O
tema hoje é a Biblioteca Thomas Jefferson, da Embaixada Americana, que
funcionou na Av. Atlântica nº 2634, esquina com a Rua Santa Clara, telefone
37-9760, diariamente das 13h às 22h, inclusive sábados e domingos.
Nos
anos 50 e 60 foi muito importante, pois como já disse o Conde di Lido: “"Lá
aprendi uma das mais importantes lições da minha vida. Aprendi que sem falar
inglês o meu mundo seria muito restrito. Não havia uma linha nos livros e
revistas que não fosse em inglês". Dizem que o Conde dava trabalho para o
chefe de lá, o Sr. Bruno Basseches. A bibliotecária-chefe era a Sra. Alice
Kopp.
A
primeira foto, colorização do Nickolas, é do início da década de 50 e já
apareceu por aqui. O Dieckmann já comentou os automóveis: “o Citroën preto, o
Ford 51 bege, o Simca Aronde, cinza gelo. Discutível o Chevrolet sedan duas
portas - algo bem pouco comum - nesse verde mais para inglês. Não consigo me
entender bem com os modelos GM, o Chevrolet deveria ser Stylemaster, mas os
três frisos nos para-lamas indicam Fleetline, realmente não vou chutar. Tem um
Prefect de traseira, um Austin grande (A-70) de frente e um Morris Oxford atrás
dele. Lá no fundo, à direita um carro grande branco, que deve ser um Jaguar Mk
VII. Na rua transversal, por trás do carro grená, um Chevrolet 49-50 cinza
metálico.”
A
segunda foto, é um fotograma do filme “Toda donzela tem um pai que é uma fera”,
de 1966. A qualidade é ruim, mas são raras as fotos da BTJ em Copacabana.
As
duas últimas fotos são de um atentado sofrido pela Biblioteca, em 1969, quando
foi invadida e apedrejada por mais de 50 pessoas. Panfletos foram distribuídos
a transeuntes e uma bandeira norte-americana foi queimada (a BTJ também sofreu
com as ressacas que atingiam Copacabana, especialmente a de abril de 1963, quando
perdeu mais de duzentos livros).
Curiosidade:
nos tempos pré-Google, era em lugares como BTJ que os pesquisadores como o João,
do “Pergunte ao João” do JB, se abasteciam de informações.
A
biblioteca em Copacabana era uma “filial” da matriz que funcionava na Av.
Presidente Wilson nº 147, telefone 52-8055, ramal 403, junto à embaixada. Nesta
também havia discos americanos à disposição para escuta e estudo.
Nestes
tempos de Internet quem ainda frequenta bibliotecas?
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Somente os sebos brasileiros têm literatura em língua estrangeira. No Uruguai e na Argentina é tudo em espanhol. Daí para as bibliotecas, é um passo natural...
ResponderExcluirNo fotograma do filme, um Fusca encobre um muito provável Oldsmobile branco, um Pontiac 50-51 dá o ar de sua graça hard-top e, atrás do caminhão Chevrolet Gigante, um DKW de rodas pretas (houve essa moda) está quietinho.
Bom dia,Luiz, pessoal...
ResponderExcluirPor incrível que pareça, eu frequento bibliotecas ainda. Muita coisa, principalmemte mais antiga, não existe na forma digital, ou esta ainda não se tornou pública.
Na primeira foto, é impressionante a distância que recuaram o mar. Aquela faixa de pedra no canto era o limite da areia, hoje é onde os carros estacionam.
Na esquina, há um portão "em chanfro", indicando talvez um palacete, quem sabe da primeira geração da Av.Atlântica. Existe alguma foto dele:
Bom dia a todos,
ExcluirSim, eu tenho duas fotos dela. Uma foto do Augusto Malta da década de 20 que foca no casarão que existia naquela esquina. Era uma grande palacete com uma curiosa torre de castelo medieval, que aqui na primeira foto está encoberta pela árvore. A outra é de autor desconhecido e mostra o casarão da esquina mais as casas vizinhas da região da Santa Clara com Av Atlântica. Deixe o seu email se quiser que eu envie.
Há braços
Zierer, obrigado pela resposta. Meu email, caso possa enviar, é waldenir.azevedo@bol.com.br. Seria interessante se nosso gerente fizesse um post sobre ele. Que tal?
ExcluirSe as novas gerações já nem leem mais imagina frequentar bibliotecas. Não sabem o que estão perdendo.
ResponderExcluirA Thomas Jefferson eu não frequentava embora passasse em frente com grande frequência. Eu era freguês da Biblioteca Nacional onde passava muito tempo.
Livros físicos são insubstituíveis. A biblioteca do I.Educação era bem sortida nos anos 60 e essa era uma realidade nas escolas públicas. Não há internet que substitua a leitura tradicional. Conheci pessoas que de tão pobres, estudaram em bibliotecas públicas e se tornaram pessoas de sucesso e até notáveis. Um investimento relativamente pequeno mas com resultados fantásticos. Mas isso não interessa aos políticos de hoje, que preferem os alunos de escolas públicas em atividades "lúdicas" como o funk, o "passinho", e a doutrinação esquerdista, pois terão "emprego certo" nos muitos "currais narcoeleitorais" existentes. Assisti nesta semana o filme "A ponte dos espiões", de 2015, e fiquei(mais uma vez) admirado com o ufanismo do povo americano, cujo amor ao país é algo indescritível. Situação diametralmente oposta do que acontece no Brasil, onde grande parte da população esclarecida, instruída, produtiva, e legitimamente caucasiana(sem aspas), sente verdadeira repulsa pelo país e por quase tudo o que dele emana. Sobrou apenas "o resto", e chegará o dia em que nada restará.
ResponderExcluirSó são patriotas na copa do mundo
ExcluirPois é,invadiram ,quebraram e apedrejaram a Biblioteca...
ResponderExcluirConcordo com o Plinio, quanto a mim frequentei muito a biblioteca da embaixada na rua Mexico.
ResponderExcluirEsse ataque ocorrido e caracteristico dos esquerdistas que acham que os livros não servem para nada, só as cartilhas por eles publçicadas. O Lula num discurso disse que não precisava de livros e governou por 8 anos.
O "regime" incendiou livros. Mas podia porque eram de esquerda, né? Os nazistas e a igreja católica também queimaram livros.
ExcluirNada justifica esses atos. De qualquer lado...
O regime militar nunca queimou livros ou incitou para que o fizessem porque sempre privilegiou a educação e nunca tentou distorcer a história. Eis mais um lamentável exemplo da doutrinação esquerdista, que consegue atormentar "almas penadas em vida" que continuam a acreditar nessas estórias fantasiosas. Houve sim uma censura. Censura imposta para que já naquele tempo não tivéssemos que suportar a depravação e dissolução dos valores morais no Brasil. Graças à censura, não éramos obrigados a tolerar o incentivo ao lesbianismo e à pederastia nas escolas nem dentro de nossos lares. A censura impediu que tivéssemos terroristas como presidentes da república e também que as casas legislativas fossem tomadas por traficantes, maconheiros, travestis, e palhaços. Mas o que fazer? Apenas acreditar em Nélson Rodrigues, quando afirmou que "Vão dominar o mundo porque são muitos." Não vou entrar em detalhes mas os vídeos de Alexandre Frota são imperdíveis...
ExcluirAcho que estamos falando de regimes diferentes. O seu regime deve ser fruto de uma imaginação fértil já que pelo menos no incêndio do prédio da UNE livros tiveram o mesmo destino. E qual era o destino dos livros "subversivos" apreendidos pelo regime? Reciclados que não eram...
ExcluirOs filmes mais recentes do seu correligionário Alexandre Frota são bastante interessantes para quem gosta de aberrações.
Bom dia.
ResponderExcluirEssas portas vazadas de metal eram comuns em estabelecimentos comerciais. Não pensava ver em uma biblioteca. Tenho um razoável acervo de livros em casa e tenho receio do que aconteça com ele depois que não estiver mais por aqui. As atuais bibliotecas públicas alegam falta de espaço para não receber livros. Além do fato das gerações mais novas preferirem consultas online (bem mais rápidas).
O gerente sabe informar quando a biblioteca parou de funcionar?
PS: qualquer ataque a estabelecimento ou expressão cultural deve ser condenado.
O marido da irmã de minha mãe foi um exemplo clássico do que eu mencionei no comentário anterior. Morava em Olaria, trabalhava em uma loja carregando tintas, vinha de bonde para o centro, e estudava à noite em bibliotecas publicas. Começou a trabalhar como "boy" no antigo BNDE, ascendeu funcionalmente, e chegou à presidência do órgão, onde ficou por 12 anos. Além disso foi professor do Instituto Rio Branco, que forma diplomatas, e ministrava palestras na ESG. Exemplos como ele existiam aos magotes, mas atualmente são raríssimos, já que a meritocracia no Brasil existe apenas na imaginação...
ResponderExcluirA Biblioteca pertencia à Livraria do Congresso americano, a maior do mundo, fundada pelo próprio Thomas Jefferson que doou seu acervo de livros. Foi transferida para Brasília onde está até hoje.
ResponderExcluirBiblioteca tem que existir nem que seja como "backup".
ResponderExcluirNão é possível confiar só em arquivos digitais. Dependemos desde a fonte nas usinas, passando pelas redes elétricas até a tomada (diretamente ou para carregar a bateria) para fazer funcionar o equipamento a ser utilizado para ler um "livro digitalizado" ou consultar uma enciclopédia, também digital. O computador, ou o tablet ou o celular, ou sei lá mais o quê, também têm que estar funcionando na hora que for necessário, assim como a rede que fornece os arquivos, que são abastecidos por dados que devem ser confiáveis.
Resumindo, se algo acontecer nesse fluxo, ninguém garante, só o que tiver impresso poderá ser lido e/ou digitalizado outra vez.
Para se fazer leitura de uma boa publicação, a luz do dia e até uma vela podem ser suficientes.
Boa tarde a todos. Nunca fui a esta biblioteca, frequentei no primário e ginásio as bibliotecas Municipal e Nacional, para trabalhos de pesquisa, como eram chamados naquela época. As bibliotecas físicas jamais serão substituídas pelos registros digitais, nada se compara ao passar das páginas de um livro manualmente. Sem contar que nas pesquisas digitais, muitas vezes o título de um assunto leva a informações totalmente desbaratadas. Vou citar um exemplo; na segunda-feira queria ir numa rua que ficava no Flamengo, peguei o Waze e coloquei lá Flamengo, aí mandava seguir, quando dei conta já estava na rodovia Rio São Paulo, mandando ir para o Morumbi. Realmente não dá para confiar nestas informações digitais......
ResponderExcluirO pior das "bibliotecas digitais" são as informações imediatas e que fazem de todos doutores de tudo.Hoje mesmo na minha igreja(tarja verde me azucrinando logo cedo)fiel egresso de Colatina questionando informações em função de "aprendizado" com "Dr. Gugu"..Um espanto!!!
ResponderExcluirBoa tarde ! A propósito do assunto de hoje, aparece no Fabebook a notícia com o seguinte título: "Biblioteca da UNICAMP fecha suas portas por não contratação de funcionários".
ResponderExcluirComo se pode ver, o Brasil vai, a passos largos, descendo a ladeira...
Pode ser uma tal lei que não permite contratação de funcionários nos meses finais de governo, seja federal, estadual ou municipal.
ExcluirPorém, se não foi por pedido de demissão dos antigos funcionários, pode ser, sim, falta de planejamento da UNICAMP.
Passou despercebido: um jovem, usando uma placa para se proteger do sol, inicia a largada para os 100 metros rasos na areia quente. Não sei se "queimou" a largada, mas com certeza não queria queimar as solas dos pés.
ResponderExcluirOs livros "em papel" até o momento são insubstituíveis. Sou um leitor costumaz e também me preocupo sobre o que acontecerá com meus livros quando não estiver mais neste Plano.
ResponderExcluirAs bibliotecas públicas da região não aceitam mais doações, embora lhes sobre lugar. Sinal dos tempos...
Ola...em 1966 me associei tinha a carteirinha de frequência da biblioteca Thomas Jefferson,próximo tinha o cine Rian e uma loja do Bob's servia o tradicional sanduíche quente queijo com banana.
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