No final dos anos 60, últimos anos da Avenida Atlântica com mão-dupla, o estacionamento em ambos os lados e o grande fluxo de tráfego complicavam o trânsito.
Curioso lembrar que, na época, estacionar sobre as calçadas era coisa comum na maior parte da Zona Sul.
|
Segunda-feira, sete horas, começa o batente. E o salário... Mas vem de longe um FNM-2000, talvez JK, se feito até março de 64. A fila de carros começa com duas Ford F-100, uma já de 63 em diante e outra, encarroçada, de 1959. Depois duas Kombi, uma Rural, um Land-Rover, outra Kombi, um carrinho preto dos anos 40, inglês, talvez Anglia, um Aero-Willys e até o ônibus botou suas 3 rodas na calçada. Na foto dos braços de fora, o destaque vai para a Vemaguet branca com faróis de neblina exatamente como eu instalei na do meu pai. E ela é 1001, 1964, mas me parece ser branca, não é o meu pai. Dois Karmann-Ghia completam a foto. Na foto de longe, um Ford Galaxie 1960 chama a atenção. E um Cadillac saia e blusa, parece-me 1954, vem para a cidade trabalhar. Bons tempos em que se começava a trabalhar depois da oito.
ResponderExcluirô biscoito, Não viu o Interlagos na foto do meio? Berlineta....
ExcluirCedinho e obiscoito já deu o serviço dos automóveis. A obra da praia de Copacabana ficou ótima mas sinto falta da velha Atlântica com duas pistas, da calçada pequena em cuja mureta se sentava para assistir aos jogos de futebol de praia, dos antigos postos de salvamento, dos bons tempos da minha juventude.
ResponderExcluirEstacionar sobre a calçada é um péssimo hábito que felizmente é duramente combatido nos dias atuais pelas autoridades de trânsito. No passado parava-se em qualquer lugar. Hoje em dia, parar em Copacabana não é fácil, principalmente na Avenida Atlântica. Nas partes junto ás calçadas ao longo da orla, apesar da oferta, é muito difícil encontrar vagas devido ao colossal número de veículos à espera de uma vaga. Além do mais, a quantidade de "caucasianos" desocupados e de "maus bofes" oriundos das favelas da região assediando ostensivamente os motoristas é um caso de polícia. Esse problema não existia no passado por diversas razões, entre elas a "consciência" que muitos possuíam. Vamos ver se com a intervenção militar essa rotina possa diminuir e "os bons tempos" possam voltar...
ResponderExcluir"às"
ExcluirBom dia ! Vai ser muito difícil, Joel.
ExcluirWalter, os tempos mudaram, "o inimigo é outro", mas é muito mais perigoso porque conta com uma parcela da sociedade que prega a liberação de drogas, a ideologia de gênero, e a desobediência civil. No passado havia mais respeito para com as instituições nacionais. Os militares estão encontrando resistencia para cumprir MBA coletivos nas favelas, onde se sabe que não há domicílios cadastrados, e onde e o conluio de moradores com o crime é uma constante. No passado bastava que os militares "elevassem o tom" ou no máximo aplicassem "alguns cascudos" ou um corretivo do gênero para resolver a situação mas atualmente o clima é de guerra, onde jovens cada vez menores portam armas.
ExcluirNa época da avenida com duas pistas agente ficava mais aconchegado mais intimo da praia,era realmente mais ,gostoso.
ResponderExcluirA propósito do seu comentário, mayc, vou repetir um comentário que escrevi em outra postagem semelhante. Quando morava no subúrbio costumava passar as férias escolares de fim de ano em dois lugares. Na propriedade da família em MG ou na casa de uma tia que morou na r. Santa Clara. Nesta última era chegar e ir direto para a praia bater uma bola. Em uma dessas vezes, jogando linha de passes, hoje conhecido por "altinho", ouvi uma voz feminina avisando alguém que o almoço estava na mesa. Curioso, olhei na direção dos prédios e vi uma senhora acenando na direção da areia. Era a mãe de um dos garotos cuja voz se ouvia claramente. A proximidade dos andares mais baixos permitia esse contato. Foi uma lembrança que ficou dessa época, sem contar o som típico produzido pela areia fina quando pressionada pelos pés descalços dos banhistas e jogadores.
ExcluirPeguei ainda a época em que havia algumas casas na orla de Copacabana. Ali perto da Santa Clara tinha um amigo que morava na Domingos Ferreira, de fundos. A mãe dele colocava uma toalha na janela que significava que tinha acabado o tempo de praia e era hora de voltar para almoçar.
ExcluirNo tempo em que morei na Avenida Atlântica 4066, no edifício Egalité, minha mãe me chamava pelo janela. Só quem viveu esse tempo pode perceber a diferença. Sem linhas expressas, sem estações de Metro, sem "arrastões", sem 474, com muito menos "brilho", e com uma tranquilidade ímpar para viver.
ExcluirO interessante é que na época ,colocar as duas rodas na calçada dava o sentimento de estar colaborando com a dinâmica do trânsito ,ou seja,deixando a pista mais livre.Felizmente neste quesito a coisa melhorou.O relatório do Biscoito não deixa pedra sobre pedra .
ResponderExcluirBelletti, acho que você quis dizer carro sôbre carro, ou não ?
ExcluirBoa Muller.Gostei deste intervenção.O homem é uma
Excluirenciclopédia...
Voltei.Tô sentindo cheiro de fumaça.Pode ser que não,mas todo cuidado é pouco.
ExcluirBom Dia! Não estaciono em rua de jeito nenhum, mesmo que seja em local permitido pela Prefeitura. Para longas distâncias uso Trem ou Metrô,e quando vou perto vou de Olympikus-42 ou Nike-42. Para livrar-me dos pedidores de "quebra esse galho" coloquei uma placa na entrada da oficina onde se lê: - Fiz um acordo com os motoristas de Picapes. Eles não reformam sofás e eu não carrego nada para ninguém na minha picape.
ResponderExcluirDa até para usar titulo de filme como No tempo das Diligências ou apelar para Festival de Fubicas ou Carroças em Profusão e ainda Meu carro,meu Calo .É múltipla escolha para as viúvas de antanho que conseguem ver beleza e utilidade nestas porcarias exibidas na postagem e ficam saudando a indústria automotiva daqueles tempos que aliás deveria ser especialistas em latas de sardinha e bisnagas de creme dental.Desenho,desempenho,segurança e conforto só mesmo na cabeça dos aficionados pela gomalina e contra a modernidade que se vê hoje em dia,com autos chegando a 5 anos de garantia. Um verdadeiro castelo dos horrores e sou obrigado a rememorar grandes dores de cabeça.Continuo cada vez mais Do Contra.
ResponderExcluirSe o senhor houvesse lido "À la recherche du temps perdu" ou "Ao reencontro do tempo perdido", em português, saberia que o simples odor de uma "madeleine" faria Proust recordar todo um passado e escrever o seu magistral livro.
ExcluirCreio que o que está em jogo aqui não é o que era melhor ou pior mas sim o que a foto representa para cada um de nós. O nosso tempo ou como gosta de repetir alguém "outros tempos".
Cá para nós, o senhor sabe... mas se apaixonou pelo seu bordão. rs
Uma simples bandeirinha de time, dessas triangulares, (qual é mesmo o nome?) que os meninos colocavam na parede do quarto provocou tantos e tão maravilhosos comentários que poderia ser escrito um novo livro: Ao reencontro dos nossos times perdidos.
Bom dia a todos. Outros tempos, naquela época quase todos os carros andavam de vidros abaixados, o motorista apoiava o braço na porta e dirigia com somente uma das mãos, como podemos ver na foto nº2. Hoje com a maioria dos carros possuindo ar condicionado, não se vê mais ninguém dirigindo com os vidros abertos. Será que foi mesmo o ar condicionado que fez esta mudança de hábito? O Brasil é igual a maioria das pessoas, quanto mais tem ou aumenta o seu espaço, mais porcarias acumula. Se não vejamos, ampliou a Av. Atlântica, a calçada que era usada por algumas carrocinhas, foram substituídas por quiosques, criou o canteiro central, foi tomado por camelôs e feirinhas. A Lapa, derrubou os velhos casarões, criou uma praça, a mesma foi ocupada durante o dia por vagabundos e marginais, a noite por barraquinhas, camelôs, os mesmos marginais fazendo hora extra e as colunas dos arcos em banheiro público. E a Praça XV e Mauá, reformada para as Olimpíadas, deixa como legado a mesma transformação da Lapa. E aí Sr. DoContra, qual a sua opinião sobre estas transformações "modernosas"?
ResponderExcluirComo morador e usuário regular dos calçadões da Av. Atlântica não posso me furtar de fazer alguns reparos quanto ao registro do prezado Lino. Não sou nem nunca fui defensor de bares improvisados ou quiosques de qualquer gênero ou natureza. Ao contrário. Prefiro o espaço visual livre de qualquer interferência e não trocaria um prosaico coqueiro por qualquer artificialidade. Mas a verdade é que o espaço tomado por esses estabelecimentos é muito pequeno com relação à largura do dito calçadão, à beira mar plantado junto à areia. Prova disso são os fins de semana, feriados e demais dias de eventos quando afluem magotes de turistas e nacionais sem que haja qualquer empecilho na circulação de pessoas. Quanto à sua extensão é outra história. São medidas padrões previamente estabelecidas e aprovadas pela municipalidade que transformam esses espaços em verdadeiros bares/restaurantes, alguns até com serviço de buffett de festas e caixas eletrônicos. Pessoalmente pouco vezes os utilizei. No máximo para beber uma água de coco. No frigir dos ovos penso que é melhor ter esse tipo de serviço do que anti-higiênicas barraquinhas, como sugere o Lino, em uma nostalgia sem o menor sentido. Quanto às ditas "feirinhas", de importância relativa, são apenas duas autorizadas no calçadão principal, uma delas em frente à Pr. do Lido. O resto é improviso. De início montadas somente no fim de semana agora o são regularmente. O que poderia ser um incômodo para a região do Lido foi uma benesse pois, ocupando um espaço vazio, termina por dificultar o assédio de desocupados e "amigos do alheio", normal quando o local é desértico.
ResponderExcluirEntretanto, o mais curioso é que essas críticas partem geralmente de indivíduos que moram em regiões mais distantes da zona sul e que raramente aparecem por aqui, por tradição preferindo as belas praias da zona oeste. Ou bares/restaurantes mais próximos da residência.
DoCastelo o pior cego é aquele que não quer ver, não mencionei só Copacabana, mencionei todos os locais que tiveram áreas aumentadas, que teoricamente deveriam ser utilizadas por moradores, transeuntes, sofrer manutenção e controle da Prefeitura, não deveriam ser ocupadas pelo que descrevi no meu comentário. Quanto ao local onde resido, moro na Tijuca a mais de 50 anos, porque gosto. Quero lhe lembrar como o seu próprio nickname DoCastelo, o senhor morou por 50 anos no Castelo, que não é a maior maravilha do mundo, e atualmente mora no Leme em apartamento alugado. Se o senhor não sabe, moro em uma das melhores ruas da Tijuca, num apartamento de 250 metros quadrados em andar exclusivo. E outra coisa, se eu quiser posso comprar um apartamento amanhã pagando à vista em qualquer bairro do
ExcluirRio ou do Brasil, pois tenho cash para isso. Então DoCastelo, deixa de mandar estas indiretas, pois é a 3ª vez que você da essa indireta e sempre relevei, mais desta vez resolvi te responder a altura. E outra coisinha mais, eu não sou Procurador aposentado, eu sou rico aposentado.
Mais uma vez vou na onda do "Do Contra". Não foram só os carros; quase tudo hoje é muito melhor. O resto é apenas saudosismo de uma época que ficou lá atrás para alguns...
ResponderExcluirNão gosto de bebidas e por isso não tenho paciência com esses indivíduos inconvenientes que enchem a cara nos bares da orla.O comentarista que se intitula como sendo de "extrema direita" tem razão quando mete o malho na desordem de Copacabana. Não tem prefeito que dê jeito.Aliás tem Prefeito no Rio?
ResponderExcluirE verdade, Wagner. Saudosismo puro. É por isto que o nome é SAUDADES do Rio. Pela foto vc é um jovem e não pode entender do 'esprit de corps" ou espírito de equipe ou solidariedade daqueles que vivenciaram a mesma cidade na mesma época, sua gente, seu "mobiliário urbano" e tudo o mais que a tornou inesquecível.
ResponderExcluirMobiliário urbano lembra um antigo comentarista.
Estão aí acima todos os comentários enviados. Relutei muito em publicá-los, mas aí estão.
ResponderExcluirAcho que alguns deles não acrescentam nada, apenas dão motivos a discussões pessoais que não ajudam em nada.
Não serão mais publicados. Definitivamente.
Bom dia. Não comentei há oito anos. O biscoito já atualizou o seu antigo comentário. Eu ficaria assombrado de verdade se ele começasse a identificar a maioria dos veículos da terceira foto.
ResponderExcluirVi que houve uma leve ameaça de voo das cadeiras.
Luiz queimou no golpe. Lino deitou e rolou. "Quem fala o que quer ouve o que não quer".
ResponderExcluirAquela Ford F-100 de 1963 parece igual à que em Belém todo dia me pegava em casa e me trazia de volta do trabalho.
ResponderExcluirO Land Rover da foto é pau pra toda obra. Valente. Lembra o Toyota Bandeirante nesse aspecto. Land Rover era meu sonho de consumo. Irrealizável desde sempre.
ResponderExcluirO JK era charmoso mas não exatamente bonito. Rural eu peguei uma vez, na rua Florianópolis, perto da Praça Seca. Era da firma, verde e branca, com alavanca de câmbio no volante. Gostei desse tipo de posição da alavanca.
ResponderExcluirAlgum distraído vai pensar no ex-presidente.
ExcluirTambém se aplicava a ele.
ExcluirO problema de estacionar sobre as calçadas pode ter sido resolvido na Zona Sul, mas na Zona Norte continua, algumas vezes com as 4 rodas. O motorista brasileiro é muito folgado. Não quer andar alguns metros. Se pudesse, ele pararia dentro das lojas. É comum em vias estreitas de mão dupla, um folgado parar em fila dupla, fechando completamente um dos sentidos, de forma que os outros motoristas têm que aguardar o momento certo, para ultrapassá-lo na contramão.
ResponderExcluirO Mercedão parece ser do tipo que tinha aquelas janelinhas verdes, motivo de comentários saudosistas dias atrás.
ResponderExcluirNa década de 60, um dos tios "emprestados" da minha então futura esposa, levava ela, sua tia, prima, mãe e seus irmãos de Land Rover até Bom Jesus de Itabapoana e arredores no lado do Espírito Santo para visitar familiares e na volta ainda carregava café da região, com crianças até em cima da carga.
Péssima estrada, gente "saindo pelo ladrão" no carro, nada de cinto de segurança e ninguém nem sonhava com cadeirinhas para os menorzinhos, que viajavam em colo de mãe e irmãs mais velhas.
Na visão de hoje, coisa de louco do tipo "não repita isso em casa". Ou estrada, no caso.
Aquele Do Contra era um chato. Não sei o que fazia aqui, um blog de recordações de uma era passada da cidade. Se fazia pouco caso de como eram as coisas antigamente, estava no lugar errado. Eu não gosto de escolas de samba, logo nunca ninguém vai me ver entrando em site delas para zombar ou criticar delas ou de seus admiradores. Cada um deve saber o seu lugar. O meu não é nos sites acima citados; o lugar do Do Contra não é aqui.
ResponderExcluirSe por desgraça ele fosse prefeito da cidade, sua primeira medida seria demolir o que ele considera velharias como o Theatro Municipal, Biblioteca Nacional, Museu das Belas Artes, Centro Cultural da Justiça Federal, e construir no local prédios modernosos como o Edificio Avenida Central.
ResponderExcluirEsquece que daqui a vinte ou trinta anos o que ele hoje considera maravilhas serão ridicularizadas por um Do Contra da época.
ResponderExcluirBoa tarde a todos!
ResponderExcluirFaltou pouco para o gerente dizer, 8 anos atrás: "Escolham as armas, senhores!!!"
Estacionar nas calçadas realmente é um problema de falta de educação, ou do simples "Tô nem aí".
Bem próximo da casa da minha mãe tem uma agência dos Correios e pouco tempo atrás havia também uma agência da CEF. A calçada da casa da minha mãe vivia com carros. Alguns vizinhos também sofriam o mesmo e começaram a colocar "pitocos" nas calçadas. Meu pai fez um mini-jardim na nossa calçada e assim acabou com o problema.