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segunda-feira, 17 de junho de 2024

PETECA

 

FOTO 1: Nesta foto podemos ver ilustres comentaristas deste espaço, em animado jogo de peteca na Praia de Copacabana. Eram todos sócios da S.E.M.P.R.E. (Sociedade Etílico-Marítima de Peteca Recreativa e Esportiva), com sede no Bar Alcazar, na esquina da Av. Atlântica com a Rua Almirante Gonçalves.

Seus sócios faziam demonstrações por toda a Praia de Copacabana, os rapazes exibindo seus corpos atléticos e as moças a sua beleza. Toda a moda para trajes de banho, lançada a partir dos anos 50, era exibida em desfile nos salões do Copacabana Palace e, a seguir, era feito um jogo de exibição na areia, como pode se ver na foto acima.

Segundo o Decourt, a foto foi obtida bem da esquina da Rua Xavier da Silveira. A casa com varandas aparentemente em estrutura metálica, que aparece parcialmente na extrema esquerda da foto é onde fica o prédio onde o Brizola morou. A quarta casa, sempre partindo da esquerda, é onde hoje fica o edifício Embaixador, um dos marcos da arquitetura “art-déco” carioca e que seria construído apenas 4 anos após essa foto ser tirada. A construção que aparece bem à direita da foto é dos edifícios Lellis e São Paulo, na esquina com a Rua Barão de Ipanema. 


FOTO 2: Segundo registro dos historiadores portugueses quando chegaram ao Brasil, a peteca era praticada pelos índios como forma de manifestação cultural. O tempo foi passando e ela evoluiu, deixando de ser somente lazer e recreação e passou a ser esporte de rendimento em 1975, de acordo com a Lei sancionada pelo Conselho Nacional de Desportes - CND.


FOTO 3: Algumas fontes garantem que o jogo com petecas é de origem indígena e desde antes do descobrimento do Brasil já era um jogo muito praticado pelos índios como atividade esportiva para ganho de aquecimento corporal durante o inverno. O nome peteca é de origem Tupi (pe’teca – bater com a mão). Em todas as festas e rituais das tribos indígenas, a peteca estava presente.

Outras fontes garantem que a peteca nasceu no Oriente e é muito popular em países como Coréia, Japão e China. 


FOTO 4: Também em Ipanema havia muitos praticantes do jogo de petecas. 

Historiadores contam: "Quis o destino que, nos jogos da V Olimpíada, realizados na Antuérpia, capital da Bélgica, em 1920, a título de recreação, os brasileiros que pela primeira vez participavam de uma Olimpíada, levassem petecas, atraindo numerosos atletas de outros países, interessados na sua prática. Revela-nos o registro da época, que o Dr. José Maria Castelo Branco, chefe da Delegação Brasileira, viu-se, momentaneamente, embaraçado pelos insistentes pedidos de regras formulados por finlandeses que, evidentemente, demonstravam interesse pela nova atividade desportiva. Coube a Minas Gerais a primazia de dar-lhe sentido competitivo, realizando jogos internos nos clubes pioneiros de BH."


FOTO 5: Havia várias possibilidades de se jogar peteca na praia. A mostrada acima era mais rara, com duas redes paralelas, lembrando um pouco o jogo de vôlei.

Outra forma era de se jogar numa quadra demarcada na areia com fitas, 3 contra 3, sem a rede, com direito a 3 passes entre os jogadores, devendo a peteca cair nos limites do campo adversário para se fazer um ponto.

Uma forma mais vigorosa era também 3 contra 3, ficando os jogadores em linha, separados por alguns metros, atirando com força a peteca, um time contra o outro até alguém errar.

Há alguns anos não vejo mais ninguém disputando jogos de peteca na praia.


FOTO 6: A foto mostra o grande empreendedor mineiro Joaquim Rolla, aquele dos cassinos, entre outras atividades, grande entusiasta do jogo de peteca. Jogava na Urca ou no Posto 2, em Copacabana. Era muito amigo do Conde di Lido, outro craque deste esporte.

Segundo o saudoso General Miranda, um dos fundadores da S.E.M.P.R.E. (Sociedade Etílico-Marítima de Peteca Recreativa e Esportiva), adepto e praticante diário deste esporte, a peteca ideal deve ter, na base, o diâmetro de 0,050m a 0,052m. Na altura ter 0,20m, incluindo as penas. De peso, de 40 a 42 gramas aproximadamente. As penas devem ser brancas, em número de 04 (quatro), formando um diâmetro de 0,04 a 0,05m. O material da base deverá ser de borracha, em camadas sobrepostas.

Se você não for um profissional como o nosso General, pode fazer uma peteca com palhas secas de milho e algumas penas de galinha, como é habitual entre os tijucanos: rasgue as primeiras palhas em tiras estreitas que se vão dobrando e enrolando, alterando o sentido de cada uma. Quando esse "miolo" atinge a forma de uma almofada com mais ou menos dois dedos de tamanho, envolva-o com tiras mais largas, que se cruzam em diversas direções, cujas pontas ficam seguras na mão esquerda. Torce-se e amarra-se uma tira estreitinha formando-se um anel sobre o qual se passam, dobrando-as ao meio, um número de palhas suficiente para cobrir-lhe a circunferência. Aplica-se em seguida esse anel ao fundo da peteca juntando-se as pontas ao maço formado anteriormente. Já depois de colocado, aperfeiçoa-se o trabalho guarnecendo-se ainda mais o anel, de modo a recobrir completamente o volume todo. Ajusta-se bem o conjunto e amarra-se fortemente a base do maço de pontas, estando pronta a peteca.


FOTO 7: Vemos a torcida do "Copacabana Peteca Clube", cuja quadra era no Posto 2 da Praia de Copacabana. Não consegui confirmar se o Conde di Lido fazia parte da diretoria deste clube. 

Fontes: Revista O Cruzeiro, José Medeiros, Jean Manzon, Federação Brasileira de Peteca.

sexta-feira, 14 de junho de 2024

CIRCUITOS DE RUA - QUINTA DA BOA VISTA


 Traçado do Circuito Quinta da Boa Vista.


Circuito da Quinta da Boa Vista em 1950 com Aurelio Ferreira, um dos favoritos, perseguido pelo paulista Francisco Marques.


Circuito da Quinta da Boa Vista em 1957, onde participaram Juan Manuel Fangio e Chico Landi. Fangio sobrou nesta prova, pois perdeu duas marchas, foi penalizado com um minuto por queimar a largada, mas mesmo assim levou sua Maseratti 3000 à vitória.  


O percurso da prova do Circuito da Quinta da Boa Vista tinha cerca de 2km e, em alguns trechos, a velocidade chegava a espantosos 100km/h.

Os mais antigos do SDR se lembrarão do Etiel, que nos contou que teve o prazer de assistir a esta corrida, chamada de GP do Rio de Janeiro. Disse que comemorou a vitória de Fangio. Em segundo lugar chegou o italiano Gino Muraron. O piloto brasileiro Chico Landi, pilotanto um Porsche, abandonou a prova por problemas com o carro. Chico já havia corrido uma prova preliminar, o GP Prefeito Negrão de Lima, onde tinha sido o vitorioso.





quarta-feira, 12 de junho de 2024

FAB - ESQUADRILHA

 

Há alguns dias a prezada Conceição Araujo publicou esta fotografia da "Brasiliana Fotográfica", que tinha como legenda : "Esquadrilha de Ligação e Observação (1ª ELO) - Praia de Copacabana. Data: 1956. Museu Aeroespacial." 

Fui, então, nos arquivos da FAB - Força Aérea Brasileira, buscar mais informações sobre o assunto.

Descobri que a "Primeira Esquadrilha de Ligação e Observação (1ª ELO)" foi uma unidade aérea criada em 1944 na estrutura da Força Aérea, composta por militares da FAB e do Exército Brasileiro, para atuar na Itália, durante a 2ª Guerra Mundial. Terminada a guerra em 1945, na Itália mesmo a Esquadrilha foi extinta.

Passada a guerra e dez anos após a sua extinção, a 1ª ELO foi recriada, por intermédio do Decreto nº 38.295, de 12 de dezembro de 1955. 

Sua sede era o histórico Campo dos Afonsos, berço da aviação militar brasileira, no Hangar Sargento Menezes, situado entre o Cassino dos Oficiais da Escola de Aeronáutica e a Sala de Tráfego. 

Era subordinada ao Comando Aerotático Terrestre (CATTER), Unidade incumbida da coordenação do apoio às Forças de Superfície. 

A Esquadrilha era equipada inicialmente com os Piper L-4H e os Cessna L-19A Bird Dog. Os Piper L-4H voaram na 1ª ELO de 1956 até 1959, quando foram desativados e destinados ao Departamento de Aeronáutica Civil (DAC), para serem entregues aos aeroclubes. 

Neste ano de 1956, o "Correio da Manhã" noticiava "A inauguração das novas instalações da "1ª Esquadrilha de Ligação e Observação". Esta nova unidade é uma das mais jovens da Força Aérea Brasileira e tem como principal finalidade o cumprimento das missões de cooperação com as forças terrestres"."

Com a desativação dos L-4H, foram recebidos os Neiva L-6 Paulistinha, os Cessna L-19A/E Bird Dog, os helicópteros Bell H-13G e H-13H e os Neiva L-42 Regente ELO.

Fonte: https://www2.fab.mil.br/incaer/images/eventgallery/instituto/Opusculos/Textos/opusculo_Olho_Nele.pdf

E VIVA A FAB!


segunda-feira, 10 de junho de 2024

PEDRA DO INHANGÁ



FOTO 1: Foto do início do século XX  quando a Av. Atlântica começou a ser construída. Vemos a Pedra do Inhangá indo até próximo ao mar. Incialmente tentou-se contornar a pedra, mas as precárias pistas da avenida ficaram tão próximas da água que em poucos meses a pedra ganhava seu primeiro corte. Com a duplicação da avenida em 1919 as pedras onde o cidadão se encontrava sumiram de vez, pois com a avenida de 6 metros elas ainda se projetavam bem para a areia.



FOTO 2: Outro ângulo da Pedra (Morro) do Inhangá em foto do acervo IMS.


FOTO 3: Postal de Erich Joachim Hess do acervo do meu amigo Klerman Wanderley Lopes. Vemos a parte compreendida entre o Leme e a Pedra do Inhangá que, na época (início do século XX) ia até a areia, dividindo a atual Praia de Copacabana em duas partes : a Praia do Leme e a Praia de Copacabana propriamente dita (que ia da Pedra do Inhangá até o Posto 6). Pode-se observar, ainda com piso de terra, a Avenida N.S. de Copacabana, a Rua Ministro Viveiros de Castro e a Rua Barata Ribeiro. Neste trecho, a partir da década de 1920, seria construído o hotel Copacabana Palace.

A Praia de Copacabana chamou-se, no passado, Sacopenapã. E também Areal, Pitangueiras e Cristóvão Colombo, este nome restrito ao atual Posto 6 e citado numa planta de 1877 do engenheiro Alexandre Speltz ("apud" C.B.Gaspar).

A Ministro Viveiros de Castro ainda era chamada de Rua Buarque, por ter sido aberta em terrenos do filho do Conselheiro Buarque de Macedo. Só mudou de nome em 1928 .Acho que aquela construção na beira da praia, com duas torres, era a casa dos Bernardelli.



FOTO 4: Nesta foto de Malta vemos as obras de retirada de uma das pedras do Morro do Inhangá. As pedras começaram a ser cortadas nos anos 10 do século XX para a retificação da Av. Atlântica. Depois da construção do Copacabana Palace nos anos 20 foram ainda mais recortadas para a construção da piscina do hotel. E, nos anos 50, mais ainda para a edificação dos edifícios Chopin, Balada, Barcarola e Prelúdio.



FOTO 5: Eram três os morrotes do Inhangá. Hoje somente resta o maior, cercado por casas e edifícios. Fica entre a N.S. de Copacabana e a Barata Ribeiro.
Os outros dois ficavam mais próximos à praia. Um ao lado do Copacabana Palace, onde hoje ficam o Ed. Chopin, a piscina e o anexo do Copa e o outro entre República do Peru e Fernando Mendes. Ainda podemos ver os restos do morrote no miolo do quarteirão, onde há um anexo da Escola Municipal Cícero Pena.


FOTO 6: Vemos o Copacabana Palace e, à esquerda, parte da Pedra do Inhangá já retirada para a construção da piscina. À direita, a Rua Ronald de Carvalho. 


FOTO 7: Outro postal, este de Holland. Como o mar ficava perto da Av. Atlântica.


FOTO 8: Em mais um lindo postal do Acervo de Klerman Wanderley Lopes, vemos a Copacabana dos anos 30. O Hotel Copacabana Palace reina, isolado, no trecho vizinho à Pedra do Inhangá, que ainda alcançava a orla. A parte de Copacabana entre a Pedra do Inhangá e o Posto 6 já tinha muitas construções enquanto a parte de cá da Pedra do Inhangá ainda estava despovoada. A Rua Barata Ribeiro, de terra, pode ser vista em primeiro plano.



 FOTO 9: Os grandes prédios do Lido já se destacam junto ao Copacabana Palace.


FOTO 10: Foto de Alberto Bahiana, publicada por sua filha Ana Bahiana. Vemos uma  bela tomada da Rua Fernando Mendes com Av. Atlântica, em 1939, onde vemos a Pedra do Inhangá à esquerda. 



FOTO 11: Esta foto de Malta, enviada pelo prezado amigo Zé Rodrigo, mosta a Rua 9 de Fevereiro (ataul República do Peru) com a Pedra do Inhangá à direita. Foto de 1928.



FOTO 12: Esta montagem apresenta dois fotogramas do excelente filme de propaganda da Coca-Cola, garimpado pelo Nickolas Nogueira. São de meados da década de 1950.

Nesta primeira foto destaca-se o anúncio da Coca-Cola (a Cr$ 1,50) e a própria pedra do Inhangá que ia até a Av. Atlântica. Além do “out-door” da Gordura de Côco vemos um automóvel Ford 1946/1947.

Na outra foto já temos uma visão maior do Copacabana Palace e, mais atrás, provavelmente a construção do prédio do Hotel Excelsior. A pedra, que já tinha sido demolida no seu trecho até a areia, nesta época sofreu mais uma grande demolição para a construção dos edifícios Chopin, Prelúdio, Balada e Barcarola, inaugurados em 1956.

Este terreno da Pedra do Inhangá foi duramente disputado por D. Mariazinha Guinle, proprietária do Copacabana Palace e o empresário polonês Henryk Alfred Spitzman Jordan, que pretendia construir quatro prédios no local. A briga foi feroz e o polonês levou a melhor. D. Mariazinha não se conformou e pretendia construir um muro na lateral do hotel para tirar a vista dos prédios. O empresário ameaçou colocar as cozinhas e áreas de serviço voltadas para o muro. Finalmente foi selada a paz e as partes chegaram a um acordo. Henryk construiu os prédios e foi morar na cobertura do Chopin, em companhia da sua mulher brasileira Josefina Jordan, definida por Ibrahim Sued como a grande locomotiva da nossa Alta Sociedade.



sexta-feira, 7 de junho de 2024

CASA NO FLAMENGO

Há algumas postagens que são tão estupendas que o melhor é republicá-las tal como foi feita pela autora, Conceição Araujo, e deixar todos verem uma maravilha do Rio de antigamente. Além de parabenizar a grande pesquisadora do Rio Antigo.

"A primeira coisa que reparei nessa casa, construída pelo escritório Freire & Sodré, foi que ela era vizinha ao Castelinho Francês projetado em 1912 pelo arquiteto Heitor de Mello, de pé até nossos dias, na Avenida Oswaldo Cruz, nº 4. 

Segundo o site O Rio que o Rio não vê, o castelinho pertencia a Eduardo Otto Theiler, proeminente advogado brasileiro, falecido em 1967. 

Para localizar a casa do post, comparei três imagens: um postal de 1910, outro dos anos 30, e, finalmente, uma vista aérea da região, datada de 22-01-1936, do Museu Aeroespacial. 

Observando o postal de 1910, vemos que o lote vizinho ao do castelinho era ocupado por uma casa. No postal dos anos 30, a casa do post substituiu a primeira. Porém, ela teve vida breve: o lote viria a ser ocupado por dois prédios, que existem ate hoje. O primeiro aparece construído na imagem aérea de 1936: Edificio Lucindrade, Av. Oswaldo Cruz, nº 12. O segundo, Edifício Correa do Lago, Rua Samuel Morse, nº 12, já aparece no PAA/PAL 4313, dos anos 40."

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segunda-feira, 3 de junho de 2024

RALLIES

O texto de hoje merece uma checagem por parte de nossos especialistas como o Gustavo Lemos, o Rouen ou Obiscoitomolhado, pois fala sobre “rallies”.

De um modo geral, cada veículo participante deve ter um piloto e um navegador – este último é o passageiro responsável por guiar o motorista pelo percurso estipulado pela organização da prova, informando sobre a existência de curvas, obstáculos, buracos ou qualquer outra coisa que impacte na condução do veículo.

Há “rallies” de regularidade e de velocidade.

Como o próprio nome já diz, no “rally” de regularidade ser rápido não é fundamental: o objetivo é manter-se dentro do tempo e do percurso estipulados pela organização em cada trecho. Todas as informações estão contidas em um caderno chamado de livro de bordo. Cada linha contém distância a ser percorrida, média horária estipulada e caminho a ser seguido. Cabe ao navegador ler e interpretar as informações, repassando-as ao piloto.

Os tempos são registrados em vários postos de cronometragem espalhados pelo percurso e a dupla competidora é penalizada caso passe por estes postos antes ou depois do número informado na planilha. Normalmente o odômetro do veículo é zerado a cada parada realizada. O tempo registrado é comparado com o tempo ideal e cada décimo de segundo atrasado representa a perda de um ponto. Passagens adiantadas são penalizadas com dois pontos por décimo de segundo.

Há três categorias: novatos, turismo e master.

No “rally” de velocidade, modalidade mais desafiadora do esporte a motor, utilizando carros de produção preparados com todos os itens de segurança determinados pela FIA – Federação Internacional de Automobilismo, piloto e navegador percorrem diversos trechos em estradas vicinais chamados de especiais. Vence a dupla que completar a soma de todos os trechos no menor tempo. 


Este é um dos concorrentes de um "rally" acontecido em 1959, embora estivesse programado para ser no ano anterior, como parte das comemorações do 4º aniversário da Manchete Esportiva, em 1958. 

Foi adiado, pois o homenageado, Francisco Pignatari estava na Europa na data inicialmente marcada. O percurso seria da praça em frente à redação da Manchete até o Copacabana Motor Clube, na Barra da Tijuca.  O troféu tinha o nome de Francisco Pignatari. 

A prova seria disputada num percurso de 33.500 metros e a partida seria dada de minuto em minuto, por carro. Haveria só uma prova para os carros de todas as categorias, sendo que a média para cobrir todo o percurso seria de 40km/h. Haveria um posto de controle, sendo que nenhum concorrente poderia parar um quilômetro antes do referido posto ou da chegada, sob pena de desclassificação.


Esta foto mostra um "rally" de lambretas. Ao fundo ficava a redação da Manchete.

O percurso era: da porta da Manchete, então à Rua Frei Caneca nº 511, Rua Neri Pinheiro, Av. Presidente Vargas, Rua Uruguaiana, Largo da Carioca, Av. Almte. Barroso, Av. Rio Branco, Praça Paris, Praia do Russel, Praia do Flamengo, av. Oswaldo Cruz, Praia de Botafogo, Túnel do Pasmado, Túnel Novo, Av. Princesa Isabel, Rua Ministro Viveiros de Castro, av. Prado Júnior, Av. Atlântica, Rua Francisco Otaviano, Praia do Arpoador, Av. Vieira Souto, Av. Delfim Moreita, Av. Niemeyer, São Conrado, Estrada do Juá (grafia da época), Largo da Barra, Ponta da Barra, Circuito da Barra, seguindo em direção à praia, Av. Litorânea e, contornando o circuito da Barra, sede do Copacabana Motor Clube.

Aspecto do "rally" de 1958/1959 com os carros na Barra da Tijuca. O controle técnico da prova, que teve por base a média horária de 40 km, foi exercido pela Comissão Esportiva do Automóvel Clube do Brasil, presidida pelo desportista Francisco Perdigão.


Esta fotografia foi enviada pelo prezado Gustavo Lemos. Veio junto com o seguinte texto:

"O mais longo “rally” já realizado até hoje aconteceu em 1970, comemorando a Copa do México. O jornal Daily Mirror foi o organizador da prova. A Inglaterra na época era a campeã mundial de futebol e os ingleses já comemoravam antecipadamente o bicampeonato. Eu próprio constatei isso ao acompanhar a prova quando de sua passagem pelo Rio e via a empáfia dos jornalistas ingleses. O “rally” partiu do Estádio de Wembley, percorreu vários países da Europa e os carros foram embarcados de navio para o Rio. A foto mostra os carros no porto. Eram 96 carros, mas somente cerca de 30 concluíram a prova que terminou no Estádio Azteca a poucos dias do início da Copa. A prova foi vencida por um Ford Escort inglês. Só que as coisas não deram muito certo para eles no futebol."


Esta foto é do "Rally da Juventude", realizado em 1972. O patrocinador principal foi a fábrica de chocolates "Garoto". 

Nesta mesma época J.B. Tanko realizou um filme com este nome "Rally da Juventude", com Antonio Marcos, Norma Suely, Tião Macalé e Wilson Grey.


Rally dos 1000 Km Fluminenses/1972. Meu pai e eu, Gustavo Lemos, vencemos o Prime desta prova e ganhamos um belo troféu. Este carro no Postinho era conhecido como "Viúva Negra".


E para terminar, uma reportagem do Correio da Manhã de 01/02/1964, garimpada pelo Tiago Bandeira, sobre um "Rally" de 167 km, no Rio.