Com colorização do Conde di Lido vemos o edifício Guarujá, aparentemente na esquina da Avenida Atlântica com Rua Constante Ramos. Na verdade o edifício fica na esquina da Rua Domingos Ferreira com Rua Constante Ramos, já que o espaço no terreno que ía até a Av. Atlântica foi perdido décadas depos desta foto.
Seu proprietário era o Dr. Paulino Ribeiro Campos. O fantástico prédio entrou em decadência nos anos 70 e depois foi reabilitado. O Andre Decourt conta que: "Construído em 1927, foi por alguns anos o prédio mais alto da orla. Respeitou o Plano Agache, que instituía que edifícios com mais de 5 andares deveriam ser recuados a fim de não projetar sombra na praia.
Como todos edifícios da época era de
altíssimo luxo, com portaria de mármore de Carrara, portões de bronze, louças
sanitárias inglesas, aquecedores alemães de cobre, elevadores
americanos com portas pantográficas duplas manuais, já dispensando
cabineiro.
Possuía quatro apartamentos de 3 quartos por andar, que contavam com varanda e sala íntima, mas curiosamente tinham a área de serviço minúscula. O edifício era tão moderno que já tinha garagem para 6/8 carros, numa época em que quase ninguém tinha automóvel.
Em sua cobertura havia um salão
de festas exclusivo para os moradores. Na área de afastamento, o edifício tinha
um jardim gramado, com brinquedos, e no verão era utilizado pelo restaurante
que havia embaixo como varanda, onde as pessoas ficavam bebericando e
ouvindo piano à noite."
Acho que o palacete que aparece na foto é aquele do Tenente Pulcherio, que já foi motivo de uma postagem do "Saudades do Rio".
Esta foto do Edifício Guarujá, do acervo de Euler Campos de Salles Coelho, neto do proprietário do edifício, Dr. Paulino Campos, foi enviada pela prezada Cristina Pedroso. Vemos o prédio em final de construção.
Aque vemos a esquina das ruas Domingos Ferreira e Constante Ramos, ainda com os tapumes da obra do Edifício Guarujá.
A foto mostra a esquina da Rua Constante Ramos com a Av. Atlântica. Lembro bem daquele portãozinho que dá para a Rua Constante Ramos que,
nos anos 50, permanecia sempre aberto e nos permitia cortar caminho em diagonal
para o trecho da praia que frequentávamos.
Bem em frente ao edifício ficava o campo de futebol de praia do Maravilha, treinado pelo Jorge (ou era Jaime?), que era porteiro de um prédio na Constante Ramos quase em frente à Leopoldo Miguez. Logo após o campo do Maravilha, em direção à Santa Clara, ficava o campo do Dínamo, do Tião Macalé.
À esquerda, fora da foto, ficava o saudoso e famoso Cinema Rian.












