O “Correio da Manhã”, em
1934, noticiava a chegada do “publicista inglez Sr. Philip Guedalla, director
do Instituto Ibero-Americano da Grã-Bretanha e nome muito em destaque nos meios
intellectuaes da Inglaterra”.
“Durante sua permanencia
nesta capital, será inaugurada a Sociedade Brasileira de Cultura Ingleza,
recentemente fundada e que tem por finalidade a aproximação cultural
anglo-brasileira.”
Entre outras altas
personalidades presentes na SBCI quando desta palestra estava meu tio James Darcy, cuja casa já foi
objeto de várias postagens no “Saudades do Rio”.
Inaugurada
em 18/8/1934, com sede no Edifício Odeon, salas 303 e 304, no Centro, em 1936
mudou-se para instalações maiores no Edifício Nilomex, na Av. Nilo Peçanha nº
155, salas 301 a 306. Em 1939 mudou-se para Av. Graça Aranha nº 39 (numeração
antiga), no Edifício Montepio.
Eram frequentes as
palestras e muitas personalidades inglesas foram recebidas no Rio, entre elas o
escritor Compton Mackenzie. Conforme já nos contou o saudoso General Miranda: “O
conhecido critico britannico, que ficou hospedado na minha casa à Rua Sorocaba
nº 90, pretendia realizar duas conferencias na Cultura Ingleza, mas tendo
adoecido, felizmente sem gravidade, resolveu partir para Southampton a bordo do
“Arlanza”, impedindo nosso mundo intelectual de ouvir a palavra do autor de “Sinister
Street”.”
No ano seguinte, 1935, o
Gal. Miranda hospedou Lord Salvesen, membro do Supremo Tribunal de Justiça e
membro da Camara dos Lords, que aqui chegou a bordo do “Highland Princess”, procedente
de Londres e que proferiu a palestra “Pontos de contacto entre as leis da
Escossia e o Codigo Brasileiro”, no salão nobre do Itamaraty.
Aos poucos foi abrindo
novas filiais pelos bairros, tendo chegado em Copacabana os anos 40, quando
abriu uma filial na Rua Sá Ferreira nº 128, em Copacabana. Esta filial de Copacabana, em 1951, mudou-se para uma casa na Av. Atlântica.
A Cultura Inglesa de
Copacabana, patrocinou diversos espetáculos no Cassino Copacabana, como o da
companhia de teatro de Edward Stirling. Além dos cursos de inglês, a Cultura
Inglesa promovia frequentes eventos culturais e sociais, com palestras,
debates, apresentações de teatro, música e cinema. Criou e fez sucesso o Rio Coral
Group, organizado pela SBCI.
No ano de 1951 a filial
Copacabana mudou-se para a casa da foto acima, à Av. Atlântica nº 4228, no
Posto 6. Era um terreno imenso, indo da Av. Atlântica até a Av. N. S. de
Copacabana. Típica construção da segunda geração de casas do bairro. Foi abaixo
junto com o Cassino Atlântico/TV Rio para a construção do Hotel Rio Palace, depois
Hotel Sofitel e hoje Hotel Fairmont. Em troca do terreno a Cultura Inglesa
recebeu um edifício construído especificamente para ela na Rua Raul Pompéia, no
início dos anos 70.
OBS: não sei se este edifício é onde funciona atualmente a unidade Dorival Caymmi, na Raul Pompeia nº 231.
Assim, vemos à esquerda o
Cassino Atlântico na esquina com a Rua Francisco Otaviano e, a seu lado e
assinalada pela seta vermelha, a casa onde se instalaria a Cultura Inglesa em 1951. Não
sei se o Zierer sabe de quem era a casa que foi vendida à Cultura Inglesa.
A última casa da orla no
canto direito da foto ficava localizada na esquina com a Rua Júlio de
Castilhos. O Hotel Riviera, na esquina da Rainha Elisabeth, já estava de pé e o
Pavão-Pavãozinho era apenas um morro coberto de vegetação.
Esta foto da casa da
Cultura Inglesa no Posto 6 é do começo dos anos 70. Foi enviada
por minha amiga Mrs. Willemsens, que foi diretora-geral durante algum tempo. O carro grande
é um já veterano Bel Air 53. Onde estaria o sorveteiro da carrocinha da Kibon?
Esta foto, do AGCRJ, tem
legenda da dupla M. Zierer/obiscoitomolhado: “O casarão geminado ficava no
quarteirão entre as ruas Francisco Otaviano e Joaquim Nabuco, no Posto 6. Ali
funcionou a partir dos anos 50 a sede da Cultura Inglesa. Foi demolido no
início dos anos 70 junto com seu vizinho, o prédio art-déco da TV Rio, antigo
Cassino Atlântico.
Finalmente, o crème de la
crème. Não, não é o Jipinho Willys, claro que não! É o fulgurante Mercury
Monterey Sun Valley, de 1954. O Monterey apareceu como resposta aos primeiros
hardtops da GM, mas esse Sun Valley botou vários corpos de vantagem, com seu
meio-teto em plexyglass esverdeado. Só Ford e Mercury ofereciam esse aparato
lunar-solar, outro espetáculo!”
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NOTA: A PARTIR DESTA DATA
O “SAUDADES DO RIO” DEIXA DE SER DIÁRIO.























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