terça-feira, 23 de outubro de 2018

APRENDIZAGEM



 
As fotos 1 e 3 mostram os automóveis em que eram feitos os exames de carteira de motorista em 1953. Era um tempo em que a sinalização com os braços eram obrigatórias, totalmente diferente dos dias de hoje quando quase todos trafegam com os vidros fechados e se utilizam das setas para as mudanças de direção.
 
A foto 2 mostra o exame oftalmológico em 1951.
 

29 comentários:

  1. Naquele tempo dirigir devia ser cansativo. Não havia "setas", luz de freio, e luz de ré, o que reduz a segurança. Além disso a falta do espelho do lado direito era comum, o que torna perigoso o ato de dirigir. Guiar carros como os da foto só é possível em locais como Cuba, baixada fluminense, "sertões" de Jacarepaguá, e toda s área do BRT. Como diria um conhecido "operador da fé", "um espanto!"

    ResponderExcluir
  2. Bom dia a todos. Na minha época em que fiz exame de motorista, os carros eram basicamente todos fuscas. As duas fotos dos calhambeques ambas são na Pça Tiradentes a 1ª pode-se ver no canto superior esquerdo por trás da árvore o prédio onde funcionou o DETRAN, na 2ª onde se vê o Restaurante Oriental muito conhecido como China, servia comida bem barata, este ficava na calçada entre as R. Gonçalves Ledo e Imperatriz Leopoldina.

    ResponderExcluir
  3. Quem vai gostar das fotos de hoje é o Gustavo Lemos, que adora essas aranhas dos anos 30. Na primeira foto, um Chevrolet 1928, ou perto, chamado de Ramona. O carro e o motor eram ótimos, mas, apesar dos seis cilindros, a Ford deu um banho de vendas com o Modelo A, contemporâneo e de 4 cilindros.
    Ao fundo, aparece um estonteante Chevrolet 1953, novinho em folha, reluzente.
    Na foto 3, o carro é o mencionado Ford Modelo A, o Fordeco, não confundir com o Modelo T, que era o Ford de Bigode. Atrás, vem um táxi Chevrolet 1941 e mais atrás, parece ser outro reluzente Chevrolet 1953... será que é o mesmo?

    ResponderExcluir
  4. Trabalhei com um engenheiro que até pouco tempo, apesar de todas as dificuldades dos mais de 80 anos da fabricação e sem folga financeira para ser um colecionador, tinha um Ford 1929 em melhores condições do que o mostrado na foto 1.
    Se fosse um "Onde é?", arriscaria Pç. Tiradentes na foto 3.

    ResponderExcluir
  5. A prova de motorista feita nestes autos me fez lembrar da desaparecida Alcione.Contava ser uma motorista de primeira com desenvolvimento de ações em Brasilia,o que não sei bem o que queria dizer.A prova de transito da antiga comentarista foi efetivada num destes veículos,segundo fotos em poder do JBANque garantia também que a aprovação da Tia foi comemorada com muito Miojo e doses de Martini Seco.Bons tempos.... Ótima postagem.

    ResponderExcluir
  6. Bons tempo.... Aprendi a dirigir em um "Adler" 1937 e fiz o exame em um Ford 1934, com freios mecânicos... Não se dirigia! Brigava-se com os carros !!!

    ResponderExcluir
  7. Quando aprendi a dirigir a sinalização era com o braço esquerdo para virar à esquerda ou à direita e mesmo para parar. Não havia espelho lateral à direita. Às vezes havia um farol adicional junto à porta do motorista em alguns carros. A mudança ficava ao lado do volante e não no chão do carro. O freio de mão também era sob o painel da frente. Todos os carros tinham acendedor de cigarros e cinzeiro. E nenhum tinha ar condicionado. Às vezes tinham um ventilador pequeno que pouco ajudava. Com frequência os pneus furavam e o carro fervia também com frequência.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Quando as Tias Alcione e Nalu foram fazer o exame de direção, o carro utilizado foi um Ford modelo T com manivela...

      Excluir
    2. Toda a sinalização era feita com o braço.Não havia espelho lateral e muitas vezes retrovisor.Nenhum carro tinha ar condicionado as vezes um ventilador pequeno que pouco ajudava e com frequência os pneus furavam e o carro fervia.Chamavam isso de carro? Não vou falar dos itens de segurança e nem vou me estender em detalhes outros pois para mim não passavam de charretes ou mesmo trenós puxados por cachorros.As viúvas ficam babando essas porcarias eu desfilando num Audi A7 Sportback. Eu sou sempre Do Contra.

      Excluir
  8. Boa tarde ! Treinei, para tirar a carteira, em um Jipe não sei de que ano. A sinalização de "para a esquerda", "para a direita" e de "parar", era feita com o braço. A Escola que freqüentei, ficava na Av.Mem de Sá, porém não tenho mais a mínima lembrança do nome dela. Certo dia, o treinador me colocou para dirigir na Av.Presidente Vargas. Que eu me lembre, nunca suei tanto na vida quanto naquela ocasião...O exame de direção foi feito na Tijuca (ruas Campos Sales, Mariz e Barros e Ibituruna). Os examinadores desejavam ver como eu me sairia na confluência das 3 ruas onde, se não me falha a memória, havia dois sinais de trânsito. Como me sai bem, logo depois da confluência, mandaram eu parar. A baliza foi realizada em torno do Maracanã.

    ResponderExcluir
  9. O Ford da Tia Nalu tinha bigode e barba.Era PT.

    ResponderExcluir
  10. Não peguei este tempo, mas nos anos 40, mesmo para ser motorista amador era necessário passar no "exame de ruas".

    ResponderExcluir
  11. A resposta dada ao Plínio pelo Do Contra me faz lembrar a revista Mad e suas tirinhas sobre aqueles que têm muito e os que nada têm.
    Sobre carros, o que nada tem vive sonhando com um Fusca usado (hoje seria qualquer 1.0), o mais ou menos tem Fusca e sonha com um Siena e assim vai até chegar àquele que têm um Audi A7 e sonha com uma Ferrari LaFerrari Aperta 2018. Mas tem o que está por cima de todos e tem essa Ferrari, porém seu maior desejo é ter um raro Packard 1927 conversível e com banco do lado de fora para a sogra. E justamente aquele que está abandonado em algum galpão de fazenda e cujo dono se nega a vender por ser relíquia da família.

    ResponderExcluir
  12. A auto escola onde tive meu aprendizado ficava na Praça 7 de Março, onde atualmente a pizzaria Parmê. Minha prova de baliza foi em uma rua do Engenho novo ou Lins. Naquela época era possível, afinal era 1977 vivíamos o "pacote de Abril", "os tempos eram outros", e "cada um conhecia o seu lugar". Hoje em dia nem pensar...

    ResponderExcluir
  13. Parabéns ao Saudades do Rio que já passou das 300 mil visitas nesse 1 ano e 10 meses do atual endereço, o que chega a umas 450 visitadas de média por dia.

    ResponderExcluir
  14. O biscoito acertou. Meu avô teve um Modelo A 1928 idêntico ao da terceira foto. Já até postei no Facebook.

    ResponderExcluir
  15. Eu pensava ser o mais velho aqui no SDR, depois do Jaime Moraes. Mas pelo visto o Plínio e o WHM, se ainda estiverem vivos, são mais velhos do que eu, a julgar pela narrativa deles sobre seus exames para motorista.

    Meu tio contava que seu treinamento para motorista foi feito em jipe. Na época o correspondente ao DETRAN era a Inspetoria de Trânsito.

    Como comentei ontem, não lembro em que carro fiz meu treinamento para motorista, em 1974. Eu já sabia dirigir, em termos de conduzir carros, porém não tinha experiência em trânsito. O treinador, logo no primeiro dia, me colocou para fazer o percurso pela rua Conde de Bonfim, entre a rua Uruguai e a Usina. Tremi na base. Mas deu tudo certo.

    ResponderExcluir
  16. Minha mãe chamava esses carros das fotos de fubica ou chambrega. No caso do último, aqueles modelos já de capota fixa, ela chamava de cristaleira.

    ResponderExcluir
  17. Falando em Praça Tiradentes, alguém se lembra do restaurante giratória que havia lá, no correr do prédio do DETRAN e na esquina com Constituição? Era um tablado circular, com mesas. A gente subia no tablado e comia enquanto ele girava. Fomos lá uma ou das vezes, no início da década de 1960, quando ainda corriam os bondes.

    ResponderExcluir
  18. Um lugar que costumávamos frequentar era o Bar das Pombas, na Usina. Lá em casa éramos muitos e minha mãe era a cozinheira da tropa. Aos domingos ela passava o bastão para minha tia mais velha. No sábado à noite fazíamos lanche: pão com salaminho ou ovo e refrigerante ou cerveja ou refresco de groselha (quem se lembra disso?). E às vezes íamos ao Bar das Pombas, saborear alguns aperitivos como batata frita, carne picada, e sei lá mais o quê, ao som das águas do rio Maracanã, que passava ao lado do bar e naquele ponto tinha uma espécie de corredeira. Ao que me lembro, o bar não tinha laje nem forro e na parte de trás dava para uma área de muita vegetação. Era um lugar assaz aprazível. Para chegar lá pegávamos o bonde Tijuca e saltávamos no ponto final.

    Consultando quem sabe das coisas atualmente, obtive a informação de que a casa onde funcionava o referido bar era uma construção de 1880 e que servia de estação dos bondes puxados a burro. Lembro que era comum os motorneiros e condutores entrarem no bar para lanchar ou beber algo, já que ali era o ponto final da linha Tijuca.

    Se consultarem o Google Maps, ano de 2010 ou 2011, verão no número 26 da avenida Edson Passos o prédio do referido bar, numa construção em vermelho escuro. No topo da fachada está inscrito o ano de 1880. Hoje ali está o Kadosh Day, e um pouco do prédio original foi mantido.

    ResponderExcluir
  19. Aqui na vila mora o dono da Auto Escola Rally, que fica a menos de um minuto a pé daqui. Ao que eu saiba, é a única auto escola das redondezas. Atualmente a frota é composta por uns três Fiat Mobi, mas até algum tempo atrás tinha também uma van bem grande. Também é moto-escola.

    ResponderExcluir
  20. Acabaram com a exigência de fazer “baliza” no exame para a CNH.
    Um absurdo.
    Minha neta passou no exame e agora eu estou ensinando. Nem marcha a ré a auto-escola ensinou.
    Realmente…

    ResponderExcluir
  21. Não comentei há oito anos. Talvez por não ter algo a acrescentar. Recentemente alteraram as regras para tirar a carteira. Em vez da autoescola o aluno pode contratar um instrutor avulso cadastrado no Detran. As provas teóricas não acabaram. Quanto à baliza não posso opinar.

    FF: o alter ego do corneteiro deve estar exultante, onde quer que esteja. Que semana...

    Acho que o Lino também, ou não...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Há 120 anos acontecia o voo do 14 Bis em Paris. Por causa desse evento hoje é dia do aviador e da Força Aérea Brasileira.

      Excluir
  22. Não sei atualmente, mas os examinadores da década de 70 faziam pegadinhas para induzir o examinado ao erro. Na minha prova de habilitação, em 1975, fiz a baliza ok, ladeira ok (eram os dois maiores temores no exame final). Aí, ao final da prova ele me falou, pára aqui, rápido freia e eu não freei, argumentando que ali era uma entrada de garagem e parei um pouco mais adiante. O cara gritou comigo: "pode saltar, está reprovado!" saí do carro p...da vida e quando já estava caminhando ele me chamou: "garoto, volta aqui. Você foi esperto, se parasse onde eu mandei estaria reprovado. Você passou!" . Isso foi no canal da Av. Visconde de Albuquerque, quase na esquina da minha rua. Que delícia, estava aprovado e do lado de casa.

    ResponderExcluir
  23. Hoje Edson Arantes do Nascimento faria 86 anos.

    ResponderExcluir