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sexta-feira, 8 de novembro de 2019

COLÉGIO MILITAR




 
Em 1889, oito meses antes da República, foi instalado o primeiro Colégio Militar brasileiro, dedicado sobretudo à educação dos filhos dos oficiais do Exército. Em 09 de março de 1889, Sua Majestade, o Imperador Dom Pedro II, dispôs-se a assinar o importante Decreto de nº 10.202 que aprovou para o Imperial Colégio Militar o seu primeiro regulamento. Sua divulgação ocorreu em 05 de abril de 1889 por intermédio da Ordem do Dia para o Exército de nº 2251.
A ânsia do Ministro da Guerra, Thomaz Coelho, de colocar em funcionamento o Colégio, levou-o a fazer, em 07 de abril de 1889, sua primeira visita oficial ao Palacete da Baronesa de Itacurussá, cujo terreno fazia esquina com as ruas São Francisco Xavier e Barão de Mesquita, e se prestava a servir de sede do Colégio Militar.
Em 29 de abril de 1889, foi lavrada a escritura de compra e venda do Palacete da Babilônia.
Por fim, no começo de maio de 1889, dois avisos importantes do Ministério da Guerra: o do dia 02, concedia licença aos candidatos inscritos para serem matriculados e o do dia 04 determinava que a abertura das aulas se realizasse dois dias depois.
A primeira foto mostra o bonde em frente ao Colégio Militar em 1930.

10 comentários:

  1. Um dos maiores orgulhos de meu pai era falar que estudou no Colégio Militar e que eram chamados pelo números e não pelos nomes.

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  2. Bom dia, Dr. D'.

    O tema de hoje está relacionado com o dos dias anteriores. Deixarei os ex-alunos relembrarem suas respectivas épocas. Como já comentei ontem, eram comuns os relacionamentos de alunos do colégio com normalistas do IE e as brigas com os alunos do CPII.

    Mas tenho certeza que os temas paralelos dominarão o debate.

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  3. Bom dia a todos.
    A primeira e a segunda foto lembra muito do pórtico existente no Primeiro Distrito Naval na Praça Mauá.
    Interessante o que texto fala em uma coisa que eu nunca havia pensado antes. Antes de 1889, aonde ficava os colégios que levavam aqueles que pleiteavam da vida no Exercito?

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    1. Conversei com um militar que é professor lá. Disse-me que os alunos continuam civis e não usam farda, mas uniforme. Seguem a filosofia militar. É parecido com os alunos de escolas religiosas.

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  4. Bom dia a todos. O Colégio Militar da Tijuca sempre foi um marco da educação no RJ, pela qualidade do ensino ali praticado, pelas histórias do bairro, como a paquera de seus alunos com as alunas do Instituto de Educação, das brigas com outros colégios da região o Pedro II e a Escola Técnica. Com a decadência do Ensino Público no País, ainda mantém uma qualidade aceitável, dos poucos colégios ou talvez o único da rede pública, onde a ordem, o respeito, obediência as regras ainda é exigida dos alunos. Coisas que no ensino público do estado não são exigidas, vide os últimos fatos ocorridos no CP II, onde comportamentos totalmente destoantes de um local de ensino foram divulgados amplamente na mídia.

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  5. Esse negócio de brigas entre colégios é mais lenda do que fato. Passei sete anos no CMRJ, de 61 a 67 e nunca soube de uma. Houve antes, é verdade, mas a dimensão apregoada é maior que a realidade.
    Quanto às normalistas, é a pura verdade. Elas exerciam fascínio superior às outras estudantes, nunca entendi a razão, mas é fato.
    O Colégio comemora aniversário em 6 de maio; foi bom saber das datas que antecederam a primeira aula.
    O objetivo do CMRJ não é formar alunos para ingresso nas Forças Armadas. O objetivo é prestar ensino aos órfãos de militares - a ideia teve início na Guerra do Paraguai - e, na ausência dos órfãos, aos filhos de militares. Durante um tempo, o ingresso de civis foi aceito, para o preenchimento das vagas que sobrassem, o que foi o meu caso.
    Como muita gente passava no exame de admissão, mas não tinha classificação e matrícula, houve uma série de mandados de segurança , em que a Justiça - sempre ela - garantia a matrícula destes alunos chamados de excedentes.
    O resultado disso é que nos anos 60 (acho que em 62) o Colégio parou de aceitar filhos de civis. Não sei como é hoje.

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    1. Não há muitos anos conheci uma menina que estudava no CM e era filha de civis.

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    2. Estudei no CEFET de 82 a 85 e nunca vi briga nenhuma e nem amizade, as faixas etárias são diferentes.

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  6. No fim mais 3 pontos graças a ele.Viva o VAR.Grande VAR sempre o VAR.

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