A Praça N. S. Auxiliadora
fica no Leblon (ou Gávea), em frente ao Clube de Regatas do Flamengo, entre as
ruas Mário Ribeiro, Doutor Marques Canário, Ministro Raul Machado e Gilberto
Cardoso. É a antiga Praça Miguel Pereira. Foi criada quando da inauguração do
estádio do Flamengo, em 1938. A alteração do nome de Miguel Pereira para N.S.
Auxiliadora deu-se em 1956.
Vemos o estádio, tendo à
esquerda o espaço onde se fez uma picadeiro de equitação (mais à esquerda, fora
da foto, ficava a Favela da Praia do Pinto). Atrás da arquibancada fica a Praça
N.S. Auxiliadora e, mais ao longe, funcionou o 8º GEMAC. À direita, fica o
Jockey Clube.
Foto do Estádio da Gávea,
do Flamengo, na Praça Nossa Senhora Auxiliadora, na década de 1970. Este
estádio foi inaugurado em 1938 e até a abertura do Maracanã, em 1950, foi palco
dos jogos do Flamengo. A maior conquista neste estádio foi o tricampeonato
carioca de 1942, 1943 e 1944. Atualmente essa praça abriga um CIEP, construído
durante o Governo Brizola, chamado atualmente de CIEP Nação Rubro-Negra. Também
há na praça o Escola Municipal George Pfisterer.
A entrada para o clube,
até meados dos anos 60, era por este lado, pois do outro lado o terreno
terminava na Lagoa. No início dos anos 60 com a construção do trecho da Av.
Borges de Medeiros entre o Caiçaras e a Rua Mário Ribeiro, foi então construída
a nova sede do Flamengo.
Esta foto mostra um período
em que a praça estava meio abandonada. Um reboque foi deixado nela, tal como em
muitas outras praças do Rio, quando da retirada dos bondes de circulação.
Ao fundo vemos o Jockey e
parte do que seria a ampliação do Hospital Miguel Couto.
Nos anos 60 na Praça
N.S. Auxiliadora havia um ponto para exame de habilitação do Depto. de Trânsito. Naquela
época não era obrigatório, pelo menos inicialmente, se inscrever numa autoescola.
Tirava-se um "papagaio", que dava direito a aprender a
dirigir acompanhado por qualquer pessoa que tivesse uma carteira de motorista.
Em
volta da praça eram feitas as provas de "baliza" para todos os
candidatos. Depois saía uma fila enorme de motoristas, cada um em seu próprio
carro (ou no da autoescola), fazendo a prova de "trânsito" pelas ruas
do Leblon e a prova de "ladeira" na área hoje ocupada pelo Jardim
Pernambuco, no final do Leblon. Os examinadores iam passando de um carro a
outro, até terminar a fila.
Outros tempos, tão
diferentes que, naquela época, a elite ainda não tinha isolado o Jardim
Pernambuco, tomando posse de uma parte da cidade, com acesso vedado aos mortais
comuns. Hoje em dia são cancelas e guardas de segurança em todas as entradas e
saídas. Isto é legal?