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sexta-feira, 24 de novembro de 2017

CASA GRANADO





 
Hoje temos cinco fotos sobre a Casa Granado. A primeira, de Marc Ferrez, é do Acervo de George Ermakoff, e mostra a Casa Granado em 1888. Foi colorizada pelo mestre Eduardo Bertoni. É a reprodução de uma foto de D. Pedro II, Teresa Cristina e Pedro Augusto.  A segunda foi enviada pelo prezado MAYC. A terceira, cuja origem não lembro, é do prédio da Rua do Lavradio. A quarta e quinta, sobre a família Granado, são do estupendo acervo do prezado Aguinaldo Silva e me foram enviadas há tempos, salvo engano, pelo prezado Francisco Patricio.
A Casa Granado tinha vários endereços como Primeiro de Março nº 14 (a matriz, na então Rua Direita), Visconde de Rio Branco nº 31, Conde de Bonfim nº 300 e Rua do Senado nº 46. Tinha laboratórios e oficinas lito-tipográficas instalados na Rua do Senado nº 46 e Rua do Lavradio nº 29, 30 e 32 (Durante os anos de 1887 a 1940, ele editou o almanaque anual “Pharol da Medicina”. Nele, médicos, farmacêuticos e seu fiel público eram informados sobre os novos produtos da sua farmácia).
 
Na foto colorida o brasão do Império aparece duas vezes na fachada, na platibanda e sobre o quadro que homenageia o retorno de D.Pedro II. Na Inglaterra, isto seria chamado "by appointment", a instituição era oficialmente indicada como a fornecedora oficial de algum produto ou serviço ao Rei e à Corte, fosse manteiga, remédios, armas, sabonetes ou instrumentos de precisão. Naturalmente, o prestígio daí decorrente era inestimável.
Seria interessantíssimo saber a autoria do quadro (Pedro Américo ou Vítor Meirelles, os dois maiores "suspeitos"), ao que tudo indica, desaparecido.
Além do Brasão sobre a fachada superior, aparecem também o Caduceu (bastão de ouro, com duas serpentes defrontadas e enroscadas em torno dele, sob um par de asas em que se termina a extremidade superior), de um lado e do outro e, nas pontas, a estrela que é logotipo da Granado até hoje.
A Casa Granado foi fundada em 1870, por José Antonio Coxito Granado, português, tendo produtos consagrados como o Polvilho Antisséptico Granado, a Água Inglesa Granado, a Magnésia Fluída Granado, o Vinho de Quino, o Xarope Antiasmático Imabaibina, o Xarope de Urucu composto, a Maravilha Curativa do Dr.Humpreys e o conhecidíssimo Hemo-Kola.
Por volta de 1880 a Granado ostentava o título de Imperial Drogaria e Pharmacia de Granado & Cia. e trazia o brasão do Império inscrito nos frascos de seus remédios. Nos dois cartazes, junto às portas, está escrito: "GRANADO & CIA. * DROGUISTAS * FORNECEDORES DA CASA IMPERIAL O cartaz no 2º andar homenageava o "feliz regresso de S.S.M.M. Imperiaes ao Rio, em 22 de agosto de 1888.
O Sr. José Antonio Coxito Granado foi condecorado pelo Governo de Portugal com a Ordem de Cristo. Faleceu quase centenário e foi sucedido na direção da empresa por seu filho, Otto Granado, farmacêutico com especialização no Laboratório Merck, em Darmstadt, na Alemanha.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

PUC



 
Hoje temos fotos da PUC, Pontifícia Universidade Católica, na Gávea.
 
A primeira foto, do acervo do Correio da Manhã, é de 6 de setembro de 1962 quando, com um concerto da orquestra da Rádio Ministério da Educação, foi inaugurada a concha acústica da PUC, doada sob iniciativa do Lions Clube. À cerimônia compareceu o presidente do Lions internacional, o Sr. Curtis Lowill. A orquestra teve a regência do maestro Olivier Toni, com a participação do soprano Olga Maria  Schroeter e do violinista Anselmo Zlatopolsky, como solistas.
 
O programa incluiu a primeira audição no Rio de Janeiro do Recitativo e Ária Laudatória de autor anônimo da Bahia (sec. XVIII). O local também recebeu “shows” de música popular, tal como o de maio de 1963, com Edu Lobo, Roberto Menescal, Carlinhos Lyra e Dorival Caymmi.

A concha acústica da PUC tem a forma trapezoidal. Suas dimensões são as seguintes: 16m de comprimento, 13m de comprimento do palco, 5,70m de profundidade, 8,70m de altura da boca, 6,38m de altura mediana e 2,50m de altura de fundo.
 
Na segunda e terceira fotos, do acervo de F. Wunder, vemos a cerimônia de inauguração do busto de John Kennedy, na PUC, em 25 de novembro de 1965, com a presença do Senador Robert Kennedy e sua esposa Ethel. Na véspera, dia da chegada de Bob Kennedy ao Rio, ele colocara uma coroa de flores no túmulo do Soldado Desconhecido, encontrara-se com o Presidente Castelo Branco e jantara com amigos. A hospedagem foi no Leme Palace Hotel. E Mrs. Kennedy, segundo as colunas sociais, comprou um “tailleur” na Elle et Lui!
 
A programação na PUC, iniciada com a inauguração do busto do irmão, foi seguida por um debate com os estudantes (as perguntas tiveram que ser enviadas com 48 de antecedência). Depois do evento na PUC o casal Kennedy compareceu à cerimônia do Dia de Ação de Graças, na Embaixada dos Estados Unidos, seguida de encontro com membros do Corpo de Voluntários da Paz, entrevista coletiva na ABI e jantar na residência do Embaixador Lincoln Gordon.

A segurança era tão diminuta que estas fotos foram tiradas por um aluno, a poucos metros do senador e da sua esposa, sem nenhum problema. Sim, houve um tempo em que os governantes que nos visitavam desfilavam em carro aberto pelo Rio, sem maiores problemas, tal como aconteceu com Craveiro Lopes (1957), Eisenhower (1960), De Gaulle (1964) e a Rainha Elizabeth (1968), por exemplo.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

BONDES




 
Será que conseguiremos identificar exatamente onde estão estes bondes ou teremos que nos socorrer dos conhecimentos do Hélio Ribeiro?

terça-feira, 21 de novembro de 2017

ONDE É?



 
Ontem o "Onde é?" não deu nem para a saída. Os "experts" logo descobriram os locais.
Vamos ver se hoje terão um pouco mais de dificuldade.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

ONDE É?



Neste feriado chuvoso um "onde é?" relativamente fácil para os comentaristas do "Saudades do Rio".

domingo, 19 de novembro de 2017

CONDE DI LIDO










 
Hoje é aniversário do Eduardo Bertoni, o famoso “Conde di Lido”, o precursor da colorização das fotos do Rio Antigo. Foi uma grande novidade à época, seguida tempos depois por mestres nesta arte, como o Nickolas Nogueira e o Reinaldo Elias.
Para comemorar aí vão algumas das fotos colorizadas pelo Conde, figura agradabilíssima, impagável contador de histórias, ótima companhia (mesmo considerando as eventuais crises de narcolepsia, é claro). Que o nosso madrugador embaixador do Lido, renomado neurologista, rei da Abissínia, membro da Cúria Romana, amigo do Piazzola e do Papinha, mago do Photoshop, pai do Vittorio, continue a nos brindar com sua arte, seu humor, seus personagens, sua amizade.
Para a festa que se realizará nos salões do Copacabana Palace, diversos convidados  já confirmaram presença, entre eles o grande amigo Ahmed (primo do Xá da Pérsia), José Eugenio (companheiro de folguedos no Copacabana Palace), Catherine Deneuve (vizinha de porta em Paris),  o Cardeal Bertoni (chanceler do Vaticano) e  Paul McCartney (amigo desde aquela vez em que o Conde o viu saltar de um Rolls Royce para dar milho aos pombos de Trafalgar Square). Música somente a de outro inesquecível amigo, o Piazzola, de quem foi cicerone numa temporada no Rio. Toda a República do Lido, num imenso coral regido pelo Vittorio, cantará o "parabéns para você". Dada a excepcionalidade do evento a direção do Copa cogita autorizar a entrada da "Anta Copacabanensis". Frascos de "Bertonyl" serão distribuídos gratuitamente para ninguém esqueça nenhum detalhe da festa. Copacabana vai tremer!
O JWBL rolará à vontade e o brinde final se dará com Dom Perignon Brut. Escravos núbios, do séquito do Rei da Abissínia, atuarão como seguranças e manobristas.
O Lido vai tremer!

sábado, 18 de novembro de 2017

FÁBRICA DA BRAHMA



 
Ontem, uma das fotos deixou dúvida sobre uma construção que foi identificada como a Fábrica da Brahma, na Rua Visconde de Sapucaí. Com a ajuda do Raul F. Souza e do JBAN, temos as três fotos de hoje que mostram a fábrica e a localização exata dela. Está, pois, confirmada a informação de que o prédio era mesmo o da fábrica.
Segundo conta Z. Brasil, a primeira fábrica da Cervejaria Brahma, localizada na cidade do Rio de Janeiro, foi fundada em 1888, ainda no período imperial, e destruída em 2011.
Instalada no bairro do Catumbi, na Rua Visconde de Sapucahy, pelo imigrante suíço Joseph Villiger, o brasileiro Paul Fritz e Ludwig Mack com a denominação de Manufactura de Cerveja Brahma Villiger & Companhia mudando posteriormente de nome para Companhia Cervejaria Brahma, que depois seria sucedida pela Companhia de Bebidas das Américas-AmBev, fusão das empresas Brahma e Antártica.