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quarta-feira, 18 de setembro de 2019

O ALEMÃO



 
O prezado Carlos Paiva nos manda mais algumas fotos do alemão Franz Grasser, que por aqui passou na segunda metade dos anos 30.
 
Algumas delas já foram publicadas, mas a qualidade é tamanha que vale o repeteco.
 
Gosto muito das fotos da antiga Praia de Botafogo, antes da abertura do Túnel do Pasmado nos anos 50.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

GUARDA-MÓVEIS COPACABANA




 
Lembramos hoje do “Saudades do Rio – O Clone”, do misterioso AD - Administrador Desconhecido.
Certa ocasião postou fotos dos veículos que compunham a frota do Guarda-Móveis Copacabana, empresa que operava no bairro desde os anos 20.
Foi em 1923, quando o Sr. Orlando Ribeiro, que trabalhava para a conhecida fábrica de móveis Leandro Martins, que teve a feliz ideia de fundar o atual GUARDA-MÓVEIS E MUDANÇAS COPACABANA, que hoje está sob a direção do Sr. José Guilherme.

A razão por que o GUARDA-MÓVEIS E MUDANÇAS COPACABANA sempre é o primeiro a ser chamado entre os demais é pela valiosa cooperação dos funcionários que ali trabalham, além de serem habilitados em suas funções, primando todos por boa educação e capacidade, informava o “site”.
Destas antigas empresas de mudanças faziam sucesso a Gato Preto, a FINK, a Lusitana.



segunda-feira, 16 de setembro de 2019

PRAIA DO FLAMENGO


 
Aspecto da Praia do Flamengo nas imediações do Palácio do Catete.
O Hotel Novo Mundo na Praia do Flamengo, na época das fotos, recebia uma grande clientela de homens de negócio e de políticos, face à proximidade do Centro.
Era, também, local de concentração de times de futebol de outros estados quando tinham jogos no Rio. Era comum encontrar o Pelé e os outros jogadores do Santos nas vésperas dos jogos e conseguir autógrafos. Fotos eram raras naquele tempo.
Os especialistas em automóveis poderão identificar carros como Cadillac, Hillman, Austin,  Standar Vanguard, Chevrolet, Volvo, Chrysler, Kaiser, Dodge...
Antes da construção das pistas do Aterro eram frequentes os engarrafamentos na Praia do Flamengo. Bem como as ressacas, cujas ondas cobriam todas as pistas que vemos nas fotos.
A colorização da primeira foto é do Nickolas.

domingo, 15 de setembro de 2019

sábado, 14 de setembro de 2019

TELHADOS DE COPACABANA



 
Fotos do Posto 6, em Copacabana, na primeira metade do século XX.
Na primeira foto vemos, à esquerda, o cais onde atracavam as lanchas dos salva-vidas. Destaque para o prédio do Cassino Atlântico, o Clube Marimbás (bem à esquerda), as ruas Francisco Otaviano e Joaquim Nabuco, e ao fundo o histórico Castelinho, construído na Praia de Ipanema em 1904.
Ao lado do Cassino Atlântico, a casa onde funcionou por muitos anos a Cultura Inglesa, em Copacabana. Note-se a "língua negra" em frente à Rua Joaquim Nabuco, levando o esgoto e a água da chuva para o mar. Observar, também, os barcos da colônia de pescadores que até hoje se localiza neste ponto.
Em todas as fotos vemos os telhados de Copacabana que desapareceram quase que por completo.

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

O ALEMÃO



Mais duas fotos do fotógrafo alemão, que seria Franz Grasser, enviadas pelo Carlos Paiva.
 
Seriam do final da década de 30 e mostram o belíssimo conjunto do Teatro Municipal e do MNBA no Centro e a esquina da Rua Paissandu com Praia do Flamengo. À direita podemos ver parte do Hotel Central.  

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

INÍCIO SÉC. XX



1) Edifício dos Correios e Telégrafos. Construído por ordem de Gomes Freire de Andrada, em estilo colonial. De 1743 a 1808, sediou a casa dos governadores; de 1808 a 1822 constituiu-se no Paço Imperial. entre 1882-1889 funcionou como espaço reservado às solenidades festivas, despachos e recepções oficiais. Da Proclamação da República 15 de novembro de 1889 até o ano de 1982, sediou a Empresa de Correios e Telégrafos. A partir de 1985, após minuciosa restauração o edifício passou a funcionar como Centro Cultural, denominado Paço.
2) Arsenal de Guerra. Prédio situado no bairro do Caju, RJ, inaugurado pelo presidente Campos Sales em 1902. Portão de aspecto impressionante pela distinção de suas linhas e ornatos.
3) Malta, Augusto, 1864-1957. Reforma do Paácio Isabel. Rio de Janeiro, 1907. Reprodução fotográfica do Palácio Isabel atual Palácio Guanabara, em Laranjeiras, RJ, durante o período de reforma datado de 05/03/1907. Em destaque charretes movidas à tração animal, trabalhadores na construção de andaimes, postes de iluminação, etc.
 

 
 

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

CENTRO



 
Três fotos clássicas do início do século XX.
Rua Primeiro de Março em 1904 nas vizinhanças do prédio do Banco do Brasil.
Também na Rua Primeiro de Março vemos a Caixa de Conversão. Edifício em mármore, projetado pelo arquiteto Paulo Schroedor, atualmente prédio do Tribunal Regional Eleitoral.
A terceira foto é da Rua 13 de Maio. Em destaque, à direita, o Liceu de Artes e Ofícios e, à esquerda, o prédio da Imprensa Nacional.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

CIRCUITO DE BOTAFOGO



 
A primeira foto mostra a prova do "Circuito da Praia de Botafogo" que aconteceu em junho de 1956, conforme conta P. Scali, numa extensão de três quilômetros. Tinha início na Avenida Rui Barbosa e margeava a Enseada de Botafogo. Antes de chegar ao Túnel do Pasmado era preciso virar à direita e passar em frente ao Cinema Guanabara. Em seguida, entrava-se na Avenida Pasteur em mão inglesa, passando sobre a ponte e chegando ao final da Praia de Botafogo, onde era feito o retorno à esquerda. Pegava-se a mão correta do trânsito para descer em frente ao Clube de Regatas Guanabara e regressar ao ponto de partida, do lado contrário à entrada do túnel, onde havia uma curva de 180º.
Esta prova reuniu 30 mil espectadores, sendo vencedor Arthur de Souza Costa Filho, com uma Ferrari.
O mapa mostra algumas curiosidades. O cruzamento entre a Pasteur e a entrada do túnel era diferente do que é hoje, pois os carros podiam passar da Av. Nações Unidas para a Praia de Botafogo (ou vice-versa no caso da corrida). Outra curiosidade é que o mapa mostra a Muniz Barreto (em parte com o nome de Barão de Itambi) chegando até a Fernando Ferrari e a Prof. Álvaro Rodrigues, o que só ocorreu em 1980. A própria Álvaro Rodrigues não existia ainda em 1956.
O JBAN observa que o mapa claramente é atual e não da época. A Rua Barão de Itambi e Muniz Barreto só tiveram esta configuração após as obras do metrô, que terminaram em 1979.Além disso dá para ver as pistas do Aterro, logo no início do Morro da Viúva, e a Repórter Nestor Moreira é se não me engano do início dos anos 60, quando o Guanabara foi cortado em dois e fizeram uma passagem sob as pistas para acesso às garagens dos barcos, assim como foi feito na Lagoa para o Flamengo.
 O vencedor da prova, Arthur de Sousa Costa Filho, filho do Ministro da Fazenda do Governo Getúlio Vargas, Arthur de Sousa Costa, foi namorado da cantora Emília Savana da Silva Borba, mais conhecida como Emilinha Borba, a "Favorita da Marinha", com quem teve um filho. Arthur Costa Filho, como era conhecido, também ganhou no ano seguinte (1957) a prova realizada na Quinta da Boa Vista, São Cristóvão, com o corredor Fritz D'Orey em segundo.
Esta corrida aí foi mais uma brincadeira, devido a disparidade de potência entre os carros. Artur pilotava uma Ferrari Barchetta, a mesma que participou da última Corrida da Gávea em 1954. Tinha outra Ferrari participando e o restante eram carros normais de rua.
A terceira foto mostra o piloto Aylton Varanda e seu MG nº 82 numa prova em Botafogo e a última mostra o local da partida/chegada.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

CENTRO


 
Na primeira foto, publicada no Facebook Rio Antigo, vemos em primeiro plano a Rua dos Ourives, atual Rodrigo Silva, na esquina com a Sete de Setembro e a Rio Branco em dia de sol forte, já que os toldos estão estendidos. Ao fundo, vemos o Palace Hotel e o Morro do Castelo.
A segunda foto, enviada pelo GMA, mostra a abertura da Rua México, aos pés do Morro do Castelo. O trabalho de abertura desta via iniciou-se juntamente com as obras da avenida Central, em 1905. A antes "Rua Paralela", no entanto, terminava nos fundos da Biblioteca Nacional; as obras de finalização, que levaram a rua até a avenida Beira-Mar, aconteceram em 1921, às vésperas da Exposição do Centenário. Teve a denominação de Rua Azevedo Lima em certa época. Arquivo Família Ferrez

domingo, 8 de setembro de 2019

O ALEMÃO


 
O habitual colaborador do "Saudades do Rio", o prezado Carlos Paiva, enviou algumas fotos feitas em 1937 por este alemão que vemos sentado num banco da Praia de Copacabana.
 
Não sei se é o mesmo alemão que esteve por aqui e fez algumas fotos coloridas já publicadas pelo Augusto.
 
A primeira foto foi feita quando da chegada do navio dele na Praça Mauá.

sábado, 7 de setembro de 2019

BIFE DE OURO

 
A foto mostra o restaurante Bife de Ouro, na Avenida Atlântica nº 1702, telefone 57-1818, na década de 70.
Nesta época o atendimento era feito pelo maitre Labota, amigo do Conde di Lido.
Frequentado pelos hóspedes do Copacabana Palace, ficava ao lado da piscina. Não faltavam as personalidades artísticas que visitavam o Rio, o "high society" carioca, inúmeros políticos, todos que tinham ou achavam que tinham alguma importância.
A fama e os preços do restaurante eram altíssimos. Inversamente proporcional à qualidade da comida.
Em 1954 houve um episódio policial envolvendo Carlos Lacerda e Euclides Aranha, que ganhou grande repercussão nos jornais.
Hoje, salvo engano, no local é servido um bufê de feijoada aos sábados, concorrida, mas de qualidade mediana segundo alguns frequentadores.

 

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

ESTRADA DA CANOA






 
Hoje, com fotos enviadas pelo GMA, Roberto Rocha, Ana Vera e de acervos como o da Quatro Rodas vemos a região da Gávea Pequena, Pedra Bonita e Estrada da Canoa (mais conhecida como Estradas das Canoas).
Podemos ver um aspecto da região no final do século XIX e o espetacular Viaduto da Canoa, projetado por Bertha Leitchic, da equipe de Pena Chaves, da Secretaria de Viação e Obras do Distrito Federal.
Obra dos anos 40, o Viaduto da Canoa, na Estrada da Canoa (que liga a orla de São Conrado ao Alto da Boa Vista, através da Gávea Pequena), dispunha de um mirante, com vista belíssima, ao lado do falido projeto do Gavea Tourist Hotel.
Ele também era chamado de Viaduto Serpentina e era considerado avançadíssimo na época por sua seção de concreto armado em curva.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

CLÁSSICAS




 
O prezado comentarista GMA me enviou estas fotos clássicas. Fazem parte de um lote que ele comprou em uma banca na Rua Calógeras, no Centro. Foi um grande achado.
 
A primeira retrata o "bota-abaixo" do início do século XX.
 
A segunda mostra Ipanema em seus primeiros tempos, com o bonde do ramal "Igrejinha" indo até à Teixeira de Melo.
 
A terceira sempre fico em dúvida se não é Paris. Se não fosse a legenda...
 
A última é de uma das ressacas que atingiam Copacabana até a duplicação da Avenida Atlântica e construção do interceptor oceânico.

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

ÔNIBUS



 
Como eram ruins e como são ruins os ônibus no Rio.
 
Aliás, a preferência pelos ônibus como principal transporte coletivo foi um erro cometido já no início do século passado. Deveríamos ter seguido o exemplo de Buenos Aires que, já naquela época, investia no metrô.
 
O Rio teve tempo para corrigir este problema, mas insiste no erro com a escolha deste traçado para o metrô ora existente.

terça-feira, 3 de setembro de 2019

JOCKEY CLUB




 
A sede do Jockey Club, inaugurada em 1913, foi um projeto de Heitor de Mello e foi um dos centros político e mundano da cidade, por mais de 60 anos, na esquina das avenidas Rio Branco e Almirante Barroso.
 
Ao lado do prédio do Jockey ficava a sede do Derby Club, projeto do mesmo arquiteto, inaugurada em 1916.
 
Em 1932 os antigos rivais se uniram e o conjunto dos imóveis transformou-se na sede do Jockey Club Brasileiro.
 
Na década de 70, quando a sede foi demolida, muito do que havia em seu interior teria sido saqueado.
 
Segundo informou o Rouen, parte dos guichês do "hall" interno decoram um escritório em São Paulo. E o prezado Conde nos conta que ali havia o mais belo bar do Brasil, além de acrescentar: "onde quer que se vá se encontra algo da sede velha do Jockey".
 
Contam que, quando da demolição do prédio, todo o bar foi comprado por Edmundo Furtado, que construiu uma casa em SP especialmente para recebê-lo. Nascia o Santo Colomba, bar do High Society paulistano.
 
 
 
 

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

PRAÇA MAUÁ

 
 
 
Fotos garimpadas pelo Nickolas mostrando as instalações do Touring Club do Brasil na Praça Mauá e o transatlântico REX, em 1938.
 
Em dezembro de 1929 foi firmado o contrato entre Navigazione Generale Italiana e o estaleiro Ansaldo di Genova Sestri e com a O. A.R.N. (Officine Allestimento e Riparazioni Navi) para a construção do Rex.O Rex entrou em serviço em 1932, pesava 51,062 toneladas e tinha um comprimento de 268,20 metros, com largura máxima de 31 metros. Possuía 142.000 cavalos de potência que permitiram desenvolver uma velocidade máxima de 29,5 milhas por hora. Tinha uma tripulação de 756 pessoas. Podia transportar 604 passageiros de primeira classe, 378 de segunda classe, 410 em classe turística e 866 terceira classe.
 
A viagem inaugural foi em 27/09/1932 com destino a Nova York sob o comando de Francesco Tarabotto. Em 11/08/1933 o Rex consegue o "Nastro Azzurro", pela travessia mais veloz do Atlântico, com velocidade média de 28,92 nós.
 
Em 29/01/1938 assume o comando do Rex o capitão Attilio Frugone. Na mesma data, com o "slogan" REX to RIO, inicia-se um cruzeiro para o Brasil, partindo de Nova York, passando pelos porto de Cristobal, La Guayra, Trinidad, Rio de Janeiro e Barbados.
 
Em maio de 1940 o Rex cumpre sua centésima viagem transatlântica, faz sua última viagem deste tipo indo de Genova a Nova York e voltando a Genova.
 
Em 1943 o Rex é ocupado por forças militares alemãs e em 08/09/1944 é bombardeado pela aviação aliada, 6 Beaufighters da Royal Air Force e dois caças da South African Air Force lançam 123 foguetes incendiários.  O Rex, incendiado, afunda para o lado esquerdo.
 
Em 1947 se inicia a lenta obra de demolição do Rex que dura quase dez anos.

domingo, 1 de setembro de 2019

PAQUETÁ



 
Paquetá: já em setembro de 1565 foi concedida por el-rei a primeira sesmaria para Inácio de Bulhões. Embora o nome Paquetá sugira "muitas pacas", é provável que a origem do nome tupi signifique "lugar das conchas".
 
A primeira foto é um "slide" de minha coleção, mostrando a barca nos anos 60.
 
A segunda foto, do final dos anos 50, é tirada a partir da Praia Grossa, mostrando ainda a igreja Matriz da paróquia do Senhor Bom Jesus do Monte, reconstruída no começo do século XX por Antonio Lage, e a Praia dos Tamoios, local onde fica a famosa árvore "Maria Gorda".
 
Só em 1838 teve Paquetá os benefícios de linhas regulares de navegação a vapor, como porto de escala das carreiras que serviam ao porto de Piedade (grande entreposto no fundo da Baía da Guanabara, para o qual convergiam várias estradas de intenso tráfego, por onde se escoava a produção das fazendas do Rio e Minas Gerais).
 
Para um giro completo pela ilha deve o turista exigir a ida, na parte Sul, pela Rua Luís de Andrade, Praia dos Frades e Caminho do Imbuca. Pela parte Norte, a passagem da Covanca e as praias do Catimbau e do Pintor Castagnetto.
 
E como recomendava  Braguinha:
 
"Esquece por momentos teus cuidados
E passa teu domingo em Paquetá
Aonde vão casais de namorados
Buscar a paz que a natureza dá
O povo invade a barca e, lentamente
A velha barca deixa o velho cais
Fim de semana que transforma a gente
Em bando alegre de colegiais
Em Paquetá se a lua cheia
Faz renda de luz por sobre o mar
A alma da gente se incendeia
E há ternuras sobre a areia
E romances ao luar
E quando rompe a madrugada
Da mais feiticeira das manhãs
Agarradinhos, descuidados,
Ainda dormem namorados
Sob um céu de Flamboyants"