FOTO 1: Como conta Dunlop, até 1856 não havia no Rio serviço organizado de combate ao fogo. Os incêndios eram extintos da maneira mais rudimentar possível, com voluntários em fila, baldes de água passando de mão em mão, toscas escadas para retirar moradores de prédios mais altos.
No ano de 1856 foi criado
o Corpo Provisório de Bombeiros da Corte.
Os avisos de incêndio
eram dados por três tiros de peça de artilharia de grosso calibre, disparados
do alto do Morro do Castelo, com intervalos de cinco minutos.
Para indicar a Freguesia
onde lavrava o fogo, o sino grande da igreja de São Francisco de Paula dava
badaladas convencionais: um toque (Sacramento), dois toques (São José), três
toques (Candelária), quatro toques (Santa Rita), cinco toques (Santana), seis
toques (Engenho Velho), sete toques (Santo Antonio), oito toques (Glória), nove
toques (Lagoa). Também o sino maior da freguesia onde havia o fogo repetia o
toque de incêndio de minuto em minuto.
FOTO 2: Postal da coleção de Klerman W. Lopes.Vemos a torre de exercícios do Quartel Central do Corpo de Bombeiros, na Praça da República.
O lema do Corpo de Bombeiros é "Vidas alheias e riquezas salvar”.
FOTO 3: Postal da coleção de Klerman W. Lopes. A fachada posterior do quartel dá para a Rua do Senado.
FOTO 4: Postal da coleção de Klerman W. Lopes. Foto de Malta.
A instituição, que viria a ser o 1º Corpo de Bombeiros do Brasil, foi criada pelo
Imperador Dom Pedro II, através do Decreto nº1775, de 02 de julho de 1856,
ainda na época do Brasil Império.
FOTO 6: Quartel de Bombeiros do Humaitá em 1910. Esta bela foto, enviada pelo Francisco Patricio, mostra uma região que ainda mantém muito de suas características de décadas passadas. Este quartel não mudou praticamente nada e é tombado. Acho que aquela casa lá em cima do morro também existe até hoje.
Já imaginaram, mesmo com o esforço de Lulu&Dudu, o quanto devia demorar até essas carroças chegarem ao local do incêndio?
Consta que a residência no alto do morro que se vê ao fundo é o Castelinho, antiga residência da família Barcelos. Dona Odete Barcelos a proprietária, era pintora e mantinha um atelier na parte baixa da encosta, na subida pela Rua Maria Eugênia ( em frente onde hoje é a entrada principal da Casa de Espanha). A este estúdio acorriam os escultores e pintores da época, estudantes interessados no convívio com os mestres e amigos.
O espaço também era destinado ao incentivo de outras artes, como o balé, por exemplo. Era chamado de "Escolinha da Dona Odete". Anos depois, já nas mãos dos herdeiros de Dona Odete, o espaço continuou a exercer sua função cultural, alí eram dadas aulas de Tae Kwon Do na década de 90, entre outras atividades.
FOTO 7: O Quartel da Tijuca, em foto enviada pelo Carlos Paiva. A esquina ao fundo é da Rua José Higino, quase esquina com Avenida Maracanã. À esquerda, fora da foto, junto ao muro, ficava a antiga 19ª Delegacia Policial (o Joel poderá confirmar).
FOTO 8: Vemos uma imagem do hoje desaparecido quartel da Primeira Zona do Corpo de Bombeiros, no Cais do Porto.
Em 1918, D. Rosa
Leopoldina Guimarães doa um terreno situado entre as antigas ruas Guimarães
Caipora, atual Bolívar, e Furquim Werneck, atual Xavier da Silveira,
destinando-a à construção de uma estação para o Corpo de Bombeiros.
Em 04 de março de 1920,
foi inaugurado em Copacabana o Quartel do Corpo de Bombeiros, com a primeira
designação de posto 11 – Copacabana, que, após, passou à denominação de
Destacamento 04 – Copacabana.
Em 1926 foi inaugurada a Praça Eugênio Jardim,
situada em frente ao Quartel de Copacabana. O nome da praça é uma homenagem
póstuma ao Major Bombeiro Militar Eugênio Rodrigues de Morais Jardim,
ex-Comandante do Corpo de Bombeiros.
Situado na Rua Xavier da
Silveira, 120 – Copacabana, os bombeiros deste quartel participaram de episódios
relevantes tais como: “Os 18 do Forte”, em 1922, incêndio do prédio da Boate
Vogue, em 1955, deslizamentos e desabamentos provocados pela enchente de 1966,
incêndio no Centro de Convenções do Hotel Nacional, em 1977, deslizamentos no
Morro do Pavão-Pavãozinho em 1983.
Ao longo destes anos, a
arquitetura do quartel se mantém preservada em suas características.
FOTO 13: Nesta foto da Escola de Aviação Militar, de 1934, dá para ver um pedaço do "Caminho do Caniço" ainda aberto. É anterior à abertura do Corte do Cantagalo.
A seta vermelha assinala o prédio do Corpo de Bombeiros de Copacabana.
FOTO 14: Em foto de 1966 vemos o prédio do Corpo de Bombeiros de Copacabana.
Se a tia Lu aparecer por aqui ela poderá explicar o que aconteceu quando estacionou o carro na Praça Eugenio Jardim, como o fusca à direita, esqueceu de deixar engrenado e de puxar o freio de mão: adianto que, por incrível sorte, em determinado momento, o carro desceu de ré, atravessou a rua sem bater em nada e parou na calçada oposta...
FOTO 15: Vemos o Pavilhão dos Bombeiros na Expo de 1908 na Praia Vermelha.
FOTO 16: Fotografia da Praça São Salvador tomada a partir da Rua Esteves Júnior. À esquerda, o antigo prédio do Corpo de Bombeiros.
FOTO 17: Cartão Postal da Expo de 1908.
FOTOS FINAIS (CARROS ANTIGOS DE BOMBEIROS)







































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