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segunda-feira, 5 de junho de 2017

EDIFÍCIO PETRONIO - LIDO



RIO – ONTEM & HOJE
 
As fotos de hoje foram enviadas pelo Gustavo Lemos.
 
76 anos separam as duas primeiras fotos tiradas do Edifício Petronio, na Rua Ronald de Carvalho nº 55 (antigo nº 29 da Rua Haritoff), construído em 1936 em frente à Praça do Lido.
 
A primeira é de 1941 e é de autoria de George Almeida Magalhães, filho do Petronio.
 
A segunda é de 2017 e é de autoria de Marcelo Almeida Magalhães, filho do George.
 
A terceira foto mostra o Edifício Petronio ao término de sua construção em 1936. Na época era chamado Edifício Almeida Magalhães.
 
Um curioso anúncio está nas páginas do JB de 11/08/1937: “ALUGA-SE em residência de senhora, um ótimo quarto com vista para o mar, a cavalheiro de tratamento. Edifício Petrônio, apto. 703, à Praça do Lido, telefone 27-5XXX”.
 

OBS: Rua Haritoff, atual Rua Ronald de Carvalho, foi criada pelo Decreto 1165 de 31/10/1917 e teve sua denominação alterada pelo Decreto 5997 de 01/07/1937. Esta rua foi aberta em terrenos da Empresa de Construções Civis, pelo seu Diretor-Presidente Dr. Antonio de Paula Freitas, e aceita em 26/04/1894. O nome Haritoff era em homenagem a Mauricio Haritoff, nobre russo, embaixador do czar da Rússia que se radicou em nosso país, tornando-se um dos "barões do café". Já Ronald de Carvalho foi um jornalista, diplomata, crítico, ensaísta e poeta. Foi uma das mais expressivas personalidades do movimento modernista brasileiro. Entre suas obras se destacam: Luz Gloriosa, Poemas e Sonetos, Pequena História da Literatura Brasileira, Epigramas Irônicos e Sentimentais, Espelho de Ariel.



19 comentários:

  1. A Av. N.S. de Copacabana com tantas casas em 1941 que me confundiram que custei a entender que os fotógrafos das 2 primeiras fotos estavam no próprio Edifício Petrônio
    Vamos aguardar os detalhes da turma que mora ou frequenta muito esse entorno do Lido.

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  2. Da década de 40 à de 60 Copacabana sofreu sua maior transformação com as casas dando lugar aos edifícios altos. Mudou para pior, neste aspecto, com muito mais gente no mesmo espaço. Se não me engano este edifício Petrônio tem apartamentos grandes com 3 ou 4 quartos e outros menores. Estes apartamentos menores em edifícios sem garagem são um grande problema.
    Outra coisa que acho curiosa é a mudança dos nomes das ruas. A família Haritoff não deve ter gostado nada da mudança do nome. Não haveria outra rua para homenagear Ronald de Carvalho? Lembram quando quiseram trocar o nome da Vieira Souto por Tom Jobim? A família reclamou tanto que deixaram Vieira Souto mesmo.

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    1. A família entrou na justiça.

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  3. Bom dia. Essa é a minha "jurisdição" atual. Curiosamente, devido à referência da postagem à família Petronio, quem poderia colaborar com este comentário seria Mme. Docastelo. Isto em razão da amizade e ligações entre as respectivas famílias Petrônio e De Luca. Nascida e criada em Copacabana, sua primeira residência foi na rua Duvivier onde a ilustre família de Copacabana também possui imóveis. O fato desse Clã usar os serviços da minha sogra, competente modista do final dos anos '50, início dos '60, a então menina/adolescente teve como colegas de bairro os jovens Petronios. A amizade, que em certo momento quase rendeu um namoro, atravessou os anos e ainda que um tanto rarefeita mantem alguns traços.

    Com relação às fotos considero a segunda representativa do contraste entre a fase antiga e a moderna da Praça do Lido, com as edificações mais recentes situadas na rua Belfort Roxo no quarteirão próximo à orla. O prédio em tom azul da esquina, com uma loja do Bob's no térreo, tem sua frente (entrada social) para a Av. N. Sra. de Copacabana. Na mesma foto, da esquerda para a direita, estão encobertos os edifícios Palacete Veiga e Ouro Preto, este que foi residência do Clã Docastelo e antiga sede da equipe de futebol de praia do mesmo nome. A seguir, enquadrados na imagem, seguem o Comodoro, o Solano, o Casa Rosada e o Lido, que aparece com sua lateral para a praça mas com sua frente para Belfort Roxo(nº 129).

    O telhado que aparece abaixo é da Escola Municipal Roma, que ocupa o local onde existia um antigo bar/restaurante, salvo engano, mostrado em outras postagens.

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    1. (correção)...De Lucas...

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  4. Fotos reveladoras de um modo de vida totalmente diferente do outro.
    Como disse Plinio mudou pra pior.
    Também na minha opinião o aeroporto internacional do Galeâo não deveria ter mudado de nome.
    Falando em construção de predios por acaso algum comentarista já ouviu falar na Predial Manzel?

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  5. As acomodações dos empregados são em apartamentos conjugados com entrada independente pelo corredor de serviço, no Ed. Petronio. Isso não é incomum em prédios de luxo da época. Atualmente muitos proprietários alugam esses conjugados.

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  6. O nível de qualidade de vida em Copacabana decresceu de forma abrupta e irreversível. Aos apartamentos mencionados pelo Plínio se juntaram os tais "conjugados" que não passam de ratoeiras. Esses apartamentos tiveram a sua construção proibida pala prefeitura do D.F em 1957 mas muitos ainda foram construídos após essa data. O fato é que o problema de vagas na zina sul é irreversível. Linhas de Metrô já não são a solução ideal. Bondes ou VLTs em vias seletivas podem ser a solução para Copacabana, Botafogo, e Humaitá, mas será que a Fetranspor vai "permitir"?

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  7. Bom dia a todos. Hoje é para ler os comentários dos conhecedores da área, se o "Prezado A. Decourt" aparecer teremos comentários históricos, não só do prédio como do próprio Lido. Esperar para ver só no final do dia e rir dos comentários....

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  8. De fato, a mudança jogou o bairro para uns degraus abaixo.A presença destes quarteirões com casas bem elaboradas fazia toda a diferença.Copacabana sempre foi o bairro em que me hospedava no Rio e que sempre gostei muito,mas nos últimos anos,de fato,piorou muito.A dificuldade para estacionar,a insegurança e o desaparecimento de lojas tradicionais contribuíram para tal.Até mesmo os serviços a beira-mar,como bares e restaurantes,não são mais os mesmos.Paciência...
    FF:Meio de semana vamos ter o confronto entre o "Profexô de Antanho" com o "Profexô Pardal"....

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  9. Já estive em um desses apartamentos de Copacabana e são deprimentes. Já foi publicado em um fotolog o folder de lançamento de unidades de 18 e 28 M2 em 1954 do prédio da Galeria Alaska. Uma família não pode viver decentemente em um imóvel com essas proporções. No prédio onde funcionava a antiga Copenhagen na N.S de Copacabana as unidades são estranhas: Uma saleta, uma sala mínima, um quarto, um banheiro, e um nicho onde existe um simulacro de cozinha que mais parece uma prateleira. Era muita especulação, e o resultado não poderia ser outro...

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    1. Esses pequenos "apês" tinham apelidos como JK (janela e kitinete), PJ (porta e janela) etc.. Dizia-se que eram (ou são) tão pequenos que para trocar de ideia é preciso trocar de imóvel. Alguns prédios ficaram tristemente famosos como o antigo nº 200 da Barata Ribeiro, o edf. Richard. Até seu número foi alterado para 194. Por sinal ele ajuda a compor um dos mais longos quarteirões de Copacabana. Mas Botafogo não fica atrás, bem representado pelos Rajah e Maragato. Em compensação cheguei a morar em um apt. com 250 m2 e outro em que a varanda tinha 30 m2. Copa tem imóveis para todos os gostos, inclusive ótimas casas de vila.

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  10. Boa tarde a todos.

    Vou acompanhar os comentários dos especialistas da região. Acho que a troca do nome da rua não foi traumática porque era de um estrangeiro, diferente da família do Vieira Souto.

    Docastelo, essa família de Luca do seu comentário é a mesma daquela das manchetes da semana passada?

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    1. Augusto, desconheço a que matéria a que você se refere mas lhe agradeço pela intervenção pois em razão de um erro material de digitação faltou um "S" no final. Providenciei a devida correção. Esses De Lucas tem origem em MG.

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    2. Dúvida desfeita. Nada a ver. Era de Luca mesmo, amigo (ou capanga) do Sérgio Cabral.

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  11. Peralta,o implicante5 de junho de 2017 14:48

    Tia Nalu,o que seria cavalheiro de tratamento?

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    1. Peralta, ó implicante fedelho, só poderia ser um cavalheiro acometido de alguma moléstia como espinhela caída ou gota e necessitado de cuidados e exclusiva atenção da referida senhora.

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  12. Boa Noite ! Comparando a primeira foto com a segunda da para ver que o crescimento lá no morro também foi vertical. olhando de perto da para ver construções de 5 andares.

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  13. Penso ser muito antiético e deselegÂncia total alterar, de uma hora para outra, o nome do logradouro, "deshomenageando" alguém que, em tese, até a presente data merecia essa homenagem, para daí, então, passar a homenagear outra pessoa! Mas como assim?! Homenagens teriam prazo de validade? A pessoa homenageada mereceu aquela homenagem por anos a fio, e À zero hora de determinada data, a homenagem finda???

    Parece que havia, há ou haverá uma exceção: Ao comprovar que o homenageado era corrupto, poder-se-ia, neste caso específico, alterar e mudar o nome homenageado. Aí sim, procede e é mais do que bem vindo isso!

    Em um desses edifícios supra citados parece que andavam até de moto nos corredores e teria havido um assassinato...sem nexo causal, são dois fatos ocorridos, também não sei dizer se ambos fatos foram no mesmo edifício ou em dois deles, distintos.

    Plinio, e você lembra do detalhe? A mudança do nome de Vieira Souto para Tom Jobim foi, literalmente, da noite para o dia!!! Isso revoltou os moradores! Sem consulta, sem plesbicito, toda uma parte burocrática-prática de mudança de endereços dos moradores e lojas, recebimento de correspondências,etc, por que mesmo? Ah, meia dúzia de quatro ou cinco, reunidos, decidem que seria assim...ah, bom!

    Quanto ao aeroporto, parece que não mudou totalmente de nome, talvez justamente para manter o nome que é tão conhecido internacionalmente: Ele foi acrescido de Antonio Carlos Almeida Galeão Jobim ou se não é isso, é quase isso...mas manteve o Galeão no meio, para não confundir e correr o risco de perder a familiaridade de como ele é conhecido, tanto que até onde sei, ele continua identificado como GIG.

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