terça-feira, 12 de junho de 2018

BONDES



 
São "figurinhas repetidas"?
 
1) Imediações da Praça da Bandeira?
 
2) Rua São Francisco Xavier esquina de Barão de Mesquita, em frente ao Colégio Militar.
 
3) Esta não lembro o local, deixando para os especialistas.

28 comentários:

  1. Os novos bondes de Santa Teresa têm estribos retráteis e aquela barra de madeira correndo dentro dos balaústres vista na foto 1. O furgão tem todo o jeitão dos Dodge dos anos 30, como na foto 2. Nesta, além do furgão, vemos um Ford Prefect até 1948 (mordido na traseira) e um Standard Vanguard até 1949, ainda sem as saias das rodas traseiras que caraterizam o modelo 1950.
    Na foto de baixo, um Ford 55-56, fácil de ver porque é o único mais moderno e define a data mais cedo da fotografia. Além dele, um táxi Chevrolet 52 com enorme proteção de parachoques - de frente - e um Mopar 47-48 de traseira. À frente do Ford, um Mercury 49 escuro mostra sua vigia traseira tripartida.

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  2. O conhecimento do biscoitomolhado é impressionante.
    O bonde 60 segundo aprendi com o Hélio é o Muda-Marquês de Abrantes mas não tenho idéia de que rua é esta.
    Este cruzamento da segunda foto é local conhecido e já vi por aqui uma fotografia no outro sentido com o bonde de frente.

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    1. Plinio, obrigado, mas tenho treino diário com umas feras do www.imcdb.org. Não há espírito de competição, mas fico de queixo caído com o que leio por lá. Sou um principiante...

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  3. A primeira foto PODE ser na região da Praça da Bandeira ou Tijuca mas não posso afirmar, já que a foto é anterior a 1941 e os imóveis do entorno podem ter sido demolidos, não deixando referências. A segunda foto é efetivamente na esquina da rua Barão de Mesquita, com o bonde entrando na rua São Francisco Xavier. A terceira é na Machado Coelho e o bonde está se dirigindo á Presidente Vargas. Fora da foto e à direita ficava a Travessa Guedes, já mencionada por mim no SDR. Apesar de não constar como "itinerário oficial" da linha 60, a presença desse bonde na Machado Coelho pode ser explicada como muitos outros devido a uma mudança provisória de itinerário, tantas vezes ocorrida, principalmente na época próxima da desativação.

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  4. Sinceramente não me recordo da foto um.As outras lembro bem das publicações e todas são muito boas.Gostei da citação " mordido na traseira" pelo Biscoito e o Ford da segunda foto é de fato diferenciado.Este Chevrolet devia ser um "beberrão" costumaz...

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  5. A região da Praça da Bandeira sofreu muitas transformações nos anos 60 com a abertura da Radial Oeste, transformações que resultaram no arrasamento de várias ruas. A Teixeira Soares, a Paraíba, e a Senador Furtado tiveram tráfego de bondes, mas acho difícil que seja uma delas. Pode ser em qualquer lugar.

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  6. Bom Dia! Na foto 3 o ônibus da linha Rio Comprido-São Salvador já está com numeração de 5 algarismos,e o bonde ainda não está "enfeitado"pela CTC. Por isso acho que deve ser início de 1962.

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  7. Bom dia a todos. Os bondes são sempre uma saudade guardada na memória de quem teve o prazer de um dia ter viajado em um deles, fonte de histórias memoráveis, transporte mais amado do Carioca, eu tinha todos os defeitos e virtudes do nosso povo, o meio de transporte com a cara da cidade, aquele que nos permitia admirar a cidade em todo o seu esplendor, tornando a cidade ainda mais maravilhosa.

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  8. Esse onibus ao qual o Mauro se refere segundo o biscoito era na cor verde .

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  9. A primeira foto eu não consegui descobrir o local. Na terceira foto aparece ao fundo o bonde 82 Meyer, em cujo trajeto a Machado Coelho não fazia parte, já que após sair do Largo do Estácio ele descia a Joaquim Palhares e daí Praça da Bandeira. Percebe-se que ambas as linhas tiverem seus trajetos alterados. Certamente os bondes chegariam à Praça da Bandeira através da Machado Coelho. Seriam obras na Joaquim Palhares?

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  10. Primeira foto: data de 26/02/1956, bonde 1713, provavelmente na esquina das ruas Amapá e Senador Furtado (ou imediações).

    Segunda foto: data 04/09/1956, bonde 1750 vindo pela rua Barão de Mesquita e dobrando na São Francisco Xavier.

    Terceira foto: data desconhecida, bonde 1764, linha 60 - Muda x Marquês de Abrantes, na rua Machado Coelho descendo em direção à Presidente Vargas, por algum motivo desviado de seu trajeto normal.

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  11. Como eu havia mencionado no comentário das 9:06, a abertura da Radial Oeste arrassou grande parte do arruamento da região. Achei que seria improvável a Senador Furtado mas se o Hélio afirmou que poderia ser, "tiro o meu chapéu ". Quanto à rua Amapá, ela só existe "no papel", já que ela compreendia originalmente a parte da atual General Canabarro em direção ao cruzamento com a Avenida Maracanã e parte da pista de rolamento da Radial Oeste até chegar à estação do Metrô. A Senador Furtado foi literalmente "cortada", já que seu traçado em diagonal se juntava ao da Rua Amapá. Certamente é esse o trecho que aparece na primeira foto. Sem o Hélio Ribeiro, duvido que a foto fosse identificada, já que o trecho é desaparecido e só quem na memória poderia identifica-lo.

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  12. Os três bondes mostrados nas fotos pertenciam à seção Barão de Drummond. Na primeira foto, o 1713 provavelmente estava fazendo a linha 70 - Andaraí x Leopoldo, porque só esta linha e a 76 - Engenho de Dentro passavam pela rua Amapá, mas esta última linha pertencia à seção Méier.

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  13. A segunda foto também provavelmente mostra o 1750 fazendo a mesma linha 70 - Andaraí x Leopoldo, porque naquele local mostrado só passavam essa linha, a 62 - Malvino Reis e a 69 - Aldeia Campista. Porém a 69 nunca possuía reboque e a 62 raramente o tinha.

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  14. A terceira foto, do bonde 1764 na linha 60 - Muda x Marquês de Abrantes, me traz grandes recordações, porque andei nela todo o dia, ida e volta ao Colégio Pedro II, desde 1959 até 1962. A 60 era a única linha da Zona Norte que ia até a Zona Sul. O inverso não existia: nenhuma linha da ZS ia até a ZN.

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  15. Detalhe: de todos os bondes bidirecionais de porte médio da seção Barão de Drummond, só o 1713 (mostrado na primeira foto), o 1770, o 1810 e o 1960 não foram comprados pelos museus norteamericanos em 1965. Todos os outros viajaram de navio para os EUA, porto de Nova Iorque.

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  16. A menos que minha memória esteja me traindo, acho que o 1792 também era bidirecional e também não foi comprado, enquanto seu irmão gêmeo 1718 o foi. Esses dois bondes eram totalmente diferentes de toda a frota da Light e da JB. porque se assemelhavam a bataclãs porém sua numeração não era na série 2000 e sim na 1700. Nunca entendi o motivo disso.

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  17. Inexplicavelmente, a Rua Amapá ainda consta como existente nos registros de ruas da prefeitura e dos correios! Não a conheci, mas as plantas do município mostram-na mesmo após a abertura da Radial Oeste, só desaparecendo cartograficamente com as obras do metrô. Peço a confirmação do Helio, mas, pelos mapas antigos, eu diria que a rua ficava na área em que agora se encontram o ponto de ônibus e a rampa de acesso do metrô, terminando na General Canabarro ao lado da esquecida e abandonada estação imperial.

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    1. Prezado, eu tenho um mapa de 1922, infelizmente sem os nomes das ruas, e é difícil "casar" o traçado delas na época com o atual. Mas tudo indica que você tem razão. Pelo que pude deduzir no tal mapa, a rua Amapá terminava bem próximo à tal estação imperial dos trens de São Cristóvão, assim como a Senador Furtado. A impressão que me dá é que o trecho hoje chamado de General Canabarro, entre a rua Ibituruna e a Radial Oeste, era a antiga rua Amapá.

      Por extremo azar, tenho um mapa de 1935, com nome de ruas, porém ele termina justamente na Senador Furtado pouco após o entroncamento com a rua Sergipe. Mais um pouquinho e ele mostraria a Amapá.

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  18. Aparentemente, se a Amapá cruzasse perpendicularmente a linha do trem, sua continuação seria a rua Almirante Baltazar. Talvez até, antes da linha férrea, ambas fossem uma só rua, rebatizada como duas ruas com nomes diferentes após a original ser cortada pelos trilhos.

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  19. Ontem o governo do estado reativou, em testes, o ramal Silvestre do bonde de Santa Teresa. Coincidência ou não esta semana a Globo exibiu uma reportagem sobre o ramal, com reclamações dos moradores.

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  20. A madrugada foi movimentada no SDR. Vários comentários entre 1 e 3 horas da manhã. Não dormem?

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  21. Acho que consegui matar a charada da rua Amapá. Originalmente a General Canabarro se chamava Duque de Saxe e ia do Colégio Militar até a rua São Cristóvão. Havia um entroncamento tripo entre ela, a Francisco Eugênio e a Senador Furtado (antiga rua do Souto). Quando construíram a via férrea, a linha passou exatamente nesse entroncamento triplo. Então, a parte da General Canabarro que ia desse entroncamento até a São Cristóvão mudou de nome para Almirante Baltazar. Por sua vez, a ligação entre a Senador Furtado e a General Canabarro, que era feita no entroncamento, deixou de existir. Então fizeram a tal rua Amapá, para fazer essa ligação, beirando a linha férrea, provavelmente para possibilitar a passagem das linhas de bonde que por ali trafegavam. Nesse mapa que tenho, do Guia Levi, sem data, são indicadas três linhas de bonde fazendo o trajeto pela Senador Furtado até a Amapá, porém elas são mostradas com números, sem identificação de qual era a linha. Duas delas entram na Amapá e continuam pela General Canabarro. Provavelmente eram a Andaraí x Leopoldo e a Engenho de Dentro. Não sei qual era a terceira, que aparentemente parava na Senador Furtado e talvez retornasse daí. Não havia muito sentido para a existência desse trajeto. Provavelmente essas linhas se destinavam a fazer a conexão com a estação ferroviária de São Cristóvão.

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  22. Na verdade, a parte inicial da General Canabarro manteve o nome por muito tempo após ser cortada pela linha férrea. Ela só foi renomeada Almirante Baltazar em 1949. A Amapá ligava a Senador Furtado, logo após esta cruzar o Rio Maracanã (onde agora fica a Av. Oswaldo Aranha em frente ao ponto final do 460 e 461), à General Canabarro, no trecho que passava ao lado da antiga estação imperial. Os mapas do início dos anos 70 ainda mostram a Amapá, quase como um acostamento da Radial Oeste. A rua foi finalmente engolida pelas instalações do metrô.

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  23. Localizei a edição do jornal Correio da Manhã em que foi publicada a primeira foto: está na primeira página do quarto caderno, edição de número 19301, datada de domingo, 26/02/1956, e é a 55ª página das 100 daquela data.. O local é a esquina da avenida Maracanã com a rua Senador Furtado.

    Por sinal, na mesma edição aparece a foto da rua onde morei, a Dona Delfina, numa reportagem sobre lamaçal após chuvas fortes. Infelizmente, pela granulação da foto, não consegui ver em que ponto da rua o fotógrafo estava.

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  24. Um prezado admirador de bondes meu conhecido se queixava daquela travessia da Senador Furtado com a avenida Maracanã. Ele andava no bonde da linha 70 - Andaraí x Leopoldo e em virtude do tráfego mesmo naquela época um tanto denso pela Maracanã, às vezes o bonde tinha de ficar esperando um refresco para poder cruzar a avenida.

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  25. FF: história do "último enclave francês da cidade".

    https://diariodorio.com/morro-da-viuva-conheca-a-natureza-escondida-entre-predios-da-zona-sul-do-rio/

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