Total de visualizações de página

segunda-feira, 20 de maio de 2019

GÁVEA



 
Por ocasião da construção da autoestrada Lagoa-Barra o tranquilíssimo bairro da Gávea sofreu um grande impacto.
 
Além do aumento do trânsito, da perda da vegetação, o outrora pacato bairro transformou-se num bairro de passagem, com aumento da poluição sonora. Também o aumento do número de alunos na PUC e a construção de novos colégios no lugar de grandes mansões complicou a situação.
 
Alguns anos depois foi a vez do crescimento desordenado da Rocinha, que desceu pela encosta do morro desvalorizando tremendamente os imóveis do Alto Gávea. Há ruas em que já não se consegue vender os imóveis, tal a depreciação.

domingo, 19 de maio de 2019

LAGOA - BARRA

 
Vemos como era a passagem da autoestrada Lagoa-Barra sob o "Minhocão" na época de sua inauguração.
 
O barulho devia ser infernal.

sábado, 18 de maio de 2019

LAGOA-BARRA


 
As duas fotos de hoje referem-se à construção da Autoestrada Lagoa-Barra. São do início da década de 80. Um módulo do Conjunto Habitacional São Vicente (Minhocão) foi demolido para passagem das pistas. Alguns advogam que não houve prejuízos para os moradores daquela ala, pois foram transferidos para três novos blocos de apartamentos, construídos nos fundos do Conjunto São Vicente, com vista para a Lagoa Rodrigo de Freitas e toda a orla marítima do Leblon e Ipanema, sendo inclusive os imóveis acrescidos de mais um quarto.
 
O prezado Andre Decourt fez um extenso "post" sobre este assunto, que reproduzo parcialmente aqui. "A PUC, certamente ajudada pela igreja Católica e vários de seus ex-alunos que ocupavam altos postos em nossa sociedade, fez forte "lobby" para o traçado da via se desviar do campus. Ficaram então as duas alternativas, a de número 2 seria a melhor, mas a mais cara e demorada. Resolveu-se, então, fazer a de número 1, a que temos hoje, verdadeiro absurdo, primeiro pela forte rampa, pois a diferença entre as cotas da Gávea e a boca do túnel Zuzu Angel é enorme.
 
Esta rampa, no sentido Lagoa-Barra, provoca lentidão, pois veículos pesados ou de pouca potência têm grande dificuldade de galgá-la, fazendo-o em baixa velocidade e atravancando o trânsito. Já no sentido oposto a grande inclinação dá aos veículos forte aceleração, sendo a causa de tantos acidentes, muitos com mortes naquele trecho.
 
Para a construção o então Governo do Estado do Rio de Janeiro fez uma permuta com a PUC onde 41 mil metros quadrados de encosta não edificantes, foram trocados por uma área plana de 21 mil metros quadrados, juntinho da Marques de São Vicente, área esta da já renomeada CEHAB, terra esta do antigo Departamento de Habitação do Distrito Federal e destinado a parte do conjunto do Parque Proletário da Gávea.
 
Foi imposta a condição de construção de salas de aula, mas o que vimos por muitos anos foi um grande estacionamento. Mas o pior de tudo foi cortar um prédio residencial com uma das vias mais movimentadas de nossa cidade: 48 apartamentos deveriam ser demolidos, ou seja, um bloco inteiro do prédio.
 
Mas a boa estrutura e a criatividade dos engenheiros do DER-RJ, grande parte oriunda da equipe de elite feita na época da Guanabara, descobriram um meio de demolir as lajes dos pavimentos inferiores sem derrubar o resto do “módulo”, sendo então perdidos “apenas” 21 apartamentos. Para se evitar o barulho deveriam ser construídos 2 túneis acústicos, mas só um deles foi executado, protegendo a PUC. Já os moradores do edifício ficaram expostos ao barulho, o que foi um dos maiores absurdos urbanos de nossa cidade."
 
Pois ontem, provavelmente tendo como uma das causas a falta de manutenção, por pouco uma nova tragédia com perda de vidas humanas não se abateu sobre a cidade. A queda de parte do túnel acústico transformou o trânsito num caos.
 

sexta-feira, 17 de maio de 2019

IPANEMA ANOS 70



 
As fotos de hoje são da Ipanema do início dos anos 70.
As duas primeiras são do salão de cabeleireiro do Jambert, que teve vários endereços em Ipanema, como na Rua Maria Quitéria nº 59 e na Rua Montenegro, entre Prudente de Morais e Visconde de Pirajá. Neste fazia sucesso uma cacatua branca, vista na segunda foto.
O “Jambert” era concorrente do “Fleur de la Passion”, na Galeria Alaska, onde brilhava o tinturista Tutu La Minelli, ora pontificando naquela estranha cidade do Sudeste.
A terceira foto é da lanchonete Chaplin, que ficava na Rua Visconde de Pirajá nº 187, perto da Farme de Amoedo.
Era um local badalado com sanduíches como “Filé com Bacon”, “Lombinho com Ameixa”, Presunto à Califórnia”, “Maionese de Siri”, “Mustafá” (pão sírio, presunto tender, pernil, galinha), “Salada de Ovos”, “Hamburgão”.
Ficava aberto de 10 da manhã até 2 da madrugada. Aos sábados até às 4 da madrugada.
Fotos: Manchete

quinta-feira, 16 de maio de 2019

FAVELA MACEDO SOBRINHO




 
As fotos de hoje, “with a little help from my friends”, mostram a região do Humaitá e Fonte da Saudade, com destaque para a favela Macedo Sobrinho, que foi uma das removidas durante o governo de Carlos Lacerda.
Imaginem como estaria essa favela se não tivesse sido removida por Lacerda. Certamente os morros São João e Cabritos seriam uma grande e enorme favela, com Catacumba, Macedo Sobrinho e Tabajaras unidas. Hoje a única não removida já tomou grande parte da face no Morro dos Cabritos.
Numa das fotos se pode constatar que a agulha do lado direito do posto de gasolina do Humaitá não existia e a Visconde Silva terminava (ou iniciava) na Macedo Sobrinho. A rua em ziguezague é a Rua Casuarina. É sem saida e hoje temos uma boa quantidade de casas construídas, embora desvalorizadas pela favela que existe no alto. Pode-se chegar até ela por: Rua Huamitá - Rua Eng. Marques Porto - Rua Casuarina ou  Rua Fonte da Saudade - Rua Bogari - Rua Casuarina.
Neste local havia uma pequena fortificação colonial (Forte da Piaçava) que guardava os "fundos" da Cidade. Quando da remoção da favela, as bases da fortificação apareceram. Anos depois foram solenemente ignoradas pelo Socialismo Moreno quando da construção de um CIEP no local.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

IGREJA N.S. DA LAMPADOSA


 
Vemos a Igreja de N. S. da Lampadosa, na Avenida Passos, esquina de Rua Luis de Camões, em foto de Malta. A construção começou em 1749, sendo que esta igreja foi demolida em 1930 e a nova igreja, que está lá até hoje, foi inaugurada em 1934.
Esta igreja do século XX foi projeto dos arquitetos Candiota e Sá.
Consta que em 21/04/1792 o inconfidente Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, adorou a Eucaristia pouco antes de ser enforcado.
Em 1945 foi construída uma nova capela, que tem acesso pelo Rua Luís de Camões.
Na segunda foto, de Genevieve Naylor, vemos um desfile do Colégio Anglo-Americano passando em frente à igreja em 1941.

terça-feira, 14 de maio de 2019

NICKOLAS



 
Estes fotogramas garimpados pelo Nickolas são pretexto para informar que ele criou uma página no Facebook para publicar suas colorizações.
 
Imperdível!
 
O nome é "PASSADO A COR".

segunda-feira, 13 de maio de 2019

FÁBRICA AYMORÉ

 
Vemos o protesto de empregados da Fábrica de Biscoitos Aymoré, subsidiária do grupo Moinho Inglês, em 03 de agosto de 1960. Reportagem do Correio da Manhã dá conta que 315 trabalhadores receberam uma carta comunicando que estavam transferidos para a fábrica de São Paulo.
Os que não se conformassem com a transferência receberiam 40% das indenizações a que tinham direito. Ambas as propostas foram rejeitadas pelos trabalhadores, que exigiram ser indenizados de acordo com o que determinava a legislação.
Após negociações parte dos empregados aceitaram receber 50% das indenizações. Mas a 9ª Junta de Conciliação e Julgamento, em maio de 1960, deu ganho de causa à reclamação de outros 292 trabalhadores, por unanimidade, que então receberiam a indenização legal e os que tivessem mais de dez anos na empresa deveriam receber a indenização em dobro.
A empresa interpôs recurso à decisão do Juiz Mathias Neto. O “imbróglio” agravou-se com a longa greve em solidariedade aos trabalhadores do Rio feita pelos trabalhadores da mpresa em São Paulo.
Não consegui descobrir como o assunto terminou.
PS: E obiscoitomolhado deve retornar ao trabalho nesta segunda-feira.

domingo, 12 de maio de 2019

DIA DAS MÃES

 
Hoje é dia de parabenizar todas as mães dos visitantes e comentaristas do "Saudades do Rio".
 
A foto é uma demonstração de como sou um privilegiado. Nela estão minha bisavó, com quem convivi por 31 anos, minha avó e a irmã dela, minha madrinha, tendo convivido com as duas por mais de 40 anos, e minha mãe, com quem ainda convivo.
 
O menino da foto, no colo da vovó, é meu irmão.

sábado, 11 de maio de 2019

IPANEMA 1972



 
Como deixou saudades esta Ipanema de 1972.
 
Cabine telefônica, cesta de lixo da SURSAN DLU e inúmeras boutiques.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

AUDITÓRIO DO COLÉGIO SANTO INÁCIO



 
Vemos o magnífico auditório que ocupava dois andares da ala dos fundos do Colégio Santo Inácio. Era aí que se realizavam a "Solene Distribuição de Prêmios" do final de ano, os espetáculos de música, teatro e cinema, os ensaios do Coro com o professor de Canto Orfeônico, as formaturas.

Nos anos 70, por culpa de "tempos modernos", algum Reitor decidiu acabar com este magnífico espaço que fora inaugurado em 1933.
 
Na última foto vemos o plástico comemorativo dos 22 anos do cinema. Mas a história começou bem antes. Em 1916 foram introduzidos, como instrumentos educativos, o cinema e as projeções luminosas. A partir de 1938, com o filme sonoro "Marujo intrépido", da Metro, iniciaram-se as sessões cinematográficas com máquinas alugadas ou gentilmente cedidas. Em 1941 as sessões cinematográficas semanais se tornaram rotina no Colégio. O filme de estreia foi "Rosa da Esperança". As sessões eram às 20h de terça-feira, pois quarta-feira era dia de folga escolar. Nos anos 60 o dia de folga passou para sábado e as sessões então foram deslocadas para sexta-feira à noite. Eu assisti a faroestes fantásticos no cinema do colégio, tais como “Os brutos também amam” (Shane) e “Rastros de Ódio” com John Wayne. Outros inesquecíveis foram “A ponte do Rio Kwai” com Alec Guiness e William Holden, além do assustador (para nós naquela época) “Vampiro da Noite” com Christopher Lee e Peter Cushing.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

CAMPO DE SANTANA




 
 
Com a opção de pegar o bonde 31-Lapa-Leopoldina ou o bonde 42-Coqueiros, o pessoal que outro dia lembrou das cotias do Campo de Santana pode ir visita-las.
 
E ainda aproveitar para tirar uma foto no lambe-lambe e passar o tempo observando os cisnes.
 

quarta-feira, 8 de maio de 2019

PALÁCIO DO ITAMARATY

 
Conforme citado ontem pelo Augusto aqui está uma outra “construção efêmera”.
Foto de Juan Gutierrez, datada de 1894, em publicação da Ed. Capivara, mostrando o Palácio do Itamaraty, obra-prima da arquitetura neoclássica brasileira. Esta residência foi construída durante o Império pelo Visconde de Itamaraty. Vendida em 1889 ao Governo Provisório, que o transformou em residência do presidente, o palácio abrigou, posteriormente, o Ministério das Relações Exteriores até sua transferência para Brasília.
À esquerda, uma réplica do Arco do Triunfo, preparada para as comemorações do dia 15 de novembro de 1894 e a posse do Presidente Prudente de Morais. Esta rua era a Rua de São Joaquim, que começava no Largo de Santa Rita e terminava na então Praça da Aclamação, hoje Praça da República.
Este arco, inclusive, se estende para os lados, cobrindo a calçada. E parece que o trilho do bonde vai bater diretamente nele. Assim, o trânsito deve ter sido modificado durante a "vigência" do arco. Mais transitório, impossível.
Outro detalhe interessante é que o Itamaraty não possuía ainda aqueles jardins laterais, as casas estão bem próximas. Como se pode ver, através do arco, o Ministério do Exército, temos uma idéia do quanto foi demolido, gerando o vazio atual.
No arco, no degrau mais largo (de baixo para cima), está escrito: "1889 15 de Novembro 1894". No degrau menor, está escrito: "Ordem e Progresso".
Acima deste parece haver um brasão que não consigo identificar, mesmo com lupa.
O Waldenir já contou aqui que a "piscina" atrás, com o tradicional casal de cisnes, assim como o edifício neoclássico, são posteriores. Aliás, este último foi projetado pela conhecida dupla Prentice&Floderer, em 1938.
Esta casa já foi da família do Decourt. O Barão do Itamaraty era um Carneiro Leão e era primo do meu Bisavô, todos descendentes de Brás Carneiro Leão. A família tinha muito dinheiro, que começou a sangrar sem muitas explicações da Lei Áurea até os primeiros anos da República.
O estabelecimento comercial no nº 150 tem um letreiro onde se pode ler: "Grande Officina de Fardamentos...". Abaixo, "... de Roupas para Paizanos Fazendas Miudezas e V..."



terça-feira, 7 de maio de 2019

CAMPO DE SANTANA



 
O Campo de Santana tem muita história. Um espaço como este seria muitíssimo valorizado em qualquer grande cidade. Mas no Rio...
 
A primeira foto, de Georges Leuzinger, do Acervo do IMS, datada de 1870, mostra o Templo da Vitória, construído no Campo de Santana em comemoração ao final da Guerra do Paraguai.
 
Como já contou por aqui o Waldenir, esta foto é um documento raro, pois além do templo em si, ainda mostra uma pequena parte de uma construção colonial que, muito provavelmente, é a chamada Varanda da Aclamação, mostrada em detalhes em uma gravura do Debret, onde D.Pedro I foi saudado pelo povo após o Fico.

Tudo veio abaixo porque houve, na época, uma verdadeira febre da chamada Arquitetura Cerimonial. Eventos importantes, como casamentos, coroações, vitórias militares e enterros davam margem à construção de grandes estruturas temporárias, geralmente de feição clássica, que serviam de cenário para as mesmas. Como eram de madeira, pintada para parecer mármore e bronze, eram demolidas pouco depois.

Exemplos não faltam por aqui. Para um dos casamentos do acima citado D.Pedro, o arquiteto Grandjean de Montigny projetou "um obelisco egípcio, um templo grego e um arco triunfal romano".  Cada um destes cenários servia para um "ato" do espetáculo que deve ter sido o casamento. Estas obras foram dispostas ao longo da atual Primeiro de Março e, após a primeira chuva forte, desapareceram.

Mais tardes, Manuel de Araújo Porto-Alegre projetou uma grande estrutura na Praça XV, para servir à coroação de D.Pedro II, uma espécie de vestíbulo com galerias, colunatas e troféus. Teve o mesmo destino.

Assim como este Templo da Vitória e até mesmo, quase nos dias de hoje, um arco construído para recepcionar os pracinhas da FEB na Rio Branco.

A Rua do Ouvidor vivia, a cada visita de uma delegação estrangeira, ganhando arcadas e portões ornamentais, que só ficaram gravadas na memória da cidade por pinturas e fotos.

Até o prédio do Paço ganhou uma sobre-fachada para a coroação de Pedro I, certamente tentando apagar-se o passado colonial do histórico prédio.

Recentemente tivemos algo parecido com vários pavilhões das expos de 1908, 1922 e da Feira de Amostras de 1934.
 
A segunda foto mostra um grande espetáculo de boxe realizado no Campo de Santana.
 
E a última foto, do final do século passado, mostra um aspecto do local.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

PRAIA DE BOTAFOGO


 
Vemos a Praia de Botafogo em duas fotos mais ou menos do mesmo ângulo. 
 
A primeira é de 1963 e a segunda de 1967.
 
Destaque para o edifício que estava em construção em 1963.

domingo, 5 de maio de 2019

GLÓRIA


 
O Hotel Glória foi construído para a Exposição Internacional de 1922, comemorativa do Centenário da Independência, pelo empresário Rocha Miranda.
No local do Hotel Glória existia o palacete de John Russel, o pioneiro dos esgotos no Rio de Janeiro.
Em estilo neo-Luiz XV o Hotel Glória era dotado de teatro, cassino, salões de festas e de jogos, áreas de lazer e 150 quartos. Ampliado em época posterior, ganhou mais dois andares e, pela incorporação de terrenos adjacentes, passou a ter 500 quartos.
Na segunda foto vemos o castelinho dos Pareto, a torre do Villino Silveira e o Hotel Glória debruçados sobre o mar.
Colorizações do Conde di Lido.

sábado, 4 de maio de 2019

RIO ANTIGO

 
Esta semana a fotografia acima foi publicada num dos inúmeros grupos de Facebook dedicados ao Rio Antigo (embora haja uns poucos grupos interessantes, com boas fotos, a maioria é de gente que vai pescar na fonte dos antigos blogs e repassa fotos que acham inéditas, sem maiores cuidados).
Imaginem que esta foto (pescada num dos nossos blogs) foi publicada com a seguinte legenda:
“Passeio do Elefante Dudu, do Gran Circo Bertoni, pelo trecho em frente à Praça do Lido - Copacabana 1938”.
Ora, esta legenda foi na época colocada pelo JBAN, implicando com o nosso Conde di Lido (Edoardo de Bourbon di Bertonius).
Se a desinformação continuar, daqui a pouco o pessoal dos direitos de animais, por conta da exploração dos burricos Lulu&Dudu, vai entrar com processo contra a Cia. Jardim Botânico. Muitos vão querer saber onde comprar “O Pharol” do Ariovaldo Brochado, o redator-chefe, de Dona Neuza, a secretária, Soninha, a estagiária, Aparecido, o motorista, do colunista social Floriano Flores, o Flô-Flô.
Vão querer saber como o piloto cego JBandeira de Mello voava e o que aconteceu com o Abdullah, o terrorista que tinha horror a sangue. E qual foi o fim da Perikitta Gladys, do Tonho Treispeidim, da Gabriela Portátil, a mulher-retrátil. Vão querer fazer um SPA na famosa C.M.I. – Clínica de Mamoterapia de Itaipava. Isto sem falar do preconceito contra o Anão Duarte.
Vão perguntar por que o assassino do General Miranda ainda está solto, em que faculdade leciona o Professor Pintáfona, qual a razão do suicídio do Tertuliano Delacroix.
E se Mme. Simmons ainda acompanha o Professor, se a Giseli Loira foi com o Rafa para a Alemanha e se Josafá Pederneiras retornou ao Rio. Manifestarão preocupação com o destino da telefonista Ana Lucia, se a Karina está na Venezuela.
Pedirão o endereço do “Fleur de la Passion”, descreverão o Forte de “Mont-de-la Veuve” e se com o exílio do Rouen seu motorista Claude Maurice está procurando emprego.
Vão querer saber o endereço do consultório da Dra. Psicóloga e da Dra. Eve Lynn. Precisando de empregada, tentarão contato com a Creusa. Perguntarão se Veedol e Ludaol precisam de receitas controladas.
Noivas vão querer casar tendo o Bispo Rolleiflex ou Frei Henrique Boaventura como oficiante. Outras, mais modernas, vão querer a bênção de Manitu. A Demolidora Cerqueira será requisitada para alguns trabalhos.
Pedirão explicação sobre quando a Anta Copacabanensis foi extinta, se o Vittorio realmente voou, como o Peixe-Boi Amazônico de Niterói foi morto, se o Thor da Praia do Canto conhece o Pastor.
Alguns vão querer alugar a Mansão de Lord Joseph no Alto, outros contratar o Dr. Decuca. Vão querer ouvir a soprano La Frusca e perguntar se o Barão de Montenegro mantém o título. Muitos dirão que sentem saudades das fotos de Fidelino (Patricio) Leitão de Menezes e da loja do Del-er-Ahni na Rua da Alfândega. Indagarão por onde andam o Jason Waldvogel, o Príncipe Giovanni di Calabria e a Dona Milúdica.
Só espero que não acreditem que a Tya tinha mesmo uma vassoura voadora.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

LAGOA

 
Bela fotografia garimpada pelo Nickolas.
 
Ainda não havia a "Belém-Brasília", via aberta ao lado da Vila Hípica do Jockey Club Brasileiro, que permitiria que todo o entorno da Lagoa fosse trafegável.
 
A Borges de Medeiros acabava perto do Clube Piraquê.
 
A Favela da Praia do Pinto já havia sido removida, mas os edifícios da "Selva de Pedra" ainda não tinham sido erguidos.
 
 



quinta-feira, 2 de maio de 2019

EMBAIXADA DA ARGENTINA



 
Se ontem falamos da Embaixada da Argentina em fotos garimpadas pelo Nickolas, hoje temos outras fotos desta bela casa.
Embora os tombamentos, em 1978, fossem já bem comuns, havia na época um febre de demolições das velhas embaixadas, onde os gabaritos eram “flexibilizados”.
Contam que os escombros da casa foram lançados naquela pequena praia que fica dentro da fortaleza de São João (não a grande, mas a pequena, sem ondas). Um amigo conta que ficava garimpando azulejos decorados, pequenos tesouros entre os restos de demolição, pedras, tijolos. A tia dele, sempre melancólica, dizia: lá se vão os restos argentinos pelas ondas…
Teria sido uma grande negociata portenha, com porta fechada, com várias pessoas enriqueceram com a demolição e a venda?
As belas palmeiras foram preservadas depois de muita pressão da sociedade. A João Fortes, construtora do Edifício Argentina, teve que mexer no projeto para acomodar as palmeiras. Claro que, uma a uma, foram morrendo e apodrecendo. Há alguns anos plantaram novas mudas. Daqui a 50 anos vamos ver os resultado.  A verdade é que o prédio é um monstro, que tira a vista da praia dos prédios vizinhos e bloqueia a visão do morro atrás.
O Waldenir já comentou que o Edifício Argentina foi construído em 1978. Como é um prédio relativamente grande, vamos supor dois anos de construção, pois havia de se cavar, assentar fundações, etc. Sem contar todo o acabamento posterior. Assim, provavelmente, o entulho foi jogado na praia por volta de 1976/1977.

quarta-feira, 1 de maio de 2019

BOTAFOGO


 
Hoje temos duas fotos garimpadas pelo Nickolas Nogueira, desta vez mostrando um aspecto da Praia de Botafogo/Morro da Viúva.
As pistas do Aterro em construção, vários prédios da região subindo e a Embaixada da Argentina ainda lá, na Praia de Botafogo, na altura da Rua Farani.
A bela casa, como vários dos palácios da cidade, foi construída pela família Guinle e até hoje seus restos podem ser vistos pela cidade, como a sua porta que acabou no apart-hotel Tiffany´s ,em Ipanema, na Rua Prudente de Morais.
No lugar desta casa foi construído o Edifício Argentina, desde os anos 70.
A segunda foto, em outro ângulo da Enseada de Botafogo, também dos anos 70, mostra em destaque o antigo palacete da família Guinle, que passou a abrigar a embaixada da Argentina a partir de 1937 até sua transferência para Brasília em 1972 (canto inferior direito).


terça-feira, 30 de abril de 2019

BONDE IPANEMA







 
Vemos dois bondes da primeira metade do século XX. Ambos “Ipanema”, sendo um via T.V. (Túnel Velho) e o outro via T.N. (Túnel Novo).
O primeiro bonde com destino a Ipanema circulou em 1894, pelo ramal da Igrejinha, até a Praça Ferreira Viana (atual Praça General Osório).
Este bonde foi um dos grandes responsáveis pela valorização dos terrenos de Ipanema. De início "de forma tímida, trazida por um bondinho puxado a burro, que avançava lerdo e triste, até a Praça Ferreira Viana.
Os elétricos da Jardim Botânico deram, em seguida, novo impulso às construções aparentemente confortáveis. Enfim, o saneamento da Lagoa Rodrigo de Freitas, durante o governo que festejara o centenário da Independência, a ligação das linhas Jardim-Leblon-Ipanema, os aterros conquistados aos mangues, tudo isso levou o bairro àquele apogeu moderno, que convidava a extraordinários, ousados empreendimentos".
A primeira foto mostra o “Ipanema T.V.”, nº 612, via Flamengo, talvez nas vizinhanças da Praça N.S. da Paz. O anúncio refere-se a um espetáculo no Teatro São Pedro, em 1924, da Companhia Italiana de Operetas Lombardo Caramba que, após um temporada em Buenos Aires com a opereta “Il paeze dei Campanelli”, de Virgilio Rambzato, viria a se apresentar no Rio. A estrela era Ines Lidelba. II paeze dei Campanelli", 
A segunda foto (e o detalhe na terceira foto) de Malta, mostra o bonde "Ipanema T.N.", registro 195, na parada junto à Praça Ferreira Vianna, atual Praça General Osório, num bairro quase deserto naquela época. Não se vê o Chafariz das Saracuras que foi instalado nesta praça em 1911 e fora do ângulo do fotógrafo. Como a praça já está urbanizada e já há iluminação elétrica nas ruas (instalada em 1910), a foto é posterior a 1912.
O trajeto do bonde era: "Via Cattete - M. Abrantes - R. Passagem".
À direita, um anúncio de "Tennis - 200 réis" (acho que não seria o calçado). Segundo a legenda desta foto, o bonde estaria na atual Rua Prudente de Morais. Entretanto, o bonde estava mesmo é na Rua Quatro de Dezembro, atual Rua Teixeira de Melo. Afinal, lá no fundo está a Praia de Ipanema, onde um bonde faz a curva para entrar nesta rua.  No detalhe mostrado na última foto, vemos um banco de espera para os passageiros dos bondes em plena rua, o que é curioso.
Chamam a atenção os chalés praianos da Ipanema daqueles tempos.

segunda-feira, 29 de abril de 2019

CASA SUCENA




 
Este final de semana recebi um email de uma graduanda da UFMG com perguntas sobre a Casa Sucena, pois está fazendo há dois anos uma pesquisa que envolve esta loja. Por isto foi rever o que tenho sobre este assunto.
A primeira foto, enviada pelo Carlos Ponce de Leon de Paiva, mostra as lojas do centro da cidade: Rio Branco, Quitanda e Ouvidor.
O Sr. José Rodrigues Sucena depois de diversas fusões de lojas rivais acabou dominando o mercado. Da casa matriz na Rua da Quitanda e filial na Rua do Ouvidor passou, em 1912, para a loja da Av. Rio Branco.
A segunda foto foi garimpada pelo Nickolas e a terceira por J.C.Cardoso. Ambas já apareceram por aqui. Se relacionam com a Casa Sucena, de J.P. de Souza & Cia, localizada na Av. Rio Branco nº 76 a nº 86. Um dos funcionários que mais tempo trabalhou nesta loja foi Antonio Feliciano Leão que, tendo começado entre os mais humildes, tornou-se sócio. Há várias citações desta loja que vendia artigos religiosos, fantasias, fazendas, modas, etc. nos jornais antigos do Rio.
Como eu nunca ouvira falar desta loja fui fazer uma pesquisa e fiquei surpreendido: a Casa Sucena foi fundada em 1886 pelo Visconde de Sucena, sendo o estabelecimento comercial mais antigo da cidade em reportagem dos anos 70 do século XX. Começou na Rua do Ouvidor, ficou muitas décadas na Av. Rio Branco e depois mudou-se para a Rua Buenos Aires nº 96. Não sei se ainda existe.
Na Casa Sucena se podia encontrar “completo sortimento de novidades para senhoras, homens e creanças. Calçados dos melhores fabricantes e os mais lindos modelos. Completa secção de Camisaria e artigos para homens. O maior e mais variado sortimento de artigos religiosos, paramentos e alfaias para igrejas”. Também “novo sortimento de confecções para senhoras, lãs, sedas, algodões, linhos superiores para lençóis. Artigos para bordados. Roupas para cama e mesa e novidades para homens e creanças.”
A dúvida da Aline, graduanda da UFMG, é se a Casa Sucena também funcionou como editora de livros religiosos. Dei a ela umas pistas para pesquisar, pois não soube responder à pergunta.
A foto da Glória mostra um grande anúncio da Casa Sucena no alto do morro à esquerda. É um postal da coleção de Klerman Wanderley.