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sábado, 24 de junho de 2017

DO FUNDO DO BAÚ: CONCURSO SHERLOCK HOLMES


Hoje é sábado, dia da série “DO FUNDO DO BAÚ”. E de lá saem estas lembranças, citadas ontem aqui pelo prezado Menezes, sobre o S.E.M.P.R.E. e sobre o Concurso Sherlock Holmes do Saudades do Rio. Além da foto do diploma do ganhador Andre Decourt (ao qual o “Saudades do Rio” parabeniza pelo aniversário na data de hoje) vemos a entrega dos prêmios aos vencedores.
 
Ainda antes do tempo do Google Maps e do Google Earth, descobrir o local das fotos publicadas era um desafio e tanto.
 
Com a inestimável ajuda do Helio Ribeiro grandes especialistas em Rio de Janeiro fizeram comentários e abrilhantaram o concurso que, em minha opinião, serviu para estreitar os laços de companheirismo entre os que habitualmente frequentam o “Saudades do Rio. Conforme estipulado no regulamento, os vencedores receberam diplomas (feitos pelo Conde di Lido) e prêmios:
 
DIPLOMAS:
1º lugar: “Sherlock Holmes” = Andre Decourt – 67 pontos
2º lugar: “Columbo” = JBAN – 60 pontos
3º lugar: “Hercule Poirot” = Lino Coelho – 51,5 pontos
4º lugar: “Maigret” = Mauroxará – 41,5 pontos
5º lugar: “Adam Dalgliesh” = Menezes – 38 pontos
 
1º lugar entre as mulheres: “Miss Marple” = Valéria – 14 pontos
Último lugar: “Inspetor Closeau”
Demais participantes: “Menção honrosa”
 
PRÊMIOS:
 
  • A Imprensa na História do Brasil – Oswaldo Munteal e Larissa Grandi
  • Bastidores do Municipal – Bruno Veiga
  • Flagrantes do Passado nº 2 – Rio Cidade Cosmopolita
  • Rio de Janeiro – Um álbum da cidade feito por fotojornalistas
  • Rio no Cinema – Antonio Rodrigues
  • Rio, Capital da Beleza – Geza Heller, Bruno Lechowski e Peter Fuss
 
FESTA DE ENTREGA DE PRÊMIOS:
Foi realizada no dia 10/01/2011, segunda-feira, às 19h30min, Degrau, no Leblon. Não tenho a lista completa dos comentaristas que compareceram mais foram quase trinta que nos deram este prazer.
 
DEMAIS PARTICIPANTES:
Joel Almeida com 35 pontos
Rafael com 27 pontos
Docastelo com 25.5 pontos
Francisco Amaral com 24 pontos
Marcelo Carioca com 19 pontos
Colaborador Anônimo com 18,5 pontos
Valéria com 14 pontos
Conde di Lido com 12 pontos
Wagner Bahia com 10 pontos
Afrânio e Ana com 8 pontos
Belletti, Derani e Senna com 7 pontos
Etiel, Milu, Oswaldo Mendez, Rapaz Sério e Vizinho da FAETEC com 6 pontos
Alex com 5,5 pontos
Daniel Brito com 5 pontos
Laerte, Ricardo Galeno e Sabe-Tudo com 4 pontos
Candeias, Christiano Avellar, Eliane Brandão, João Carlos, Lavra, Marcelo Almirante, Plínio e Tumminelli com 3 pontos
Antolog, Aurélio, Cristiano Marinno, Leandro, Luiz Flavio, M. Lobo, Marcio Valente e Renato com 2 pontos
Carlos Siqueira e Nalu com 1 ponto
Alcyone, Alice, André Mauricio, Bárbara Regina de Abreu, Caio, Evelyn, Francisco Carlos, Gilberto Negreiros, Gitano, GMA, Henrique Hübner, Jaime Moraes, Kátia, Leonardo, Manitu, Miguel, Milton Gomes, Paser, Pedro Cesar, Pgomes, Raposão, Roberto Nascimento, Rochacampos, Rômulo Lima, Sara, Sergio Veiga, Silvio, Waltinho e WHM não pontuaram.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

RUA DO RESENDE nº 128


Foto do acervo do prezado Mauricio Lobo, do Tempore Antiquus, provavelmente da década de 20 do século passado. Como tem tudo a ver com algumas postagens desta semana no “Saudades do Rio” reproduzo-a aqui com os comentários dele acrescidos de mais algumas informações.
 
Em 1903, Oswaldo Cruz assume o cargo de diretor geral da Saúde Pública, com a proposta de erradicar as três principais doenças pestilenciais do Rio de Janeiro: a febre amarela, a peste bubônica e a varíola.

Para isto, entre outras coisas, propõe a construção da sede da Diretoria Geral de Saúde Pública (DGSP), na Rua do Resende nº 128. O projeto, de estilo eclético, é do arquiteto Luiz Moraes Júnior, o mesmo que projetou o Pavilhão Mourisco, em Manguinhos.

As obras foram iniciadas em 19 de novembro de 1905 mas, devido a percalços pelo caminho, só foi inaugurado em 18 de março de 1914.

Em 1939 o prédio passa para o controle do município do Rio e, apesar de ter sido tombado somente em 1991, resistiu praticamente ileso até os dias de hoje.
 
Em 1952, quando o prédio abrigava o Serviço Nacional de Tuberculose, foi inaugurada placa que assinalava o imóvel com o nome de “Casa de Oswaldo Cruz”. O velho prédio, cuja construção se deve ao saudoso sanitarista, foi inteiramente reparado, ao mesmo tempo que o jardim fronteiro ao belo busto de Oswaldo Cruz foi remodelado, dando maior destaque ao monumento. Obra do mestre Correia Lima, o busto foi inaugurado em 1918, por iniciativa do então diretor, o professor Carlos Seidl. Representa o cientista ilustre como numa poltrona, os dois braços apoiados, tendo nas mão um livro, em atitude de meditação.
 
No pedestal de granito, numa placa de bronze, lê-se: “A Oswaldo Cruz, homenagem do pessoal da Diretoria Geral de Saúde Pública – 23-III-1903 – 19-VIII – 1909”,
 
A “Casa de Oswaldo Cruz” ficará como um templo da saúde pública, sendo plano centralizar-se ali a sede da Sociedade Brasileira de Higiene.
 
Neste endereço também funcionou o Laboratório Noel Nutels, referência para tratamento de AIDS e vacinação anti-rábica no Rio.
 
Atualmente pertence ao INCA – Instituto Nacional do Câncer.

PS: a Rua do Resende começa na Rua do Lavradio e termina na Rua Riachuelo. Foi o Vice-Rei Conde de Resende, D. José Luís de Castro quem resolveu estabelecer uma comunicação entre as ruas de Matacavalos e Lavradio, cordeando uma nova rua nos pantanais da chácara de Pedro Dias Paes Leme. Em 1796,  ainda não havia nenhuma edificação ao longo desse caminho, então chamado dos Arcos, por ser seguimento da Rua dos Arcos. Em honra do Vice-Rei, a partir de 1798, o Senado da Câmara deu-lhe a denominação de Rua do Resende, que conserva até hoje. D. José Luís de Castro, 2º Conde de Resende, foi o 5º Vice-Rei do Brasil. Tomou posse em 09/07/1790 e governou até 14/10/1801, quando passou o governo a D. Fernando José de Portugal, depois Marquês de Aguiar.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

ENCHENTES





Definitivamente nossos políticos nos consideram a todos uns idiotas. Após o caos instalado no Rio por conta das chuvas de anteontem o Sr. Prefeito disse que “a cidade passou bem pelo teste”. Já o Sr. Secretário de Ordem Pública afirmou que não avisou à população do que estava por vir “para não causar pânico”.
 
Fico imaginando o que eles diriam em casos de um furacão, de um incêndio de grandes proporções ou algo semelhante...
 
E o descaso vem desde sempre, como bem sabemos. Obras de infra-estrutura como manutenção preventiva raramente são realizadas. As enchentes em caso de qualquer chuva, às vezes até de média intensidade, causam os alagamentos costumeiros, com grande transtorno para a população.
 
A primeira foto de hoje, do Correio da Manhã, mostra um fusquinha enfrentando bravamente um alagamento em Copacabana, na Rua Tonelero, em 1967.
 
A segunda foto, de Evandro Teixeira, é famosa e mostra a enchente da Rua Jardim Botânico em 1988.
 
A terceira foto, de Bippus, é da enchente na Rua Senador Vergueiro no início do século passado.
 
A quarta foto é na Rua do Senado.
 
E vamos parar por aqui por falta de espaço para tantas fotos semelhantes.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

INSTITUTO DE HEMATOLOGIA


Foto do acervo do Hemorio mostrando a primeira sede do Instituto de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti. Foi inaugurada em 25/11/1944, em um prédio de estilo neoclássico, à Rua Teixeira de Freitas, na Lapa, na administração do Prefeito Henrique Dodsworth. Desde sua fundação e por muitos anos foi dirigido pelo Dr. Arthur de Siqueira Cavalcanti.
 
Foi um dos pioneiros bancos de sangue no país e, desde aquela época, apresentava características de hemocentro devido à distribuição de hemoderivados aos hospitais de emergência. Realizava campanhas sistemáticas de doações voluntárias de sangue para os nosocômios municipais, com a única finalidade de se manter sempre em estoque reservas de sangue para casos de emergência.

Em 1956, a partir de debates iniciados na gestão do Prefeito João Carlos Vital em 1952, o Banco de Sangue foi transformado no Instituto de Hematologia. Três anos depois, após cessão de área obtida pelo Hospital Pedro Ernesto, foi instalado o Serviço de Hematologia com internação hospitalar.
Em 1969, foi concluída a obra do novo prédio em um terreno desapropriado ao lado do Hospital Souza Aguiar e o hospital passou a se chamar Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti (HEMORIO). Sete prédios da Rua Frei Caneca foram desapropriados para a construção do novo edifício que teria um subsolo e onze pavimentos, seis dos quais destinados à parte industrial para a preparação do plasma sanguíneo. Um andar para hospitalização com 36 leitos, uma parte completa para o doador de sangue, serviços de radiologia e radioterapia, parte cultural composta de biblioteca, salas de aulas e auditório, apartamentos para médicos e, no último andar, um biotério de animais para testes de laboratório. O projeto ficou a cargo do arquiteto Flavio G. Barbosa e do engenheiro Rui de Sousa Leão.
As novas instalações permitiram passar de 30 para 50 toneladas de sangue disponibilizadas anualmente para os hospitais. A grande vantagem do novo Instituto de Hematologia é que com ele a Secretaria de Saúde entrou na linha propriamente industrial que permitirá a auto-suficiência do fornecimento de todas as substâncias isoladas de sangue, o que o Estado ainda não havia conseguido, inclusive a gamaglobulina, o fibrinogênio e a albumina.

terça-feira, 20 de junho de 2017

HOSPÍCIO SÃO JOÃO BAPTISTA DA LAGOA


A foto de hoje mostra o Hospício de São João Batista da Lagoa em 11/10/1901, em foto de Malta, do AGCRJ. Esta foi a primeira enfermaria criada pela Irmandade da Misericórdia para responder à imposição do Governo Imperial. Este hospício foi inaugurado em 1852 e destinava-se a atender à população pobre das freguesias de Botafogo e Copacabana. O edifício foi construído na década de 1880 e ampliado na década de 1920. Transformou-se no Hospital São João Batista da Lagoa, onde funcionou também uma maternidade. Pelo que pude apurar o Hospital ficava na Rua da Passagem, mas não sei exatamente em que trecho.
 
Curiosidade: o “CORREIO DA MANHÔ de 10/11/1930 noticiava o movimento de outubro no Hospital São João Batista da Lagoa:
“O movimento de enfermos deste hospital, mantido pela Santa Casa de Misericórdia, foi o seguinte:
Existiam 76; entraram 112; saíram 104; falleceram 4; ficaram 80.
Nacionalidades: existiam 63 nacionaes; 16 estrangeiros; saíram 89 nacionaes; 15 estrangeiros; falleceram 4 nacionaes; ficaram em tratamento: 86 nacionaes; 14 estrangeiros.
Creanças: existiam 31; entraram 60; saíram 57; falleceram 7; ficaram 27.
Ambulatório attendeu 2.151 consultantes e a pharmacia aviou 2.027 receitas; foram praticados 219 curativos e 5 pequenas intervenções cirúrgicas; foram aplicadas 245 injecções de nº 914”.
 
NOTA: Com a descoberta do Treponema pallidum como agente etiológico da sífilis em 1905 por Fritz Schaudinn e Erich Hoffmann, desenvolveram-se estudos experimentais contra tripanossomas e espiroquetas. Em 1909, um bacteriologista japonês, – Sahachiro Hata, foi trabalhar com Erlich em Berlim e após experimentação de quase 3.000 compostos determinou o nº 606 como sendo o mais potente e seguro, sendo lançado na Alemanha com o nome de Salvarsan. Em 1913 Erlich recebe o Prêmio Nobel e lançou outro derivado arsenical que se chamou Neosalvarsan ou nº 914. Comercialmente denominado também de Novasernobensol, Neoarphesnanina, Acetilarsan e outros. Todos esses medicamentos eram derivados com pequenas variações, do arsênico.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

BELVEDERE DO GRINFO




O local das fotos de hoje é conhecido e familiar, muitos conhecem, outros já pararam aí, mas as informações são poucas. Vemos o Belvedere do Grinfo. Quem é o autor do projeto? Qual a data exata da inauguração? Desde quando está abandonado? Qual é o seu futuro?

A primeira foto do Belvedere da Estrada Rio-Petrópolis é do acervo do Rouen. A arquitetura desta construção é a conhecida como “pé de palito”.  Construído no final da década de 50, o Belvedere fica no km 89 da rodovia, na pista sentido Rio de Janeiro. O Belvedere foi inaugurado na década de 1960 para sediar um restaurante, o Disco, logo após a abertura da nova pista. Na época o restaurante era bastante movimentado, quase uma parada obrigatória para quem trafegava na Rio-Petrópolis. Consta que D. Helena Pavelka, durante certo tempo alugou este local para a excelente Casa Pavelka.

A segunda foto, de 1959, é do acervo da família Soares Leite, do ilustre, competente e saudoso obstetra Dr. Laércio. É dos bons tempos em que havia segurança para parar no Belvedere e apreciar a paisagem que se descortinava dali. Tinha tudo para dar certo, mas não deu. Lindo local, vista deslumbrante, farto estacionamento, infra-estrutura completa para restaurante, etc.

A terceira foto, do início da década de 70, é do acervo do desaparecido comentarista Manolo. Chegado há pouco ao Rio de Janeiro, apaixonado pelo Rio, explorava os arredores da cidade (reparem a moda da época com as calças “boca de sino”.

PS: o projeto lembra o MAC – Museu de Arte Contemporânea, em Niterói, construído na década de 90 com projeto de Oscar Niemeyer.

sábado, 17 de junho de 2017

DO FUNDO DO BAÚ - CINZEIRO DO MOTEL PLAYBOY



Hoje é sábado, dia da série “DO FUNDO DO BAÚ”. E, da coleção do caro Rouen Michelin sai este cinzeiro do Motel Playboy (reparem a sutileza dos macaquinhos no fundo do cinzeiro).
 
A famosa rua dos motéis da Barrinha, que pode ser vista na terceira foto, fez um sucesso danado nos anos 60 e 70. O Motel Playboy era um dos destaques embora tivesse o grande inconveniente de estacionamento comum e aberto. Ao sair ficava-se na porta esperando o manobrista trazer o carro, exposto aos que chegavam e saíam, com os braços cheios de “souvenirs”. Entre eles o famoso plástico do coelhinho para ser colocado no parabrisa  dos fusquinhas.
 
O “roubo” dos cinzeiros era prática comum, entre outros itens (alguns chaveiros também, segundo já relatou aqui conhecido comentarista).
 
Nos primeiros tempos o acesso aos motéis a partir da Zona Sul era pela Estrada do Joá e, depois da inauguração do túnel, descia-se à direita após sair do túnel pela Rua Maria Luiza Pitanga ou dava-se a volta pela ponte da Barra. O destino podia ser o Xá-Xá-Xá, o Playboy, o Praiamar, o Serramar (Estrada da Barra da Tijuca 1020 CETEL 399-0150), o Mayflower (o melhor de todos, na Estrada da Barra da Tijuca 281, CETEL 399-1669).
 
Nas vizinhanças, entre outros, o Barra Tourist (Estrada da Barra 220, CETEL 399-0306), Viña del Mar (Estrada do Joá 1489 CETEL 399-0608), Hollywood, Havaí, o eterno Dunas (até hoje na ativa), Orly, Scorpios, Summertime, Elmo, Tokyo, Seventy Seven, Holliday (Rua Arabutã 126 CETEL 399-0650), Praia Linda (Av. Sernambetiba 1430 CETEL 399-0362). Para quem queria ir mais longe havia o Calipso (Estrada do Pontal 399).
 
Muitas vezes, antes, havia um “pit-stop” nas boates como Flamingo e Macumba. Ou outras mais ordinárias e baratas como Polvo e Piscina. Depois podia ainda se dar uma passada no Dina Bar, Convés ou Tarantela.
 
OBS: todos as informações acima são “de ouvir dizer”, é claro. E o cinzeiro Monsieur Rouen comprou na feira da Praça XV.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

CONGRESSO EUCARÍSTICO





Continuando com o tema “Congresso Eucarístico” vemos na primeira foto a placa comemorativa do XXXVI Congresso Eucarístico, realizado no Rio em 1955 na área recém-aterrada onde hoje está o Monumento dos Mortos da 2ª Guerra Mundial, que foi afixada na porta de milhares de casas do Rio de Janeiro de então. Na casa dos D´, na Rua Barata Ribeiro nº 589, não foi exceção.
 
Como minha mãe me explicou na época que a placa significava uma proteção para a casa, logo imaginei que funcionaria como algo semelhante a uma das marcas dos anéis do Fantasma, de Lee Falk, publicado pela Rio Gráfica Editora. Como vocês bem se lembram, o Fantasma, que montava o cavalo Herói e tinha como bicho de estimação um lobo chamado Capeto, namorava a Diana Palmer, sobrinha do tio Dave, e morava na selva protegido pelos pigmeus Bandar chefiados pelo Guran, tinha dois anéis, um com a marca do bem, que aplicava nas pessoas e lugares que queria proteger, e o outro com a famosa marca da caveira que ele aplicava no queixo dos criminosos com potentes socos. Pois bem, a placa do Congresso Eucarístico foi presa com 4 pregos na parede da frente de nossa casa mas, um dia, um ladrão entrou no pátio e roubou uma de nossas bicicletas. Perdi totalmente a confiança na tal Congresso Eucarístico...
 
Na segunda foto alguns itens de recordação do Congresso.

Na terceira foto vemos o projeto do Congresso de autoria de Lucio Costa, com algumas alterações, embora a essência tenha se mantido, desenvolvido por Alcides Rocha Miranda, Elvin Mackay Dubugras e Fernando Cabral Pinto.
 
Na quarta foto, da revista Manchete, vemos melhor o local do Congresso apresentado ontem.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

CONGRESSO EUCARÍSTICO






Conforme nos conta Carlos Reis, em Brasil Revista, o XXXVI Congresso Eucarístico Internacional, que se realizou nesta mui leal e heróica cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, de 17 a 24 de julho de 1955, foi a maior, a mais imponente das assembléias desse gênero, já efetuadas em todo o orbe católico.

A Prefeitura Municipal desta cidade, tomando de ombros um notável empreendimento, conseguiu construir, com desmontes do Morro de Santo Antonio, a magnífica esplanada, onde teve lugar o grande certame. Duvidou-se, de começo, que se pudesse fazer área, tão espaçosa, em tão curto tempo. Mas Deus, decerto, ouviu as preces dos que se interessavam pelo local. Levantou-se, no fundo, na parte que toca a orla do mar, o Altar-Monumento, que se protegeu por uma enorme bandeira pontifícia. Neste Altar, ardeu, por sete dias, um círio monumental. Para acomodação dos fiéis, fizeram-se bancos cuja extensão daria uma fila de 96 quilômetros de comprimento.

No dia 17 de julho, realizou-se a procissão soleníssima da imagem de N. S. Aparecida, a padroeira do Brasil, procissão esta que, partindo da gare da Estrada de Ferro Central do Brasil, se destinou à praça do Congresso. Este cortejo arrastou perto de um milhão de pessoas.

O céu era riscado pelos refletores da Marinha de Guerra, projetando-se no escuro da abóbada celeste as cores do arco-íris. A procissão marítima de transladação do S.S. Sacramento, de Niterói para o Rio, esteve deslumbrante. O ostensório foi conduzido a bordo do caça-submarino "Grajaú". Em 24 de julho encerraram-se os trabalhos do Congresso.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

TEATRO PHOENIX



Nas fotos de hoje, das décadas de 20 e 30 do século passado, vemos o Teatro Phoenix, que ficava na Rua Barão de São Gonçalo (atual Av. Almirante Barroso) nº 65, esquina da Rua México, telefone 22-5403. Foi o Cine-Teatro Phoenix de 1914 a 1932, transformou-se no Cine Ópera de 1937 a 1944 e voltou a ser apenas o Teatro Phoenix até a década de 1950, quando foi demolido. Em seu lugar foi construído o Edifício Cidade do Rio de Janeiro
 
Houve várias tentativas para acabar com o teatro: em novembro de 1940, os proprietários fizeram um contrato com a Cia. Imobiliária Rex para a sua demolição, mas ele foi rescindido. Em 1948, o empresário Vital de Castro quis expulsar a Companhia de Sandro Polonio e Italia Fausta, que ali se apresentava, para transformar o teatro em cinema. Italia Fausta, fez com que todos os artistas mudassem para os camarins, formando uma barreira e transformou a situação num escândalo. Com isto o advogado Clóvis Ramalhete ganhou a questão em juízo e a companhia permaneceu no teatro. Em 21/06/1951, a Câmara Federal autorizou o Prefeito a desapropriar o teatro, incorporando-o ao Patrimônio Municipal, para que não fosse demolido. Mas, por falta de verbas, a desapropriação não foi feita. O JB de 20/08/1957 noticia que “foi interrompido, com pedidos de vistas dos desembargadores Bulhões de Carvalho e Roberto Medeiros, o julgamento pela 4ª Câmara Cível do mandado de segurança impetrado pelo Sr. Guilherme Guinle para derrubar o Teatro Phoenix. O mandado foi impetrado contra a Prefeitura do Distrito Federal, pois pretende o impetrante demolir o prédio para construir outro no mesmo local”. O teatro finalmente foi demolido em 1958 para dar lugar ao prédio de 22 andares.
 
Em 1951 Otávio Rauge, diretor de cena do teatro, fez levantamento informando que no térreo havia um grande “hall” de entrada, escadaria de mármore e ferro para acesso ao 1º e 2º andares, banheiros e lavatórios laterais, “hall” do elevador. No 1º um grande salão central com 5 janelas e mais 2 salas laterais, “foyers” e galerias, além de 6 camarins com lavatórios. No 2º andar outro grande salão central e também 2 salas laterais, “foyers” e galerias, além de 8 camarins com lavatórios.. Havia ainda no térreo 2 chapeleiras com lavatórios e banheiros. Na sobreloja mais 2 chapeleiras com lavatórios e banheiros. Havia recinto para a orquestra, tinha uma boca-de-cena amplas. No 3º andar havia um salão, 3 camarins, lavatórios e banheiros. No 4º andar havia um salão para ensaios de balé e mais 5 saletas para vestiário.
 
A lotação era de 713 lugares: no térreo platéia com 320 poltronas estofadas e 6 frisas; na sobreloja, balcão nobre com 135 poltronas estofadas, 12 frisas nobres e 2 camarotes especiais com ante-câmara, destinados à Presidência da República e à Prefeitura; no 1º andar, balcões de 1ª com 115 poltronas, 10 camarotes e mais 2 camarotes com ante-câmara; e no 2º andar, balcão de 2ª com 105 poltronas e 4 camarotes, além de 2 outros camarotes com ante-câmara.
 
Neste teatro apresentaram-se artistas famosos como Bibi Ferreira em “Sétimo Céu”, de Austin Strong, com tradução de Elsie Lessa. Ou em “Que fim de semana!” de Noel Coward, com tradução de Tyndaro Godinho. Italia Fausta se apresentou com “Dona e Senhora”, de A. Torrada e L. Navarro, tradução de C. Bittencourt e J. Wanderley. “Vestido de Noiva”, de Nelson Rodrigues, foi ali apresentado por Maria Sampaio, Stypinska, Carlos Perry, Stella Perry e Graça Melo. Zeni Pereira se apresentou em “Amanhã será diferente”, de Paschoal Carlos Magno.
 
A 3ª foto foi enviada pelo Francisco Patrício.
 

terça-feira, 13 de junho de 2017

BONDE


Esta foto do bonde de nº de ordem 6 foi enviada pelo prezado Helio Ribeiro. Vemos o bonde com reboque trafegando na esquina da Avenida Rio Branco com Rua Santa Luzia.

Curiosidade: em 15/04/1902, às 17h30, quando mais intenso era o movimento de bondes da Cia. Jardim Botânico, rompeu-se um fio da rede de tração elétrica, paralisando por completo o respectivo tráfego.

Ficaram então todos os bondes subitamente imóveis e nos largos da Carioca e do Machado o povo foi se aglomerando rapidamente. Houve esperança de que aquela interrupção fosse rápida mas tal não aconteceu.

De repente, do meio da multidão, veio o grito de "QUEBRA!".

Muitos bondes foram destruídos e veio, para conter a turba, numerosa força de cavalaria.

O tráfego foi restabelecido às 19h10, voltando os bondes a circular.

Mas a revolta continuou e um grupo queimou um bonde em frente ao Palácio do Catete, exigindo a intervenção do próprio Chefe da Polícia, Dr. Edmundo Moniz Barreto.

Outro incidente se deu na Rua Voluntários da Pátria exigindo do delegado Dr. Paulino de Carvalho, com auxílio da patrulha de cavalaria, intervir, não antes dos turbulentos destruírem o bonde.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

LEBLON

Sempre tive vontade de publicar esta foto do acervo da Myrian Gewerc, garimpada pelo Decourt para o “Foi um Rio que passou”.
 
 Vemos o Leblon  nos anos 50. Como conta o Andre Decourt, "Estamos na Av. Ataulfo de Paiva, praticamente em seu final, a primeira esquina que vemos é a da Rua General Artigas. Podemos observar um bairro praticamente horizontal, tranquilo e despretensioso, praticamente o final da cidade na época, lembrando uma cidade do interior.
 
Seria impensável nos dias de hoje a rua totalmente vazia, revestida de paralelepípedos, com calçadas ainda na terra e com residências de grandes quintais, sobrados comerciais e prédios espaçados e em grande parte com poucos pavimentos. O grande terreno ajardinado deu lugar no meio dos anos 70 a um dos grandes prédios comerciais com galerias do bairro, o “Vitrine do Leblon”. Já o pequeno sobrado comercial que vemos bem na esquina sobrevive até hoje, sem seus ornamentos art-déco e revestido de pastilhas, resultado de alguma reforma nos anos 60 ou 70 (atualmente no térreo funciona a Vezpa Pizzas).
 
O prédio de onde esta foto foi tirada ainda existe, sendo possivelmente o que fica ao lado da Padaria Rio-Lisboa e que abriga o Talho Capixaba.
 
Mais a frente, após a esquina da Rua Rainha Guilhermina, o grande prédio existe até hoje. É um dos pioneiros no bairro, com a típica arquitetura dos bons prédios da década de 50, sendo o número 1.165 da Ataulfo de Paiva.”
 
Leonel Salgueiro confirma a década da foto, “pois o prédio de número 1.165, foi uma incorporação feita pelo meu Pai, Leonel Nunes Salgueiro, mais o seu irmão José e outros dois sócios em 1949, sendo o 1° prédio de 8 andares do Leblon. Minha Mãe morou nele, exatamente 60 anos, de 1951, quando ficou pronto, até 2011 quando foi vendido. Acrescenta o Leonel que a casa na esquina da Rainha Guilhermina, era do Dermatologista Antar Padilha Gonçalves, colonial amarela e branca ficando ao lado da grande casa dos seus pais onde aparecem as árvores, o Sr. Manoel Gonçalves e a Dona Celina Padilha, onde hoje é a Vitrine do Leblon. No primeiro prédio de 2 andares, que ficava na esquina da General Artigas, era o antiga sede dos Correios do Leblon”.
 
Continua o Decourt: “Vemos o típico urbanismo das avenidas onde passava o bonde durante as reformas viárias de Henrique Dodsworth, luminárias pendentes no centro da via, no lugar dos postes de iluminação nos canteiros centrais ou dos postes padrão Light junto as calçadas, árvores que parecem ser cássias como as que arborizavam a Visconde de Pirajá e a Av. Copacabana e que foram sendo dizimadas pela poluição dos veículos a partir dos anos 50. Um detalhe interessante é que não vemos postes de ferro fundido, todos na imagem são de concreto armado, o que atesta a agressividade da maresia que, sem  a barreira de prédios, penetrava profundamente bairro a dentro.”
 
Meus comentários: este era o Leblon da minha adolescência. Por aí passavam os bondes 12 (Leblon), 21 (Circular) e uma outra linha que ligava o Leblon ao Jardim Botânico. Perto daí ficava o simpaticíssimo cinema Miramar (inesquecível o final de cada sessão quando as portas se abriam para a Praia do Leblon e seu fabuloso cenário). Nesta quadra, à direita, ficava o consultório do Dr. Helio Mauricio, grande amigo do “velho”, cirurgião-geral e presidente do Flamengo. Logo ali adiante o desaparecido Colégio St. Patrick´s (na esquina da Rainha Guilhermina). Na outra esquina, a da Aristides Espínola, o triângulo da boemia da época (anos 60) com o Real Astória, a Pizzaria Guanabara e o “nosso” Portinho (Café e Bar Porto do Mar) que há tempos se sofisticou e virou o Diagonal.

sábado, 10 de junho de 2017

DO FUNDO DO BAÚ: PLASTIMODELISMO


Hoje é sábado, dia da série “DO FUNDO DO BAÚ”. Como não tive tempo para preparar algo fui me socorrer de uma postagem do prezado Tutu sobre a “XX EXPOSIÇÃO E CONCURSO DE PLASTIMODELISMO DO RIO DE JANEIRO”, realizada em 2008.

Quem se lembra dos kits da Revell, que tanto sucesso fizeram nas décadas de 60 e 70? Montei vários aviões e um único navio: o “S.S. Brasil”. Depois de montados eram pintados com as tintas especiais vendidas pela própria Revell. Depois eram colocados os adesivos e presos em seus respectivos pedestais numa estante.

O plastimodelismo como conhecemos hoje nasceu durante a II Guerra Mundial, com o desenvolvimento do plástico. Na época, modelos em escala eram utilizados pelas potências envolvidas no conflito para ilustrarem os teatros de operação de guerra e como ajuda no treinamento de identificação de equipamentos amigos e inimigos. Com o contínuo desenvolvimento do plástico, novos modelos começaram a surgir e eram vendidos em partes para serem montados como um novo tipo de quebra-cabeças. E assim nascia o plastimodelismo.

O plastimodelismo é um hobby indoor que além de desenvolver as habilidades manuais incentiva a leitura e a pesquisa já que a verossimilhança na representação dos modelos é parte integrante dos objetivos. Além disso, é um hobby que pode ser praticado por pessoas das mais diversas formações culturais e que promove uma integração entre indivíduos de diferentes gerações já que não envolve habilidades relacionadas à faixa etária. Por envolver temas tão diversos como assuntos militares, civis e mesmo de ficção, também funciona como fonte de integração entre pessoas de diferentes gostos.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

HOTEL LUXOR





A primeira imagem foi publicada pelo Rouen em 06/10/2008, no inesquecível "Arqueologia do Rio", com o seguinte texto: “Achei que o desenho, se bem que de uma maneira um pouco infantil, retratava bem o local com as senhoras de touca, o design das barracas e os veículos na Av. Atlântica.
 
Hoje em dia o Hotel Luxor não se apresenta mais com este nome, pois foi mudado para Tulip Inn Rio Copacabana, porém o edifício do lado continua com suas características originais "art-déco" com exceção da fachada. 
 
LUXOR HOTEL – RIO
- Luxuosamente instalado em suntuoso edifício na Praia de Copacabana Posto 4
- Todos os apartamentos com vista para o mar
- Orquestra diariamente
- Rádio nos apartamentos, salões e bar
- Salão-Restaurante no 10º andar
- Preços especiais de turismo
 
 AVENIDA ATLÂNTICA, 618 (notar que está ainda com a numeração antiga, nº 618, pois hoje ele possui o nº 2554 da Av. Atlântica)
 
- Ender. Teleg. “Luxorhotel”
- Tel. 27.0045
 - Rio de Janeiro”
 
O Hotel Luxor fica entre as ruas Santa Clara e Figueiredo Magalhães e era ladeado pela bela casa mostrada na segunda foto (de Malta, garimpada pelo M. Zierer) e pelo edifício Guará, que pode ser visto na terceira foto. Esta terceira foto foi enviada pelo Carlos Ponce de Leon de Paiva, antigo colaborador de diversos “blogs”. Na segunda metade do século XX a fachada do Hotel Luxor foi alterada mas suas laterais preservadas.
 
O Hotel Luxor era dotado de aquecimento central automático de água pelo “Systema Ray a Óleo Combustível”.  Graças ao grande poder calorífico do óleo, ao baixo custo do óleo grosso usado pelo queimador “Ray”, e à perfeição do seu funcionamento, garantindo a máxima produção com o mínimo de dispêndio, as despesas de custeio da operação e conservação da instalação são amplamente compensadas pelo produto das taxas normalmente cobradas aos locatários pelo serviço se água quente. Fale com a firma Oscar Taves & Cia, representando para todo o Brasil dos aparelhos queimadores de óleo “Ray”.
 
O Hotel Luxor também era o destino de muitas delegações esportivas que visitavam o Rio. A quarta foto (da Manchete Esportiva) mostra integrantes da equipe da Hungria que, em outubro de 1957, veio ao Rio para o 11º Campeonato Mundial de Basquetebol Feminino e ali ficou hospedada.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

ESCOLA PÚBLICA



Esta primeira fotografia circulou semana passada no Facebook como grande novidade. Entretanto já havia sido publicada no "Saudades do Rio" em 05/09/2006.
 
Vemos uma menina com o antigo uniforme da Escola Pública na Avenida Atlântica. Chamam a atenção, também, seu iô-iô e a pasta (talvez comprada na Casa Mattos) com livros, cadernos, estojo e, provavelmente, um pão com goiabada para o lanche.  O Fusquinha ajuda a datar a foto.
 
Muitos de nossos comentaristas usaram este uniforme, os meninos certamente com um sapato Vulcabrás. A menina da foto certamente era aluna de uma das escolas de Copacabana, como a Escola Cícero Penna, na própria Avenida Atlântica, ou a Escola Cócio Barcelos, na N.S. de Copacabana.
 
Era um tempo em que as escolas públicas tinham um nível muito bom.
 
Quanto à obrigatoriedade do uso de uniformes a discussão é grande. Há os que os defendem porque igualam todo mundo, pois há alunos oriundos de todas as classes sociais. E evitavam o desfile de modas, muitas vezes incentivados pelas mães, que usam seus filhos a bel-prazer. Outros defendem que os uniformes deveriam ser abolidos, pois não permitir às crianças se expressar como quisessem.
 
O antigo uniforme escolar das Escolas Públicas era composto de calça curta azul para os meninos e saia pregueada azul para as meninas. A camisa, para todos, era branca, de tricoline, de mangas curtas, abotoada na frente, com gola/colarinho. O bolso tinha a parte de baixo em bico, tendo bordado em azul, em ponto cheio o símbolo: EP (Escola Pública). No inverno, cardigan azul marinho simples, sem gola. Sapato preto de pulseira no tornozelo para as meninas e social para os meninos.
 
A segunda foto mostra a Escola Cícero Penna, na esquina da Av. Atlântica com Rua República do Peru. Este prédio substituiu a casa original, que era o palacete do Dr. Cícero Penna, doado após a sua morte para a construção de um estabelecimento de ensino.
 
A terceira foto, de Gyorgy Szendrodi, mostra a Escola Cocio Barcelos, à direita atrás do sinal de trânsito, na esquina da Av. N.S. de Copacabana com Rua Barão de Ipanema, em frente à Colombo. Consta também que o imóvel foi doado por seu proprietário, Cocio Barcelos, após a morte de um filho.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

CHAFARIZ DA CARIOCA



Ontem o Wolfgang perguntou sobre os três chafarizes do Largo da Carioca. Hoje falamos sobre eles.
 
A primeira foto foi enviada pelo Joel Almeida e mostra o terceiro Chafariz da Carioca, apresentado ontem, em outro ângulo. A segunda foto, de Marc Ferrez, enviada pelo André Costa, mostra outro ângulo ainda deste chafariz projetado pelo arquiteto Grandjean de Montigny e que ficou pronto em 1834Este chafariz foi demolido na década de 20 do século passado, por Alaor Prata, para facilitar o tráfego da Rua Uruguaiana para a Rua 13 de Maio
 
A terceira imagem mostra o primeiro Chafariz da Carioca, construído à beira da Lagoa de Santo Antonio, onde fica atualmente o Largo da Carioca. O rio Carioca, cujas nascentes estão nas Paineiras, na Serra do Corcovado, era um rio de águas fartas e perenes que desaguavam na Baía da Guanabara.  Descia ao longo do Vale das Laranjeiras, recebendo pequenos afluentes como o Silvestre e o Lagoinha. Um dos braços desemboca em frente à atual Rua Paissandu e o outro, em frente ao Outeiro da Glória. O rio Carioca foi desaparecendo aos poucos por força dos aterros. O primeiro Chafariz da Carioca foi construído no Governo Aires Saldanha (1719-1725) com 16 bicas de bronze. Os escravos e apanhadores de água, que aí se aglomeravam para exercer o seu mister diário. Este chafariz foi demolido em 1829.
 
O segundo Chafariz da Carioca que foi construído pelo Intendente Geral da Polícia Luis Paulo de Araújo Bastos, provisório, de madeira imitando granito, com 40 torneiras. Durou pouco, arruinando-se com rapidez.