QUEBRA-QUEBRA,
por Helio Ribeiro
Já houve muitos episódios
de quebra-quebra no Rio. Nessa postagem de hoje vamos citar talvez o mais
grave, ocorrido nos dias 30 e 31 de maio de 1956.
O estopim foi o aumento do
preço da passagem dos bondes, de Cr$1,00 para Cr$2,00. Estudantes da UNE se
revoltaram e avisaram que forçariam a paralisação do tráfego dos bondes a
partir das 18:30h do dia 30. Porém, desde a manhã daquele dia começaram as
depredações dos bondes. Como sempre, houve entreveros entre a polícia e os estudantes,
com políticos envolvidos. O presidente Juscelino voltou de Belo Horizonte e se
reuniu com o chefe de Polícia, os comandantes da 1ª Região Militar e da Polícia
Militar, e outras altas autoridades. O Exército entrou em prontidão. As
depredações e quebra-quebra se estenderam por muitos bairros: Tijuca, Méier,
Engenho Novo, Botafogo, Humaitá, Copacabana, Praça da Bandeira, Leopoldina,
Flamengo, Catete, Praia Vermelha, Laranjeiras, Central do Brasil, Largo de São
Francisco, etc.
Seria extenso narrar isso.
Quem desejar saber detalhes, consulte na hemeroteca da Biblioteca Nacional as
edições do Correio da Manhã dessas datas. Não consegui descobrir como ficou
afinal o preço das passagens para os estudantes, que reivindicavam pagar apenas
Cr$1,50 por elas.
As fotos abaixo mostram
vários flagrantes de bondes sendo depredados, incendiados ou já avariados.




















