FOTO 1 - talvez a mais difícil.
FOTO 2 - O lotação e a igreja à esquerda são bons referenciais.
FOTO 3 - Uma dica: é na Zona Norte.
FOTO 4 - outra em que a igreja é a pista.
FOTO 1 - talvez a mais difícil.
FOTO 2 - O lotação e a igreja à esquerda são bons referenciais.
FOTO 3 - Uma dica: é na Zona Norte.
FOTO 4 - outra em que a igreja é a pista.
Nas fotos de hoje, da série garimpada pelo Nickolas, o nosso turista desembarca na Praça Mauá. Depois de passar pela alfândega embarca num táxi em direção a seu hotel.
O navio seria o SMS Caronia?
O turista, ao ver mais de perto o edifício de "A Noite", fica espantado, pois pensava que o Rio era uma selva, com cobras, macacos e afins pelas ruas.
Na foto vemos o transatlântico REX, em 1938, na Praça Mauá, em foto garimpada pelo Nickolas.
Em dezembro de 1929 foi firmado o contrato entre Navigazione Generale Italiana e o estaleiro Ansaldo di Genova Sestri e com a O. A.R.N. (Officine Allestimento e Riparazioni Navi) para a construção do Rex. O Rex entrou em serviço em 1932, pesava 51,062 toneladas e tinha um comprimento de 268,20 metros, com largura máxima de 31 metros. Possuía 142.000 cavalos de potência que permitiram desenvolver uma velocidade máxima de 29,5 milhas por hora. Tinha uma tripulação de 756 pessoas. Podia transportar 604 passageiros de primeira classe, 378 de segunda classe, 410 em classe turística e 866 terceira classe.
A viagem inaugural foi em
27/09/1932 com destino a Nova York sob o comando de Francesco Tarabotto.
Em 11/08/1933 o Rex
consegue o "Nastro Azzurro", pela travessia mais veloz do Atlântico,
com velocidade média de 28,92 nós.
Em 29/01/1938 assume o
comando do Rex o capitão Attilio Frugone. Na mesma data, com o
"slogan" REX TO RIO, inicia-se um cruzeiro para o Brasil, partindo de
Nova York, passando pelos portos de Cristobal, La Guayra, Trinidad, Rio de
Janeiro e Barbados.
Em maio de 1940 o Rex
cumpre sua centésima viagem transatlântica, faz sua última viagem deste tipo
indo de Genova a Nova York e voltando a Genova.
Em 1943 o Rex é ocupado
por forças militares alemãs e em 08/09/1944 é bombardeado pela aviação aliada,
6 Beaufighters da Royal Air Force e dois caças da South African Air Force
lançam 123 foguetes incendiários. O Rex,
incendiado, afunda para o lado esquerdo.
Em 1947 se inicia a lenta
obra de demolição do Rex que dura quase dez anos.
O Nickolas também
descobriu fotos de um outro viajante, este em 1959, que veio ao Rio de navio e registrou
seu primeiro contato com a cidade. É o que vamos ver hoje e amanhã.
Nesta foto acima vemos o
monumento a Mauá, com a Casa Mauá à esquerda, no início da Av. Rio Branco. A
Casa Mauá era uma casa comercial, que foi demolida no final da década de 80
para a construção da horrenda torre de vidro, o RB1. A Casa Mauá era legitima
representante da arquitetura eclética do início do século 20.
Do lado direito podemos ver o edificio A
Noite, o primeiro arranha-céu da cidade construído no fim da década de 20. Foi
o primeiro prédio da cidade a ser construído com o moderno concreto armado. Seu
estilo art-deco estava mais para construções norte-americanas do que para as
francesas que ainda existiam na região. Foi sede de inúmeras repartições
públicas, escritórios, do jornal A Noite e da Rádio Nacional. O edifício possui
22 andares, correspondentes a 30 de um prédio moderno, devido a seu pé-direito
ampliado.
Vemos o famoso Tabuleiro
da Baiana, destino das linhas vindas da Zona Sul que passavam pela Cinelândia e voltavam pela
Senador Dantas.
O tabuleiro foi criado na prefeitura de
Henrique Dodsworth em 1937, juntamente com mais uma ampliação do Largo da
Carioca em direção a Almirante Barroso e com o alargamento da Rua 13 de Maio
com a demolição da velha Imprensa Nacional, tendo em vista a desativação, para
posterior demolição, do Hotel Avenida e Galeria Cruzeiro, por onde passavam os
bondes.
Foto do Acervo Fotográfico da Light mostrando
o centro do Rio no início da década de 50. Na foto vemos um bonde nº de ordem
1918 - Praia Vermelha, reboque nº 1053, chegando ao Tabuleiro da Baiana, no
Largo da Carioca, e um ônibus "Gostosão".
No fundo, à esquerda o Tabuleiro da Baiana,
de onde chegavam e partiam os bondes para a Zona Sul. À direita vemos os contrafortes
do Morro de Santo Antônio. Naquele prédio com um letreiro do Café Globo
funcionava uma empresa de letreiros luminosos, a Empresa Masson, cujo endereço
era Rua Senador 121. O Café Globo teve instalações na Rua da Guarda Velha
(atual 13 de Maio) e depois foi para o Santo Cristo. Boa parte da região
funcionava como um grande estacionamento. Sobreviveu até nossos dias o prédio
do Liceu Literário Português.
Nesta foto da década de 60 vemos um aspecto
do Largo da Carioca, onde reinava soberano o Edifício Avenida Central. Ao lado
dele, ainda em construção, subia o prédio da Caixa Econômica.
Os trilhos no chão, nesta época, já eram apenas uma recordação dos tempos dos
bondes, quando o Tabuleiro da Baiana já era um terminal de ônibus.
Contou o Milton Teixeira que esta passagem subterrânea, bem como outras obras, foram executadas pela Comissão do Plano da Cidade, um grupo formado por engenheiros e arquitetos e oficializado por decreto pelo Presidente Getúlio Vargas no dia da criação do Estado Novo, 10 de novembro de 1937.
A função dessa Comissão era planejar harmonicamente a cidade. O chefe era o engenheiro José de Oliveira Reis. Quanto ao Largo da Carioca, a dita comissão projetou e executou a obra da estação de bondes da zona sul (apelidada de Tabuleiro da Baiana pelo sucesso da música), a passagem subterrânea, o desmonte do morro de Santo Antônio (executado de 1954 a 1965) e a estação central do Metrô-Rio, a qual não foi executada pelo custo da obra, em plena época de guerra.
A passagem
subterrânea iria ter conexão com a dita estação, cujo projeto tenho a
felicidade de possuir. Era inspirada no monumento megalítico de Stonehenge, na
Inglaterra, com um obelisco no meio. Ficaria na altura onde hoje está a Avenida
Chile, perto da estação de bondes, onde haveria conexão entre elas.
Fundado em 1926 por
jornalistas e autores teatrais no Teatro João Caetano, o “Club dos Laranjas” resolveu
construir este navio para comemorações carnavalescas.
Originalmente o navio,
chamado “Laranja”, ficaria em Copacabana, mas face à reação negativa da
Imprensa, foi parar na Esplanada do Castelo. Ali ocorreram várias festas carnavalescas.
O Fluminense Futebol Clube também ali realizou pomposos bailes. O local
funcionava diariamente das 16h às 22h, com entrada gratuita para serviço de
bar.
Descrição dos jornais
davam conta de que “o navio, feericamente iluminado, parece uma visão
deslumbradora. Dentro, o entusiasmo é delirante e atinge as raias da loucura.
Luzes, música, cantos maliciosos, gestos voluptuosos, requebros de luxúria.”
Dentre as mais de dez mil
pessoas que visitaram o “Laranja”, até 1936, o Contra-Almirante Adolpho Martins
de Oliveira assim escreveu no livro de impressões de bordo: “Quem idealizou tão
importante e tão original sistema de diversões, acolhendo o patriótico tema de
Marinha, merece um prêmio ou uma subvenção das autoridades da minha pátria.”
A Prefeitura mandou
encerrar as atividades no local em 1936.
PS: em outros tempos, no Terra, o JBAN foi o primeiro a achar uma menção a este navio. Hoje temos informações completas pela Conceição.
O “DO FUNDO DO BAÚ” de hoje traz lembranças das primeiras quatro emissoras de televisão do Rio e que já não mais existem.
Na década de 1950 a TV
Tupi, Canal 6, a primeira do Rio, começava a funcionar no final da tarde. Os estúdios
eram na Urca, onde funcionou o Cassino. Era famosa a figura do
"indiozinho", o chamado "sinal de espera". Quando entrava
no ar, havia que acertar a antena, para diminuir o "chuvisco". E a
toda hora levantar para corrigir a imagem, com os controles de
"horizontal" e "vertical". Sempre tinha o "Falcão
Negro", com Gilberto Martinho, tendo o Jece Valadão e o Dary Reis como os
vilões. "Gladys e seus bichinhos", com Gladys contando histórias e
desenhando, ao vivo, era espetacular. E a Virginia Lane como o Coelhinho
Teco-Teco. Uma vez por semana o "Circo Bombril" com o Carequinha. Em
1955 foi lançado o primeiro programa de perguntas e respostas da TV brasileira,
"O Céu é o Limite", comandado por J. Silvestre, patrocinado pela
Varig (Ilka Soares, belíssima, usava o uniforme de uma aeromoça). Ainda no
Canal 6, havia o "Grande Teatro Tupi", com Fernanda Montenegro, Paulo
Autran, Maria Della Costa, Walmor Chagas, Italo Rossi; o "Teatrinho
Trol" com Norma Blum de princesa, Roberto de Cleto, Fabio Sabag e Zilka
Salaberry como a bruxa; "Almoço com as Estrelas", aos sábados, com
Aerton Perlingeiro; a "Tarde Esportiva", aos domingos, com Oduvaldo
Cozzi, Ruy Viotti, Ari Barroso e José Maria Scassa. "Câmera Um", com
Jacy Campos; todo dia às 20 horas o "Repórter Esso", com o Heron
Domingues ou o Gontijo Teodoro; "Noite de Gala", às segundas-feiras,
patrocínio do "Rei da Voz", do Abrahão Medina. Os programas de
auditório com o Carlos Frias; os "Espetáculos Tonelux" com a Neide
Aparecida; os musicais com Jackson do Pandeiro e Almira, Ivon Cúri, Luiz
Gonzaga. O "Clube do Guri" com Collid Filho.
A TV Rio, com estúdios no Posto 6, foi uma das mais simpáticas emissoras nos anos 60. Eu frequentava o auditório às sextas-feiras para ver as vedetes do “Noites Cariocas”. O TV Rio Ring e a Resenha Facit eram sensacionais nos finais de semana. Muitos “shows” de música conduzidos pelo Murilo Néri. Às vezes atrações internacionais. Em determinada época chegou a transmitir jogos de futebol de praia com o Luiz Mendes. O telejornal era conduzido pelo Leo Batista.
Se não me falha a memória as séries como "Patrulha Rodoviária", com Broderick Crawford, "Os intocáveis", com Robert Stack, "Combate", com Vic Morrow, "Peter Gunn", com música de Henry Mancini, eram ótimas e passavam na TV Rio.
A TV Rio tinha uma associação com a TV Record de São Paulo e, se não me engano, transmitia os grandes festivais da canção dos anos 60.
E transmitiu ao vivo, como conta Elio Gaspari em "A Ditadura Envergonhada", um episódio famoso de 1964: "A revolta militar que em mais de 24 horas não produzira uma única troca de tiro, acabara de ter seu grande momento, com o general Montagna tomando o QG da Artilharia da Costa, ao lado do Forte de Copacabana, em 1º de abril de 1964, no qual havia militares leais a João Goulart." As más línguas dizem que o sentinela não entendeu nada do que acontecia...
Outra emissora do Rio,
nessa época, era a TV Continental, Canal 9, mas com pouca audiência. Propriedade
de Rubens Berardo, deixou frustrados todos os amantes de futebol que pensavam
que teria uma grade parecida com a da Rádio Continental, com muito esporte. Aos
domingos, durante certa época, após o filme de Ivanhoe, passava o vídeo-tape
do jogo do Maracanã. O Armando Marques tinha um programa sobre regras de futebol. Certa vez fui assistir, fui sorteado para responder a uma pergunta e ganhei um pequeno prêmio por ter acertado. Ficava na Rua das Laranjeiras.
A TV Excelsior funcionou no Canal 2, no Rio de Janeiro, a partir de 1963. Os estúdios da TV Excelsior eram na Rua Visconde de Pirajá, em Ipanema, no prédio onde funcionou o grande cinema Astória e, anos depois, o cinema Bruni 70. Com muito dinheiro, a TV Excelsior, a par de muito bons técnicos, chegou no Rio contratando, de uma tacada só, grandes nomes da TV Rio, Canal 13, a emissora que mais fazia sucesso na época, junto com a TV Tupi, Canal 6.
Na TV Excelsior, os programas de música
brasileira eram um grande sucesso (assisti no programa da Elis, ao vivo, uma
das primeiras apresentações de Gilberto Gil no Rio de Janeiro). Também se
destacavam os programas humorísticos (com o "cast" que veio da TV
Rio), o famoso "Telecatch Montilla" com Ted Boy Marino, Mongol e
Verdugo, e as séries filmadas como as do Dr. Kildare, Ben Casey, Missão
Impossível e Jornada nas Estrelas.
FOTO 1 - ANO DE 1965 - nível baixo de dificuldade
FOTO 2 - ANO DE 1959 - nível baixo de dificuldade
FOTO 3 - ANO DE 1960 - nível alto de dificuldade (poucas referências, mesmo para os da vizinhança)