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sexta-feira, 25 de outubro de 2024

DO FUNDO DO BAÚ: CARROS ESPORTIVOS (1)

 


CARROS ESPORTIVOS NACIONAIS (1), por Helio Ribeiro

OBS: Nesta postagem estou metendo o bedelho no que não conheço nem nunca me interessei em conhecer. Por isso tive de me basear exclusivamente no que obtive na Internet, sem nenhuma adição de minha autoria. Deixo a cargo dos conhecedores e interessados acrescentarem tudo o que considerarem conveniente para ilustrar mais a postagem.

A postagem de hoje é sobre carros esportivos genuinamente nacionais. Até a década de 1990 a importação de veículos era problemática, por isso a indústria nacional se esforçou em atender a uma demanda de carros esportivos. Após a liberação das importações, nenhuma dessas indústrias sobreviveu. Por esta razão os carros aqui mostrados são considerados peças de colecionador e alguns alcançam preços elevados no mercado especializado nesse segmento de veículos.

Vários desses modelos eu nunca vi, nem circulando nas ruas nem em exposições de carros antigos. Alguns fabricantes criaram vários modelos e seria extenso postá-los ou dissertar sobre eles aqui. Por isso apenas um ou outro modelo foi selecionado para a postagem.

Da mesma forma, a história de cada fabricante é muito extensa e foi extremamente condensada.

 

1)  FARUS ML 929

A Farus Indústria de Veículos Esportivos Ltda foi uma indústria de Belo Horizonte fundada em 1979 por pai e filho, Alfio e Giuseppe Russo, daí o nome Farus, resultante da fusão das palavras Família Russo. Na verdade, o projeto do primeiro carro foi iniciado em 1977, quando pai e filho eram donos da Italmecânica, fábrica de equipamentos para a indústria alimentícia.

Em junho de 1980 foi lançado o primeiro modelo, o Farus ML 929. A mecânica era do Fiat Rallye (motor 1.3 de 72 CV e caixa de quatro marchas). As lanternas traseiras eram do Ford Corcel II.

No final de 1984 foi apresentado o Farus Beta, nas versões conversível e coupé, agora com conjunto motriz do Monza 1.8 (motor de 96 CV a álcool e 83 CV a gasolina) e caixa automática ou manual de quatro ou cinco marchas.


Em 1989 a Farus lançou o Quadro, com várias novidades em relação ao modelo anterior.

Em 1990 a Farus foi vendida para a indústria paulista Tecvan – Tecnologia de Vanguarda Ltda, que não sobreviveu às importações liberadas e fechou as portas em 1991.

 

2)      PUMA


A Puma foi a realização do sonho de um italiano naturalizado brasileiro, Genaro “Rino” Malzoni, de criar um veículo com proposta esportiva, usando carroceria de fibra de vidro montada sobre a plataforma de um carro de passeio. O protótipo foi desenvolvido na sua fazenda em Matão, interior de São Paulo, usando chassis e mecânica DKW Vemag, motor de 3 cilindros e 981 cm³ e peso de 720kg. Os responsáveis pelo protótipo foram Jorge Lettry (departamento de competições da Vemag), Rino Malzoni e Anísio Campos (designer e piloto). Esse protótipo venceu cinco corridas em Interlagos em 1964 e várias outras no ano seguinte.

O sucesso deu origem em 25 de agosto de 1963 à Sociedade de Automóveis Lumimari Ltda, nome derivado das iniciais de seus fundadores: Luis Roberto Alves da Costa, Milton Masteguin, Mário César de Camargo Filho e Rino Malzoni. O primeiro modelo foi batizado de GT Malzoni e estima-se que apenas 35 unidades foram fabricadas, entre 1964 e 1966. Foto abaixo.

Em 1966, por sugestão de Jorge Lettry, a empresa foi rebatizada como Puma Veículos e Motores e o GT Malzoni relançado como Puma GT em 1967. Estima-se que foram produzidas 125 unidades.

No mesmo ano de 1967 a Vemag foi comprada pela Volkswagen e a Puma passou a usar a plataforma do Karmann Ghia 1500 no lugar do DKW Vemag. O resultado foi o lançamento do Puma GT VW em 1969. Foto abaixo.

A partir daí, foram tantos os diferentes modelos de Puma lançados que daria uma postagem só para eles. Paramos por aqui, destacando apenas o Puma GTB 1974, com mecânica do Opala 4.1.

Em 1979 morreu Rino Malzoni. Em 1986 a Puma deixou de existir na prática.

 

3)      WILLYS INTERLAGOS

O Willys Interlagos foi produzido de 1962 a 1966, sendo considerado por alguns o primeiro carro esportivo nacional. Era a versão brasileira do Renault Alpine A108. Foi produzido em três versões: berlineta, conversível e coupé. Fotos de duas delas abaixo.


A título de comparação, abaixo o Renault Alpine A108.

 

4)      LOBINI

A Lobini foi uma fabricante brasileira de automóveis fundada em 1999. O nome é composição de José Orlando Lobo e Fábio Birolini. Tinha sede em Cotia (SP). Em 2006 o controle da empresa foi passado para Antônio Ermírio de Moraes Filho e foi fundada a Brax Automóveis, ficando os antigos proprietários da Lobini como diretores. Seu único modelo de carro lançado foi o Lobini H1, motor de 1.8 turbo derivado do Golf GTI, à venda a partir de 2005. Era o mais veloz carro brasileiro, passando dos 220 km/h e acelerando de 0 a 100 km/h em apenas 6,3 segundos. Foto abaixo.

Estava previsto o lançamento do Lobini R porém a empresa fechou em 2012.

 

5)      MIURA

Miura era a marca dos carros esportivos produzidos pela empresa gaúcha Besson, Gobbi & Cia. Ltda, dos empresários Aldo Besson e Itelmar Gobbi. O primeiro carro da longa série que recebeu o nome Miura foi lançado em 1976, no X Salão de Automóveis. Usava plataforma da VW Brasília. Era baseado no Lamborghini Urraco e foi projetado por Nilo Laschuk, então ainda estudante de arquitetura em Caxias do Sul. Foto abaixo.

Desde o início o Miura apresentava soluções técnicas e estéticas originais e modernas, algumas das quais só adotadas pelo mercado décadas depois.

Em 1979 foi apresentado o protótipo do Miura MTS, com motor Passat TS e o resto da mecânica ainda da VW Brasília.

Em novembro de 1981 foi lançado o Miura Targa, com teto rígido removível e motor dianteiro, mecânica Passat GTS. Motor 1,6 (76 CV a gasolina) ou 1,5 (65 CV a álcool).

Em 1985 for a vez do Miura Saga, o mais famoso da série. Foto abaixo.

Em 1987 foi a vez do Miura X8. Em 1990 foi lançado o último modelo da série, o X11. Na foto abaixo vemos na parte superior o X8 e na inferior o X11.

Em 1992, com a abertura do mercado para os carros importados, a produção do Miura foi encerrada.

      

-----  AMANHà TEM  MAIS  -----

quarta-feira, 23 de outubro de 2024

A GAIOLA DE OURO

 

FOTO 1: Vemos o Conselho Municipal. Situado no Largo da Mãe do Bispo, no encontro da Rua da Ajuda, Rua dos Barbonos (atual Rua Evaristo da Veiga) e Rua da Guarda Velha (atual Avenida 13 de Maio), em terras cedidas pelas freiras do vizinho Convento da Ajuda. 

Ali, em 1871, se construiu a Escola São José. Mais tarde instalou-se nesta construção o Conselho Municipal, em estilo manuelino, e foi nele que o Vereador José do Patrocínio, ainda semanas antes monarquista, proclamou a República logo após o golpe militar no Campo de Santana. 


FOTO 2: Em 1918 foi demolido o belo prédio do Conselho Municipal para a construção do novo prédio, que foi inaugurado em 1923 pelo prefeito Alaor Prata. Em 1937, com a implantação da ditadura do Estado Novo, a Câmara foi dissolvida. Somente em 1946 voltou a funcionar a Câmara dos Vereadores, com a redemocratização e a volta das eleições diretas. 

FOTO 3: Nesta foto de Malta da década de 20, com o fotógrafo nas escadarias do Municipal, podemos ver na Rua Evaristo da Veiga a torre da Igreja Anglicana. Na esquina, o poste com a sinalização de parada de bonde. Em primeiro plano o belo lampadário da calçada do Teatro Municipal.

FOTO 4: O novo edifício foi projeto do arquiteto Heitor de Mello e a construção teve início em 14 de dezembro de 1918. Com a morte dele em 1920, Archimedes Memória e Francisque Cuchet, do mesmo escritório de arquitetura, passam a liderar o projeto. As obras foram concluídas e o edifício inaugurado oficialmente em 21 de julho de 1923 com o nome de Palácio do Conselho Municipal.

FOTO 5: Esta foto, garimpada pelo Nickolas, já foi publicada e teve comentários de Obiscoitomolhado:  o conversível é um Buick 1941, conversível e de 4 portas, se não me engano o último ano em que foram fabricados com 4 portas. O Chevrolet de 2 portas é 1941 e o saia-e-blusa é 1946, ambos são Special Deluxe. O carro preto que está entre o pedestre e o bonde é um Chevrolet 1940 e, à frente, outro Chevrolet, 37-38. Finalmente, o furgão encoberto pelo poste, também Chevrolet pós-48. 



FOTO 6: Na época, a arquitetura e o custo alto das obras chamaram a atenção: 23 mil contos de réis, mais do que o dobro do valor gasto no Teatro Municipal (10 mil contos de réis). Isso contribuiu para que ganhasse o apelido pejorativo de “Gaiola de Ouro”.


FOTO 7: Foto do Arquivo Nacional, provavelmente do início dos anos 50.


FOTO 8: Em 1951 o palácio passou se chamar Pedro Ernesto.


FOTO 9: Foto de 1965, do Acervo do Arquivo Fotográfico da Light. Veem-se dois tipos de postes de iluminação: um, mais alto, com uma luminária (e refletores para iluminar as paredes do prédio) e outro, na calçada junto ao bar, com duas luminárias. No poste escuro, na praça, a caixa de ferro do telefone de um ponto de táxi. Quase no meio da foto o poste tipo "pirulito" indicando o nome das ruas.

segunda-feira, 21 de outubro de 2024

TOURADAS NO RIO

Vamos ver hoje uma postagem feita a partir de pesquisas de vários admiradores do Rio Antigo como Conceição Araujo, Achilles Pagalidis, Helcio Fraga, José A. C. Maia, Iara R. Teixeira, José Pougy, Cau Barata, Andre Decourt, entre outros, bem como de jornais como “O Globo” e “Correio da Manhã. A mim coube a pequena parte de coletar as pesquisas e acrescentar algumas poucas notícias de jornais da época.

Há citação de praças de touros em Laranjeiras, Cinelândia, Campo de Santana, Largo da Lapa, Rua do Lavradio, Quinta da Boa Vista, Jardim Botânico. Estes locais eram palcos frequentados por muitos cariocas durante o período colonial e os primeiros anos do século XX.

As touradas eram realizadas nos moldes portugueses, onde os touros não eram sacrificados, mas sofriam durante as touradas. No México e na Espanha os touros eram mortos.

Aqui no Rio, segundo “O Globo”, as touradas foram suspensas em 1908, pelo prefeito Francisco M. Souza Aguiar, embora tivessem retornado em 1922, em caráter excepcional, em praça de touros na Praça da Cruz Vermelha, por ocasião das comemorações do centenário da Independência.

FOTO 1: Laranjeiras, 1890 - Praça de touros (Brasiliana Fotográfica). Ao fundo, as palmeiras da Rua Paissandu. No lado direito, a Rua Guanabara, atual Rua Pinheiro Machado. A praça de touros ficava no cruzamento da Rua das Laranjeiras com Rua Ipiranga.

O Palácio Guanabara está lá, em frente à Rua Paissandu. O terreno onde seria feito o campo do Fluminense também está. O palácio não tinha os torreões laterais que conhecemos hoje, por este motivo não está reconhecível. Ele foi reformado em 1908 para hospedar o rei de Portugal, que viria para a exposição do centenário da chegada da Família Real. Mas acabou não vindo por conta de um pequeno contratempo: foi assassinado.

  

FOTO 2: Detalhe da foto anterior: A praça de touros foi construída junto ao curso do rio Carioca, de pedra e tijolos, com funções aos domingos nas temporadas tauromáquicas vistas no Rio a partir de 1895.

A construção sobreviveu até a década de 1930, quando a especulação imobiliária fez com que fosse demolida.


FOTO 3: Segundo alguns autores, as touradas foram introduzidas aqui no Brasil, no final do século XVII. Elas aconteciam sempre em datas específicas e especiais, como feriados, nascimentos, batismo, ou algum casamento envolvendo membros da coroa real portuguesa. Estes eventos eram acompanhados de grandes festas com música, teatro e fogos de artifícios, que duravam até quase uma semana. Já no século XIX, essas touradas se profissionalizaram, passou a se exigir a cobrança de ingressos e, muitas das vezes, tiveram caráter beneficente. 


FOTO 4: Imagem interna da praça de touros das Laranjeiras (Acervo: Cau Barata). Talvez essa fosse a segunda maior da cidade, sendo a maior a do Campo de Santana, com capacidade para 5000 pessoas. 

Já em 1901 o “Correio da Manhã” noticiava que “promete ser toda de atrativos a próxima temporada de touros portugueses, de Adelino de Almeida Raposo, chegados a bordo do paquete “Babilonga”.

Um dos destaques entre os toureiros era Manoel Nieto, o “El Gordito”. Os bilhetes de acesso à Praça das Laranjeiras podiam ser comprados na Confeitaria Liberdade, no Largo de São Francisco de Paula.


FOTO 5: Nesta foto, também do acervo do Cau, é de José Bento de Araújo, famoso cavaleiro, quando atuava na praça de touros em Laranjeiras, em 1901.

ERRATA: ver publicação  https://saudadesdoriodoluizd.blogspot.com/2025/04/sobre-touradas-no-rio.html


FOTO 6: Esta é a imagem completa da foto do acervo do IMS onde se vê a praça de touros da Rua Ipiranga, em Laranjeiras.


FOTO 7: Espectadores se aproximam da praça de touros das Laranjeiras. Esta arena, construída em pedra, era conhecida como “O Redondel das Laranjeiras”. A frequência a esses eventos era tão grande que a Companhia “Jardim Botânico” que na época administrava o serviço dos bondes - de tração animal naturalmente - criou desvios nas proximidades desses locais para estacionar seus bondes aguardando a hora da saída dos de espectadores.


FOTO 8: Este anúncio refere-se à grande corrida beneficente realizada na Praça de Touros da Rua do Marquez de Abrantes nº 20, em 04/11/1877, oferecida pelo "Club Tauromachico" em benefício das populações flageladas pela seca nas províncias do Norte do Império.

Notem o último parágrafo do anúncio, após a publicação do preço dos ingressos: “Ficando à generosidade do respeitável público qualquer aumento, pelo justíssimo fim a que é destinado o produto desta festa.”


FOTO 9: Aspecto de uma praça de touro perto de um gasômetro.


FOTO 10: Já este anúncio refere-a uma grande tourada em comemoração ao aniversário de D. Pedro II, no "Largo dos Curros" (nome recebido devido as touradas), antes de se chamar Campo de Santana.

No final do anúncio se pode ler: “Lidiar-se hão seis magníficos touros, havendo dois de reserva para supprir a falta de algum delles.”


FOTO 11: Praça do Curro, por Vieira Fazenda - Ilustração: Franz Josef Frühbeck - Campo de Santana

Para comemorar a aclamação de D. João VI e os desposórios do príncipe D. Pedro havia o Senado da Câmara feito construir um grande anfiteatro, no antigo Campo de Santana. Ali realizou a elite em dias de outubro de 1818 pomposas festas populares: cavalhadas, touradas, alardas e danças figuradas. A todas elas assistiram o rei, a Família Real e o corpo diplomático, altos funcionários e imensa multidão de todas as classes sociais, inclusive o clero. Tinha o anfiteatro seiscentos e um palmos de extensão, trezentos e cinquenta e três de largura e setenta e sete de altura.

No centro apresentava um largo espaço de forma elítica, destinado propriamente aos festejos. Uma tela, rezam os jornais do tempo e repete o padre Luiz Gonçalves, de seis e meio palmos de altura, defendia a grande bancada, a qual, dividida por quatro coretos, torneava toda a praça, começando e terminando em um majestoso pórtico representando um arco triunfal. Este estava firmado sobre quatro colunas, por cima das quais pousava a cimalha geral, que dali circundava toda a praça.

No alto do mesmo pórtico notava-se o carro do Sol. Ao lado direito via-se a figura de Hércules a subjugar o touro de Creta, e do esquerdo Mercúrio domando a vaca Io. Uma platibanda almofadada corria por cima da cimalha geral, descansando sobre cento e quarenta e oito colunas, que formavam o contorno da praça. No vão delas contavam-se duzentos e noventa e seis camarotes em duas ordens. Na face oposta ao arco destacava-se a magnífica tribuna real.

Abreviando extensa e minuciosa descrição, cumpre dizer que o desenho da monumental praça foi de Grandjean de Montigny, e a execução devida a José Feliciano de Oliveira, mestre de obras, dirigido pelo arquiteto Manuel da Costa.

PS: No parte inferior vemos a casa de Paulo Fernandes (intendente de polícia de D. João VI) e o seu magnífico jardim, que foi destruído por ordem de D. Pedro I, seu desafeto. A casa foi demolida em 1906, quando a Rua Frei Caneca foi alargada. Ela ficava mais ou menos onde hoje é a Gafieira Elite. 


FOTO 12: Em perspectiva tomada do Monte de Paulo da Caieira (atual Morro do Livramento) vê-se o circo dos touros, armado no Campo de Sant’Ana (na época chamada de Largo dos Curros devido as touradas), o morro de Santa Teresa, os Arcos e trecho da cidade, entre 1810 e 1820.

- Desenho em nanquim e aquarela, de autoria desconhecida.

 

 

domingo, 20 de outubro de 2024

DO FUNDO DO BAÚ: DRINKS (2)

 

                 QUEM É O DRINKWISER? (2), por Helio Ribeiro

                    (Continuação da postagem de ontem)

 

1)     HANKY PANKY

Vale 5 pontos.

Criado por Ada Coleman, líder da equipe do American Bar de Londres, esse coquetel é requisitado pela sua elegância e, claro, pelo sabor bastante expressivo. 

 

É feito com London Dry Gin, vermute doce e Fernet. Este último dá um toque mentolado delicioso à bebida.

 

2)      RABO DE GALO  e  RABO DE GALINHA

Vale 2 pontos.

Rabo de galo é a tradução literal de cocktail, mas alho não tem nada a ver com bugalho. Cocktail é um termo genérico para qualquer drink resultante da mistura de mais de uma bebida. A origem do termo é bastante controversa.

O rabo de galo surgiu na década de 1950 para atender à demanda de imigrantes italianos por vermutes de sua terrinha natal. Com o tempo se espalhou pelo país todo, adotando inúmeras variações e tendo direito até a campeonato nacional.

Um rabo de galo legítimo é composto por cachaça e vermute vermelho (Circolo Rosso ou Carpano). A composição clássica é 60 ml de aguardente e 30 ml de vermute. Além de gelo e limão.

Um derivado do rabo de galo é o rabo de galinha, composto por 50 ml de cachaça, 25 ml de Cynar 70, 3 dashes de bitter de laranja e casca de limão Taiti.

Vale 4 pontos.

Você sabe o que é Cynar? Eu não sabia. É um bitter à base de alcachofra, criado em 1952 pelo empresário veneziano Angelo Dalle Molle. Outras 13 ervas e plantas entram na composição do drink. Quais são é segredo do Grupo Campari, atual detentor da marca.

 

3)      HI-FI  e  SCREWDRIVER

Vale 1 ponto.

É um drink nacional composto por vodka, refrigerante de laranja e gelo. O nome deriva de um programa de TV do início dos anos 1960, “Crush em Hi-Fi”. Em algumas versões a vodka é substituída por cachaça.

O screwdriver (chave de fenda, em inglês) é parecido com o hi-fi, substituindo o refrigerante de laranja pelo suco da fruta.

A composição de ambos é parecida, com 50 ml de vodka e 100 ml de refrigerante ou suco de laranja, dependendo de ser hi-fi ou screwdriver.

 

4)      CAMPARI

Vale 2 pontos.

É um bitter servido como aperitivo, composto pela infusão de mais de sessenta ingredientes, combinados e macerados num malte de água destilada e álcool. Seu sabor adocicado num primeiro momento se torna amargo a seguir. Pode ser tomado puro ou com gelo, e neste caso o amargor diminui. O teor alcoólico varia entre 20,5 a 28,5%, dependendo do país onde é vendido.

Foi criado entre 1862 e 1867 pelo italiano Gaspare Campari. A fórmula se manteve inalterada esse tempo todo e é um segredo do Grupo Campari, de Milão.

 

5)      STEINHÄGER

Vale 4 pontos.

Bebida destilada à base de zimbro. Surgiu no século XV na aldeia de Steinhagen, na Westphalia, atualmente pertencente à Alemanha. Na produção, as frutas de zimbro são esmagadas junto com grãos de trigo. Após fermentada, a mistura é destilada em alambiques. Desde 1989 a bebida é considerada uma denominação de origem protegida pela legislação da União Europeia. Na Alemanha a bebida não pode sofrer adição de nenhum componente além dos originais.

Se misturada a chope, o resultado é conhecido como submarino.

 

6)       MANHATTAN

Vale 4 pontos.

Considerado um dos seis drinks básicos. Composto por uísque, vermute doce e bitters. A receita original usa uísque de centeio (rye whisky), mas também podem ser usados uísque canadense, Bourbon, blended whisky ou Tennessee whiskey.

Normalmente é servido mexido com gelo e coado em uma taça sem gelo, decorado com uma cereja marasquino. Mas pode ser servido on the rocks, num copo de uísque.

 

7)       OLD FASHIONED

Vale 4 pontos.

É considerado o campeão de popularidade mundial. Preparado com uísque, bitter, açúcar e uma fatia decorativa de laranja. Foi batizado como old fashioned em 1880.

Há muitas variações de preparo do drink.

 

8)      COSMOPOLITAN

Vale 4 pontos.

Celebrizado pelo seriado Sex and the City, cujos personagens viviam com um copo desse drink na mão, é feito com vodka, licor de laranja ou suco de limão, e cranberry, que dá a cor avermelhada ao drink.

OBS: Cranberry é uma fruta pouco conhecida no Brasil. Também assume os nomes de arando, airela ou oxicoco.

 

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