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segunda-feira, 16 de maio de 2022

CARROS ANTIGOS

Muitas fotografias dos anos 60, do acervo do Correio da Manhã, mostram ruas do subúrbio com automóveis antigos.

Pergunto aos especialistas, entre eles o mestre obiscoitomolhado, a razão de isto acontecer. Seria a desvalorização que atingiu esses modelos mais antigos diante da produção nacional?

E quais seriam os modelos que aparecem nas fotos?


Rua Fortaleza, na Penha.


Rua Ramiro Magalhães, no Engenho de Dentro.

Rua Conselheiro Paulino, em Ramos.


Rua Moreira, na Abolição.


Rua Guaporé, em Brás de Pina.


sábado, 14 de maio de 2022

DO FUNDO DO BAÚ: BEBIDAS

Qual destas bebidas os comentaristas escolheriam para este sábado?

Entre os refrigerantes é o meu preferido atualmente.


Passo.

Se fizesse mal já estaria morto há muito tempo. 

Uma das minhas preferidas.

Passo.


Passo.

Um gin tônica tem seu lugar.


Tanto o original JWBL quanto seus sucedâneos Hemo-Kola e Veedol sempre fizeram um sucesso enorme entre os comentaristas dos FRA - Fotologs do Rio Antigo.

 

sexta-feira, 13 de maio de 2022

ONDE É?

 Considero que duas são fáceis e duas mais difíceis de identificar.

FOTO 1 - 1959

FOTO 2 - 1960


FOTO 3 - 1959


 FOTO 4 - 1959

quinta-feira, 12 de maio de 2022

RUA HARITOFF


As fotos são do acervo do Silva e foram enviadas pelo ilustre amigo Francisco Patricio, a quem agradecemos mais uma vez. A identificação do local, feita pelo Malta, como se pode ler nas duas primeiras fotos, é Rua Aritoppe, em 1928.

Na realidade trata-se da Rua Haritoff, atual Rua Ronald de Carvalho, criada pelo Decreto 1165 de 31/10/1917 e que teve sua denominação alterada pelo Decreto 5997 de 01/07/1937.

Esta rua foi aberta em terrenos da Empresa de Construções Civis, pelo seu Diretor-Presidente Dr. Antonio de Paula Freitas, e aceita em 26/04/1894.

Como bem pode se ver não havia trilhos na Av. Copacabana nesse trecho por causa da interrupção da avenida pelo Morro do Inhangá. Os trilhos passavam por uma rua dentro do bairro, a Ministro Viveiros de Castro, na Duvivier iam para a Barata Ribeiro, voltando para a Avenida Copacabana pela Rua Inhangá. Este arranjo durou até os anos 40 quando a linha da Min. Viveiros de Castro foi desativada.

Estes fios que aparecem à direita e acabam no “nada” são fios de média tensão da Light. Acabam ocultos por super-exposição do diafragma na máquina do Malta.


O nome Haritoff era em homenagem a Mauricio Haritoff, nobre russo, embaixador do czar da Rússia que se radicou em nosso país, tornando-se um dos "barões do café". Já Ronald de Carvalho foi um jornalista, diplomata, crítico, ensaísta e poeta. Foi uma das mais expressivas personalidades do movimento modernista brasileiro. Entre suas obras se destacam: Luz Gloriosa, Poemas e Sonetos, Pequena História da Literatura Brasileira, Epigramas Irônicos e Sentimentais, Espelho de Ariel ("apud" Paulo Berger).

Segundo o mestre Andre Decourt “O prédio da esquina é o Palacete Veiga, construído pelo comandante Eduardo Veiga. Nos anos 40 os apartamentos térreos foram convertidos em lojas, tendo a da esquina abrigado por muitos anos o famoso restaurante Le Bec Fin.”

A casinha de madeira era um “banheiro”. Era colocada em cima de um tampão da galeria de esgoto. 

Segue o Decourt: “A foto também demonstra o primitivo sistema de iluminação, com luminárias a meia altura nos postes de ferro fundido, se alternando de lado pela via. Não sabia qual foi o motivo técnico para que essa iluminação instalada em várias ruas do bairro ter sido trocada nos anos 40 por luminárias no alto dos postes sustentadas por grandes braços retos e todas só de um lado da via. Essas da Ronald de Carvalho chegaram até os anos 90 junto com as da Belford Roxo, Gal. Mascarenhas de Morais (parte plana) e na pequena via por trás da praça Serzedelo Correia.

Descobri depois a razão da iluminação ter sido trocada. No final dos anos 30 a Light começou a reforçar a potência da iluminação na cidade. E por volta de 1940 depois da experiência da Av. Atlântica praticamente todo o sistema do bairro foi modificado. Esses globos aparentemente não suportavam as lâmpadas de 500W e foram retirados de todas as ruas que os possuíam. As mais importantes ganharam os braços retos e de um lado, pois já nessa época a Light tirava a rede aérea do bairro. As secundárias que usavam os braços curtos com as luminárias GE pendentes foram “repotenciadas”, mas os postes não foram modificados. Nesta situação exemplifico algumas ruas como a Lacerda Coutinho, Otaviano Hudson, Santa Leocádia.”


quarta-feira, 11 de maio de 2022

LEBLON

Esta foto é do "Correio da Manhã" em 1964 e servia para ilustrar uma reportagem em que os moradores da Rua Aristides Espínola reclamavam do trânsito e do barulho dos bares.

Realmente era um absurdo a mão-dupla nesta rua estreita do Leblon. Quanto ao barulho não havia dúvida que existia e persistiu por muito tempo.

Na primeira esquina à esquerda, antes da Rua Ataulfo de Paiva, ficava o Real Astória (RÁ para os "descolados"). À direita, não me lembro o que havia na época.

Nas esquinas após a Ataulfo, à esquerda, ficava e ainda fica a Pizzaria Guanabara. Foi um "point" e tanto por décadas. Várias vezes foi autuada pela Vigilância Sanitária, mas seus frequentadores fiéis não se incomodavam. À direita, na época, ficava o "Portinho", como carinhosamente chamávamos o "Bar e Restaurante Porto do Mar", que tempos depois adotou o nome de "Diagonal", por ficar na diagonal do RA (Real Astória).

Lá no "Portinho", durante muitos anos "escritório" de nossa turma de colégio e faculdade, pontificava o garçon Martinez. 

Era um tempo em que o Leblon era pouco badalado, onde o "Degrau" ainda ficava do lado par da Ataulfo, onde era ótimo frequentar o cinema Leblon e o cinema Miramar, na praia. 

Para um bom almoço se podia ir para a Dias Ferreira, onde ficava o "Final do Leblon", um pequeno restaurante de bairro, em frente ao "Pronto" (este ficava na mesma calçada da badaladíssima, na época, "La Mole"). 

Hoje em dia o Jobi brilha ao lado de outros bares como o Bracarense e o Clipper. Na época desta foto, e um pouco mais adiante no tempo, também faziam sucesso no Leblon os restaurantes "Panelão", "Caldeirão", "Helsingor", "Manolo", "Antonio´s", "Alvaro´s", "Le Chateau" e tantos outros. 

Já neste século o Leblon entrou na moda e foi invadido por restaurantes chiques, prédios altos, gente estranha e "snob", e foi perdendo aquele ar tão gostoso e pacato dos anos 60 e 70 do século XX, quando havia o pequeno comércio, sem "shoppings", nem grandes sofisticações. 

PS: até a velha carrocinha de leite ainda servia os moradores do Leblon.


 A reprodução do Google Maps mostra o mesmo ângulo atualmente. No lugar do Real Astória há um grande prédio com lojas no térreo. À direita, na primeira esquina, há um BB Lanches. Do outro lado da rua sobrevivem a Pizzaria Guanabara e o Diagonal (no lugar do "Portinho".

terça-feira, 10 de maio de 2022

RUA SÃO CLEMENTE


Conta P. Berger que não se sabe quando foi aberta a Rua São Clemente, cuja denominação invoca a Capela de São Clemente, existente desde 1685 na antiga Quinta de São Clemente, de propriedade do Padre Clemente Martins de Matos. A Quinta era enorme: ia da Enseada de Botafogo até às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas. Por volta de 1895 passou a chamar-se Rua Raul Pompéia e mais tarde teve o nome de Rua Rui Barbosa. Em 1922 foi restabelecido o nome de São Clemente.

Esta belíssima foto, publicada por Maria Lucia Sanson, é de Octavio Oliveira Castro, de 1905, mostrando um aspecto da Rua São Clemente na altura do nº 398. Hoje, neste número, há um prédio de apartamentos. Mas ainda resistem algumas mansões belíssimas neste trecho da São Clemente.


Esta foto de Malta mostra a rua já asfaltada e quase deserta.


Fiquei em dúvida se esta foto, do acervo do Correio da Manhã, já foi publicada por aqui. Vemos a quantidade de buracos nas imediações da praça Corumbá, em frente à favela de Santa Marta.

Curiosidades: o sorveteiro e o pipoqueiro que vemos na esquina quase em frente à Rua da Matriz são os mesmos que ficavam na saída do Colégio Santo Inácio. Respectivamente o “Madura” e o “seu” Manoel. Nesta época a São Clemente tinha mão-dupla para bondes e veículos. Somente em meados dos anos 60 passou a ser mão única como é até hoje.

segunda-feira, 9 de maio de 2022

POSTO DA LAGOA



Este fotograma do curta-metragem “Couro de Gato”, de 1960, garimpado pelo Nickolas, mostra a região da Av. Epitácio Pessoa, com destaque para o então charmoso Posto da Lagoa. É um dos postos mais antigos da Zona Sul, estando neste local, na confluência da Av. Epitácio Pessoa com as ruas Alberto de Campos e Maria Quitéria, em Ipanema, provavelmente desde os anos 40 do século passado.

Vemos um Dodge Kingsway 1950/52 aparecendo, parcialmente, à esquerda.

 

Esta foto encontrei na Internet. Conta o J.C.A. Maia que  o posto pertencia ao Sr. Frank Weller, amigo do pai dele e ex-funcionário da Texaco. Ele foi convidado a montar uma fábrica de lubrificantes para a Texaco chamada INDACO, em Duque de Caxias, e na indenização recebeu dois postos da Texaco e verba para a fábrica. Faleceu em 2010, salvo engano.


Os folhetos são do acervo do JBAN. Foram produzidos pela Texaco. 

Aqui vemos a relação dos postos de serviços da Texaco no Rio. 

O endereço era Av. Epitácio Pessoa nº 536. Nos anos 60 houve troca da numeração da avenida e, atualmente, tem o nº 1354.

A seta indica a localização do Posto da Lagoa.


Esta imagem mais recente, do Google Maps, mostra o antigo Posto da Lagoa. Atualmente é um Posto Ipiranga e chama-se Posto Galena. Hoje está em reforma, cercado por tapumes.