With a little help from my friends Rouen, Decourt, Nickolas e Carlos Paiva, vemos hoje o famoso “NORMANDIE” em suas andanças pelo Rio de Janeiro nos anos 30 do século passado.
Construído no início da década de 1930, foi lançado ao mar em outubro de 1932 e sua viagem inaugural ocorreu em 29 de maio de 1935.
Desenhado pelo arquiteto naval Vladimir Yourkevitch, o Normandie foi construído para ser "o rei dos transatlânticos", sendo o primeiro a ultrapassar 60 mil toneladas (total de 82.800 toneladas) distribuídos em 308 metros de comprimento e com capacidade para 3.317 pessoas, incluindo passageiros e tripulantes, além de ser o maior turbo-elétrico existente até então.
Com o advento da 2ª
Grande Guerra o Normandie foi rebatizado de USS Lafayette com o objetivo de ser
convertido em um navio de transporte de tropas. Entretanto, ele pegou fogo
durante os trabalhos de conversão em 9 de fevereiro de 1942 e emborcou em sua
doca em Nova Iorque.
O Lafayette foi levantado
em 1943 e parcialmente desmontado, com alguns projetos sendo propostos para sua
recuperação. Entretanto, esses foram abandonados e ele foi vendido como sucata
em 1946 e desmontado completamente até 1947.
O Normandie veio ao Rio
de Janeiro duas vezes, em 1938 e 1939. O navio não atracou no terminal do
Touring na Praça Mauá devido a seu calado. O navio era decorado em art-déco.
Consta que foi num “show” a bordo do Normandie que um produtor da Brodway se
deslumbrou com a cantora Carmen Miranda e a levou para Nova York.
Medalha comemorativa da passagem do Normandie pelo Rio em 1938.
Medalha comemorativa da passagem do Normandie pelo Rio em 1939.
O Rio da década de 1930 era tão diferente que a Avenida do Mangue era uma atração turística indicada para os passageiros do Normandie.
E terminamos a postagem com esta bela colorização do Normandie feita pelo craque Nickolas Nogueira.
Estava embandeirado em
arco e uma longa flâmula tremulava no alto do mastro de popa – o “Ruban Bleu”.
Conquistou-a na sua primeira viagem, em 29/05/1936, batendo o recorde de
velocidade e de tempo, na travessia da Europa aos Estados Unidos.
O super-transatlântico
francês é bem uma das maravilhas da navegação contemporânea. Uma verdadeira
cidade que pode ter a população de mais de três mil pessoas.”



















