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terça-feira, 11 de dezembro de 2018

RUA GENERAL GLICÉRIO


 
Há alguns anos o Decourt e o Tumminelli organizaram no Forte de Copacabana uma exposição chamada “Copacabana pelo olhar de seus moradores” (ou algo parecido). Muitas pessoas mandaram fotos familiares e a exposição foi um grande sucesso, pois vimos uma história do Rio que não está nos livros.
Pois agora eu soube que um grupo de antigos moradores da Rua General Glicério estão se organizando, entre eles meu colega de turma Telmo, para escrever sobre esta rua.
Gente das famílias Montenegro, Lerner, Kelner, Vasconcelos, Moll, entre outros, estão resgatando fotos e histórias da General Glicério para este projeto cultural.
Falarão, entre outras coisas, do Edifício Pajeu, do Edifício São Raimundo, do Mercury 1950, das meninas que caíam na rede, do elegante bar “My Rock”, no Timbauba, vizinho do Pajeu, do Julião, porteiro do 55 da General Glicério, onde morava o Dr. Horcades, das partidas de futebol da Belizário Távora e do campinho onde o ônibus da Light fazia ponto final, conduzido por elegantes motoristas de terno e gravata, além de quepe. Este ônibus deu lugar, tempos depois, aos ônibus 115 – Estrada de Ferro-Laranjeiras, depois 184 e agora um prosaico circular 180 que não se digna fazer ponto final no Jardim Laranjeiras.
Se alguém quiser participar do projeto é só falar, que faço a ponte.
 
 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

CASA BERNARDELLI

 
Como esta casa quase não tem fotos disponíveis em livros e na Internet, mostramos hoje uma pintura garimpada pelo Achilles Pagalidis, com a dedicatória “A la Sra. Dª Carmen Tadareo”, É um óleo sobre tela de José Pinelo Llull, 1910.
A casa Bernardelli, ficava na esquina da Rua Belford Roxo com a Av. Atlântica, no Lido.
A praça do Lido já foi chamada de Praça Bernardelli e Praça Vinte e Seis de Janeiro.
Conta o Decourt que a primeira urbanização da praça, realizada entre os anos de 1912/1913, constava apenas de jardins e um curioso terraço que a isolava da praia. Nos anos houve a demolição deste terraço e a praça ganhou a urbanização que chegou até o início dos anos 60.
A casa, uma das pioneiras no bairro, construída antes mesmo da Av. Atlântica ter suas obras iniciadas e da Av. N.S. de Copacabana, neste trecho, ainda ser um vasto areal, era notada de longe nas fotos até o final dos anos 20, quando com o aumento das construções na Av. Atlântica e o fim da pendenga judicial que bloqueva a ocupação de grande parte do Posto 2, começou a ser escondida e passar desapercebida.
Com a morte de Rodolpho Bernardelli em 1931 e a avançada idade de seu irmão Henrique, os boatos sobre a venda ou demolição da residência começaram, principalmente com as obras nos terrenos fronteiros para a construção de um grande cinema na Praça do Lido no final dos anos 20. Entretanto, este cinema nunca se concluiu e é praticamente desconhecido, só sendo visto em algumas fotos de Malta, que acompanhava a construção de suas fundações.
Com a morte de Henrique em 1936, era dada como certa a demolição da casa, que ficou fechada por muitos anos, gerando na comunidade de Copacabana um pouco comum, naquela época, desejo preservacionista da residência. O tema foi debatido pela Imprensa, inclusive na revista Beira-Mar. Os moradores queriam preservar a casa, não só em lembrança dos dois brilhantes artistas, como também pelo significado que a casa tinha em relação à ocupação do bairro. Muitos queriam que nela fosse instalada uma escola.
Mas os apelos foram em vão e, no final dos anos 40, a casa, em relativo mau estado, foi ao chão pelas mãos da Construtora Corcovado, a que mais destruiu o bairro no período.

domingo, 9 de dezembro de 2018

IGREJA DE SANTO AFONSO


 
A Igreja de Santo Afonso na Rua Barão de Mesquita em 1909 e em tempos mais modernos.
 
Nascido Alphonsus Maria de Liguori, fundou a ordem religiosa da Congregação do Santíssimo Redentor ("redentoristas"), dedicada ao trabalho entre os pobres.
 
 

sábado, 8 de dezembro de 2018

FLAMENGO




 
 
 
 
Hoje é um dia importante para a nação rubro-negra, pois será eleito o novo presidente do clube. A grande disputa será entre a chapa apoiada pela atual direção, com Lomba, e a chapa de oposição capitaneada por Landim.
 
Será mais importante reconhecer o grande trabalho na área financeira realizado pela atual diretoria ou puni-la pelos resultados aquém do desejado no futebol?
 
De qualquer forma, a diretoria atual deixou um grande legado para o clube, embora não tenha tido o sucesso esperado no futebol.
 
Como sócio desde 1958, primeiro como aspirante, depois como patrimonial, proprietário e atualmente remido (após 50 anos de vida associativa), daqui a pouco vou para a Gávea cumprir o dever cívico.
 
Na cerimônia no ginásio, lá estou eu como diretor-mirim do Depto. Infanto-Juvenil, ao lado do Alex Molina e do Oswaldo Aranha.



sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

PANAIR


 
Onde era este escritório da PANAIR, em que se compravam passagens como a que vemos na segunda foto? Na Av. Rio Branco nº 177?
PANAIR = Pelo Atraso Não Adianta Ir Reclamar, diziam os antigos.
A PANAIR, fundada em 1929, foi uma das companhias aéreas que deixaram mais saudades entre os amantes da aviação. No primeiro ano de existência da Panair ela apenas fazia transporte de carga e correspondência. Após se estruturar, iniciou o transporte de passageiros em 03/03/1931.
O fim da PANAIR foi conturbado e já foi discutido por aqui.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

AVENIDA ATLÂNTICA

Avenida Atlântica em 1961. A ressaca levou muito lixo para junto da calçada. O local é perto do Lido.

A mesma ressaca de 1961, agora com grande quantidade de areia acumulada na pista. Hoje em dia, após o alargamento da Praia de Copacabana pelos portugueses, somente na região da Bolívar e Xavier da Silveira acontece, raramente, algo parecido.

Em 1968 ainda persistia o hábito de se estacionar com duas rodas sobre a calçada, tal como em todo o Rio.

Um antigo Posto de Salvamento , com aquela escotilha tão apreciada pelo Bispo Rolleiflex, num dia de ressaca. Vê-se, claramente, uma base de concreto junto à calçada, construída em boa parte da orla de Copacabana para minimizar o problema causado pelas ressacas.

Esta é outra famosa foto mostrando a estrutura de concreto. Há décadas esta foto ampliada faz parte da decoração do Shopping dos Antiquários, na Rua Siqueira Campos.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

ESTÁTUA DA AMIZADE




Em 1922, no centenário da independência do Brasil, por iniciativa da Câmara de Comércio Norte-Americana no Brasil, foram angariados cerca de 40 mil dólares para a confecção de um monumento que simbolizasse a amizade entre os dois países. Foi presenteada ao país uma escultura de bronze de uma mulher, em pé, sustentando na mão esquerda os pavilhões norte-americano e brasileiro ornados com folhas de louro e, na direita, uma palma de louros. Somente em 1931, após sucessivas administrações, a estátua tomou lugar em frente à igreja Santa Luzia, como podemos ver nas duas primeiras fotos (de Malta, do acervo do IMS).
A terceira foto também é do tempo em que a estátua estava em frente à igreja.
A quarta foto, um Postal Colombo do Acervo Carlos dos Santos, já mostra a estátua na Praça Estados Unidos (ou é Praça 4 de Julho?), no Centro, na confluência das Av. Presidente Antonio Carlos, Presidente Wilson e Roosevelt, para onde foi transferida em julho de 1942, em frente ao atual consulado dos Estados Unidos.
Nesta quarta foto, à direita, no alto, vê-se as costas do anúncio luminoso no topo do Edifício Novo Mundo, que fica na esquina da Av. Calógeras. Na ponta direita, vê-se o alto do edifício da Esso.
Curiosidade: na identificação do postal consta Praça da Liberdade, porém a placa no poste de luz, sobre a seta sinalizando o sentido de direção, já mostra o nome de Praça Estados Unidos e a estátua não é da "Liberdade", mas da "Amizade".

Um pouco à direita da foto pode-se ver a lateral (empena) suja do prédio onde era a antiga sede do INSS (desde 1996 abriga a sede do Tribunal Regional Eleitoral - foi nesse ano que o TRE abandonou o antigo prédio na Rua Primeiro de Março e se mudou para a Av. Presidente Wilson. O tal prédio na Rua Primeiro de Março, construído no século XIX, foi "restaurado" e abriga hoje o Palácio da Cidadania.)

Em 1940, a Av. Presidente Antonio Carlos ainda se chamava Av. Aparício Borges. Após uma grande reforma, a avenida perdeu sua praça central e até mudou de nome.