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quarta-feira, 3 de junho de 2020

VIADUTO DE SÃO CRISTÓVÃO 2

Seguimos com fotos do Viaduto de São Cristóvão com fotos e textos do Carlos P. L. de Paiva.

Esta foto mostra a chegada do lado da Tijuca, sem Radial Oeste, viadutos etc. Permaneceu assim até os anos 1960 quando executaram a Radial. 
Nesta foto de 1949 aparece a execução de uma nova alça na época da Copa de 1950. Acho que não foi levada avante.


1960, reparar no totem que aparece na foto da chegada no lado Tijuca.

No PA de 1959 há indicação da futura Radial Oeste e as mudanças no acesso ao viaduto. A ampliação projetada não foi feita.

Aqui vemos a Radial Oeste nos anos 1960 e o acesso ao viaduto.

terça-feira, 2 de junho de 2020

VIADUTO DE SÃO CRISTÓVÃO 1






Vamos fazer uma pequena série sobre o Viaduto de São Cristóvão com informações e fotos enviadas pelo prezado Carlos P. de L. de Paiva, a quem mais uma vez agradecemos.

Esse viaduto que passa sobre a linha férrea da Central do Brasil foi por mim utilizado muitas vezes quando vinha pela Praça da Bandeira e acessava o outro lado da linha, perto da Quinta da Boa Vista, quando me dirigia ao Hospital Barata Ribeiro (um dos poucos do Município que funcionava bem na minha época, atendendo às especialidades de Ortopedia e Cirurgia Plástica Reparadora.

Foi conhecido também pelo nome de “Viaducto do Derby”, no Maracanã.

Parece que foi construído pela EFCB nos anos 1930. Já quase pronto, em 1935, engenheiros da PDF, entre eles, A. Eduardo Reidy, fizeram críticas ao projeto  e deram sugestões. Encurtando a história, só nos anos 70 é que optaram pela construção de uma nova ala deste viaduto, mas mantiveram o velho.

Na época de sua construção já havia estudos da PDF para a construção da Radial Oeste e de um novo viaduto na área da Mangueira. 

Novas informações serão bem-vindas.

segunda-feira, 1 de junho de 2020

BOTAFOGO - LARANJEIRAS 3


Terminamos esta série sobre o “corte da Rua Farani” e sobre a antiga Rua Guanabara, atual Pinheiro Machado, falando sobre a “amputação” ocorrida no Estádio do Fluminense. Para isto contamos com fotos do acervo do Correio da Manhã, do acervo do prezado João Carlos (que há muito anda sumido do “Saudades do Rio”, mas com quem tive o prazer de tomar um café há pouco tempo), do Andre Decourt e outros.

Nesta foto vemos o estádio do Fluminense, em Laranjeiras, em 1934. Foto do livro "O Rio pelo alto". Projetado pelo arquiteto Hypólito Pujol Junior, o estádio foi inaugurado em maio de 1919, com o jogo Brasil 6x1 Chile. 

À esquerda, no alto, vemos o corte da Rua Farani, fazendo a ligação desde a Praia de Botafogo. A sede assim como seu campo são obras de 1918, quando o Brasil foi indicado como sede do Sul Americano e não tinha um campo para promover o certame. O F.F.C. assumiu a responsabilidade e, através de Arnaldo Guinle, com a ajuda de um empréstimo realizado junto ao Banco do Brasil as obras começaram. Em 21 de janeiro de 1919, o Cardeal Dom Joaquim Arcoverde benzia as novas instalações, participando da festa de entrega da piscina aos associados.

Em 11 de maio de 1919, o Estádio de Álvaro Chaves era inaugurado com a partida entre Brasil e Chile. Era o primeiro estádio construído no Brasil para grandes espetáculos. Sua capacidade era de 18 mil espectadores. O Brasil venceu a partida por 6 x 0 e, ao final do Sul Americano, em decisão contra o Uruguai, nosso país conquistava seu primeiro título internacional ao vencer o Uruguai na segunda prorrogação de um jogo que terminou 2x2 no tempo normal. Com os times se arrastando em campo Friedenreich fez o gol do título.


Foto provavelmente de 1958, mostra o estádio completo, antes do início do alargamento da Pinheiro Machado. O pequeno prédio no canto esquerdo da foto ainda está lá.  A fotografia mostra uma parada no campo do Fluminense que foi usado para muitos eventos além do futebol.  Creio que foi aí que Villa Lobos comandou um imenso coro formado por alunos das escolas do Rio de Janeiro.


Nesta foto vemos uma tranquila Rua Pinheiro Machado, com o belo calçamento. 


Foto do acervo do João Carlos. A seção das arquibancadas do estádio do Fluminense F.C. que ficava atrás do gol foi eliminada em 1962 para permitir o alargamento da Rua Pinheiro Machado.  Mais adiante, na continuação da mesma rua logo após o Palácio Guanabara, foi aumentado o corte no morro que se vê na foto para facilitar o acesso a Botafogo. A parte demolida era idêntica aos fundos e à parte da lateral. Só na frente não existe essa fachada, pois é justamente onde construíram o salão nobre.


Em 1961, após 2 anos de entendimentos iniciados com a Prefeitura do antigo Distrito Federal e, posteriormente com o Governo do então Estado da Guanabara, o Fluminense teve parte de seu terreno desapropriado pela Sursan, em uma faixa de terreno situada na Rua Pinheiro Machado.




domingo, 31 de maio de 2020

BOTAFOGO - LARANJEIRAS 2





Continuando o “post” de ontem, com o aumento do trânsito e a construção do túnel CATUMBI-LARANJEIRAS, houve necessidade de alargar o chamado “corte da Farani”, no final da década de 60.

As fotos, algumas já publicadas, mostram as obras de alargamento da Rua Pinheiro Machado, inclusive o desabamento ocorrido durante as obras, quando uma carga explosiva mal calculada causou este contratempo.


Amanhã veremos fotos de como o campo do Fluminense foi afetado.


sábado, 30 de maio de 2020

BOTAFOGO - LARANJEIRAS


A primeira tentativa para ligar os bairros de Laranjeiras e Botafogo, através de uma passagem que unisse a Rua da Guanabara (atual Rua Pinheiro Machado) à Rua Farani, data de 1883, quando foi firmado contrato entre o Governo Imperial e a firma Duvivier & Cia., para a construção, uso e gozo de uma linha de bondes puxados a burro, do Centro da Cidade às praias da Saudade (onde é hoje o Iate Clube) e de Copacabana.

Conta Dunlop que a linha partiria da Rua dos Ourives (atual Rua Miguel Couto) e os concessionários deveriam abrir um túnel no Morro Mundo Novo. Além disso, deveriam perfurar outros três túneis, prolongar e abrir diversas ruas, alongar o cais da Praia do Flamengo e construir e manter durante 30 anos, que era o prazo da concessão, um estabelecimento balneário em Copacabana.

Entretanto, quando da apresentação dos estudos, verificou-se que os estudos apresentados pelos concessionários estavam em completo desacordo com as condições estipuladas. Foi, então, cassada a concessão.

A fotografia mostra o início do corte da Rua Farani, nos anos 10 do século passado. 


Em 1914, na administração do Prefeito Marechal Bento Ribeiro realizaram-se as obras para a ligação entre a Rua Guanabara (aberta em 1853 e atual Pinheiro Machado) e a Rua Farani, aberta em 1872. Foto do Acervo do IMS, Coleção Brasiliana.
 

Uma curiosidade sobre a Rua Guanabara, contada pelo Helio: “Um dia, pesquisando fotos do Augusto Malta no Museu da Imagem e do Som, dei com uma foto de título "Rua Guanabara, 75". A foto não estava datada. Fiquei arrepiado: era o endereço da casa onde morei nos 3 primeiros anos da minha vida.

Por que o Malta teria fotografado o imóvel? Pedi reprodução da foto e mostrei-a para minha mãe, e ela reconheceu-a como sendo a da nossa casa. Na foto, parecia haver uma placa no muro, como se fosse o nome de alguma instituição. Minha mãe não sabia dizer o que havia antes ali. Alguém saberia informar?”

Fui pesquisar, na tentativa de ajudar o Helio, e no Jornal do Brasil de 16/02/1923 há um anúncio com os seguintes dizeres: "CURSO JACOBINA - RUA GUANABARA n.75. Externato, Jardim de Infância, Curso Primário e Secundário. Prospectos na Livraria Leite Ribeiro. Parc Royal. Rua Guanabara 83 e Cosme Velho 228. Matrículas e outras informações no Cosme Velho 228 das 10 à 1 hora no Cosme Velho 228.".


sexta-feira, 29 de maio de 2020

EDIFÍCIO SANTOS LOBO


Nesta estupenda colorização do Nickolas vemos o Edifício Santos Lobo, na Praça José de Alencar, na Rua Conde de Baependi e Rua do Catete. Ele já apareceu por aqui, mas desta vez a foto do acervo de Erwin Scheu, de 1934, vem colorizada.

Era um dos prédios mais luxuosos da cidade e uma jóia arquitetônica. Sua construção foi iniciada em 1928 e, curiosamente, os apartamentos foram entregues já totalmente decorados, até com produtos Frigidaire, O prédio tinha lojas comerciais no térreo, como a Farmácia Jacy.

Virou mais uma vítima do Metrô. Sua demolição poderia ter sido evitada. Hoje, no local, acho que funciona uma feirinha da AMAL. À época os moradores do prédio não se conformaram com o valor atribuído pelo Metrô para a desapropriação, dando início a uma batalha judicial.

O curioso é que com as escavações do metrô, o prédio que já tinha sua implosão marcada para um domingo, acabou ruindo pouco antes numa quinta-feira, frustrando os que se programavam para ir assistir. 

Consta que, por acaso, Pedro L. D. Machado clicou o flagrante com uma Olympus Pen e vendeu a foto para o Jornal do Brasil, sendo estampada na primeira página do Jornal do Brasil, mas não a encontrei.

quinta-feira, 28 de maio de 2020

AEROPORTO SANTOS DUMONT







As fotos são do aeroporto Santos Dumont.

Na primeira foto se destacam os antigos táxis pretos do Rio, numa época em que era dificílimo encontrar um táxi vazio. Bem diferente de tempos mais recentes onde há milhares deles rodando pela cidade numa batalha para conseguir um passageiro.

Na segunda foto o destaque fica por aquelas sacolas de companhias aéreas que tanto sucesso fizeram. Hoje o que mais se vê são as maletas com rodinhas (certamente uma grande invenção) e as mochilas.

A mala da senhora que esconde o rosto e o quadro do tipo flanelógrafo, onde as letrinhas com informações dos voos eram coladas, definem uma época.

A quinta foto tem toda a cara de manhã de segunda-feira com mau tempo e os passageiros de terno aguardando a liberação dos voos para São Paulo. Saudades do tempo da ponte-aérea, com a possibilidade de embarcar em qualquer voo na hora de chegada ao aeroporto.

A última foto mostra os balcões de atendimento num tempo em que tudo era feito manualmente. Parece impossível que trabalhassem sem computadores.