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quarta-feira, 20 de junho de 2018

HOSPITAL DAS BONECAS





Havia, nos anos 70, um Hospital das Bonecas na Rua São Clemente nº 61, em Botafogo. Lá eram consertados todos e quaisquer tipos de bonecas, sejam de louça, plástico, porcelana. O anúncio dizia que “Se sua filha quebrou a preferida, não a deixe chorar muito tempo”.

Talvez fosse o sucessor do Hospital de Bonecas de Adelino Fernandes Cardoso, que por décadas funcionou no nº 30 da Rua da Passagem, telefone 26-9919, em Botafogo. Consertou mais de 30 mil bonecas ali. O prédio foi derrubado pelo Estado nos anos 60, pela SURSAN, para os trabalhos de canalização do Rio Berquó. Sensibilizado com a notícia o Governador Carlos Lacerda determinou que um outro local de propriedade do Estado fosse alugado pelo mesmo preço do local anterior, para que o Hospital das Bonecas continuasse funcionando.

Adelino consertava bonecas de meninas pobres, principalmente de orfanatos, sem nada cobrar, bem como bonecas de meninas ricas.

Iniciou o seu “hospital” em 1941 e teve muitos casos curiosos. Um deles foi o de uma boneca queimada junto com a menina que a possuía. Foi levada até ele por uma freira de um hospital, que lhe informou que a menina dizia que só ficaria curada se a boneca também ficasse.
 

terça-feira, 19 de junho de 2018

PEQUENOS JORNALEIROS




 
Criada em 1938, a Casa do Pequeno Jornaleiro foi idealizada por Darcy Vargas com o objetivo de amparar os meninos que vendiam jornais e dormiam nas ruas do Rio de Janeiro, conhecidos como pequenos jornaleiros. Originalmente, a CPJ era um internato onde os meninos moravam e estudavam.
 
 
 

segunda-feira, 18 de junho de 2018

CAMPUS DA UEG






 
As fotos de hoje mostram o campus Francisco Negrão de Lima, da Universidade do Estado da Guanabara, localizado no bairro do Maracanã, Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro.
Foi erguido no local da antiga Favela do Esqueleto, conhecida por esse nome pois lá existia a estrutura abandonada da construção de um hospital público.
Em destaque, em foto de 1970, o Pavilhão Reitor Haroldo Lisboa da Cunha. Foi este professor do Colégio Pedro II e do Instituto de Educação que, à frente da UEG, criou a Faculdade de Engenharia do Estado, dotou a Faculdade de Ciências Médicas de um Hospital das Clínicas (Hospital Pedro Ernesto), melhorou as condições das faculdades e escolas existentes e trabalhou para efetivar o campus da UEG em Vila Isabel.
Em julho de 1968, sob a reitoria de João Lira Filho, foi firmado o contrato para a construção do campus universitário da UEG, no Maracanã, em terreno situado entre as ruas São Francisco Xavier, Turf Club e Avenida Radial Oeste, onde se localizava a Favela do Esqueleto.
No antigo “esqueleto” ficarão o CPD, Colégio Universitário, Instituo de Física e o Instituto de Matemática e Estatística. No conjunto escolar fiarão os Institutos Básicos de Biologia, Química, Física, Matemática, Letras, Desenho, Artes Aplicadas, Ciências Sociais e Geo-Ciências. O campus terá um auditório para 1500 pessoas, uma concha acústica, um Centro Estudantil. A previsão de alunos, ano a ano, foi de: 1969 (6500), 1970 (7500), 1971 (8500), 1972 (9500), 1973 (12000).
As duas últimas fotos mostram o terreno onde ficava a favela e o início das obras.
A Favela do Esqueleto já apareceu por aqui em:
http://saudadesdoriodoluizd.blogspot.com.br/2018/04/favela-do-esqueleto.html

domingo, 17 de junho de 2018

COPA DE 1962


A memória é curiosa.
Vendo este postal com os campeões do mundo em 1962 e a tabela do campeonato no Chile (o dístico tem no verso toda a tabela, aparecendo numa “janela” os jogos das diversas fases quando se gira o disco da frente sobre o disco de trás), volto com facilidade àqueles tempos.
Havia a certeza de ser campeão, um pouco abalada pela contusão do Pelé no segundo jogo, é claro. Mas Garrincha surpreendeu, fazendo de tudo.
Há muito menos entusiasmo agora. A idade, a situação do país, as características desta seleção de “estrangeiros”, fazem tudo ser diferente.
Como será o comportamento da torcida? As ruas parecem desanimadas, sem o colorido das Copas recentes, mas será que com vitórias isto mudará?

sábado, 16 de junho de 2018

DO FUNDO DO BAÚ: TABELA DA COPA


 
Hoje é sábado, dia da série "DO FUNDO DO BAÚ". E de lá sai esta tabela do Campeonato Mundial de 1962, vencido pelo Brasil, com uma seleção que, embora composta por veteranos e abalada com o afastamento de Pelé a partir do 2º jogo, soube mostrar empenho e disposição para conseguir o título.
Um pré-adolescente entusiasmado preencheu os resultados, acompanhando as partidas por um rádio de pilha Spica. Dois dias após os jogos esforçava-se para ficar acordado para assistir à noite a exibição do vídeo-tape das partidas.
Tinha sido uma grande evolução, pois na Copa de 1958 os lances das partidas eram vistos em precários filmes. Com o vídeo-tape as partidas eram vistas inteiras, com boa qualidade.
Ganhamos aquela Copa com o Pelé jogando apenas até a metade da 2ª partida; com uma grande ajuda do juiz ao não dar um “penalty” do Nilton Santos contra a Espanha; com um episódio mal explicado da absolvição do Garrincha para jogar a final (havia sido expulso na semifinal).
Consta que a testemunha-chave no julgamento seria o juiz auxiliar Esteban Marino, que não compareceu para falar (teria recebido um “agrado” dos brasileiros). O juiz do jogo, o peruano Yamasaki, também se escafedeu.
Na final, após o susto do gol de Masopust viramos o jogo, com gols do Amarildo, o “Possesso”, e uma certa ajuda do goleiro da Tcheco-Eslováquia, o Schroif, no gol do Zito.
PS: tabela preenchida, é claro, com uma caneta Compactor.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

TEATRO SERGIO PORTO





 
Em março de 1970, às vésperas da estreia da peça “Tô cum grilo na cuca”, com Brigitte Blair, Carvalhinho, R. Rocha e Carlos Nobre, além das “garotas mais lindas da geração pão com cocada”, no Teatro Sergio Porto, as atrizes (como Marilene e Clarisse Paiva) fizeram um evento de divulgação na Confeitaria Colombo, em Copacabana, na esquina da Av. N.S. de Copacabana com Rua Barão de Ipanema, bem pertinho do teatro.
Era uma peça “pra-frentex”, com direção de Aldo Calvet. Tinha, além dos atores, um time de vedetes e “até strip-tease”. As reservas podiam ser feitas pelo telefone 236-6343 e o endereço do teatro era na Rua Miguel Lemos nº 51. Ingressos a partir de Cr$ 6,00.
Entretanto, conforme escreveu o “Correio da Manhã”, a estreia teve que ser adiada, pois houve atraso no envio do texto desta peça de teatro de revista para a Censura, em Brasília. A reportagem dava conta que “antigamente a liberação do texto e do espetáculo resolvia-se no Rio; agora o processo é um pouco “egípcio”: os censores da Guanabara liberam ou não o espetáculo; o texto deve ir a Brasília e de lá virá a aprovação ou os cortes.  Situação absurda, pois o texto no papel não é o mesmo ao criar vida no palco. As palavras, as intenções, o ritmo, as pausas podem configurar mil e uma intenções. Por que a Censura de Brasília não delega poderes totais à sua filial carioca?”.
Em maio houve uma sessão extra para a classe teatral e para a Imprensa em homenagem a Henriqueta Brieba (que na peça fazia um travesti e dançava Charleston), pois a veterana artista completava, naquela ocasião, 65 anos de atividade teatral. Após esta sessão o elenco ofereceu uma ceia no “Cabana” (este restaurante ficava em Ipanema, na Rua Joana Angélica nº 116, quase esquina da Rua Visconde de Pirajá e era do Leo Baptista, o locutor que até hoje narra “goals” na TV Globo).
Para não interromper as sessões no período da Copa de 70, Brigitte Blair mandou instalar uma TV para o público assistir às partidas e, em seguida, ver a peça.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

GLÓRIA



 
As fotos de hoje foram enviadas há algum tempo pelo prezado WHM e acho que ainda não foram publicadas no “Saudades do Rio”.
Algumas foram tiradas em 1933 a partir da pensão D.Amélia, que existia na Rua Santo Amaro, onde os pais dele moraram, pouco depois de terem vindo de Porto Alegre para o Rio.
Os conhecedores da região poderão dar mais informações.