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terça-feira, 16 de outubro de 2018

FLAGRA


 
Isto é que é “flagra”! Certamente o casal estava indo “para o crime”...
Na época da foto, o caminho para a Barra da Tijuca, vindo da Zona Sul, era pela Av. Niemeyer e Estrada do Joá.
Pelo clima que vemos nas fotos o destino final deve ter sido um dos motéis da Barra, com um ligeiro “pit-stop” numa das boates de antigamente, como a Flamingo, Comodoro, Macumba, ou talvez nos restaurantes Dinabar ou Tarantella.
Não sei se nesta época, mas um pouco mais adiante faziam sucesso os motéis Havaí, Recreio da Gávea, Colonial, Scorpius, Xá-Xá-Xá, Seventh Seven, Elmo, Tokyo. Lá longe, no Pontal, o Calipso.
 O Playboy, que distribuía um plástico com o coelhinho, muito visto nos para-brisas dos fuscas. Também o Serramar, o Hollywood, o Orly, o Holliday. Nos anos 70 o King´s, o Dunas (que resiste até hoje), o Mayflower, o Barra Tourist.
É claro que todas as informações acima são de “ouvir dizer”...

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

DIA DOS PROFESSORES




 
Hoje é o Dia do Professor. Para homenageá-los temos fotos do Instituto de Educação, na Rua Mariz e Barros.
Tudo começou no final do século XIX com a criação da Escola Normal da Corte. Funcionou em vários locais antes de ir para o atual endereço.
E o início das aulas neste novo prédio deu-se de maneira curiosa: com o prédio pronto, os convites para a inauguração, que seria no dia 12 de outubro de 1930, foram distribuídos. Acontece que, em outubro, explodiu a revolução vitoriosa de Vargas. Começaram a correr boatos de que tropas gaúchas iriam aquartelar-se no Rio, mais precisamente no prédio recém-construído da Escola Normal. Os alunos e professores, temendo a invasão do prédio, carregaram todos os móveis e livros das antigas instalações para as novas. Assim garantiu-se a inauguração da atual sede da Escola Normal!
Foto 1: restauração da piscina em 1955
Foto 2 e 3: provavelmente dos anos 40.
Foto 4: anos 70.
Para terminar a homenagem cito alguns grandes mestres do Colégio Santo Inácio, que muito me ensinaram:
Aderaldo Sampaio / Afonso Pontes / Alvaro Dutra / Anibal Espinheira / Antonio Mendes / Arthur Sette / Augusto Rainha / Cloves Dottori /  Domingos Cegalla / Edmar Mattos / Eduardo Motta / Fernando Bomilcar / Gilberto O. Castro / Guilherme Frota / Guimarães Correa / Jacques Chambriard / José Gonçalves / José Gualda / José Rodrigues / José Stamatto / Lincoln Mesquita / Lucas Mauro / Marco A. Paiva / Mauricio Leite / Nelson Mariano / Odette Mathieu / Olimpio Araújo / Renato Magno / Ricardo Rossi / Sergio Escarlate / Sergio Linhares / Sergio Regina / Villas Boas / Waldir Cortinhas.

domingo, 14 de outubro de 2018

FRIO NO RIO



 
Era uma vez, há muito tempo, uma cidade que parecia europeia, onde as pessoas respeitavam as filas, as ruas eram bem asfaltadas, as pedras portuguesas não tinham desníveis, todos se vestiam adequadamente para ir à "cidade", os automóveis eram coloridos.
 
E, de vez em quando, fazia frio.

sábado, 13 de outubro de 2018

FERIADÃO EM TERESÓPOLIS


 
Antigamente uma das boas opções para feriadões era ir para Teresópolis. Não é que tenha deixado de ser um bom programa, mas a cidade cresceu e deteriorou-se um tanto.
Nos velhos tempos do Higino, o pequeno que aparece na segunda foto ou o grande do outro lado da rua, e do Cine Arte onde se assistia às chanchadas da Atlântida ou filmes de "cowboy", era muito melhor.
A colorização da segunda foto é de autoria do Conde di Lido.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

PALÁCIO GUANABARA




 
Hoje temos fotos do Palácio Guanabara, em Laranjeiras. A primeira foto, de N. Viggiani, é de 1920. Este Palácio era o Paço Isabel, residência da herdeira do trono do Brasil, a Princesa Isabel. Hoje é a sede do Governo do Estado do Rio de Janeiro.
Construído em meados do século XIX, foi adquirido para acomodar os recém-casados (1864) Princesa Isabel e Conde D'Eu. O acesso, à época, era pela Rua Paissandu, que foi ornada com as lindas palmeiras imperiais. Na segunda foto, do National Geographic podemos observar que o piso da Rua Paissandu não era de paralelepípedos, mas sim de tijolos (ou ladrilhos) de asfalto, um dos revestimentos usados por Passos na pavimentação das ruas no início do século XX. Esta rua também usava postes oriundos da Expo de 1908.
Este palácio foi confiscado após a Proclamação da República, em 1889, sendo incorporado ao Patrimônio da União.
Em breve este palácio terá um novo ocupante. Que seja melhor que os últimos.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

VIAGENS DE ÔNIBUS



 
Esta postagem fará a alegria do Sr. DO CONTRA:
Na primeira foto vemos o Monsenhor Benedito Marinho de Oliveira, em fevereiro de 1972, cura da Catedral do Rio de Janeiro e membro do Cabido Metropolitano, benzendo o primeiro ônibus "Internacional". Este veículo, produzido pela International, estava equipado com todo conforto necessário a viagens longas, inclusive banheiro e água corrente. A linha regular unia o Rio a Montevidéu. Imaginem fazer uma viagem até Montevidéu neste ônibus...
A segunda foto mostra a Rodoviária Mariano Procópio, em 1947, e um ônibus com destino a Três Rios.
Finalmente, a última foto mostra um ônibus Rio-Petrópolis, em 1950, prestes a partir.
Todas as três devem ter sido viagens penosas.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

CHOPE DUPLO





 
Outro dia o prezado WHM solicitou um “post” sobre os ônibus “Imperiais”, apelidados de “Chope Duplo”.

Em outubro de 1927, segundo Stiel, chegou um carregamento de ônibus de três eixos, que teriam dois andares “idênticos aos que trafegam em várias linhas de cidades da Inglaterra”. Os chassis vinham da Inglaterra e eram equipados com motores a gasolina, de 35cv a 90cv, fornecidos pela também britânica Daimler (que, a essa altura, já não tinha nada a ver com a homônima alemã). Já as carrocerias, de madeira, eram construídas nas oficinas da Light, na antiga Avenida Lauro Müller (ficava entre a Francisco Bicalho e a Praça da Bandeira).

A Light, que fundou a Viação Excelsior, “um serviço de auto-omnibus de alto luxo”, entrou em negociações com a “Empresa Nacional de Auto-Viação”, que na época era a maior empresa de auto-ônibus da cidade. Esta lhe cederia todo o seu material que seria substituído pelos novos veículos. Com a concordata desta empresa a Light adquiriu o seu acervo.

Em 04/11/1927, foi realizada uma experiência com dois dos novos auto-ônibus, repletos de jornalistas convidados e foram até a Gávea. Partiram às 16:15 horas, sendo o primeiro veículo dirigido por Silvester e o segundo por Charles A. Barton, ambos da cúpula da empresa canadense.

O GLOBO de 27/03/1928 relatou: “Examinámos o primeiro omnibus do tipo Imperial (...). Como se sabe, essa classe de veículos consta de dous pavimentos. No inferior vão distribuidos 12 bancos, oito dos quaes aos pares e quatro alinhados lateralmente (...). Na parte superior, isto é, na ‘imperial’, para onde se sobe por elegante escada de volta, há 17 bancos para dous passageiros (...). A instalação para o chauffeur é commoda e elegante. Como medida de previdencia, ha no vehiculo um extinctor de incêndio.”

Em 06/04/1928 foram inaugurados oito auto-ônibus de dois pavimentos no tráfego da Rio Branco com grandes festas populares.

Em 6 de dezembro de 1941, foi anunciado o fim iminente dos “Chopes Duplos”, o que ocorreria no final da década de 40. Já considerados obsoletos e pesadões, estavam restritos às linhas Leopoldina-Arcos e Leopoldina-Clube Naval. Seus chassis passaram a vestir carrocerias convencionais e os motores foram convertidos ao gasogênio. Foi a saideira do “double-decker” carioca.

FOTO 1: vemos um “Chope Duplo” em plena Lapa, perto da igreja de N.S. do Desterro.

FOTO 2: em primeiro plano um ônibus com a inscrição "America" na lateral e logo atrás um exemplar do "Chope Duplo", trafegando pela Av. Rio Branco.

FOTO 3: aqui temos um fotograma da antiga Rua Senador Euzébio, com um “Chope Duplo” entrando na rua. Impressiona o porte do prédio da esquina com o Campo de Santana. A Rua Senador Eusébio começava na Praça da República e terminava na Avenida Francisco Bicalho. Teve as denominações de Caminho das Lanternas, Rua do Aterrado e Rua São Pedro da Cidade Nova. Conta Paulo Berger que no tempo de D. João VI aterraram-se lugares mais aptos e defendeu-se, por meio de grossa estacaria, desde o trilho para o Saco do Alferes até a Bica dos Marinheiros, a borda principal do perigoso mangue, fazendo-se iluminar à noite, de espaço a espaço, com lanternas especiais. Era o caminho usado pela Família Real para chegar a São Cristóvão. Daí os nomes de Caminho das Lanternas e Rua do Aterrado. Mais tarde o logradouro ficou dividido em dois trechos: Rua de São Pedro da Cidade Nova (a parte compreendida entre as Praças da República e Onze de Junho) e Rua do Aterrado (da Praça Onze de Junho até o fim). Em 1869 recebeu o nome de Rua Senador Eusébio. O carro com pneus de banda branca é um Chevrolet 1941. O que está meio encoberto pelo bonde é dos anos 30 e está difícil de identificar.

O prédio da direita, do qual só aparece uma pequena nesga, é o prédio que tinha o letreiro do CINZANO no seu topo. A Central do Brasil está à direita, fora da foto, e o Quartel General está atrás do fotógrafo, à direita. À esquerda, fora da foto, o Campo de Santana. A foto foi tirada em direção à Zona Norte/Francisco Bicalho. A Senador Euzébio é hoje a pista do canto da Presidente Vargas, sentido de trânsito Central - Leopoldina. O prédio mostrado ficava onde é, atualmente, a pista central da Presidente Vargas.

 

FOTO 4: o “Chope Duplo”.