sábado, 20 de outubro de 2018

LIGHT



 
As três fotografias de hoje mostram telefonistas e datilógrafas da LIGHT na década de 40.
Destaque para as moringas nas mesas da primeira foto. Fazia tempo que não via uma. Lembro, com saudade, de uma existente na nossa casa em Petrópolis, com água sempre fresquinha.
Aliás, vocês sabiam que as moringas de barro, por ser o barro poroso, permite que a água passe através dele? Parte desta água evapora, tomando calor da moringa e do restante da água, que são assim resfriadas. Esta transformação da matéria é muito conhecida como processo endotérmico. O SDR também é cultura inútil.
Também é destaque a vestimenta das moças, se comparada com a das funcionárias atuais.
FF: dois comentários adicionais d´obiscoitomolhado no “post” de ontem.

35 comentários:

  1. Onde seria essa repartição? Na Marechal Floriano? Não é tão fácil achar moringas em uso, já que apenas em "centros espíritas", ou "roças e terreiros de umbanda ou Candomblé podem ser percebidas na maioria das vezes. Em residências mais humildes, são itens obrigatórios. Para quem deseja comprar alguma, é possível encontra-las em "lojas de santo" ou de Macumba como o "Dragão", na rua Leopoldo com Barão de Mesquita ou uma outra cujo nome não lembro e que fica na rua Barão de Iguatemi na Praça da Bandeira.

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  2. "Bom dia".

    A Light já foi o "polvo canadense" com ramificações em vários setores da vida cotidiana do país. A história de sua estatização deveria ser mais esmiuçada.

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  3. O filtro/moringa de barro "sua" tal e qual o ser humano. Já se suspeitou que a vida surgiu no barro, tal qual está na Bíblia.

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    1. As velas fazem um trabalho eficiente e água com gosto de barro fica saborosa. Muito mais fiável que água de garrafão.

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  4. Até meados dos anos 40, havia uma certa discriminação social quanto as telefonistas, que por pura necessidade de trabalho, muitas trabalhavam à noite, sendo por isto mal faladas.
    Felizmente os tempos mudaram...

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    1. É, Jaime, esses tempos mudaram, mas tem gente que quer retornar às trevas.

      Alias, se hoje a mulher ainda ganha menos, imagino nessa época...

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  5. Pelo tamanho do escritório e do bom refeitório também aposto na sede da Mal. Floriano.
    Quando esquecíamos uma lâmpada acesa em algum cômodo vazio da casa, logo se ouvia de algum adulto: "nós não somos sócios da Light", seguida da ordem para apagar a luz.
    Acho que atualmente, além de em número bem menor, todas as empregadas da Light devem usar uniforme.
    Não conhecia o processo endodérmico, quem sabe vai cair na prova do Enem e algum candidato vai se ligar melhor no assunto, se passar pelo SDR antes.
    Aqui em casa temos uma moringa que deve estar encostada em algum canto, mas um filtro de barro está na ativa, embora sofra a concorrência de água mineral em vasilhame de 20 litros.

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    1. A "água mineral" é o refrigerante sem o xarope. Nunca vi caminhão da Ambev se abastecendo na fonte Santa Rita na serra mineira. Hoje há tecnologia para deixar a água do jeito que se quiser. Encaro mais como água "de segurança", exceto os garrafões, já flagaram sendo enchidos com água direto da torneira.

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  6. Bom dia a todos. Profissões que com o avanço da tecnologia deixaram de existir, as datilógrafas foram substituídas pelo computador, as telefonistas pelos atendimentos automáticos, muito embora tenhamos hoje os operadores de telemarketing que nada mais são do que telefonistas.

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  7. Quem entende de moringa e seus efeitos refrescantes com passagem de agua pelos poros é o presidente da Calango,o popular Ceará,individuo.Aliás pensei que a foto fosse da sede da citada empresa,verdadeiro clube da Luluzinha.***

    O Biscoito nunca desliga.Comentarios adicionais pela madrugada.

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    1. O Biscoito e Nova Iorque, mas só o Biscoito usa filtro de barro.

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    2. Pastor o termo moringa lá no Ceará e conhecido por "Quartinha". Pois bom, como a temperatura por lá é alta mas sempre soprando uma brisa gostosa, a Quartinha que é feita de barro natural tem sua superfície extremamente porosa e exatamente por isso o vento que corre no local deixa sempre mais baixa a a temperatura da água no seu interior. Portanto essa troca de temperatura externa e interna é que faz a a´água ser mais gostosa, notadamente de madrugada é que dar sabor ao precioso liquido. ah... Depois tenho uma do FOA para contar por conta da quartinha. Na Calango servimos água gelada a 23C para a turma.

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  8. Tomar água fresquinha de moringa com gostinho de barro é tudo de bom. Aprendi a apreciar quando passei um longo período morando na casa de meus avós na Usina da Tijuca em 1966. Quando casei em 1983, tratei logo de comprar uma. Era fácil de achar no Centro da cidade.

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    1. No Mercadão de Madureira, na Praça Seca, Nelson Cardoso, André Rocha, Estrada dos Bandeirantes, e cercanias, existem muitas lojas de artigos religiosos onde as moringas podem ser encontradas...

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  9. Para quem deseja comprar uma moringa, vi ontem uma loja vendendo, na Rua do Matoso, 42 com preço de R$15,0.00

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  10. Minha mãe trabalhou como telefonista na Light, na época conhecida como a do “número, faz favor!”, quando ainda não existiam as centrais telefônicas automáticas, cuja instalação se iniciou em fins de 1929 e se prolongou por décadas. Ela foi demitida em algum momento da década de 1930, presumidamente em 1938, porque encontrei anúncios no Jornal do Brasil, datados de 12 e 14/10/1938, em que ela se oferece como telefonista para hotéis, edifícios, companhias, etc.

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  11. No período em que a Light esteve sob comando francês (entre 1996 e 2006) sua chefia teve uma inspiração divina: com o argumento de combater “gatos” e facilitar o acesso dos funcionários aos medidores de energia, resolveu retirá-los de dentro das casas e estabelecimentos comerciais e colocá-los em caixas dependuradas a boa altura nos postes da rua, em frente da casa ou estabelecimento do consumidor. Essas caixas podem comportar de 1 a 4 medidores. Para possibilitar a leitura do medidor, diante de cada um há uma lente e acima dele um pedaço de vidro para entrada de claridade. Teoricamente, o funcionário conseguiria fazer a leitura do medidor a partir do chão. Genial! Merveilleuse!! Mais ils ont oublié qu’ici c’est le Brésil et non la France! Para tudo funcionar direitinho, é necessária uma limpeza periódica nas lentes e no vidro, já que chuva e poluição os deixam foscos. Como era de se esperar, essa limpeza nunca é feita e o funcionário não consegue fazer a leitura. Aqui na vila, todo mês eu empresto meu binóculo para ele tentar ler os medidores. Nem sempre dá certo. Para conseguir que a Light venha fazer a limpeza é necessário o morador abrir um chamado, que muitas vezes não é atendido. E quando o é, acontece o cúmulo: se a caixa tem quatro medidores e o pedido foi feito para o medidor de uma casa, o terceirizado que vem fazer a limpeza rompe o lacre da caixa, abre-a, limpa só o medidor de quem fez o pedido, fecha a caixa, coloca novo lacre e deixa os outros três medidores sujos. É assim até hoje. Vive la France!! Merde!!

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  12. Certa vez eu vinha chegando do supermercado de carro, com as compras do mês, e uma dessas caixas estava em curto na entrada da vila. Dava estouros, faíscas caíam, labaredas lambiam a fiação, e eu não pude entrar de carro, por segurança. Era uma caixa com dois medidores. Ficou nisso durante cerca de meia hora, até explodir de vez. Até hoje a caixa está lá, toda preta, do jeito que ficou na época.

    E há poucos meses aconteceu com outra caixa, aqui perto: estouros, labaredas, faíscas, parecia até uma exibição de fogos de artifício. A cada estouro as faíscas saíam em profusão, obrigando o tráfego a desviar do poste onde a caixa estava. Chamaram os bombeiros e eles levaram um tempão para conseguir debelar as chamas, lançando jatos intermitentes de água na caixa. Tal como a outra citada acima, ela se encontra lá no mesmo estado: queimada, torrada. Nunca foi substituída.

    A Light já foi uma empresa de excelência. Deixou de sê-lo há várias décadas. Hoje é um lixo fedorento como muitas outras.

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    1. "... lançando jatos intermitentes de água na caixa." Não é uma solução adequada para fiação elétrica em curto circuito.

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  13. A Águas do Rio, com inveja da burrada feita pela Light com as tais caixas, resolveu sobrepujá-la e fez a sua própria: decidiu passar para a calçada os hidrômetros que antes ficavam dentro do terreno dos prédios, estabelecimentos comerciais e casas. Para isso, interceptam o cano alimentador das edificações, fazem um buraco na calçada, colocam o hidrômetro dentro e fecham com uma tampa de plástico. Resultado: os crackudos roubam os hidrômetros, e para acessá-los arrebentam as tampas de plástico. Quando não, o próprio tráfego de pessoas muitas vezes parte essas tampas, ficando o buraco à espera de alguém quebrar o pé ou o tornozelo ao pisar em falso dentro dele. E quando os crackudos roubam o hidrômetro, dá para imaginar o volume de água que sai pelo cano quebrado, enquanto o morador fica a ver navios, sem água até a companhia resolver colocar um novo hidrômetro, que provavelmente será roubado pouco tempo depois. O prédio aqui ao lado da vila já teve o hidrômetro roubado umas quatro vezes. Idem uma loja e um prédio na rua Dona Romana, que por sinal está sem a tampa. Fato comum aqui na área. Poucas são as caixas que ainda têm tampa íntegra. As que estão com tampa quebrada ficam com o hidrômetro à mostra lá dentro, passível de ser quebrado também.

    Light 1 x 1 Águas do Rio. Empate.

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  14. Nesta época e até o início da década de 90, quem não soubesse datilografia estava fora de 90% dos empregos. O mesmo ocorreu a partir do ano 2000 com quem não dominasse informática.

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    1. Para fazer o concurso de Escrivão de Polícia tive de aprender datilografia no Curso TED da Tijuca. As máquinas disponíveis eram uma Olivetti Lexikon 80, de cor cinza e teclas pretas, e uma Remington verde com teclas cor de marfim. Eu preferia esta, mas eram minoria no curso.

      O bom disso tudo é que uso os dez dedos para teclar, sem olhar o teclado.

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    2. Tempos depois tivemos em casa uma Olivetti Lettera 22, portátil.

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  15. FF: a princípio marcada para amanhã a reabertura do Lamas.
    https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2026/10/20/aos-152-anos-lamas-reabre-no-rio-nesta-quarta-feira-conheca-a-historia-do-restaurante-mais-antigo-da-cidade.ghtml

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  16. No ano passado houve um encontro da velha guarda do blog no Lamas. Estava ótimo. Tia Nalu, tia Milu, JBAN, Candeias, Gustavo Lemos, entre outros, compareceram. Comemoramos os 20 anos dos fotologs.

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  17. Helio Ribeiro ===>09:52 Nesse caso vc poderia informar a quem nao sabe, o motivo daqueles "carocinhos" existentes nas teclas das letras F e J dos compurtdores, que muita gente pensa que é defeito de fábrica.

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    1. São para posicionar os dedos sem precisar olhar o teclado. O do F e para o indicador esquerdo e o do J para o direito.

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    2. Fiz o curso na Escola Pratt. Valeu muito. Digito com extrema rapidez, obviamente sem olhar para o teclado. Ficava na Av. N.S. de Copacabana, perto da Figueiredo Magalhães, ao lado das Lojas Americanas.

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    3. No teclado do meu computador tem um "carocinho" no número 5 na parte direita do teclado. Serve também de orientação.

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    4. Logicamente desprovido de uma memória como as do Hélio e do Dr. D', lembro de ter feito um curso de datilografia na Escola Remington, também em Copacabana e na região da citada pelo Dr. D'. Foi no início dos anos 70. Não o concluí, mas me serviu para o início de minha vida profissional. Com o tempo acabei abandonando a prática de usar os dez dedos e desenvolvi observando o contador de uma das empresas da família onde fui cobrador, a usar o teclado da calculadora de mesa sem olhar para o mesmo. É bem mais fácil. Boas recordações.

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  18. Sobre os relatos do Hélio, o setor privado também faz coisas que nem Deus acredita, e que a gente acreditava que só acontecia no setor público.

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  19. Como comecei a vida profissional como desenhista técnico nunca precisei da datilografia, mas a função exigia letras padronizadas.
    Não economizavam secretárias para datilografar documentos anexos.
    Quando os programas de computador surgiram para essa área eu já não tinha a função de desenhar, só eventualmente fazia um ou outro para ilustrar algo a ser executado.
    Até em Excel já fiz "croquis".

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  20. A respeito dos administradores conhecidos dos fotologs do Rio Antigo, fico a imaginar se alguém estaria recebendo fotos inéditas de antigamente, para postagens internéticas em sites e redes sociais.
    Vai que aparece alguma viúva disposta a deixar aberto o seu baú cheio de tesouros do tipo.

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  21. Quem está fazendo um trabalho espetacular com IA sobre a Avenida Atlântica de antigamente é o Maximiliano Zierer. Está no Facebook. É só solicitar "amizade" com ele e ficará tendo acesso. Já são mais de 150 fotos coloridas com um excelente texto de pesquisa. Se alguém quiser acessar e não conseguir é só falar comigo que faço o meio de campo.

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