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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

FÉRIAS

 
Com esta foto de Milan Alram, de 1953, para que gosta de automóveis, o "Saudades do Rio" fará uma pausa para merecidas férias.


quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

IPANEMA



 
Foto 1: Nesta foto do Acervo do Colégio Notre Dame vemos a Praça Nossa Senhora da Paz (antiga Praça Coronel Henrique Valladares), em Ipanema, no início do século XX. A esquina em primeiro plano é a da Rua Barão da Torre com Rua Joana Angélica. Uma Ipanema quase só de casas ou prédios baixos, antes da especulação imobiliária do final dos anos 60 e da década de 1970. Foi a época da destruição do bairro antigo por construtores como Sergio Dourado. A Praça foi ajardinada pela primeira vez em 1932. Em 1936 o Prefeito, Cônego Olimpio de Mello, alterou o nome de Praça Coronel Henrique Valladares para Praça Nossa Senhora da Paz.
Foto 2: Foto do Acervo do Colégio Notre Dame vendo-se a Igreja de Nossa Senhora da Paz, na Rua Visconde de Pirajá esquina da Rua Joana Angélica, desde o terraço do Colégio Notre Dame (Rua Barão da Torre). Foi construída a partir de 1918, em homenagem à paz depois da 1ª Guerra Mundial. Foi projetada por Gastão Bahiana, numa releitura do estilo neobizantino. Tornou-se a matriz da paróquia de Ipanema em 1920. Pode-se observar que na Rua Joana Angélica, só há construções baixas na quadra entre a Rua Visconde de Pirajá e Rua Barão da Torre, permitindo a visão da Igreja. Hoje só existem edifícios altos neste trecho. À direita da Igreja vê-se o prédio onde funcionou o Colégio São Francisco de Assis e, bem à direita, parcialmente, o prédio do Cinema Pax. A Igreja de Nossa Senhora da Paz, na década de 1960, teve como vigário o controvertido e polêmico Frei Leovegildo Balestieri, que ali instalou ar-condicionado para conforto dos fiéis ("quem gosta de calor é o Diabo no inferno!"). Também criou a "missa do iê-iê-iê" e instalou ao lado da Igreja a Casa Nossa Senhora da Paz, com serviços médico-assistenciais. Dando vazão a seu lado empresarial, montou uma pequena indústria de azulejos no subúrbio, ganhou o controle do guarda-volumes na Central do Brasil e construiu o Center Hotel no Centro da Cidade. Em 1952 já havia inaugurado o Cinema Pax e, anos depois, abriu um rinque de patinação (o Gelorama), um boliche e um teatro de arena, tudo para arrecadar fundos para a Igreja. Chegou a ser sócio do Canecão. Exagerando, imaginou demolir a Igreja para a construção de um "shopping", onde ao lado de butiques e lanchonetes, haveria uma capela, segundo Rui Castro. Uma violenta campanha d´O Pasquim sustou a idéia e a Igreja está lá até hoje. Acho até que o "nosso" frei foi incluído naquele mural do Ziraldo no Canecão...
Foto 3: O Cine Pax, visto à esquerda em foto da década de 1950, bonito prédio "art-déco", com suas colunas no alto da escadaria, foi inaugurado em 30/10/1952 e funcionou até 1977, quando foi substituído pelo Novo Pax, que foi demolido em 1979 e em seu lugar surgiu o Forum de Ipanema, um "shopping" luxuoso, nas galerias de um arranha-céu. Mais adiante, acho que no prédio que está em construção na mesma quadra, funcionou o cinema Roma-Bruni a partir de 1971, depois Bruni-Ipanema e, finalmente, Star-Ipanema.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

MONUMENTO A CUAUHTEMOC




 
A primeira foto foi garimpada pelo prezado Julio Reis no site do Aterro do Flamengo. Vemos na praça, popularmente chamada de Praça do Índio, localizada no encontro da Praia do Flamengo com as Avenidas Oswaldo Cruz e Rui Barbosa, conhecida até o início dos anos 1960 como “Curva da Amendoeira”, o monumento projetado pelo arquiteto mexicano Carlos Obregón Santacilia, que homenageia Cuauhtemoc, o último imperador asteca.
Simbolizando a amizade entre o México e o Brasil, foi presenteado pelo governo daquela nação em setembro de 1922, por ocasião das comemorações do centenário da Independência do Brasil. A inauguração pelo embaixador mexicano, Dr. José Vasconcellos, aconteceu em 16 de setembro, data nacional do país e contou com a presença do presidente Epitácio Pessoa. O discurso do embaixador do México na ocasião foi uma peça que os brasileiros fixaram a memória. Não só pela elegância do estilo e pela eloquência de suas palavras, como também pelas afirmações categóricas sobre a amizade constante e abnegada entre as duas nações. Ditas após o horror que foi a 1ª Guerra Mundial, refletem a fé de um alto patriotismo a serviço da solidariedade humana. O documentário cinematográfico da cerimônia foi destaque nos cinemas cariocas, entre eles o Cinema Atlântico, na Av. N. S. de Copacabana nº 580 (neste local, anos depois, funcionou o Cinema Ritz, que tive a oportunidade de frequentar).
A segunda foto, do livro do Paulo Scali, mostra uma disputa no Circuito da Amendoeira, composto pelas vias públicas que circundam o Morro da Viúva: a reta da Av. Osvaldo Cruz (Av. de Ligação) e as curvas da Av. Rui Barbosa (Av. do Contorno). O nome do circuito derivava de uma enorme árvore amendoeira que ficava numa curva próxima de uma das extremidades da Av. Osvaldo Cruz. Vemos bem a estátua e o prédio antigo da esquina.
A terceira foto já é do final das obras do Aterro, mostrando como mudou o trânsito na região.
A quarta foto, do importante fotógrafo húngaro Gyorgy Szendrodi, faz parte daquele grande lote do início dos anos 70 no Rio. O fotógrafo está na própria praça e o prédio antigo da esquina já havia desaparecido, dando lugar a um arranha-céu.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

BONDE LEME


 
As duas fotos coloridas foram garimpadas pelo Nickolas e a P&B é uma foto do mesmo local, quase na mesma época, anos 50.
Vemos o bonde 5-Leme cujo trajeto era: Tabuleiro da Baiana - Senador Dantas - Luís de Vasconcelos - Augusto Severo - Largo. da Glória - Catete – Senador Vergueiro – Praia de Botafogo - Passagem - General Góis Monteiro - Túnel Novo - Prado Junior - N. S. Copacabana - Antônio Vieira - Gustavo Sampaio - Praça Almirante Júlio de Noronha.
O prezado comentarista Lahire Marinho já comentou que o bonde 5-Leme fazia a volta num rodo no final da Rua Gustavo Sampaio, na Praça Almirante Julio Noronha.
Existia, também, um pequeno desvio que ia até ao centro do rodo, para alguns bondes que ali estacionavam, pois não voltavam de imediato.
Na última foto vemos que o desvio saía da linha do bonde que estava fazendo a volta na praça, como também da linha que estava voltando, fazendo um Y.

domingo, 6 de janeiro de 2019

PRAIA DE IPANEMA

 
Esta fotografia, garimpada pelo prezado J. C. Cardoso tem a seguinte descrição: "O Rio de Janeiro maravilhoso" -  "A capital do Brasil dispõe de numerosas e belas praias. Vemos acima a Avenida Niemeyer, observando-se ao fundo a praia de Copacabana".
 
Foi publicada no "Tesouro da Juventude", em 1955. Como podemos observar o estagiário identificou a Praia de Ipanema como sendo a de Copacabana...
 

 
Esta segunda foto foi obtida do ângulo oposto, em 1965, e mostra a Praia de Ipanema a partir do Arpoador. É do livro "Rio de Janeiro", como as fotos mostradas no decorrer da última semana.

sábado, 5 de janeiro de 2019

SAUDADES DO RIO (5)




 
Terminando a série de fotos do livro "Rio de Janeiro", começada esta semana, podemos considerar que é quase um "do fundo do baú".
 
O Maracanã, tal como o conhecíamos, não existe mais. O carnaval se mudou faz tempo para o sambódromo, meninos já não se interessam em pescar na Praia de Botafogo e as charretes de Paquetá desapareceram.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

SAUDADES DO RIO (4)





 
Mais 4 fotos do Rio dos anos 60.
 
Hoje tenho que fazer uma importante correção. Vinha dizendo que todas as fotografias desta série eram de Marcel Gautherot, mas tive a informação de que não são só dele.
 
Há fotos também  de Kudrnofsky, de Erich Hess, de Hecker, de Kurt Klagsbrunn, de Bol Kleber, Bavária BJA e de Reininghaus.
 
 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

SAUDADES DO RIO (3)




 
O Rio na década de 60 pelas lentes de Marcel Gautherot.
 
Mais uma série de fotos que deixam saudades.
 

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

SAUDADES DO RIO (1)




 
Para começar bem 2019 nada como rever o Rio de 1965 pelas lentes de Marcel Gautherot.
 
Era verdadeiramente uma cidade que deixou muitas saudades.