E eu achando que era o Bruni Tijuca... Hoje o seu O Biscoito Molhado não tem trabalho nesta redação, mas recomenda uma passada no Village Mall para ver a excepcional exposição organizada pelo Veteran Car Club do Brasil (que faz 50 anos) e pelo Porsche Clube do Brasil. São 160 automóveis antigos e clássicos, escolhidos a dedo. Vale a pena. Este redator estará lá durante a semana que vem. A exposição termina no dia 12, domingo. Horário: de 12 às 22.
Fotografias, mesmo de um mestre, são pálidos fragmentos virtuais de uma realidade multicolorida. A exposição está de cair o queixo, sensação que nenhuma foto, ou video, seja capaz de chegar perto. E você poderá chegar bem perto...
Acho que a primeira foto é nas imediações da Rua Uruguai. A segunda achava que fosse o Bruni Tijuca, mas pelo jeito estou errado. A terceira não faço ideia.
Bom Dia! O carro da 415 com vista GARAGE,como se escrevia antes do "mudernismo" que veio do Sul e engoliu todas as 16 fabricas de Carrocerias que um dia o Rio de Janeiro teve, com o espelho na parte inferior do para-brisa,parece que os três acidentes que motivaram a troca do mesmo para a parte superior da carroceria ainda não tinham acontecido. O carro pode estar indo para a garagem que era na rua São Miguel,como estar sendo conduzido para o ponto final da Usina.Acredito ser rua Antonio Basílio.
A primeira foto é na rua Barão de Mesquita, tendo ao fundo o cruzamento com a rua Uruguai. A diferença da atualidade é que naquele tempo a rua era em mão dupla. A terceira foto é mais difícil. O prédio que havia antes da inauguração do Cinema Rio foi demolido, mas a padaria Fidalga que aparece na foto é bem mais antiga e fazia parte do prédio anterior. FF. A Cidade Jardim, onde aconteceu o arrastão mencionado, é o "andar de cima de Curicica". Ou seria Curicica um "puxadinho" da Cidade Jardim? Afinal ambas são parte integrante da "área do BRT"...
Eu sempre achei aquela carroceria de ônibus da Metropolitana uma das mais bonitas que já foram fabricadas. Se a terceira foto for da rua Antônio Basílio, então a rua que chega à esquerda é a Conde de Itaguaí. Em frente esta rua, na Antônio Basílio (fora da foto, ao lado do fusca), havia um terreno baldio plano de chão de terra, onde paravam caminhões que aguardavam sua vez para entrar na fábrica da Brahma. Ali peguei muitas placas para minha coleção.
A ETAL,mesmo sendo do grupo MPP, deixou de guardar sua frota no posto da Barão do Bom Retiro ao lado do cinema Santa Alice e foi para rua D.Romana, que saiu dali para a rua Aquidabã,para logo a seguida se fundir com a Méier Nesse tempo a Alpha ainda era pequena e usava a garagem na Tijuca. Só veio para a D. Romana quando começou o come-come. Foi quando ela cresceu tanto que teve que comprar quase todas as casas da quadra. Na São Miguel teve também a Nacional,e por pequeno período a Taruman.
E eu já iria comentar que na placa da Pepsi está escrito "Merc. Forte do Uruguai", o que indicaria o nome da rua. Concordo com o Hélio, esse modelo da montadora de carrocerias Metropolitana foi marcante. Não consigo lembrar desse filme em cartaz. E olha que o elenco anunciado era dos melhores.
"Inverti as bolas" na primeira foto, já que o correto é "Uruguai tendo ao fundo o cruzamento com a Barão de Mesquita. Tanto uma quanto a outra possuem atualmente mão única mas não no passado.
A segunda definitivamente é na Saens Pena, conforme foi comentado, à direita fica a farmácia Granado (até hoje). Descobri pelo "em breve curso oxford", trabalhei lá mas infelizmente fechou a unidade faz uns dois anos. No térreo hoje é uma agência da Caixa.
O cinema Rio parece que era chamado de carioquinha, ficava no mesmo prédio do curso Oxford onde estudei inglês! Não é o Bruni tijuca, ( a palavra bruni na fachada confunde um pouco) esse era outro cinema em uma pequena galeria, perto da C&A!
Caso a primeira foto fosse colorizada, o ônibus linha 415, que roda até os dias de hoje, da empresa Alpha, apareceria com suas cores originais: vinho, ou grená, como queiram, branco e prata. Falando na padaria padaria Fidalga, como mencionada pelo Joel, nos dias de hoje, Casa do Pão, tinha uma rosquinha salgada trançada e amanteigada que era uma delícia. Quando criança, sempre que eu ia na casa de meus avós paternos, virando a esquina à esquerda para a Almirante Cochrane, eu as comprava.
A garagem da Viação Alpha era aqui a 50 metros da vila onde moro. Ocupava boa parte do quarteirão formado pelas ruas Barão do Bom Retiro, Verna Magalhães, Condessa Belmonte e Dona Romana. Desta rua a garagem derrubou todas as casas entre a Barão do Bom Retiro e Condessa Belmonte.
Há poucos meses a empresa transferiu a garagem para o Andaraí e a antiga está totalmente vazia. Deve haver vigias porque ainda não foi tomada por cracudos.
Dizem que vão construir blocos de edificios no lugar dela, com comércio no térreo, incluindo uma filial de supermercado, uma de rede de farmácias e uma agência da CEF. Estacionamento subterrâneo. Mas por enquanto está tudo parado porque o projeto está se adequando a exigências da prefeitura, especialmente quanto ao número de pavimentos.
Essa linha 415 é muito antiga. Antes era feita por lotações, Usina x Leblon. Depois a CTC criou a 416 com mesmo nome, via túnel Santa Bárbara, frota composta pelos Mercedes-Benz monoblocos.
Quanto à foto 3, rua José Higino, ela é uma rua nobre. Na esquina com avenida Maracanã ficava a fábrica da Brahma, depois virou filial do supermercado Extra e agora é do Assaí Atacadista, que fechou a filial da rua Uruguai e passou para a José Higino.
De muitos anos pra cá os moradores da José Higino sofrem com o pesado trânsito da rua, resultado da transformação da Uruguai em mão única, obrigando a outra mão a usar a José Higino.
Há alguns meses eu comentei sobre coincidências que ocorrem na vida da gente. Quando eu morava na Tijuca havia quatro casas, geminadas duas a duas, da mesma proprietária. Eu morava na de número 46. As demais eram a 48, 50 e 52. Em meados de 1972 a proprietária resolveu vender todas elas, que eram alugadas. Dada preferência aos inquilinos para a compra, ninguém optou por isso, porque as casas eram muito velhas. Nós compramos e nos mudamos para o endereço onde moro, na Barão do Bom Retiro. A família da casa 50, por enorme coincidência, se mudou para a rua Dona Romana, para um correr de casas de frente de rua, todas iguais entre si. Ficava a uns 120 metros da nossa. Que coincidência!
A casa deles foi uma das demolidas para construção da garagem da Viação Alpha. Não sei para onde foram.
A família era interessante: o casal tinha vários filhos, todos com nome iniciado pela letra "A": Alexandre, Adauto, Adilson, Ailton, Alberto (mais um cujo nome esqueci). Para completar a escadinha, nasceu por último a única menina, de nome Conceição. Acho que aí pararam de dar origem a mais degraus na escadinha.
A filial do Assaí Atacadista a que me referi acima ocupava originalmente o antigo terreno baldio que descrevi há alguns dias, aqui no SDR. Tinha 60 metros de largura por 170 de fundos, indo da rua Uruguai até a Dona Delfina. Depois de ser terreno baldio, virou filial da Sendas e posteriormente do Assaí. Era imenso. O Extra pegou a fábrica da Brahma e mais recentemente o Assaí fechou a filial da rua Uruguai e se passou para onde era o Extra.
Paulo Roberto, data original 11:27h ==> consta que havia dois Brunis na Tijuca: uma na Praça Saens Peña número 370 e outro na rua Major Ávila número 455. Eu me lembro bem do primeiro, mas o segundo só conheço por literatura. Nunca assisti a nenhum filme nele. Como já escrevi mais acima, o primeiro ficava numa pequena e estreita galeria, ao fim dela. Há anos o espaço foi ocupado por uma filial dos laboratórios LABS A+. Onde era a bilheteria agora é o local onde você pega o resultado dos exames.
Já o da Major Ávila, pelo que vejo no SV, ficava no térreo de um grande edifício misto (residencial e comercial), com muitas lojas no térreo. Uma delas era a Mansão Studio, onde em 1977 comprei meu primeiro conjunto modular de som, composto por um tape deck Crown, caixas de som Bravox, receiver Scott e um toca-discos Gradiente (se não me engano).
Era um conjunto bem simples e de qualidade sofrível, porém quebrava o galho. No ano seguinte eu me casei e deixei o conjunto para o meu irmão, que na época era mais vidrado em música do que eu. Comprei então um mero 3 em 1 da National, com o qual fiquei até setembro de 1980, quando em Manaus aí sim adquiri um conjunto bem melhor: receiver Marantz SR 4000, tape deck Akai CS-M02, toca-discos Technics SL-Q2 e duas caixas Lando DRD 310. O toca-discos e as caixas são as mesmas até hoje. O receiver deu problema no ano passado, sem conserto. O tape deck sempre foi o elo fraco da corrente, tendo dado vários problemas, até que o substituí por um Sony TC-WE605S, comprado nos EUA, mas que não chegava aos pés do Akai. Há algumas semanas "joguei" o Sony no lixo. Estou sem tape deck atualmente. Em 1995 ou 1996 comprei um CD player Technics SL-PD887, que uso bastante. O Marantz substituí por um Onkyo TX-8020, mas sinto saudades do meu Marantz.
Das três ruas destacadas, tenho lembranças maiores da José Higino. As lembranças não são das melhores, pois em meados dos anos 1980, acho que 1986/1987, em algum momento dessa época, eu ia, em várias segundas-feiras, junto com o motorista do caminhão da empresa, descarregar areia lavada e brita para uma obra na Fábrica da Brahma que consumiu bastante material. A entrega ocorria apenas nesse dia da semana e entregávamos de 6 a 7 caminhões de material nesse dia. A primeira viagem tinha que chegar antes da 7h, quando abria o portão. Além de eu ter que acordar muito cedo nesse dia, acabava ficando aguardando o último caminhão para retornar ao trabalho em Parada de Lucas. Pior ainda que o mestre de obras que assinava as notas ficava zanzando pra lá e pra cá e era quase impossível de encontrá-lo na hora que o caminhão descarregava o material. Definitivamente não foram bons momentos.
Verdade. Aliás, vale o mesmo para a Dona Delfina e a Antônio Basílio, ruas próximas. Só escapou da sanha assassina das construtoras a João da Mata, por ser uma rua sem saída. Está praticamente intocada desde a década de 1960.
Na esquina da Dona Delfina com a avenida Maracanã há um grande edifício de cor café com leite. Parte dele era antes uma casa de dois andares, número 1277, onde morava um médico que tinha trigêmeos: Manoel, Ricardo e Luís. Eram idênticos, eu só conseguia distinguir o Ricardo porque ele tinha um dente da frente quebradinho. De vez em quando eles brigavam entre si, aos murros nas costas, e se alguém tentasse interferir apanhava dos três. Eram craques na pelota, que jogávamos de vez em quando na rua, usando árvores a título de baliza. A calçada era bem larga e os gols ficavam em calçadas opostas. O "campo" era justamente em frente à minha casa, onde ficava uma das balizas. A outra era em frente ao número 33, do outro lado da rua.
No 35 morava um almirante aposentado, bem velhinho, numa casa estilo chalé suíço, com muros bem baixinhos e vazados. Quando a bola caía no quintal dele, ele não queria devolver. Então passamos a pular o muro para pegar a bola.
Em fins dos anos 1960 o chalé foi demolido e no lugar foi construída uma bela casa de dois andares, estilo moderno, onde moravam três pitéus. Muito bonitas todas elas, adolescentes. Bem em frente à minha casa. Para quem se interessar, o link dela é https://maps.app.goo.gl/BEnzg8CRoe4JuY2Y9
Falar em adolescentes pitéus me lembra o que ocorria em Belém, quando trabalhei lá. Eu cursava vestibular e era excelente em Física (exceto Eletromagnetismo). Dois colegas de turma, que não estavam entendendo patavinas, me pediram para dar algumas aulas para eles. Um deles tinha um Dauphine e morava com a família nos fundos de uma farmácia, perto do Mercado São Brás. Eles estavam construindo um segundo andar. Então em certos dias da semana saíamos do curso, pegávamos o Dauphine e íamos até lá, onde foi colocado um quadro-negro e uma mesa.
Acontece que ao lado da farmácia havia uma bela casa de dois andares, muito recuada em relação à rua, de modo que a parte da frente da casa ficava mais atrás do que a parte traseira da obra da farmácia. Um dia descobrimos que havia algumas irmãs, adolescentes, que moravam na casa e na hora de dormir se trocavam dentro do quarto, com as cortinas meio abertas. Aí passamos a ficar de olho nelas, muitas vezes apenas de calcinha e sutiã e às vezes sem este. Lembram aquele desenho do Moita? Pois é, éramos tal qual ele. Apagávamos as luzes da obra e ficávamos quietinhos, só com parte da cabeça acima do muro da obra, apreciando os pitéus até elas apagarem as luzes.
Algumas das atuais garagens de ônibus foram declaradas de utilidade pública para o novo sistema que está sendo implantado na cidade, a despeito das judicializações de praxe. Os terrenos não poderão ser usados para outros fins.
Até 2028, teoricamente, todas as linhas serão licitadas para novos (ou não) operadores. Começou por áreas da zona oeste, como Santa Cruz e Campo Grande, com os novos ônibus previstos para breve. A próxima etapa da licitação começa este mês, com outra parte da zona oeste e alguns bairros da zona norte, como Vila Isabel e Ilha. Esses ônibus deverão começar a rodar no início do ano que vem, isso se a prefeitura derrubar uma liminar da justiça em favor dos atuais empresários. E olha que o Gilmar Mendes nem entrou na história ainda.
Helio, essa foto 03 da José Higino está diferente do link que coloquei, ou seja, o sentido dos carros está inverso. Saberias o motivo disso? A imagem está invertida? Acho que não. Teria sido uma mudança de mão temporária por causa das obras do Metrô? A foto diz ser de 1971. Já havia alguma obra pré-Metrô nessa época? Fiquei confuso.
Guilherme, a José Higino sempre teve mão da Conde de Bonfim para a Barão de Mesquita. Lembro que os caminhões carregados de cerveja saíam da fábrica da Brahma e viravam à direita, em direção à Barão de Mesquita. Eu mesmo passei muitas vezes de carro nesse sentido. E há muitos anos o sentido é esse. A foto 3 não está invertida. Mas não sei o motivo de a mão estar invertida na foto. Houve um período, no início da década de 1970, que a rua Uruguai estava interditada por causa de grandes obras de colocação de tubos de águas pluviais. A mão da Conde de Bonfim para a Barão de Mesquita ficou sendo através da rua Dona Delfina. Pode ser que a mão em sentido contrário fosse pela José Higino, daí o motivo de vermos isso na foto, já que não havia nenhuma outra opção para tráfego naquele sentido. Entre a Conde de Bonfim e a Barão de Mesquita as únicas ligações na área da rua Uruguai seriam a José Higino e a Dona Delfina, e mesmo essa não chegava até a Barão de Mesquita. Complicado.
Durante a tal obra, eu morria de medo de nossa casa desabar. Ela era alta do chão, com um porão não habitável e sustentada transversalmente em grandes peças de madeira, apoiadas em blocos de pedra nas duas pontas e nas quais era pregado o piso de tábuas corridas estreitas. Só que uma das peças de madeira havia cedido e provocado uma rachadura na parede da sala, divisa com um dos quartos. A CEDAG na época fez um conserto na rua, transversal à mesma, a uns 100 metros de casa, e não tampou devidamente a vala. Quando os ônibus passavam nessa vala, o choque dos pneus provocava uma trepidação que chegava até nossa casa. Os copos e taças na cristaleira da sala tilintavam e as paredes tremiam. Eu morria de medo que a peça de madeira cedesse de vez e a parede da sala desmoronasse em cima de nós.
A casa tinha muitos problemas. Até hoje, quando sonho com ela, é pesadelo. Sem mentira nenhuma.
Não é tão fácil assim. A segunda foto é na Praça Saens Peña, no antigo cinema Rio, junto à farmácia Granado. Os outros estou analisando.
ResponderExcluirE eu achando que era o Bruni Tijuca... Hoje o seu O Biscoito Molhado não tem trabalho nesta redação, mas recomenda uma passada no Village Mall para ver a excepcional exposição organizada pelo Veteran Car Club do Brasil (que faz 50 anos) e pelo Porsche Clube do Brasil. São 160 automóveis antigos e clássicos, escolhidos a dedo. Vale a pena. Este redator estará lá durante a semana que vem. A exposição termina no dia 12, domingo. Horário: de 12 às 22.
ResponderExcluirO JRO já publicou 12.653 fotos destes carros...
ExcluirFotografias, mesmo de um mestre, são pálidos fragmentos virtuais de uma realidade multicolorida.
ExcluirA exposição está de cair o queixo, sensação que nenhuma foto, ou video, seja capaz de chegar perto. E você poderá chegar bem perto...
Bom dia ! Apenas por curiosidade, onde fica o Village Mall, Bis ?
ExcluirBarra da Tijuca, perto do Barra Shopping.
ExcluirMuito obrigado, Dr.D. !
ExcluirBom dia.
ResponderExcluirAcho que a primeira foto é nas imediações da Rua Uruguai. A segunda achava que fosse o Bruni Tijuca, mas pelo jeito estou errado. A terceira não faço ideia.
PS (FF) - ontem de noite teve arrastão nas imediações do Cidade Jardim. Parece até represália.
ResponderExcluirBruni-Tijuca: Rua Conde de Bonfim 370 loja 8. Inaugurado em 23/08/1968.
ResponderExcluirRio: Rua Conde de Bonfim 302-A. Inaugurado em 09/08/1965
Bom Dia! O carro da 415 com vista GARAGE,como se escrevia antes do "mudernismo" que veio do Sul e engoliu todas as 16 fabricas de Carrocerias que um dia o Rio de Janeiro teve, com o espelho na parte inferior do para-brisa,parece que os três acidentes que motivaram a troca do mesmo para a parte superior da carroceria ainda não tinham acontecido. O carro pode estar indo para a garagem que era na rua São Miguel,como estar sendo conduzido para o ponto final da Usina.Acredito ser rua Antonio Basílio.
ResponderExcluirRua Uruguai entre a Conde de Bonfim e a Andrade Neves.
ExcluirA primeira foto é na rua Barão de Mesquita, tendo ao fundo o cruzamento com a rua Uruguai. A diferença da atualidade é que naquele tempo a rua era em mão dupla. A terceira foto é mais difícil. O prédio que havia antes da inauguração do Cinema Rio foi demolido, mas a padaria Fidalga que aparece na foto é bem mais antiga e fazia parte do prédio anterior. FF. A Cidade Jardim, onde aconteceu o arrastão mencionado, é o "andar de cima de Curicica". Ou seria Curicica um "puxadinho" da Cidade Jardim? Afinal ambas são parte integrante da "área do BRT"...
ResponderExcluirO Bruni Tijuca ficava numa pequena galeria quase chegando a General Roca. Tijuca o melhor e mais bonito bairro da zona norte.
ResponderExcluirÉ isso aí, mayc.
ExcluirEu sempre achei aquela carroceria de ônibus da Metropolitana uma das mais bonitas que já foram fabricadas. Se a terceira foto for da rua Antônio Basílio, então a rua que chega à esquerda é a Conde de Itaguaí. Em frente esta rua, na Antônio Basílio (fora da foto, ao lado do fusca), havia um terreno baldio plano de chão de terra, onde paravam caminhões que aguardavam sua vez para entrar na fábrica da Brahma. Ali peguei muitas placas para minha coleção.
ResponderExcluirA garagem a Alfha ficava ou fica na Rua Dona Romana e a da Carioca essa sim na Rua São Miguel linhas 110 e 109
ResponderExcluirA ETAL,mesmo sendo do grupo MPP, deixou de guardar sua frota no posto da Barão do Bom Retiro ao lado do cinema Santa Alice e foi para rua D.Romana, que saiu dali para a rua Aquidabã,para logo a seguida se fundir com a Méier Nesse tempo a Alpha ainda era pequena e usava a garagem na Tijuca. Só veio para a D. Romana quando começou o come-come. Foi quando ela cresceu tanto que teve que comprar quase todas as casas da quadra. Na São Miguel teve também a Nacional,e por pequeno período a Taruman.
ExcluirTestando o Mozilla
ResponderExcluirLEGENDAS ORIGINAIS:
ResponderExcluirFoto 1 = "Rua Uruguai nº 123. Quem vai retirar o poste?"
Foto 2 = "1970 - Rua Conde de Bonfim"
Foto 3 = "1971 - José Higino, esquina Dr. Aníbal Moreira"
E eu já iria comentar que na placa da Pepsi está escrito "Merc. Forte do Uruguai", o que indicaria o nome da rua.
ResponderExcluirConcordo com o Hélio, esse modelo da montadora de carrocerias Metropolitana foi marcante.
Não consigo lembrar desse filme em cartaz. E olha que o elenco anunciado era dos melhores.
"Inverti as bolas" na primeira foto, já que o correto é "Uruguai tendo ao fundo o cruzamento com a Barão de Mesquita. Tanto uma quanto a outra possuem atualmente mão única mas não no passado.
ResponderExcluirNão imaginava que já existia Pepsi nos anos sessenta...
ResponderExcluirHoje o propagador de fake news teve homéricos orgasmos...
ResponderExcluirA segunda definitivamente é na Saens Pena, conforme foi comentado, à direita fica a farmácia Granado (até hoje). Descobri pelo "em breve curso oxford", trabalhei lá mas infelizmente fechou a unidade faz uns dois anos. No térreo hoje é uma agência da Caixa.
ResponderExcluirO ônibus passando pela rua Uruguai entre a Conde de Bonfim e a Andrade Neves.
ResponderExcluirO cinema Rio parece que era chamado de carioquinha, ficava no mesmo prédio do curso Oxford onde estudei inglês!
ResponderExcluirNão é o Bruni tijuca, ( a palavra bruni na fachada confunde um pouco) esse era outro cinema em uma pequena galeria, perto da C&A!
Caso a primeira foto fosse colorizada, o ônibus linha 415, que roda até os dias de hoje, da empresa Alpha, apareceria com suas cores originais: vinho, ou grená, como queiram, branco e prata. Falando na padaria padaria Fidalga, como mencionada pelo Joel, nos dias de hoje, Casa do Pão, tinha uma rosquinha salgada trançada e amanteigada que era uma delícia. Quando criança, sempre que eu ia na casa de meus avós paternos, virando a esquina à esquerda para a Almirante Cochrane, eu as comprava.
ResponderExcluirAtualmente vários ônibus aparecem na rua com vista GARAGEM ou apagada para evitar pegar passageiros.
ResponderExcluirPor excesso de passageiros ou motorista malvado (pra não dizer outra coisa)?
ExcluirA primeira opção é raridade...
ExcluirHá poucos dias comentei sobre o Bruni-Tijuca e pelo visto tinha mais de um dessa rede na Saenz Pena.
ResponderExcluirA garagem da Viação Alpha era aqui a 50 metros da vila onde moro. Ocupava boa parte do quarteirão formado pelas ruas Barão do Bom Retiro, Verna Magalhães, Condessa Belmonte e Dona Romana. Desta rua a garagem derrubou todas as casas entre a Barão do Bom Retiro e Condessa Belmonte.
ResponderExcluirHá poucos meses a empresa transferiu a garagem para o Andaraí e a antiga está totalmente vazia. Deve haver vigias porque ainda não foi tomada por cracudos.
Dizem que vão construir blocos de edificios no lugar dela, com comércio no térreo, incluindo uma filial de supermercado, uma de rede de farmácias e uma agência da CEF. Estacionamento subterrâneo. Mas por enquanto está tudo parado porque o projeto está se adequando a exigências da prefeitura, especialmente quanto ao número de pavimentos.
ResponderExcluirQuando do desabamento do viaduto Paulo de Frontin um ônibus da Alpha foi esmagado. Era o de número de ordem 48056.
ResponderExcluirEssa linha 415 é muito antiga. Antes era feita por lotações, Usina x Leblon. Depois a CTC criou a 416 com mesmo nome, via túnel Santa Bárbara, frota composta pelos Mercedes-Benz monoblocos.
ResponderExcluirQuanto à foto 3, rua José Higino, ela é uma rua nobre. Na esquina com avenida Maracanã ficava a fábrica da Brahma, depois virou filial do supermercado Extra e agora é do Assaí Atacadista, que fechou a filial da rua Uruguai e passou para a José Higino.
ResponderExcluirDe muitos anos pra cá os moradores da José Higino sofrem com o pesado trânsito da rua, resultado da transformação da Uruguai em mão única, obrigando a outra mão a usar a José Higino.
ResponderExcluirQuase em frente ao local da foto 3 fica um condomínio de casas de alto padrão.
ResponderExcluirHá alguns meses eu comentei sobre coincidências que ocorrem na vida da gente. Quando eu morava na Tijuca havia quatro casas, geminadas duas a duas, da mesma proprietária. Eu morava na de número 46. As demais eram a 48, 50 e 52. Em meados de 1972 a proprietária resolveu vender todas elas, que eram alugadas. Dada preferência aos inquilinos para a compra, ninguém optou por isso, porque as casas eram muito velhas. Nós compramos e nos mudamos para o endereço onde moro, na Barão do Bom Retiro. A família da casa 50, por enorme coincidência, se mudou para a rua Dona Romana, para um correr de casas de frente de rua, todas iguais entre si. Ficava a uns 120 metros da nossa. Que coincidência!
ResponderExcluirA casa deles foi uma das demolidas para construção da garagem da Viação Alpha. Não sei para onde foram.
A família era interessante: o casal tinha vários filhos, todos com nome iniciado pela letra "A": Alexandre, Adauto, Adilson, Ailton, Alberto (mais um cujo nome esqueci). Para completar a escadinha, nasceu por último a única menina, de nome Conceição. Acho que aí pararam de dar origem a mais degraus na escadinha.
Igual ao meu tio Santinho (o nome dele era Antônio), os filhos: Anderson, Alisson, Alexandre, Alan e André.
ExcluirA filial do Assaí Atacadista a que me referi acima ocupava originalmente o antigo terreno baldio que descrevi há alguns dias, aqui no SDR. Tinha 60 metros de largura por 170 de fundos, indo da rua Uruguai até a Dona Delfina. Depois de ser terreno baldio, virou filial da Sendas e posteriormente do Assaí. Era imenso. O Extra pegou a fábrica da Brahma e mais recentemente o Assaí fechou a filial da rua Uruguai e se passou para onde era o Extra.
ResponderExcluirPaulo Roberto, data original 11:27h ==> consta que havia dois Brunis na Tijuca: uma na Praça Saens Peña número 370 e outro na rua Major Ávila número 455. Eu me lembro bem do primeiro, mas o segundo só conheço por literatura. Nunca assisti a nenhum filme nele. Como já escrevi mais acima, o primeiro ficava numa pequena e estreita galeria, ao fim dela. Há anos o espaço foi ocupado por uma filial dos laboratórios LABS A+. Onde era a bilheteria agora é o local onde você pega o resultado dos exames.
ResponderExcluirJá o da Major Ávila, pelo que vejo no SV, ficava no térreo de um grande edifício misto (residencial e comercial), com muitas lojas no térreo. Uma delas era a Mansão Studio, onde em 1977 comprei meu primeiro conjunto modular de som, composto por um tape deck Crown, caixas de som Bravox, receiver Scott e um toca-discos Gradiente (se não me engano).
Era um conjunto bem simples e de qualidade sofrível, porém quebrava o galho. No ano seguinte eu me casei e deixei o conjunto para o meu irmão, que na época era mais vidrado em música do que eu. Comprei então um mero 3 em 1 da National, com o qual fiquei até setembro de 1980, quando em Manaus aí sim adquiri um conjunto bem melhor: receiver Marantz SR 4000, tape deck Akai CS-M02, toca-discos Technics SL-Q2 e duas caixas Lando DRD 310. O toca-discos e as caixas são as mesmas até hoje. O receiver deu problema no ano passado, sem conserto. O tape deck sempre foi o elo fraco da corrente, tendo dado vários problemas, até que o substituí por um Sony TC-WE605S, comprado nos EUA, mas que não chegava aos pés do Akai. Há algumas semanas "joguei" o Sony no lixo. Estou sem tape deck atualmente. Em 1995 ou 1996 comprei um CD player Technics SL-PD887, que uso bastante. O Marantz substituí por um Onkyo TX-8020, mas sinto saudades do meu Marantz.
ResponderExcluirBoa tarde a todos!
ResponderExcluirDas três ruas destacadas, tenho lembranças maiores da José Higino. As lembranças não são das melhores, pois em meados dos anos 1980, acho que 1986/1987, em algum momento dessa época, eu ia, em várias segundas-feiras, junto com o motorista do caminhão da empresa, descarregar areia lavada e brita para uma obra na Fábrica da Brahma que consumiu bastante material. A entrega ocorria apenas nesse dia da semana e entregávamos de 6 a 7 caminhões de material nesse dia. A primeira viagem tinha que chegar antes da 7h, quando abria o portão. Além de eu ter que acordar muito cedo nesse dia, acabava ficando aguardando o último caminhão para retornar ao trabalho em Parada de Lucas. Pior ainda que o mestre de obras que assinava as notas ficava zanzando pra lá e pra cá e era quase impossível de encontrá-lo na hora que o caminhão descarregava o material. Definitivamente não foram bons momentos.
Foto 03, Rua José Higino, em 2024.
ResponderExcluirhttps://maps.app.goo.gl/CnrEpoGxnF4vTjPG6
Praticamente todas as casas desse trecho viraram prédios de apartamentos.
Verdade. Aliás, vale o mesmo para a Dona Delfina e a Antônio Basílio, ruas próximas. Só escapou da sanha assassina das construtoras a João da Mata, por ser uma rua sem saída. Está praticamente intocada desde a década de 1960.
ExcluirHá uma pequena vila que comunica a Dona Delfina com a João da Mata. E no fim desta há outra que liga com a José Higino.
ResponderExcluirNa esquina da Dona Delfina com a avenida Maracanã há um grande edifício de cor café com leite. Parte dele era antes uma casa de dois andares, número 1277, onde morava um médico que tinha trigêmeos: Manoel, Ricardo e Luís. Eram idênticos, eu só conseguia distinguir o Ricardo porque ele tinha um dente da frente quebradinho. De vez em quando eles brigavam entre si, aos murros nas costas, e se alguém tentasse interferir apanhava dos três. Eram craques na pelota, que jogávamos de vez em quando na rua, usando árvores a título de baliza. A calçada era bem larga e os gols ficavam em calçadas opostas. O "campo" era justamente em frente à minha casa, onde ficava uma das balizas. A outra era em frente ao número 33, do outro lado da rua.
ResponderExcluirNo 35 morava um almirante aposentado, bem velhinho, numa casa estilo chalé suíço, com muros bem baixinhos e vazados. Quando a bola caía no quintal dele, ele não queria devolver. Então passamos a pular o muro para pegar a bola.
Em fins dos anos 1960 o chalé foi demolido e no lugar foi construída uma bela casa de dois andares, estilo moderno, onde moravam três pitéus. Muito bonitas todas elas, adolescentes. Bem em frente à minha casa. Para quem se interessar, o link dela é https://maps.app.goo.gl/BEnzg8CRoe4JuY2Y9
Falar em adolescentes pitéus me lembra o que ocorria em Belém, quando trabalhei lá. Eu cursava vestibular e era excelente em Física (exceto Eletromagnetismo). Dois colegas de turma, que não estavam entendendo patavinas, me pediram para dar algumas aulas para eles. Um deles tinha um Dauphine e morava com a família nos fundos de uma farmácia, perto do Mercado São Brás. Eles estavam construindo um segundo andar. Então em certos dias da semana saíamos do curso, pegávamos o Dauphine e íamos até lá, onde foi colocado um quadro-negro e uma mesa.
ResponderExcluirAcontece que ao lado da farmácia havia uma bela casa de dois andares, muito recuada em relação à rua, de modo que a parte da frente da casa ficava mais atrás do que a parte traseira da obra da farmácia. Um dia descobrimos que havia algumas irmãs, adolescentes, que moravam na casa e na hora de dormir se trocavam dentro do quarto, com as cortinas meio abertas. Aí passamos a ficar de olho nelas, muitas vezes apenas de calcinha e sutiã e às vezes sem este. Lembram aquele desenho do Moita? Pois é, éramos tal qual ele. Apagávamos as luzes da obra e ficávamos quietinhos, só com parte da cabeça acima do muro da obra, apreciando os pitéus até elas apagarem as luzes.
Algumas das atuais garagens de ônibus foram declaradas de utilidade pública para o novo sistema que está sendo implantado na cidade, a despeito das judicializações de praxe. Os terrenos não poderão ser usados para outros fins.
ResponderExcluirNão sabia disso. Qual sistema?
ExcluirAté 2028, teoricamente, todas as linhas serão licitadas para novos (ou não) operadores. Começou por áreas da zona oeste, como Santa Cruz e Campo Grande, com os novos ônibus previstos para breve. A próxima etapa da licitação começa este mês, com outra parte da zona oeste e alguns bairros da zona norte, como Vila Isabel e Ilha. Esses ônibus deverão começar a rodar no início do ano que vem, isso se a prefeitura derrubar uma liminar da justiça em favor dos atuais empresários. E olha que o Gilmar Mendes nem entrou na história ainda.
ExcluirPor exemplo...
Excluirhttps://onibusetransporte.com/2026/08/03/prefeitura-do-rio-justifica-concessao-cinco-lotes-etapa-2-sistema-rio/
Helio, essa foto 03 da José Higino está diferente do link que coloquei, ou seja, o sentido dos carros está inverso. Saberias o motivo disso? A imagem está invertida? Acho que não. Teria sido uma mudança de mão temporária por causa das obras do Metrô? A foto diz ser de 1971. Já havia alguma obra pré-Metrô nessa época? Fiquei confuso.
ResponderExcluirGuilherme, a José Higino sempre teve mão da Conde de Bonfim para a Barão de Mesquita. Lembro que os caminhões carregados de cerveja saíam da fábrica da Brahma e viravam à direita, em direção à Barão de Mesquita. Eu mesmo passei muitas vezes de carro nesse sentido. E há muitos anos o sentido é esse. A foto 3 não está invertida. Mas não sei o motivo de a mão estar invertida na foto. Houve um período, no início da década de 1970, que a rua Uruguai estava interditada por causa de grandes obras de colocação de tubos de águas pluviais. A mão da Conde de Bonfim para a Barão de Mesquita ficou sendo através da rua Dona Delfina. Pode ser que a mão em sentido contrário fosse pela José Higino, daí o motivo de vermos isso na foto, já que não havia nenhuma outra opção para tráfego naquele sentido. Entre a Conde de Bonfim e a Barão de Mesquita as únicas ligações na área da rua Uruguai seriam a José Higino e a Dona Delfina, e mesmo essa não chegava até a Barão de Mesquita. Complicado.
ExcluirDurante a tal obra, eu morria de medo de nossa casa desabar. Ela era alta do chão, com um porão não habitável e sustentada transversalmente em grandes peças de madeira, apoiadas em blocos de pedra nas duas pontas e nas quais era pregado o piso de tábuas corridas estreitas. Só que uma das peças de madeira havia cedido e provocado uma rachadura na parede da sala, divisa com um dos quartos. A CEDAG na época fez um conserto na rua, transversal à mesma, a uns 100 metros de casa, e não tampou devidamente a vala. Quando os ônibus passavam nessa vala, o choque dos pneus provocava uma trepidação que chegava até nossa casa. Os copos e taças na cristaleira da sala tilintavam e as paredes tremiam. Eu morria de medo que a peça de madeira cedesse de vez e a parede da sala desmoronasse em cima de nós.
ExcluirA casa tinha muitos problemas. Até hoje, quando sonho com ela, é pesadelo. Sem mentira nenhuma.
Obrigado pela explicação, Helio.
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