirEm outro site aparece um ônibus da CTC da linha 106, na rua Voluntários da Pátria, e o narrador diz que é na avenida de mesmo nome, em São Paulo.
Mais um caso: uma foto do Raul Seixas pedalando uma bicicleta em meio ao trânsito. O narrador diz que é em São Paulo, porém atrás do Raul vem um táxi zé do caixão com placa do Rio e um ônibus com uma plaqueta de itinerário com a palavra Leblon.
Mais um: fotos pretensamente do Rio no ano de 1951 aparecendo uma fileira de ônibus da CTC. E um ônibus elétrico em Recife com o narrador dizendo se tratar de um bonde.
Foto de um trem estrangeiro como se fosse da EFCB. Trem maria-fumaça atribuído à EFCB na década de 1950. Foto de bonde com plaqueta de preço expressa em réis e o narrador dizendo se tratar do ano de 1950.
ResponderExcluirCansei minha feiúra vendo esses sites.
ResponderExcluirBom dia. Não comentei há oito anos nem lembro por quê.
ResponderExcluirA cidade até pouco tempo atrás se gabava de ter a maior malha cicloviária do país. Só que outras cidades se mexeram e ultrapassaram o Rio. A atual administração tem pintado faixas em algumas ruas e chamado de "ciclovia", quando, no máximo, é uma ciclofaixa (nome adotado em paragens menos turísticas). A manutenção da malha existente também deixa a desejar.
Sobre habilitação de motoristas, este ano começou a vigorar algumas mudanças. A mais recente a abolição da baliza e da manobra de ré na prova prática.
Nada comentei também, será que voltei à rotina depois do carnaval?
ResponderExcluirEm janeiro de 2018 eu estava oficialmente há 3 meses desempregado, aguardando a cartinha do INSS sobre a aposentadoria, que chegou no mês seguinte, porém num valor que não aceitei. A correção veio no final de março.
Sobre bicicletas, lamento não ser um ciclista no dia a dia, só ocasionalmente em bicicletas de outros.
Quando eu tinha uns 11 ou 12 anos ganhei do meu tio no Natal uma Philips preta com freio contra pedal, aro 26" x 1 3/8". Eu mal alcançava os pedais. Pouco tempo depois meu outro tio, marido da minha tia e padrinho do meu irmão, comprou para ele uma Excelsior americana de segunda mão, aro 24" x 2 1/2". Muito pesada, cor vermelha e branca.
ResponderExcluirO guidon da minha era curto e com o tempo enferrujou. Aí meu tio comprou um guidon novo, com freio a sapata e colocou-o na roda da frente. Fiquei com dois freios: contra pedal na traseira e a sapata na dianteira. Com o tempo ganhei espelho retrovisor e farol a dínamo.
ResponderExcluirTempos depois meu tio comprou para si mesmo uma bicicleta argentina, verde, aro 26" x 1 1/2". Tinha amortecedores nas duas rodas. O freio era por sapatas acionadas por cabo de aço. Uma porcaria. Aí passei a usar esta bicicleta em vez da minha.
ResponderExcluirMeu irmão e eu gostávamos de dar volta ao quarteirão. Era longo: ruas Dona Delfina, Conde de Bonfim, José Higino, avenida Maracanã e volta ao início. Pela calçada, sempre.
ResponderExcluirTambém gostávamos de fingir que éramos policiais. Eu colocava na cabeça um quepe branco com uma estrela dourada na frente, comprado num Carnaval em Angra dos Reis, botava um cinturão com revólver e saía zanzando pelas ruas.
ResponderExcluirJá em 1964 e 1965 saíamos de casa e íamos até Bonsucesso ou Olaria, pela avenida Brasil. Trajeto: Dona Delfina, avenida Maracanã, ponte de São Cristóvão, Quinta da Boa Vista, avenida Pedro II, rua São Cristóvão, Campo de São Cristóvão, rua Monsenhor Manoel Gomes, avenida Brasil.
ResponderExcluirPor volta de 1972 tive a brilhante ideia de desmontar as bicicletas para dar uma geral nelas. Nunca as remontei. Em janeiro de 1973 mudamos aqui para o Engenho Novo e não lembro que fim levaram as três bicicletas.
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirEm 1994 herdei uma aro 20" preta do sobrinho da minha ex. Comprei uma aro 20" com marchas para minha filha. Nessa época tínhamos um sítio e eu e ela pedalávamos pela estrada de terra de lá. Quando me separei, em 1998, comprei uma bicicleta rosa aro 18" para ela. Pedalávamos pela avenida Atlântica, da Miguel Lemos (onde eu morava) até o Leme.
ResponderExcluirQuando ela parou de me visitar e a bicicleta preta furou um pneu, passei a usar a dela, indo da Miguel Lemos até o Santos Dumont. Um cara de 51 anos, cabelos quase brancos, pedalando uma bicicletinha rosa com cestinha no guidon, usando sunguinha preta, sem camisa. Volta e meia escutava gracinhas, principalmente de passageiros de ônibus.
ResponderExcluirAo me mudar da Miguel Lemos, estava colocando as bicicletas na mala do carro quando um garoto de uns 10 anos perguntou se eu venderia a bicicleta preta para ele. Então dei-lhe as duas.
ResponderExcluirBoa tarde a todos!
ResponderExcluirAndei de bicicleta com os amigos, passando por diversos bairros próximos à Vila da Penha, por volta de 1985 a 1989, durante a semana, normalmente no final da tarde, início da noite. Quantidade pequena de carros na rua. Era a sensação de liberdade. Saíamos por volta das 17h30 e só voltávamos as 20h. Depois íamos pro campinho próximo para uma "pelada" de fim de noite. Não lembro exatamente dos detalhes das bicicletas, como o Helio consegue, mas o trajeto era sair da nossa rua, subir a Rua São Félix, em direção à Vista Alegre, retornar pela Av. Brás de Pina, passar pelo Largo do Bicão, subir pela Av Meriti em direção à Vila Kosmos, retornar pela Estrada Vicente de Carvalho, em direção à Praça do Carmo, voltar por Brás de Pina e voltar para a Vila da Penha.
Trajeto muito longo. Vários quilômetros.
ExcluirFiz o trajeto agora no Google Maps, deu por volta de 12km, tempo estimado de 45 minutos, de bicicleta. Não é muito, de bike, mas tinha 2 subidas razoáveis para vencer. Com 18 a 22 anos de idade, era mole. E éramos uns 10 no grupo, não era corrida e sim apenas pedalar.
ExcluirNuma das vezes em que eu fui ao sítio, resolvi levar uma amiguinha da minha filha e respectivas bicicletas. No sábado pela manhã saímos os três pedalando. Em determinado momento entrei numa estradinha de terra sem saída. Na esquina havia um sítio com muros tão altos que só dava para ver a cumeeira da casa. O portão era de chapas de ferro. Sempre estava fechado. Mas nesse dia estava aberto. Quando entramos na estradinha, eu na frente e as garotas atrás, saiu de dentro do sítio um dobermann correndo atrás delas. Gelei já imaginando a tragédia que se avizinhava. Por sorte acho que alguém deu um chamada no cão e ele voltou para dentro do sítio. Retornamos na mesma hora.
ResponderExcluirNum trecho do passeio (que eu chamava de aventura) tínhamos de atravessar um riacho através de uma pontezinha de madeira bem mequetrefe. Descemos das bicicletas e cruzamos a ponte empurrando-as. As garotas adoraram o passeio.
A última vez que andei numa bicicleta foi num parque público em Lambari, lá pelo ano 2000.
ResponderExcluirO que chamávamos de "circuito" era o passeio de bicicleta que fazíamos duas ou três vezes por semana durante as férias. Saíamos de Ipanema, perto da Farme de Amoedo, de uma linda casa de um amigo, íamos pela calçada da praia (não havia quase movimento à tarde) até o Leblon, pegávamos a Visconde de Albuquerque, a Jardim Botânico, Humaitá, Real Grandeza, Túnel Velho, Santa Clara, Cinco de Julho, Pompeu Loureiro, Corte do Cantagalo, Epitácio Pessoa, Montenegro, Vieira Souto, até o ponto de partida. O trânsito não era esta loucura de hoje em dia há 50 anos. O "circuito" durava menos de duas horas.
ResponderExcluirNunca gostei de freio "contra-pedal". Quem perde os pedais está ferrado. É muito mais seguro os freios no guidon.
Também muito longo o circuito.
ExcluirMeu irmão e eu vez ou outra subíamos a rua Uruguai, no trecho entre a Conde de Bonfim e o Sumaré e no fim dela entrávamos na Professor Hélion Póvoa (embora na época não sei se tinha esse nome), que era de paralelepípedo com fina camada de terra, e descíamos na Itacuruçá. Uma vez, nesse trecho de descida, eu me aproximei de uma curva à esquerda, com uma pequena ribanceira à direita, e percebi que estava com velocidade muito alta para fazer a curva. Apertei o freio contra pedal e a roda traseira deslizou para a direita; soltei o freio, alinhei a bicicleta e apertei-o novamente, mais suavemente. Entrei na curva quase roçando o meio-fio. Se eu tivesse tocado nele cairia na ribanceira.
ResponderExcluirQuer dizer então que quase ficamos sem nosso contador de histórias.
ResponderExcluirPois é. Mas não sou o Forrest Gump. O que narro é verdade. Aliás, sempre reforcei aqui que não gosto de ficção.
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