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FOTO 3
FOTO 6
O nome é homenagem a Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavancânti, designado em 1897 para a cadeira de Arcebispo do Rio de Janeiro, tendo se tornado, em 1905, cardeal do Rio de janeiro, sendo o primeiro cardeal brasileiro e sul-americano.
Segundo Julia O´Donnell, em 1919, o Prefeito Paulo de Frontin recebeu um documento em que “moradores e proprietários em Copacabana, com o intuito louvável de dotar o bairro com mais um jardim público, solicitavam a arborização e ajardinamento da Praça Cardeal Arcoverde, que se achava já quase completamente nivelada e em grande parte rodeada de belos e valiosos edifícios. Além disso, a praça se encontrava protegida pelos morros do Inhangá contra os ventos de alto-mar, que tanto prejudicam as plantas dos jardins e a arborização dos logradouros aos mesmos expostos.”
Vemos
nessa foto, do acervo do sumido Francisco Patricio (Coleção A. Silva), tirada
certamente do Morro da Babilônia, possivelmente da velha Estrada Real, atual
ladeira do Leme, uma visão parcial do bairro.
Conforme conta o Decourt, em primeiro plano vemos a Praça Cardeal Arcoverde, antiga Sacoponepan, ainda sem ajardinamento e servindo de canteiro de obras para a urbanização das ruas vizinhas, que tiveram grande impulso nos anos de 1927 e 1928. O morro do Inhangá ainda não tinha sido urbanizado, as ruas Gal. Azevedo Pimentel e Gal. Barbosa Lima, não existiam nem como trilhas.
A total ausência de construções de um lado da Rua Barata Ribeiro causa a ilusão ótica que a mesma faz uma abrupta curva e segue em direção ao mar, quando na realidade temos ali a Rua Inhangá, continuando a Barata Ribeiro seu trajeto.
Na Av. Atlântica a grande construção que vemos sobressaindo sobre as demais, é
um dos primeiros prédios da orla, construído em 1924 pelo engenheiro Eduardo
Pederneiras e de propriedade dos capitalistas Rocha Miranda, Filhos & Cia.,
que ficava na esquina da Atlântica com Rua do Barroso, hoje Siqueira Campos.
Nos
anos 30 eram grandes as reclamações dos moradores da região quanto à sujeira da
feira-livre que se realizava na praça às quartas-feiras e quanto à conservação
da mesma.
“Local de passagem movimentadíssimo, se transformou num mattagal. Imploramos
aos encarregados da esthetica da cidade mais um pouco de atenção. A praça está
se transformando em poças d´agua e brejo. Os buracos transbordam e a
miscellanea de lixo, cacos e estrume impera. É uma vergonha para o bairro.”
Com as críticas a Prefeitura prometeu construir “um parque que offerecerá todas as distrações possíveis ás creanças de nossas escolas púbicas. Será construída uma esplendida piscina, uma pista com apparelhos (deslizadores, gangorras, etc.), auditório, gymnasio, wading-pool, saud-boxes, sete campos para jogos, banheiros moderníssimos e refeitórios. Nella terão ingresso todos os alunos de escola publica. Inclusive aberta domingos e feriados”.
Foto
de 1937 com o parque inaugurado. Funcionava de 12 às 16 horas. A ideia seguia as diretrizes de Anisio Teixeira e o jornal "Beira-Mar" noticiava: “Todas as
escolas do bairro se faziam representar no Centro de Recreação por turmas
alegres e joviaes de petizes. Além dos jogos de ping-pong, volley-ball, bonecos,
quadros, carrinhos, etc) os meninos executam magníficos trabalhos de esculptura
e as meninas trabalhos manuaes."
Em 1943, na administração Henrique Dodsworth, os Museus Históricos da Cidade e Cultural Esdcolar, foram transferidos da Gávea para a Praça Cardeal Arcoverde. Não consegui informar até quando ali ficaram.
Esta
belíssima foto merece ter a descrição do amigo Andre Decourt: “A imagem mostra
o primeiro urbanismo da Praça Cardeal Arcoverde feito pelo grande urbanista
Azevedo Neto. A foto possivelmente é do
final dos anos 40, início dos 50.
A foto pode nos dar uma ideia das espécies usadas, como também da região em volta, até hoje uma das melhores para se morar no bairro. No fundo da imagem vemos as encostas do Morro de São João e as ruas que, a partir da praça, galgam suas encostas, como a Otaviano Hudson, onde temos o único prédio alto da imagem, e a Assis Brasil, além de outras travessas e ladeiras, que fazem fronteira com um pequeno parque estadual e uma APA. A encosta ainda não invadida é o último lar da Eugenia Copacapanensis, ou Araçá de Praia, planta que era endêmica na região e praticamente foi extinta com a urbanização do bairro, já que só crescia em Copacabana e parte de Ipanema. As encostas da região também abrigam ruínas do Forte do Vigia, que vão além dos arcos da Ladeira do Leme.
E terminamos com esta foto do acervo do saudoso amigo Carlos Richard, o "Richaaaaarrdd". A legenda é dele: “Carnaval
de 1962.Na Rua Tonelero, um índio, uma bailarina e uma com uma roupa meio
"Flintstones". Foi tirada em frente ao prédio onde moravam que ficava
na esquina com a Otaviano Hudson. A menina maior, coitadinha, 5 anos mais tarde
iria me conhecer e, o que é pior, casar comigo! O índio virou meu cunhado e a
menina bonitinha era só uma vizinha do prédio. Vê-se a Tonelero ainda com pouco
movimento e o início deste prédio na esquina onde um amigo veio a morar durante
bastante tempo.” A moça bonita é a Gisela.
Esta foto é de Alberto Benning e foi publicada pelo Decourt há muitos anos. A estátua que vemos é do Rei Alberto da Bélgica e o local é entre o Arpoador e o Castelinho.
O problema desses bichinhos de plástico é que não duravam dois dias. Logo eles abriam
microfurinhos nas emendas para tristeza das crianças e desespero dos pais.
Em Copacabana havia uma loja chamada Vinishow, que ficava na Avenida N.S. de Copacabana, quase esquina da Rua Almirante Gonçalves, onde eram vendidos todos os tipos de brinquedos em vinil.
A garotada, de um modo geral, não gostava dessas bolas de vinil. O local talvez seja a entrada da Rua Montenegro, destino do Chevrolet Impala. Ao fundo vemos um posto de salvamento, talvez o de nº 8, que ficava exatamente em frente à Rua Farme de Amoedo.
Ontem, conversando com um amigo sobre o acidente em que faleceu um surfista brasileiro de 47 anos em Nazaré, Portugal, este amigo disse que recentemente havia conversado com o Ricardo "Bocão", antigo surfista.
"Bocão" lhe contou que estava há uns dois meses em Nazaré para um evento profissional, quando foi convidado a surfar uma onda lá. Não queria, mas insistiram muito e ele foi. Contou que a sensação é inacreditável e de dar muito, mas muito medo. "Você olha para cima e vê um paredão de água, olha para baixo e vê outro paredão, você só quer sair de lá, pelo lado, antes que venha outra onda".
A filha do Gabeira, Maya, quase morreu por lá, antes de se tornar recordista mundial de surfe em ondas gigantes. É coisa de louco!
As fotos de hoje, das revistas "Manchete" e "A Cigarra", lembram os anos 60, quando o surfe explodiu no Arpoador.
As meninas também aderiram ao surfe.
As primeiras pranchas eram enormes, de bico quadrado, com
dois metros de comprimento e pesavam trinta quilos - isto por volta de 1947,
quando apareceram no Rio.
O desfile das meninas enfeitava o Arpoador dos anos 60.
As pranchas de 64/65/66
pesavam em torno de 10 quilos. Tinham sua alma em poliuretano e o revestimento em fibra de vidro.
Estas pranchas chegavam a ter 3 metros de comprimento.
As melhores pranchas eram as americanas - Bing, Hobie, Gordon & Smith e Hansen, entre outras.
No campeonato ja citado, Roberto Lustosa ganhou na
categoria de Juniors enquanto Alexandre Bastos venceu a categoria Seniors. Na foto, à esquerda, acho que é o Arduino.
Quem sabe se na próxima encarnação não tenho chance como surfista?
CINEMAS POEIRINHAS, por Helio Ribeiro.
Nesta
postagem vamos excursionar por plagas desconhecidas pela maioria dos visitantes
deste SDR. E nos depararemos com uma série de cinemas de rua, daqueles que o
povo se encarregou de chamar de "poeirinhas". O Rio de Janeiro teve centenas de cinemas de rua, muitos deles
autênticos poeirinhas. A penosa seleção foi feita por mim, e posso
ter classificado dessa maneira algum cinema que não a mereça. Neste caso, o
comentarista que discordar sinta-se à vontade para me contestar com veemência.
Chegou
a hora de os visitantes da Zona Norte se apresentarem e darem sua valiosa
contribuição à postagem.
Onde
possível, o Luiz abrilhantou cada foto com os dados obtidos no famoso livro da
Alice Gonzaga, "Palácios e Poeiras".
Apertem
os cintos porque a viagem vai ser longa. Comecemos.
OBS: depois que recebi a excelente postagem do Helio, a quem mais uma vez agradeço a contribuição,. fui ao excepcional livro da Alice Gonzaga, "Palácios e Poeiras (que recomendo muito a todos os interessados na história dos cinemas cariocas), e complementei algumas informações. Alguns dos cinemas citados foram grandes salas de exibição em sua época.
1) Cine Anchieta (antigo Cine Tropical, inaugurado em 1947)
Endereço: Estrada Marechal Alencastro
Guimarães nº 4211
Bairro: Anchieta
Inauguração: 11/07/1955
Fechamento: 09/04/1978
Capacidade: 280 lugares
Moisés M. Marinho foi um dos
frequentadores deste cinema. Conta que assistiu muitos filmes e fez muitas
bagunças neste cinema. Ele foi aluno do ginásio, nos anos 60, do Colégio
Pereira Mendes, e diz que hoje Anchieta está irreconhecível.
2) Cine Beija-Flor / Madureira 3
O "Beija-Flor" em foto de 1958.
Já como "Madureira 3" em foto de 1994.
Endereço: Rua Lopes nº 169, renomeada
Rua Antônia Alexandrina nº 167 e Rua João Vicente nº 15.
Bairro: Madureira
Inauguração: 1915
Fechamento: 21/09/1986
(transformou-se no cine Madureira 3)
Capacidade: 710 lugares (1937), 480
lugares (1960)
Alice Gonzaga conta que em meados do século XX, na parte da Central do Brasil, Madureira era o subúrbio mais beneficiado, pois tinha nada menos que quatro cinemas bem instalados (Alfa, Beija-Flor, Coliseu e Madureira).
3)
Cine Bruni Méier (antigo Cinema Méier de 15/11/1919 a 06/11/1963)
O antigo cinema Méier.
Endereço: Rua Amaro Cavalcanti nº 105
(antigo nº 25)
Bairro: Méier
Inauguração: 07/11/1963
Fechamento: 16/01/1977
Capacidade: variou em 450 e 650
lugares.
OBS: A partir de 17/01/1977 voltou a
ser Cine Méier. A partir de 01/07/1981 voltou a ser Bruni Méier.
Na década de 60 a palavra “Bruni” era
tratada como sinônimo de cinema. O padrão de suas salas era “jovem”, com “conforto
moderno”. Em uma década 12 cinemas “Bruni” foram inaugurados, alguns
aproveitando salas antigas, como o do Méier.
4) Cine Comodoro
Endereço: Rua Haddock Lobo nº 145
Bairro: Tijuca
Inauguração: 17/07/1967
Fechamento: 02/11/1988
Capacidade: 816 lugares.
Cheguei a ir a esse cinema umas poucas vezes. Numa delas, assisti à ópera-rock "Tommy", do conjunto "The Who". Numa outra, fui enganado pelo anúncio de jornal, entrei para ver um determinado filme, e quando percebi após os trailers começou a passar o nefando "Independência ou Morte", com Tarcísio Meira. Saí muito "pê" da vida do cinema. Paguei ingresso à toa.
5)
Cine Guarabu
Foto
tirada em 1982.
Endereço: Rua Sargento João Lopes nº
826
Bairro: Ilha do Governador
Inauguração: 20/04/1950
Fechamento: 14/05/1982. Depois Studio
Ilha de 11/06/1982 a 25/11/1984
Capacidade: 380 lugares
Os antigos comentaristas do “Saudades
do Rio” dizem que o fusquinha era do Celsão, o “Manitu”, fã incondicional da
Lucelia Santos.
6) Cine Guaraci
Foto
tirada em novembro de 1982.
Endereço: Rua dos Topázios nº 56
Bairro: Rocha Miranda
Inauguração: 10/02/1954
Fechamento: 03/01/1989
Capacidade: 1.379 lugares
Alice Gonzaga cita o Cine Guaraci
como “um palácio cinematográfico em grande estilo. A sala, uma das mais belas
da cidade, foi a única que combinou elementos de “art-nouveau” e “art-déco”.
7) Cine Irajá
Endereço: Avenida Monsenhor Félix nº
454
Bairro: Irajá
Inauguração: 1941
Fechamento: 12/06/1983
Capacidade: 1146 lugares
Segundo Alice Gonzaga, Vital Ramos de Castro, o mais bem
sucedido dos exibidores independentes, caracterizou-se por fazer cinemas de
fachadas simples, cujo padrão era uma suavização do "art décô",
trabalhando em cima de figuras geométricas básicas.
Não posso deixar de transcrever relatos do prezado “Irajá” a respeito deste cinema:
“A primeira lembrança é de entre os anos de 1949 a 1953, quando
o Cine Irajá ainda possuía tela quadrada e eram projetados filmes em preto e
branco como “O Monstro da Lagoa Negra”, “Roy Rogers’, ‘Zorro’, desenhos
animados do Mickey, chanchadas da Atlântica e a Atualidades Atlântica. Entre os
filmes brasileiros marcou-me o Tico-Tico no Fubá, deixando-me para sempre um
grande gosto pela valsa Branca. Mas o mais marcante em todos esses anos, foram
as sessões das quintas e sextas feiras da Semana Santa. Nestes dias, revestido
de muita pompa e contrição, era exibida a Vida de Cristo, versão ainda do
cinema mudo e com baixa sequência de quadros, o que fazia as pessoas caminharem
aos trancos, como nos célebres filmes de Carlitos. A época um bairro
tradicionalmente católico, nossos pais praticamente nos impunham assistir este
filme. O pior é que, considerando ser um dia de comedida alimentação, não nos
deixavam levar pipocas ou balas para a sala de projeção. Para completar,
exigiam-nos um estado contrição durante toda a exibição.”
“A segunda lembrança se faz quanto da reforma do cinema em início de 1954. Mês de férias e o cinema fechado foi um assunto de grande protesto para a garotada, privada que estava das suas boas tardes de domingo. Mas a espera foi compensadora. No dia da reabertura a fila ultrapassava a linha dos trens da Rio D’Ouro, o que fazia uma estranha interrupção da mesma, pois logicamente ninguém ficou sobre os trilhos. Os bondes chegaram cheios de gente de Vaz Lobo e de trem muitos vieram de Vicente de Carvalho e Colégio. Para mim foi um delírio: O primeiro sinal, o segundo sinal e ao terceiro, com luzes coloridas piscando nos abajures de gesso laterais, a projeção da logomarca do novo tipo de filme, em Cinemascope, sobre as pomposas cortinas vermelhas. De imediato a abertura desta cortina e já sob os aplausos, assobios e alguns berros da garotada, a apresentação de “O MANTO SAGRADO”.”
“A terceira foi quando eu e um colega de muitas aventuras, após semanas de expectativa, desde que fora anunciada a sua exibição, projetamos ludibriar o porteiro do Cine Irajá e assistirmos um filme para nós ainda proibido. Ambos tínhamos então 17 anos e meio, e o filme, tremendamente censurado, era proibido a menores de 18 anos. O velho porteiro já nos conhecia de muitas e muitas vezes pagando meia entrada e provando ter mais de 14 anos. Compramos inteira para não ter que apresentar a caderneta escolar. Ao passamos pelo porteiro e já entrando na sala de projeção ouvimos dele apenas: “Rapazes, por que vocês pagaram inteira?”. Sentamos e aguardamos ansiosos ouvindo alguns dos sucessos de Frank Sinatra. Veio o primeiro sinal, o segundo, o terceiro, as luzes piscando, a projeção sobre a cortina vermelha e esta se abrindo e... Fogo no topo da cortina, as labaredas se propagando, o tumulto, o calor intenso. Na fuga da sala uma mulher berrava: “Isso aqui virou um inferno”. Após a chegada dos bombeiros de Campinho, sentados na calçada do outro lado da rua assistindo o trabalho de combate ao incêndio, lendo o grande cartaz do cinema, nos ríamos ao limite da dor de barriga. Título do filme: A Caldeira do Diabo.”
8) Cine Marajá (antigo Mignon Cinema, de 1911)
Foto
tirada em 16/09/1982.
Endereço: Rua Ana Néri nº 910
Bairro: Engenho Novo
Inauguração: 25/01/1951
Fechamento: 31/05/1970
Capacidade: 628 lugares
9) Cine Palácio Campo Grande
Endereço: Rua Augusto de Vasconcelos
nº 139
Bairro: Campo Grande
Inauguração: 12/08/1962
Fechamento: 30/09/1990
Capacidade: 1749 lugares
OBS: Consta ter sido o maior cinema do Rio de Janeiro. Segundo Alice Gonzaga, jornais do bairro assim escreveram: “Agindo como porta-voz da população local, diremos que a nova casa de diversões decepcionou a todos. Arquitetura primária, de mau gosto, com fachada bastante feia, o novo cinema ganhou o apelido carinhoso de “armazém”. As cadeiras são de madeira (...), pois o proprietário acha o público campo-grandense pouco evoluído para desfrutar de poltronas estofadas.”
10) Cine Regência
Foto
do início dos anos 1990
Endereço: Avenida Ernani Cardoso nº
52
Bairro: Cascadura
Inauguração: 06/01/1956
Fechamento: (ainda em funcionamento)
Capacidade: 690 lugares
O Cine Regência foi o ponto de
partida para a grande cadeia de Livio Bruni. Depois dele arrendou o Rivoli,
Royal e o primeiro Mello. Pouco depois aconteceu o inevitável consórcio com
outros pequenos exibidores independentes, necessário à alavancagem de uma
grande empresa.
11) Cine Santa Cruz
Foto
tirada em 1994.
Endereço: Rua Felipe Cardoso nº 72
Bairro: Santa Cruz
Inauguração: 1924
Fechamento: fechou em 1979, virou um
tempo evangélico, reabriu no início dos anos 1990 e fechou novamente no fim
desse mesmo período.
Capacidade: 288 lugares
12) Cine São Geraldo
Endereço: Rua Alfredo Barcelos nº 572
Bairro: Olaria
Inauguração: 23/03/1949
Fechamento: 04/1991
Capacidade: 381 lugares
Alice
Gonzaga não registra, mas um morador da região afirma que antes teve o nome de
Cinema Oriente, e após o fechamento do Cine São Geraldo, funcionou no local a
danceteria Kremlin, e após o fechamento desta, a Academia do Pagode.
13) Cine Todos os Santos
Foto
dos anos 1980.
OBS:
Era conhecido como "Todinho" ou "Metro Todos os Santos"
(haja pretensão!!)
Endereço: Rua Getúlio nº 18
Bairro: Todos os Santos
Inauguração: 31/07/1944
Fechamento: 29/01/1984
Capacidade: 474 lugares
Foi adquirido por Roberto Darze que, com a decadência da cadeia Bruni, apresentava-se como opção para compra ou arrendamento. Foi um grande exibidor, por uma época. Associou-se à Horus Filmes, famosa distribuidora de filmes eróticos. Conseguiu driblar a censura e firmar o gênero, atuando no Cineac Trianon desde meados da década de 60. Assim se difundiriam os impagáveis títulos...
14) Cine Vitória Bangu
Endereço: Avenida Santa Cruz nº 1745
(antiga Estrada Real de Santa Cruz nº 231
Bairro: Bangu
Inauguração: 26/07/1928
Fechamento: 16/08/1981
15) Cine Fluminense
O Cine Fluminense em seus primeiros tempos.
Endereço:
Campo de São Cristóvão nº 105 (antigo nº 69)
Bairro: São Cristóvão
Inauguração: 17/12/1916, fechado para
reformas e reaberto em 19/03/1932
Fechamento: 31/05/1981 (virou estúdio
de televisão).
Capacidade: 1.500 lugares