Total de visualizações de página

segunda-feira, 1 de julho de 2024

HOTEL GÁVEA

 

Com esta polêmica foto publicada na "Manchete" e que provoca intensas discussões sobre se está espelhada ou não, voltamos ao tema do Gávea Tourist Hotel por conta de uma mensagem que a tia Milu me enviou.


Na década de 1960 a Companhia Califórnia de Investimentos 

lançou o Gávea Tourist Hotel com o "slogan" ...e o sonho se 

realizou entre o mar e a montanha.

Entretanto, o sonho virou um pesadelo. As obras foram 

paralisadas há mais de 60 anos devido à falência da 

incorporadora. 

O prédio de 11 andares, projetado para ter 40 apartamentos de 

23 metros quadrados cada um, ocupa uma área de quase 22 mil 

metros quadrados na Estrada da Canoa nº 2041.

Começou a ser construído em 1953 pelo arquiteto Decio da Silva 

Pacheco.


O hotel fica num local privilegiado, com belíssima vista para o 

mar, encravado no meio de luxuriante floresta. Durante alguns 

anos, na década de 60, chegou a funcionar ali o Sky Terrade Bar,

um bar-boate.

Muitos investidores, como meu "velho", perderam dinheiro ao 

comprar cotas deste empreendimento. Foram vendidas 1520 

cotas, que davam direito a ali se hospedar durante parte do ano.



Por volta de 1960, com parte do prédio construído, passaram a acender vários quartos, formando as letras ""GTH". Os banheiros já estavam com peças hidráulicas instaladas e pelo menos um dos elevadores foi posto em operação para levar o público ao Sky Terrace.



Aparentemente o empreendimento foi vitimado por excesso de esperteza. Muito mais cotas do que o volume autorizado foi vendido de forma que a soma dos valores das cotas ultrapassava o possível valor futuro do imóvel ou da empresa operadora.

A construção ficou totalmente abandonada por esses anos todos e foi parcialmente invadida por desocupados.


A administração da cidade ou eventuais proprietários pouco fizeram neste século para acabar com este esqueleto horroroso. A cidade mudou, a legislação para construções é alterada a todo momento, a violência se instalou e a viabilidade de aproveitamento do local ficou no ar.


A vista do local, apesar da construção dos arranha-céus de São Conrado, continua linda.


Eis então que surge a notícia enviada pela tia Milu:
A empresa Valeria Gontijo Arquitetos comunica que "Faremos o projeto do novo Hotel da Gávea no Rio de Janeiro!!!!!

No coração da Floresta da Tijuca, uma edificação em concreto rasgando o verde da mata, com vista para a praia de São Conrado. Com projeto original do arquiteto Décio da Silva Pacheco, que em 1953 desenhou o edifício quando a arquitetura moderna brasileira ganhava prestígio internacional, com nomes como Lucio Costa, Affonso Reidy e Oscar Niemeyer.

Um hotel que adota os princípios da arquitetura moderna, como planta sobre pilotis, pavimento livre, terraço-jardim e janela em fita. Os pilotis com colunas em “V”, sob um prisma vertical de 15 pavimentos, com rígida ortogonalidade.

O edifício é vizinho à Casa das Canoas, residência projetada em 51 por Oscar Niemeyer, e onde ele mesmo morou por muitos anos.

A volta desse empreendimento icônico foi anunciada algumas vezes, mas agora, finalmente, vai sair do papel. Estamos muito felizes de compartilhar com vocês que seremos responsáveis pela arquitetura desse projeto.

We will design the new Hotel da Gávea in Rio de Janeiro!!!!!

In the heart of the Tijuca Forest, a concrete building through the lush greenery, offering views of São Conrado beach. The original project was designed by architect Décio da Silva Pacheco in 1953, a time when Brazilian modern architecture was gaining international prestige, with names like Lucio Costa, Affonso Reidy, and Oscar Niemeyer.

The hotel embraces the principles of modern architecture, such as pilotis, an open floor plan, rooftop gardens, and ribbon windows. The pilotis will feature V-shaped columns beneath a vertical prism of 15 floors, with strict orthogonality.

The building is also adjacent to Casa das Canoas, a residence designed by Oscar Niemeyer in 1951, where he lived for many years."

Não deixa de ser uma ótima notícia para o Rio, mas vamos esperar para ver.

sábado, 29 de junho de 2024

 

OS POUCO FAMOSOS (Primeira parte), por Helio Ribeiro

São muitos os cantores e cantoras nacionais que fizeram sucesso no passado. Maior ainda é a quantidade dos que nunca fizeram parte do panteão dos famosos. Esta postagem cita alguns deles. Fonte Wikipedia. Alguns dos textos aqui estão muito resumidos em virtude da extensão deles no original. 

Além disso, como costumo fazer, acrescento observações ou comentários meus.

 

WILMA BENTIVEGNA (17/07/1929 – 02/07/2015)


Começou a carreira aos nove anos no programa “Clube do  Papai Noel” e foi a primeira cantora a se apresentar na TV Tupi. Especializou-se em versões de músicas estrangeiras de sucesso na época. “Hino ao Amor” (“Hymne à l’Amour”, sucesso de Edith Piaf), gravada em 1959, tornou-a nacionalmente conhecida. Ganhou alguns prêmios, participou de novelas e do filme “Custa Pouco a Felicidade”, de Geraldo Vietri, em 1952.

Morreu de insuficiência respiratória. Era depressiva e quase não saía de casa.

 

DALVA DE ANDRADE (02/04/1935)


Revelou-se no programa “Pescador de estrelas”, do radialista Arnaldo Amaral. Em 1955 ganhou menção honrosa na categoria “Revelação feminina” do crítico Sylvio Tulio Cardoso. Seu maior sucesso foi “Serenata Suburbana”, de 1960, uma guarânia do compositor pernambucano Capiba.

Afastou-se da carreira artística em meados na década de 1960, em virtude de problemas auditivos.

 

VANJA ORICO (15/11/1931 – 28/01/2015)

Surgiu no cenário artístico cantando “Mulher rendeira” no filme “O Cangaceiro”, de Lima Barreto, 1953, premiado no Festival de Cannes, trazendo a Vanja o reconhecimento internacional e permitindo-lhe apresentações na Europa, África, Caribe e EUA. Gravou discos na França, foi recordista de vendas no Brasil e capa de várias revistas da época.

Participou de vários filmes do Ciclo do Cangaço. Além do citado “O Cangaceiro”, fez papel em “Lampião, o Rei do Cangaço” (1964), “Cangaceiros de Lampião” (1967) e “Jesuíno Brilhante, o cangaceiro” (1972).

Também fez papel em filmes internacionais, como nos italianos “Luci del varietà”, de Fellini, em 1950, e “Yalis, la vergine del roncador”, 1955, e no alemão “Die Windrose”, também de 1955.

A canção que me fez lembrar da Vanja foi “Prenda minha”, tradicional gaúcha, gravada junto com o Trio Nagô, que tocava nas rádios e que eu aprecio muito.

Eu sempre desconfiei do nome Vanja, pois em vários idiomas a letra J tem som de I e então Vanja seria pronunciado como Vânia, diminutivo do nome masculino russo Ivan, o nosso João.

Nos últimos anos Vanja sofria de Mal de Alzheimer, porém morreu de câncer de intestino.

 

JOÃO DIAS (12/10/1927 – 27/11/1996)

Começou a carreira artística em 1948. No ano seguinte foi para a Rádio Bandeirantes. Em 1951 gravou seu primeiro disco pela Odeon. Passou por várias gravadoras, como Copacabana e CBS, porém a maior parte de suas músicas foi lançada pela Odeon. Também trabalhou na TV e rádio Tupi e fez apresentações em várias outras emissoras de televisão. Passou a apresentar um programa na Rádio Nacional aos domingos, em 1953, conquistando grande popularidade. Em 1955 o programa passou para o horário antes ocupado durante vários anos pelo de Francisco Alves, de quem era grande amigo.

Foi o idealizador e responsável pela Lei de Direito Conexo, regulamentada em 1968, que garantiu ao intérprete receber direitos pela execução posterior de suas gravações, o que anteriormente só era garantido aos autores.

Ao todo lançou pela Odeon seis LP’s e um pela Copacabana, além de lançar dois a três discos por ano. Considerado “o herdeiro de Francisco Alves”, também era conhecido como “O Príncipe da Voz”.

No ano em que faleceu dirigia a SOCIMPRO (Sociedade Brasileira de Intérpretes e Produtores Fonográficos).

Ao longo dos 45 anos de carreira gravou cerca de 320 músicas em LP’s, discos de 78rpm e CD’s.

A música de João Dias que me marcou foi o tango “Cantando”.

 

MARIA LÚCIA GODOY (02/09/1924)

Mais conhecida como cantora lírica, é considerada a maior intérprete de Villa Lobos, porém interpretou várias canções populares, de autores como Tom Jobim, Chico Buarque de Holanda, Milton Nascimento, Hekel Tavares e outros.

Especializou-se no canto lírico graças a uma bolsa de estudos na Alemanha, fazendo recitais em vários países. Venceu vários concursos e ficou como solista principal do Madrigal Renascentista, cujo regente era Isaac Karabtchevsky, com quem foi casada.

É considerada uma das maiores cantoras brasileiras de sua geração, aliando exímia técnica vocal a dons de interpretação. Bidu Sayão a considerava sua única sucessora.

Cantou no traslado dos restos mortais de Dom Pedro I para o Brasil, no Mosteiro dos Jerônimos, em Lisboa. Também apresentou-se durante a inauguração de Brasília, convidada pelo presidente Juscelino Kubitschek. No enterro de Glauber Rocha interpretou as “Bachianas Brasileiras número 5”, de Villa Lobos.

Foi condecorada com a Grã-Cruz da Inconfidência e com a Medalha de Honra da UFMG. Recebeu o título de Doutor Honoris Causa da mesma UFMG, em 2016.

Lembrei-me dela através da música “Fiz a cama na varanda”.

 

NÚBIA LAFAYETTE (21/01/1937 – 18/06/2007)

OBS: Confesso ter ficado impressionado com a beleza da Núbia, ao menos durante sua juventude. Não conhecia nenhuma foto dela.

Nascida Idenilde Araújo Alves da Costa, ficou conhecida pelo nome Núbia Lafayette. Originária de Açu, no Rio Grande do Norte, sua família mudou-se para o Rio de Janeiro quando ela estava com três anos de idade. Começou a se apresentar em programas infantis aos oito anos de idade.

No final da década de 1950, com o nome artístico de Nilde Araújo, iniciou sua carreira artística, ao se apresentar no programa “A Voz de Ouro”, da TV Tupi, cantando músicas da época. Trabalhava como vendedora nas Lojas Pernambucanas. Foi crooner da boate Cave do Rio e estreou cantando Dalva de Oliveira.

O nome artístico Núbia Lafayette foi sugestão de Adelino Moreira, em 1960, quando a levou para a gravadora RCA, com apoio de Nelson Gonçalves. Seu primeiro disco foi lançado nesse mesmo ano, com a canção “Devolvi”, de Adelino Moreira, projetando-a como cantora popular e romântica.

Durante toda sua vida participou de apresentações esporádicas e de programas especiais.

Lembrei-me dela através da música Kalu, de Humberto Teixeira e sucesso de Dalva de Oliveira, em 1952.

Morreu de AVC em 2007.

 

------------  FIM  DA  POSTAGEM  ------------

O "Saudades do Rio" mais uma vez agradece a colaboração do Helio.

 

 

quinta-feira, 27 de junho de 2024

TURISMO NO RIO

 

A foto de hoje mostra um carro turístico em frente ao Teatro Municipal. É o precursor dos jipes que temos hoje em dia levando os turistas dos hotéis para passearem pelo Rio.

O grupo elegante está pronto para um passeio da Dahmens Auto-Excursões (a empresa de Paulo Dahmen estava registrada como Dahmen´s Auto-Excursions). 

Qual seria o trajeto?

O motor tinha que ser bem pesado para suportar a discrepância de carga nos entre-eixos do veículo. Subir ladeiras, nem pensar! 

Segundo um "expert", o veículo da foto tem todas as características do TIDAHOLM TSLO TRUCK, que fornecia as unidades para uso de ônibus, carros de bombeiros,etc.Como ônibus podiam transportar de 21 a 33 pessoas. Em 1929 dispunham de um modelo com potente motor de 6 cilindros e 90 HP. Em 1932 já tinham alcançado a potência de 115 HP. O seu país de origem é a Suécia. A Tidaholm forneceu suporte técnico para a Volvo e para a Scania, ambas suecas. 

No "Jornal do Brasil" da década de 1920 há algumas referências a estas excursões. Num anúncio pede-se a quem encontrou uma pasta esquecida que entre em contato com o Hotel Continental. Noutro buscava-se um "angariador de passagens" e um "chauffeur mecanico que compreenda concertos da machina, com boas referencias de sua conducta e que tenha muita pratica. Paga-se 600$000 por mez."

quarta-feira, 26 de junho de 2024

CINE CORAL E CINE SCALA

 

A Esplendor Filmes S.A., nome do braço exibidor da Franco-Brasileira, inaugurou dois cinemas geminados na Praia de Botafogo, o Coral e o Scala, onde já havia inaugurado cinco anos antes o cinema Ópera.

Acima vemos o anúncio publicado no "Jornal do Brasil", na véspera da inauguração.


Embora no anúncio da primeira foto conste o nº 320, segundo Alice Gonzaga em seu excelente "Palácios e Poeiras", o Cine Coral foi inaugurado em 1964 na Praia de Botafogo nº 316 loja E. Tinha 1004 lugares. Já o Cine Scala, inaugurado na mesma data, ficava logo ao lado, na Praia de Botafogo nº 316 loja D. Tinha 1248 lugares.

Ambos sobreviveram com esses nomes até 2005. Atualmente no nº 316 da Praia de Botafogo funciona o Espaço Itaú de Cinema ladeado por uma Drogaria Pacheco e uma Drogaria Venâncio.

A foto 2 é do início dos anos 1970.


Foto da acanhada bilheteria do Cine Coral.


A foto é da mansão que existia antes de ser construído o prédio que abrigou os cinemas Coral e Scala. Que diferença...




segunda-feira, 24 de junho de 2024

ARPOADOR E IPANEMA

ARPOADOR ANOS 50


ARPOADOR ANOS 50


                                            ARPOADOR ANOS 50


IPANEMA ANOS 70

Nas três primeiras fotos, da década de 50, vemos a região do Arpoador com as instalações do Exército e o edifício Marambaia, que está na esquina das ruas Francisco Bhering, Francisco Otaviano e Vieira Souto desde os anos 30.

Na foto do início dos anos 70 vemos a praia em seus últimos dias de tranquilidade. Nada de barracas de bebidas, a maioria usando toalhas para usar sobre montinhos de areia, barracas sem patrocínio.
 

sábado, 22 de junho de 2024

DO FUNDO DO BAÚ - EMULSÃO DE SCOTT

 


Hoje é sábado, dia da série “DO FUNDO DO BAÚ”, e de lá sai este vidro de Emulsão de Scott, odiado por meu irmão, uma criança magricela e muito alta, que era obrigado a tomar sua dose de óleo de fígado de bacalhau toda noite. Dizia ele que o gosto era muito, mas muito ruim.

Talvez os mais velhos tenham lido esta propaganda da Emulsão de Scott:

“O medicamento que mais fama tem alcançado no mundo é a Emulsão de Scott. Não há paiz civilizado onde não se pronuncie seu nome com respeito, e essa reputação bem adquirida não é filha de casualidade, senão consequencia legitima dos bons resultados que tem produzido a medicina nas enfermidades do peito e da garganta, nos escrofulosos e debilitados. 

A associação do Oleo de Figado de Bacalhao com os hypophosphitos de soda e cal, como se encontram na Emulsão de Scott é uma combinação feliz que proporciona os materiaes para reparar os tecidos e o sangue. 

A infancia é a idade que mais benefícios obtem da Emulsao de Scott. Por seu bom sabor é tolerada pelo paladar mais delicado. Assim como as arvores necessitam para crescer e desenvolver-se de bôa terra, estrume e regadura; assim tambem as creanças requerem o uso da Emulsão de Scott de oleo de figado de bacalhao com hypophosphitos de cal e soda, que representa para ellas força, saude e alegria."

Escrofula é a designação dada à tuberculose crônica dos gânglios linfáticos, que se caracteriza por hipertrofia, inflamação e eventual fistulização. Ainda bem, como dito no anúncio acima, que a menor Carmen de Souza Lopes se curou com a Emulsão de Scott...

O que sei é que a Emulsão de Scott era figurinha fácil nas farmácias domésticas, ao lado de ícones do passado como a “Maravilha Curativa do Dr. Humphreys”, à base de Hamamelis Virginica, do Coryfolium, da Nux Vomica e do Phosphorus (homeopáticos), da Milma (pastilhas de leite de magnésia), da Malvona.

E quem não usou Vick Vaporub, Chophytol e Optalidon? 

Lembram do Cristal Japonês (para dor de cabeça), Nupercainal, Lavolho, Atroveran,  Pílulas do Dr. Ross, Tussaveto, Biolaymo, Linimento de Sloan? 

E o Peitoral Pinheiro, xarope do Rafael Netto?

Nas casas de antigamente não faltavam Calcigenol, Bromil, Regulador Xavier, Neo-Riodine, Agarol, Pondicilina (pastilhas para garganta). E Colubiasol,  Rugol, Hidrolitol, Vinho Reconstituinte Silva Araújo, Lugolina, Cilion,  Alginex.

Outros usavam Pomada Minâncora, Alivene, Phimatosan (tosse), Rebouçado de Lisboa (balas para tosse), Hemovirtus (hemorróidas), Licor de Cacau Vermífugo Xavier, Lysoform Primo (contra mau hálito, frieiras, odor das axilas), Leite de Rosas, Pastilhas de Magnésia Bisurada (contra azia e má-digestão).

Alguns usavam a água vegeto-mineral (um colega a chamava de “água dos três reinos” - porque animal era quem a receitava!). 

E havia os que pediam aos viajantes a Portugal que trouxessem as famosas pílulas de alho do Dr. Rogoff.

Iodex, Magnésia Fluida de Murray, sal amargo (sulfato de magnésio), cataplasma de Antiphlogistyne, Neo-Rhumex (injeção para gripe), injeção de ouro (também para gripe), Eucaliptyne (também), Neo-Sinefrina, Ambodryl (irmão do Benadryl), Trilafon, Ipecacuanha, sabonete Derso, também fizeram sucesso.

Ainda existe Vagostesil, Panvermina, Ascoxal (para aftas), Hygnotol?



quarta-feira, 19 de junho de 2024

QUIOSQUES DA PRAIA DE IPANEMA

 

FOTO 1: Em 1950 o prefeito do DF Gal. Angelo de Morais recuperou as dunas que se encontravam sem vegetação provocando inúmeros transtornos aos moradores de Ipanema. Com essa recuperação foram instalados os conjuntos de quiosques de sapé, em oásis dotados de coqueiros, iluminação pública e brinquedos para crianças, projeto este do grande urbanista Azevedo Neto, um dos melhores de sua época no Brasil e funcionário da PDF.

Foram "sete paraísos infantis incrustados nas dunas que antes apresentavam um vago ar de desolação e abandono”, noticiava "O Cruzeiro".

Gangorras, balanços, bancos rústicos, cabanas pitorescas de teto circular coberto de sapê. Muitas palmeiras foram transplantadas.

FOTO 2: Logo após a inauguração, meu irmão e eu, fomos levados a brincar perto do quiosque que ficava junto ao Jardim de Alá.

A colorização é do Nickolas Nogueira.


FOTO 3: A estrutura desses quiosques eram bem rudimentar, lembrando os famosos "chiringuitos" das praias da Espanha.


FOTO 4: Em meados da década de 1950, embora os quiosques ainda estivessem com bom aspecto, a calçada de pedras hexagonais estava mal conservada e necessitava de reparos.


FOTO 5: Nesta foto de 1956 as condições do quiosque já eram ruins.

FOTO 6: Uma praia tranquila, com pouco movimento. Realmente lembrava um "paraíso".

FOTO 7: Uma tarde na Ipanema dos anos 50.

FOTO 8: Este canteiro central, com bancos e gramado, deixou saudades.

FOTO 9: Dos sete quiosques implantados, este próximo do Jardim de Alá se destacava.


FOTO 10: Nesses antigos Postos de Salvamento, no térreo, havia um bar. Será que continuou a funcionar dada a concorrência do quiosque?