Total de visualizações de página

terça-feira, 30 de agosto de 2022

AGÊNCIA DE AUTOMÓVEIS


Recebi esta foto de obiscoitomolhado com o seguinte texto: “Conheci a Agência Hugo na Rua Mariz e Barros nº 774-A, telefone 48-7454, uns dez anos depois desta foto. Havia uma Hugo na Rua São Francisco Xavier, mas não era de esquina. Nela ficava um magnífico Impala 2 portas, branco, 1963.”

Apurei que a foto é do início da década de 50. A Agência Hugo de Automóveis foi fundada em 1950. Durante esta década tinha programas radiofônicos na Rádio JB aos domingos das 7:00 às 7:30 horas e aos sábados no intervalo entre o 1º e 2º páreos do Hipódromo da Gávea.

Nos anos 60 a diretoria da empresa era composta por Paulo Hugo Pereira, Amadeu Borda e José Pinhão.

Os jornais da época dão conta de outros endereços da Agência Hugo de Automóveis como Rua Senador Furtado nº 129 e Rua Pontes Correa nº 39. E também uma revenda de caminhões FNM em Nova Iguaçu, na Rua Professor Paris nº 4.


A Agência Hugo de Automóveis se destacava como uma das mais vendedoras de automóveis Willys na década de 60.


 Anúncio da Agência Hugo como revendedor Ford.

segunda-feira, 29 de agosto de 2022

CASAS DE SAÚDE HÁ 100 ANOS

Na década de 20 do século passado havia uma grande discussão sobre a necessidade de construção de cinco grandes hospitais no Rio de Janeiro, devido à carência de leitos. Entre eles estavam o Gaffrée & Guinle e o Hospital do Câncer.

Em 1926 foi criada a Assistência Hospitalar para a gestão dos hospitais São Francisco de Assis e Pedro II, bem como a fiscalização dos demais estabelecimentos hospitalares da capital.

A década também foi marcada pelo surgimento de diversos hospitais vinculados às sociedades beneficentes como o Hospital Evangélico, Beneficência Espanhola, Hospital Albert Sabin e Amparo Feminino.

Na época havia muitas casas de saúde particulares espalhadas pelos bairros. Vemos algumas na postagem de hoje. 


Sanatório São Geraldo, localizado na Rua Marquês de Abrantes nº 192, onde hoje estão os edifícios Fizzi e Contini. 

Neste prédio da foto já estiveram o Solar do Barão de Cotegipe, a Casa de Saúde Dr. Jayme Poggi e o Sanatório São Geraldo.

Neste último, começou o Serviço de Ortopedia do IAPC (Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Comerciários), com apenas 2 leitos, sob os cuidados do Dr. Arcelino Bittar. O IAPC, havia sido criado em 1934, destinado a assistir os empregados no comércio e atividades afins (o IAPC desapareceu em 1966, quando a Lei 3807 reuniu os seis institutos de Aposentadorias e Pensões no Instituto Nacional da Previdência Social - INPS). 

O primeiro hospital do IAPC foi o Hospital N.S. das Vitórias, na Rua Voluntários da Pátria.  As especialidades cirúrgicas, com exceção da Ortopedia, foram transferidas para o Hospital dos Acidentados (atual Hospital da Lagoa), onde foram contratados 100 leitos. Mais tarde, com a inauguração do Hospital de Ipanema no final da década de 1950, o IAPC transferiu as suas clínicas cirúrgicas para o Hospital de Ipanema, quando o Serviço de Ortopedia tinha, então, 95 leitos.



Casa de Saúde Francisco Guimarães, que ficava na Rua Aristides Lobo nº 115, no Rio Comprido. Anteriormente funcionava no local a Casa de Saúde São Raphael.

O Dr. Francisco Guimarães oferecia à ABI - Associação Brasileira de Imprensa, um leito grátis, inclusive os gastos de tratamento, aos jornalistas sócios da ABI.

Casa de Saúde Oliveira Motta em 1927. Ficava na Rua do Riachuelo nº 161  e foi inaugurada em 1924. Atendia pacientes de Cirurgia Geral e Obstetrícia. Tinha como diretores os médicos Oliveira Motta e Leonidio Ribeiro Filho. A parte de cirurgia era de responsabilidade dos doutores Ernani Alves, João Tolomei e Mario Kroeff, e o Dr. Duque Estrada dirigia o setor de Raios X. A diretora era a Sra. Ester Azevedo.


Vemos o aspecto de um dos quartos da Casa de Saúde Oliveira Motta.

As instalações cirúrgicas e os aparelhos técnicos foram encomendados da Alemanha, sendo que a iluminação da sala de operações era feita pelo novo sistema de “lâmpadas scyaliticas”, que é pela primeira vez instalado no Rio de Janeiro.

A característica fundamental dessas lâmpadas cirúrgicas é não gerar sombra, neutralizando a sombra do obstáculo interposto entre a fonte luminosa e o campo cirúrgico. Têm a capacidade de gerar uma iluminação de profundidade e são projetadas para prevenir o aumento da temperatura na área cirúrgica. 

 

sábado, 27 de agosto de 2022

DO FUNDO DO BAÚ - TIRINHAS (1)

Hoje é sábado, dia da série "DO FUNDO DO BAÚ".  A cada sábado serão publicadas 5 tirinhas de humor de antigamente publicadas nos jornais diários do Rio.






 

sexta-feira, 26 de agosto de 2022

ONDE É?

FOTO 1



FOTO 2

                           FOTO 3 - enviada pelo Joel Almeida


 FOTO  4 - enviada pelo Candeias (de pé José Maria, Luiz, Guilherme e Carlos Simas. Agachados: tio Clovis, Antonio, Mario, Carlinhos e Armando).

quinta-feira, 25 de agosto de 2022

ÔNIBUS - CERMAVA

 Hoje as primeiras cinco fotos, muito interessantes, foram enviadas pelo Mauroxará e mostram várias etapas de construção de uma carroceria de ônibus pela Cermava.

Estas fotos resgatadas pelo Mauro quando foram jogadas fora na ocasião em que a fábrica CAIO de São Paulo comprou a empresa Carrocerias Cermava, fundada em 1950, e que tinha sede no Rio de Janeiro, no bairro de Piedade, na Rua Coronel Almeida nº 53.

Segundo o Mauroxará, o nome CERMAVA era junção das letras dos nomes dos sócios: ele conheceu o Sr. Luiz Massa (o M) e o Sr. Alberto Pires (um dos A”).

É curioso ver a prancheta dos desenhistas. Hoje estariam todos trabalhando numa tela de computador. 

Havia regra da ABNT que determinava: Altura do primeiro degrau dos ônibus = 55cm do piso da rua. Altura do meio-fio = 30cm do piso. Isto dava uma diferença de 25cm com o carro vazio, caindo para 23cm ou 22cm com passageiros. Dizem as más línguas que os empresários levavam os ônibus para a vistoria com os pneus arriados para ficar dentro do exigido. Quem consegue galgar os degraus dos nossos ônibus está automaticamente apto a correr uma maratona. 


Havia muitas fábricas de carroceria e praticamente nenhuma resistiu ao tempo. Algumas delas: CAIO, Cermava, Carbrasa, Metropolitana, Bons Amigos, Vieira, CIRB, Ciferal, Eliziário, Nielson, Marcopolo, Pilares, Continental, Kronos, Cribia, Sagres.


Para se proteger dos muitos buracos que enfeitam as nossas ruas, os donos de ônibus colocam um sobre-feixo na traseira e por isto os carros pulam nos buracos. Muito diferente da maioria dos países europeus, por exemplo, onde você esquece que está num ônibus de tão silenciosos que são. Têm até horário para passar afixado nos pontos de parada.


A Cermava iniciou suas atividades produzindo lotações e micro-ônibus sobre chassis importados. Em maio de 1956 seus dois primeiros papa-filas, construídos para a paulistana CMTC (que já possuía 35 em circulação), foram apresentados à população carioca; assim como os fabricados pela Caio, tinham duas portas largas, capacidade para 200 passageiros – 58 sentados e 152 de pé – e utilizavam chassis fornecidos pela Massari. Fazia a linha S8, a Méier-Pavuna. Na foto vemos um da linha Lins-Urca.

Na foto acima, um dos ônibus feitos pela Cermava. Poucas coisas são tão ruins no Rio como o serviço dos ônibus, pois além de veículos impróprios para este fim os motoristas são pessimamente treinados e têm péssimos hábitos na direção. É uma violência no modo de dirigir impressionante aliada a um desconforto para subir nos ônibus.  Talvez único lugar no Brasil onde exista um bom serviço de transporte de ônibus é em Curitiba.




 

quarta-feira, 24 de agosto de 2022

TÁXIS DO RIO

Hoje veremos alguns tipos de táxis do Rio de Janeiro. Houve uma época, nos anos 50, em que predominavam aqueles Chevrolets pretos. Como era difícil conseguir um. Em dias de chuva era impossível. Hoje em dia há tantos táxis que, sozinhos, engarrafam as ruas. Deve ser difícil a vida dos motoristas, ainda mais com a concorrência do Uber. Caçam passageiros o dia todo.


Esta foto veio acompanhada de um e-mail do Laerte: "Estou lhe enviando uma foto de arquivo de família.  O ano é 1968 e o local é Aparecida do Norte. Sobre o "caput" do Gordini de meu pai, Sr. Almeida, encontra-se meu irmão Luiz Cláudio, então com seis anos de idade. Na ordem, da esquerda para a direita, "seu" Cerqueira e seu filho Kennedy; meu pai, o "seu" José de Almeida, ao centro; e "seu" Milton no canto direito da foto. A viagem, da cidade do Rio de Janeiro para Aparecida do Norte foi para que meu pai pagasse uma promessa feita a N. S. de Aparecida, caso seu Gordini (o de cor verde onde está meu irmão Luiz Cláudio sentado no "caput") fosse recuperado de furto, o que acabou acontecendo. Meu pai, taxista por toda sua vida, conseguiu reaver seu possante Gordini e convidou os vizinhos para acompanhá-lo no pagamento de sua promessa. Ressalto que o "seu" Almeida trabalhou como motorista para o Rio Copa Hotel por mais de vinte anos. Se o amigo puder publicar e fazer esta homenagem ao "seu" Almeida, já me faz ganhar o dia. Um abraço!"


Táxi em Copacabana em 1968. Talvez esteja defronte ao Hotel Canadá, perto da Rua Santa Clara. 


Táxi na entrada do Copacabana Palace em 1970.

Esquina de Bartolomeu Mitre com Antero de Quental, no Leblon. Vemos o táxi do “seu” Farias.


Rua Uruguaiana em frente à loja do Ponto Frio. No tráfego engarrafado do centro da cidade, vemos um TL, um DKW, um Dodge Dart e inúmeros fuscas, alguns servindo como táxis, tal como o DKW. É curioso ver que não aparecem carros nas cores preta e prata, tão comuns hoje em dia. 


Outra foto de automóveis sem cor preta ou prata. A época dos fuscas sem o banco do copiloto era pródiga em acidentes graves para os passageiros de táxi.

Foto de Gene Whitmer. Vemos o ponto final de ônibus da CTC, com aquele cano de descarga vertical e alto, em frente à Rodoviária. A fila de táxis tem vários modelos.


A época dos táxis com faixa azul. Quando foi implantada a exigência dos táxis terem a cor amarela?




Para terminar um táxi defronte ao cinema São Luiz em colorização do Conde di Lido. 





terça-feira, 23 de agosto de 2022

PRAÇA PARIS

Um dos locais mais bonitos da cidade é a Praça Paris, que aqui vemos em foto de Kurt Peter Karfeld em 1955. A estátua da leoa pertence ao renomado artista e escultor francês François Auguste Hippolyte Peyrol (França, 1856–1929). 


A Praça Paris é uma área aterrada no início do século XX, na época do Prefeito Pereira Passos, pelo engenheiro Paulo de Frontin. O jardim da Glória foi projetado por Luis Rey. A Praça Paris foi inaugurada por volta de 1929.

 

Na primeira metade da década de 60 foi instalada um chafariz no Largo da Gloria. Eram três moças (o Lago, o Rio e o Mar) alegremente executando a Dança das Águas ao centro de um chafariz. À noite uma iluminação sobre a escultura e também nos repuxos colocava o conjunto em evidencia neste ponto um pouco escuro dos Jardins da Glória. O trabalho é do artista Breno Bernucci (alguns dizem que é de Alfredo Ceschiatti) e possui formas tipicamente desta época.  Chamada de "As Três Graças"’ também foi apelidada de "As Ninfas" e "Dança das Águas". Esta peça foi transferida para perto do Centro São Sebastião.


A praça, com seu estilo francês, atualmente está cercada por grades e é vigiada pela Guarda Municipal. Há controvérsias sobre a segurança de passear por aí.


Esta foto, acho que da revista Manchete, foi colorizada pelo mestre Nickolas Nogueira. Temos uma bela visão do Outeiro da Glória para o centro da cidade.


A Praça Paris é considerada uma obra-prima dos últimos tempos da Belle Époque carioca, quando nos primeiros anos do Século 20, os projetos de reformulação urbanistica e pradrões arquitetônicos da cidade se voltavam para os moldes de Paris.


Esta praça arborizada e florida com jardins em estilo renascimento francês foi elaborada de 1928 a 1930 pelo arquiteto e urbanista Alfred Agache, que veio ao Brasil convidado pelo Prefeito Antônio Prado Júnior para elaborar um plano de remodelação da cidade.


Outra colorização do Nickolas. A cidade nos anos 50 era realmente maravilhosa.


O bordado dos jardins e árvores à beira-mar, o casario da Glória, a vizinhança da igreja do Outeiro, tudo isso constituía um cenário de contos de fada.



Dá vontade de morar numa cidade assim, não?