sexta-feira, 16 de março de 2018

RUA DO JOGO DA BOLA

 
A foto mostra a Rua do Jogo da Bola, no Morro da Conceição, em 1971. Não sei onde os rapazes irão jogar futebol por aí.
A Rua do Jogo da Bola começa na Ladeira do João Homem e termina na Rua Argemiro Bulcão.
Segundo P. Berger, o “jogo da bola” foi um dos divertimentos mais antigos da cidade, crendo-se que os próprios fundadores da cidade o tenha introduzido no Rio de Janeiro.
Consistia no jogo hoje chamado de boliche, em que se procurava derrubar, com o auxílio de pesada bola de madeira, os paus em forma de garrafa, colocados sistematicamente em número de nove ou mais a uma distância de vinte a trinta metros do jogador.
Nada tem de comum com o futebol ou jogo da pelota.
No Rio Colonial existiam vários jogos da bola: no Beco dos Cachorros, na Praia de Santa Luzia, na antiga Rua do Hospício e este que deu nome ao logradouro.
PS: uma visita ao Morro da Conceição é muito interessante, com destaque para a Pedra do Sal.

31 comentários:

  1. Também acho a visita interessante, já fiz umas cinco vezes. Vale sair no jardim suspenso sobre a Camerino. Recomendo as temperaturas amenas de abril e maio.

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  2. Confesso uma falha pois nunca fui ao Morro da Conceição. Bem que o SDR poderia organizar um passeio lá no Outono.
    Sempre pensei que o nome da rua se devesse ao futebol.

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  3. Também confesso que não me lembro desse Jogo da Bola e conheço a rua só de ouvi falar e imagina alguma relação com as famosas "peladas" de futebol.
    O Lino Coelho seria um dos mais indicados para "chefe de excursão" no Morro da Conceição, real ou virtual.

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  4. Boa linha media,com Califa,Pão de Ló e Bueiro.Neste dia deu empate.Assim como o Plínio imaginei estar o nome ligado ao futebol...
    FF:em relação ao assassinato da vereadora fico pensando a quem interessava a execução.Penso que a apuração dos fatos precisam ser feitas com isenção total e que os culpados sejam punidos de acordo com a lei.Qualquer tipo de julgamento neste momento é precipitado.
    Em tempo:quarta feira uma médica foi executada por bandidos na Linha Vermelha.

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  5. Bom dia a todos.

    Serei breve que meu tablet está instável.

    Em 2010 participei de um passeio por vários locais do centro, que incluiu a rua em questão. Não sei se seria viável nos dias atuais.

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  6. Vou conversar com o Lino. Talvez pudéssemos marcar um sábado pela manhã em maio.

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  7. No morro da Conceição tem um campinho de futebol de tamanho socity cujo o nome é Lá vai Bola, fica abaixo do Quartel de Geografia do Exército, joguei muitas vezes neste campo. O melhor acesso é pela R. Major Daemon

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  8. Ótima sugestão, Dr. Luiz! Será também uma oportunidade de reunir o grupo.

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  9. Bom Dia! Se acontecer o passeio,por favor não me inclua fora dele!

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  10. Bom dia a todos ! Também imaginava, pelo nome, que se tratasse de futebol. Agora, em se tratando de "boliche", gostaria de dar alguns pitacos, já que pratiquei o "bolão" por vários anos. Para quem não sabe, existem várias diferenças entre o "boliche" (bowling em ingles) e o "bolão" (Kegeln), de origem alemã.
    O "boliche" é jogado em uma pista que possui a mesma largura (cerca de 1m.) do começo ao fim (18m de comprimento) e a posição dos 10 pinos é em forma de um triângulo isósceles, com o vértice dos lados iguais, apontado para o jogador, nesta ordem: Um pino na frente, depois uma fileira com dois pinos, a seguir outra fileira com três e finalmente a última fileira, com quatro pinos. A bola é maior que a do "bolão" e possui 3 furos, para a colocação dos dedos polegar, indicador e médio.
    Já no "bolão", a pista começa igual ao do "boliche" só que com, apenas, cerca de 40cm de largura e, a partir da metade de seu comprimento, abre, num ângulo aproximado de 30 graus para cada lado e continua assim até o seu final. A disposição dos pinos é bem diferente da do "boliche". É em forma de um quadrado, com um dos vértices apontado para o jogador. Assim, a primeira fileira é composta por um único pino; depois uma fileira com 2 pinos; a seguir uma fileira com 3 pinos; depois outra com 2 pinos; e, finalmente a última com 1 pino, totalizando 9 pinos. A bola é bem menor do que a do "boliche", cabendo na palma da mão, se esta não for muito pequena.

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  11. Só o que eu posso dar pitaco é na sinuca, mais precisamente no "sinucão". Muitos salões acabaram na cidade, infelizmente.

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  12. Passear por esses morros atualmente, acho temerário.

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  13. Tuve un amigo que vivió en esa calle......Jorge Leardini Mendez

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  14. Essa rua é muito boa e muito legal cheio de gentes boas e pessoas antigas
    Amo muito esse local,,,,,,,,

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  15. Amo muito esse local e essa gente toda dai

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  16. Num fim de manhã, em algum ano entre 2010 e 2016, fiz um passeio a pé aí no morro da Conceição. Subi pela rua Major Daemon até chegar ao largo do Serviço Geográfico do Exército. Ali assinei um livro de visitantes e aguardei numa grande sala com material antigo de topografia até que um militar veio me buscar para fazer a visita guiada às instalações do que era a antiga Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição. O tour é muito interessante e de alguns pontos da fortaleza se tem uma vista magnífica de trecho da baía da Guanabara.

    Saído de lá, andei a esmo pelas ruas do morro, acabando com os costados no antigo Observatório do Valongo, a sobranceiro da rua Camerino, perto do Largo dos Estivadores.

    Depois retrocedi e vagueei por outras ruas, terminando por descer por uma que me conduziu às proximidades da Praça Mauá, porém não lembro qual o nome da dita rua.

    O casario lá em cima é muito bonito: casas pequenas e antigas, normalmente bem conservadas (pelo menos na época em que lá estive).

    De lá de cima se tem uma bela vista também do centro da cidade e adjacências. Vale à pena a visita, porém subir a pé a rua Major Daemon é para atletas.

    Hoje em dia provavelmente alguma facção criminosa domina a área e não sei se é possível vaguear por lá.

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  17. Este comentário foi removido pelo autor.

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  18. Após descer de lá, percorri a rua Sacadura Cabral até a praça Barão de Tefé, entrei na Camerino, fui até a Marechal Floriano e dali me dirigi à Central do Brasil, onde peguei um trem de volta para casa. A Camerino também tem algumas belas construções, assim como a Marechal Floriano, aquele trecho conhecido antigamente como rua Larga de São Joaquim e que durante muitos anos as pessoas a chamavam simplesmente por rua Larga. Vide a antiga loja Dragão da Rua Larga, que não sei se ainda existe.

    Foi um excelente passeio. Recomendo (se a bandidagem permitir).

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  19. A Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição tem uma longa história. Foi construída para defender a parte da baía da Guanabara entre o Valongo e o cais do porto, após a invasão da cidade por Duguay-Trouin, em 1711. As obras foram iniciadas em 1713 e concluídas em 1718. Era a maior artilharia da época, suplantada apenas pela das fortalezas de Santa Cruz e São João. Tinha 36 bocas de fogo e 1000 projéteis de vários calibres.

    Porém a fortaleza era contígua ao então Palácio do Bispo e a Mitra acusou o governo de tê-la construído em terrenos dela, aproveitando uma pedreira lá existente. Além disso, consta que no ocasião dos primeiros disparos dos canhões da fortaleza o bispo se queixou ao governo, alegando que os estampidos e o deslocamento de ar estavam danificando as paredes do palácio e perturbando os exercícios espirituais ali levados a cabo. Como indenização, exigiu uma lâmpada de prata para a capela de Nossa Senhora da Conceição, no valor de cento e trinta mil cruzados, valor alto para a época.

    A Coroa deu razão ao bispo e ordenou a confecção da dita lâmpada e proibiu a fortaleza de efetuar disparos.

    Assim, a fortaleza só uma vez usou seus canhões.

    Muitas transformações ocorreram ao longo dos séculos, tendo inclusive alguns integrantes da Inconfidência Mineira sido presos lá. Até que em 1930 ela passou a sediar o Instituto Geográfico Militar. Atualmente ali está instalado o 5º Centro de Geoinformação, subordinado à Diretoria do Serviço Geográfico.

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  20. Hoje em dia, na rua do Acre, entre a Leandro Martins e a Major Daemon, existe um grande edifício-garagem. Ali era antigamente a chamada Cadeia do Aljube (palavra árabe que significa "cárcere"). Construída em 1735 pelo bispo D. Antônio de Guadalupe, era originalmente uma cadeia eclesiástica, para religiosos que cometiam algum tipo de crime. Era famosa pelas masmorras escuras e com péssimas condições de higiene, construídas abaixo do nível da rua.

    Com a chegada da corte de D. João VI em 1808, passou a abrigar contrabandistas e criminosos comuns, sendo chamada Cadeia da Relação a partir de 1823.

    Os presos em pé ficavam com a cabeça visível ao nível da rua, da qual estavam separados por barras de ferro. Muitas pessoas, com pena dos presos, entregavam-lhes alimentos através das ditas barras de ferro.

    Após décadas de condições insalubres e algumas reformas e ampliações verticais, foi desativada em 1856, convertida em casa de cômodos (cortiço) e demolida em 1906 durante as grandes reformas urbanas pelas quais passou a cidade.

    Dedução minha: o complexo penitenciário da rua Frei Caneca, inaugurado em 1850, continha vários presídios, como o Milton Dias Ferreira e o Lemos de Brito. Provavelmente os presos do antigo aljube foram transferidos para esse complexo em 1856.

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  21. Aliás, a antiga Cadeia Velha também foi demolida no início do século XX. Provavelmente os presos ali existentes também foram transferidos para o complexo da rua Frei Caneca.

    Todos sabem que a Cadeia Velha ficava onde hoje é o Palácio Tiradentes, que durante anos foi a sede da Assembleia Legislativa, tanto é que a rua da Assembleia antigamente se chamava rua da Cadeia Velha.

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  22. Bom dia!

    O Rio de Janeiro tem muita história e certamente a sugestão de visitar o Morro da Conceição com a Pedra do Sal é uma excelente atividade cultural. Tenho a impressão que no tempo do Terra o assunto foi bastante explorado com muitos comentários enriquecedores, dentre eles um do Decourt me corrigindo sobre uma informação que havia obtido em outro site apontando a localização de construções remanescentes de prédios supostamente utilizados na comercialização de escravos.

    A respeito do contador acima, estou logado desde as 3 horas da manhã e neste período ocorreram algumas dezenas de acessos apenas, sendo que uns 10 foram meus em função de tentar localizar a postagem do dia. Muitos visitantes ocasionalmente usam procedimento semelhante ao meu o que deve inflar a totalização para a casa dos milhares como apontado pelo Dr. D' há alguns dias.

    A depender de sugestão minha, gostaria que o bar permanecesse aberto uma vez que segue fazendo bem para muita gente.

    A todos uma excelente semana!

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  23. Bom dia. No passeio de 2010 passamos em frente à fortaleza e ao prédio do serviço de cartografia mas não pudemos visitar. Nos últimos anos a região da Pedra do Sal foi "descoberta" pelos locais e turistas, com as consequências positivas e negativas. O Beco das Sardinhas tem sido revitalizado nos últimos dias com direito a circuito literário.

    Hoje Petrópolis comemora 183 anos de fundação e o Museu Imperial, 83 anos de criação. Vários eventos estão programados neste mês de março.

    https://diariodepetropolis.com.br/integra/museu-imperial-divulga-imagens-historicas-de-petropolis-41440

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  24. "Num fim de manhã, em algum ano entre 2010 e 2016, fiz um passeio a pé aí no morro da Conceição."
    Assim não é possível!
    O Helio, que sabia o dia e a hora em que o ônibus parou no trajeto Belém-Brasília em 1978, não lembrar em que ano foi ao morro da Conceição, é uma decepção total para seus leitores...

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    1. Pois é, eu me lembro que resolvi subir até lá após um exame pré-admissional ou pós-demissional. O problema é que não recordo exatamente se foi o pré (então seria novembro de 2010) ou pós (então o mês seria dezembro de 2016). Lamentável.

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    2. Quanto ao ônibus, na verdade a viagem transcorreu entre as 5 horas da manhã de 13 de fevereiro (uma terça-feira) e as 16 horas de 16 do mesmo mês (uma sexta-feira), e não em 1978.

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  25. Bom dia a todos!!

    A Capela de Nossa Senhora da Conceição continua lá e podemos ver muitas casas preservadas em todo o sítio histórico.
    53 anos separam as duas fotos! A fiação atual acaba por deixar poluída a imagem. Os carros evoluíram, os shorts substituídos por bermudões. E a moda do bigode à Rivelino vigorava nessa época.

    Segue a mesma vista atualizada. Coloquei na data de 2019, pois este ângulo favorece mais a comparação de antes e agora. Mas pode ser vista em 2024 também.

    https://maps.app.goo.gl/LpNpPFQrfzanHvrx9

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  26. Meu tio-avô Cravinho (nome real Arlindo), sua esposa Neneca (nome real Luiza) e seu filho Ney Sebastião (nascido no dia do referido santo) moraram durante muitos anos na rua Frei Caneca 380, num quarto da casa de cômodos situada bem em frente à entrada lateral do presídio Lemos de Brito. Visitamos várias vezes esse meu tio-avô, uma pessoa boníssima, e eu via o movimento de entrada e saída dos veículos na e da penitenciária, na atual rua Professor Lavaquiel Biosque.

    Hoje em dia, onde era a casa de cômodos, fica uma oficina.

    Em meados da década de 1960 esse meu tio-avô construiu uma bela casa no Tauá, Ilha do Governador, com ajuda do meu tio Inhô (nome real Adhemar) e às vezes de mim também (que esse meu tio Inhô me chamava de Bilico). Infelizmente ele não pode usufruir durante muito tempo a casa, pois morreu de câncer de estômago em 1972, seguido pouco depois pela tia Neneca.

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  27. A igrejinha é o ponto de referência em destaque, mas as curvas no meio-fio indicam que o trio estava em frente à escadaria por onde se pode chegar até a Rua Senador Pompeu.
    Sobre o campo de futebol próximo à Rua Lá Vai Bola, fica a dúvida se está sob domínio do Exército e se, nesse caso, é permitido o acesso dos moradores.

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  28. E houve o encontro nesse local há 8 anos?

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