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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

FRESCOBOL


 
Você sabia que o frescobol já foi incluído no AI-5?
Hoje temos dois flagrantes de apreensão pela PM de raquetes de frescobol na praia na década de 60, uma em Copacabana e a outra em Ipanema (Arpoador). Esta tropa da PM, por conta de seus uniformes, era conhecida como “azulões”.
Segundo reportagens do início dos anos 60 o frescobol só poderia ser praticado depois da 14h e os que descumprissem esta ordem seriam “autuados por desrespeito à Lei e levados à Justiça”. Depois de algum tempo a proibição foi aumentada, proibindo o jogo durante todo o fim de semana. Os membros da PM que apreendessem mais raquetes receberiam um prêmio. A maior queixa dos PMs era com relação ao “sabe com quem está falando?”, chave de galão que levavam dos praticantes.
O “Correio da Manhã” de 16/01/1968 noticiou que a Secretaria de Segurança expediu duas notas enquadrando as punições para aqueles que não cumprirem a determinação. A primeira alerta do perigo que o esporte representa à integridade física dos banhistas, principalmente das crianças. A segunda dizia respeito ao tipo de infração em que incorriam e as consequências da desobediência.”
Naquela época a PM era muito rígida em aplicar esta lei e todos que jogávamos frescobol tínhamos que manter um olho na bola e outro na eventual presença dos policiais militares. Ao vê-los todos corriam para o mar ou tentavam esconder as raquetes sob a areia ou sob toalhas. Houve muita confusão por conta disto, durante algum tempo. E chegou a ser criada a profissão de “olheiro do frescobol” – por alguns trocados tinha gente que ficava vigiando a chegada dos PMs.
Ainda o “Correio da Manhã” de janeiro de 1968 noticiou que o coronel Elias de Morais, comandante do 2º Batalhão da PMEG, afirma ter “um plano secreto para combater o frescobol nas praias”. Também o tenente Romulo Rodrigues treinou a equipe de “azulões” em judô, para enfrentar a turma “barra pesada” que afrontava a polícia.
O pior veio em 1969, conforme conta o “Correio da Manhã” de 18/01/69: todos os presos por jogar frescobol irão para a Ilha Grande, enquadrados no AI-5.
Foi uma “guerra” que durou anos e ocupou páginas e páginas dos jornais.
Com o passar do tempo a fiscalização foi afrouxando e, atualmente há algumas regras, limitando o horário e local para esta prática, embora as transgressões ainda sejam frequentes.

28 comentários:

  1. Ordenar o jogo de frescobol me parece bastante razoável a fim de não atingir os frequentadores da praia, mas incluir a proibição no AI-5 bem demonstra os absurdos de uma época que ficou para trás.

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    1. Pessoas de bem, trabalhadores, funcionários públicos, e uma infinidade de categorias, não tiveram qualquer problema com o AI 5. Absurdo é viver em um "pleno estado de direito" como o que supostamente vivemos. Não se trata de "fazer apologia a regimes discricionários" mas defender o atual "modus vivendi" é pura insanidade.

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    2. Não é verdade essa afirmativa de que as diversas categorias não tiveram problemas com o AI 5. O vice presidente Pedro Aleixo, pai de minha colega Heloisa Lustosa, ex diretora do MBA, na ocasião da edição dessa excrecência jurídica declarou que não temia os generais mas o guarda da esquina. E foi o que se viu. Eu mesmo vi no Leme um PM que, em inferioridade em uma refrega, botou o quepe debaixo do braço e saiu gritando: "AI 5, AI 5", como se pedisse socorro. Não basta se informar, estudar, ler sobre um período recente. É preciso ter sido testemunha ocular da história, ter vivido aquele momento, sob o risco de se tornar um sectário de opiniões rígidas, inflexíveis. Falo de fatos, não de versões.

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    3. Regras tem exceções. É possível que tenham ocorrido casos pontuais em que pessoas de bem sofreram algum tipo de arbitrariedades. Mas em regra geral, a maioria dos "vitimados" tinham envolvimento. Eu nasci em 1958 e apesar da pouca idade em 1964, minha família era composta de gente culta e esclarecida, nunca me escondendo fatos ou situações, além do que, aprendi a ler com menos de cinco anos. Daí acompanhei e vivi muitos desses fatos. Me lembro bem quando em 1968 eu as tive férias do meio do ano antecipadas devido ao acontecimentos decorrentes da morte do suposto estudante no calabouço. Sem contar que meu pai pertencia aos quadros da Polícia Federal e meu avo era chefe da fiscalização no Galeão. Eu recebo muitos "Zaps" que ironizam e desqualificam com razão a série "Os dias eram assim", onde muitos desses terroristas criminosos que se dizem "perseguidos e torturados" pelos militares, levando uma vida nababesca e sendo condecorados pelos próprios militares, como Roberto Carlos, ou mesmo Caetano, Gil, Chico Buarque, e outros da escumalha, bebendo uísque em uma cobertura de Ipanema, levando uma vida incompatível com a ideologia comunista que supostamente professam. Dilma Roussef em uma "Selfie" com Fidel Castro em 1966. Sem entrar no mérito da questão, fica difícil para o cidadão de bem que viveu naquele tempo fazer uma comparação da vida que levava sem um profundo pesar.

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    4. Uma época em que existia algo como o AI-5 não poderia ser nunca motivo de alegria. Não a quero de volta mesmo considerando que a situação atual é muito ruim. Escolher entre o menos pior é uma escolha viciada.

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  2. Bom dia. Na verdade as prisões eram resultado de pessoas que incorriam no crime de desobediência {Art 330 do C.P} . Eram "outros tempos" e a Polícia Militar cuidava do policiamento nas praias {como nos dias de hoje}, já que estávamos em uma "cidade estado e a P.M detinha também as atribuições da fiscalização das "posturas municipais". Eu me lembro que não só combatiam o frescobol como também o jogo de futebol antes das 15 horas. Os "banhistas" do Corpo Marítimo de Salvamento também combatiam essas práticas. Eu me lembro de um deles, o qual me foge o nome, de compleição atlética, corpo musculoso, e que era lotado no Posto Seis, e que tinha o apelido de "Tarzan". Eu e outros garotos nos juntávamos e imitávamos o celebre grito de Johnny Weissmuller e corríamos em direções opostas, já que o homem ficava enfurecido. O AI 5 foi promulgado em Dezembro de 68 e o resto todos conhecem. O fato é que com as garantias constitucionais em suspenso, "tudo podia acontecer". Mas ir à praia naquele tempo era um lazer tranquilo, desde que se submetesse às leis de então. FF. Uma megaoperação das polícias e das forças armadas está acontecendo em algumas favelas de Niterói. São cerca de 3600 homens.

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  3. O PM que vigiava o trecho perto da Farme de Amoedo parecia o Mike Tyson. Aparecia de repente de trás das dunas e era uma correria. Por conta disto demos a ele o apelido de Lawrence, em homenagem ao filme Lawrence das Arábias.

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  4. Bom dia a todos os Saudosistas do Rio. As fotos de hoje não tem beleza alguma, mas valem pelo momento momento em que foram registradas, cujo o texto que as acompanha bem esclarece.
    No Brasil como sempre o rigor das leis e as penas aplicadas, são sempre mais elevadas para os casos de menor ou sem qualquer importância, isso não é por acaso, a verdadeira realidade é que existe uma conivência da alta sociedade, judiciário, legislativo e executivo de manter esta impunidade por interesses próprios. Isso pode ser facilmente constatado pelos atuais acontecimentos da operação Lava Jato, onde os políticos até hoje não foram julgados e condenados e os que foram condenados pelo Mensalão já estão todos soltos.
    Essa é a verdadeira a face de um País totalmente inexpressivo no cenário mundial, que ainda busca justificar suas incompetências a terceiros, porém finge não ver a sua realidade histórica, que sempre foi um povo acomodado, submisso e principalmente covarde.

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    1. "Dura Lex, sed Lex": A Lei é dura, mas é a Lei. Mas se a Lei é dura, no Brasil nunca é aplicada devido a interesses inconfessáveis dos políticos, do Judiciário, o M.P, e dos poderosos. Vou dar um exemplo: Os Juizados Especiais, vulgarmente chamados de "pequenas causas", estão com um volume de milhões de processos, em sua maioria em desfavor de concessionárias de serviços públicos. Uma operadora de telefonia por exemplo, acaba sendo condenada a uma sentença de Mil Reais, por exemplo. Isso é um incentivo para que a operadora continue a manter o mau serviço, já que o lucro obtido com ele é infinitamente superior a condenação. Daí existirem milhões de processos. Já na justiça Norte-americana, um processo em que a operadora seja reincidente rece uma sentença no valor de Dez Milhões de Dólares. Isso faz com que as concessionárias se esmerem no atendimento e por conseguinte a demanda judicial cairá níveis escandinavos. Mas isso não interessa às grandes quadrilhas incrustadas no judiciário, no Ministério Público, e obviamente na política, mostrando que o Brasil compõem-se de uma grande quadrilha onde os interesses da nação não existem. Quanto à lava jato e ao brilhante trabalho dos juízes e dos procuradores federais, não existe nenhum político com mandato preso, apesar da quase totalidade deles ser desonesta. No meu entender, "político bom é político morto ou preso".

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    2. Joel,depende de como a lei é aplicada.Se for em benefício próprio vale e muito.Esta semana tivemos um exemplo de um juiz,penso que o Mato Grosso,que recebeu um salário de mais de 500 mil.Questionado,disse que estava se lixando e que tudo estava dentro da lei.Naturalmente lei criada pelo conluio entre os poderes.Assim que a banda toca.Quanto ao frescobol,sempre causou discussões entre frequentadores de praia,pela não observação de limites impostos,isso a grosso modo.

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    3. Sobre o comentário acima referente ao pagamento de remunerações atrasadas aos magistrados de MT cabe esclarecer o seguinte: A decisão de pagar os valores atrasados partiu da presidência do TJ local, alegando autorização do CNJ. Ocorre que, após a denúncia, o CNJ negou que houvesse autorizado tal pagamento a todos os juízes e sim a um ÚNICO caso que estava sub judice. Segundo o noticiário o CNJ notificou ao Tribunal para a imediata suspensão de qualquer pagamento dessa natureza e abriu um inquérito para apurar os fatos e as responsabilidades. Essas são as informações atualizadas.

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  5. Joguei muito na Barra onde tudo era mais calmo,sendo que nos fins de semana jogávamos na parte de cima da areia, mais perto da calçada. A pelada era jogada depois das 14 horas tanto na Barra quanto em Ipanema em frente a hoje Vinicio de Moraes.

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  6. Bom dia a todos.

    Repressão era a palavra da moda. Com seus excessos de autoridade, para combater a arrogância de alguns "filhinhos de papai". A coisa mudava de figura quando aparecia um filho de general, capitão, almirante, etc. Aí ficavam " pianinho"...

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  7. "O frescobol é o único esporte com o legítimo espírito esportivo, sem disputa formal, vencidos e vencedores." A frase é atribuída ao jornalista, escritor, humorista e cartunista Millôr Fernandes, nascido, segundo ele, na "República do Méier", e tido como o inventor dessa modalidade esportiva por volta de 1958. Quanto a esse aspecto há controvérsias mas é a versão que se popularizou. Em 2015 o frescobol entrou para a lista de patrimônios imateriais do Rio de Janeiro. Hoje é praticado em horário restrito e junto ao espelho d'água. Há um mural em Copacabana em comemoração a esse registro onde o nome de Millôr está gravado.

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  8. Ótima ação contra os bonitões e gostosões da praia que sempre se acharam donos do pedaço e distribuíam raquetadas recheadas de areia entre crianças idosos e até mesmo grávidas num atentado contra o bom senso e a boa convivência.Deveriam ser presos e colocados na lavagem das latrinas além de dançar um fado em fogueira junina para aprender a ter educação e respeito com os demais frequentadores de um ambiente público.As fotografias são horrorosas mas o tema é interessante e assim posso distilar o meu veneno contra esta casta de moleques que me fazem ser a favor da punição e manter minha aura de Do Contra.

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  9. Atravessar a faixa de areia próxima ao mar era uma atividade de risco. Uma bolada de frescobol podia machucar bastante, principalmente crianças. Até uma raquetada podia acontecer. Mesmo assim, a praia era mais simpática aos seus frequentadores, sem a muralha de quiosques, sem os donos dos pedaços, sem frescuras.

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    1. Peralta, o implicante16 de agosto de 2017 11:51

      Tia Nalu joga peteca muito bem,mas é campeã caçando votos.

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  10. Bom dia a todos.
    As palavras do Lino 08:44, soam da verdade.
    No Brasil, crimes de menor potencial ofensivo são punidos, enquanto outros, de maior potencial, não são.
    Isso me lembra do caso da chamada Pensão Alimentícia onde uma pessoa, mesmo que fique desempregada ou passe a ganhar menos, há de um forte chance de ser preso se a ex-mulher acionar da lei.
    Em compensação, quem quebrar uma cidade ou um país, dificilmente vai para a cadeia.
    Realmente o Brasil é um país de 10 pesos e 10 medidas diferentes.
    Aqui pode existir academia de ginástica exclusiva para mulher, sendo proibida da entrada de homens. Agora, tente fazer do oposto para ver se pode. Serás acusado de preconceito de gênero.
    Aqui pode existir vagão exclusivo para mulher, porém, pergunte se pode fazer do oposto. Serás acusado de preconceito de gênero.
    Aqui pode existir cota racial para negros, pardos, asiáticos e os assim chamados ameríndios. Agora, pergunte se branco tem direito.
    Aqui o negro pode ostentar do termo: Afro descendente. Pergunte se o branco pode ostentar do termo Euro Descendente?
    Enfim, são essas coisas que fazem com que o país e a sociedade vire motivo de piada e também que as leis, várias delas, sejam burladas.
    Quanto aos EUA, é interessante observar que sempre pegamos aquela nação como exemplo para tudo, talvez por que nós, os brasileiros, no fundo sempre desejamos ser iguais aos nortes americanos.
    Nada contra a isso, mas o que realmente me intriga sobre o American Way of Life ou o estilo de vida norte americano é que, já que as leis lá são dito severas, por que casos como ocorrido na semana passada onde um atropelador feriu e matou várias pessoas em uma manifestação acontecem?
    Por que será que nos EUA com tanta lei que é aplicada com as ditas "Mãos de Ferro", acontece tanta criminalidade, quase em vias daqui?
    Lembre-se: Criminalidade nos EUA é histórico, quase tanto quanto aqui no Brasil.

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    1. No Brasil a lei se cumpre quando o sujeito não tem dinheiro para pagar propina à policía e/ou ao judiciário. Como é o caso dos estupradores e não pagadores de pensão.

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    2. Não é bem assim. Quanto à prisão pela inadimplência de alimentos, ela se baseia nos termos do artigo 733 do Código de Processo Civil e pode variar deum a três meses. Acrescenta-se ainda que essa inadimplência não constitui crime. O juiz não faz as leis, apenas as cumpre. Quanto às propinas, supõe-se que tanto o judiciário, a polícia, o ministério público, e obviamente a classe política, não são indiferentes a tais praticas odiosas, visto que possuímos um dos piores DNAs do planeta.

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    3. Seja qual for o caso basta o sujeito ter dinheiro que não será ou ficará pouco tempo preso,mas sempre encrencado com as leis para lhe tomarem todo o dinheiro (polícia, judiciário, advogados...).

      Pobre, matam ou jogam na prisão.

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  11. O surf no Arpoador também foi perseguido nessa época. Primeiro limitaram o horário e depois proibiram. A Heloisa Lustosa citada pelo Docastelo é viúva de um primo da minha mãe, o engenheiro Carlos Lustosa de Andrade. Suas filhas são primas muito queridas.

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  12. Há 40 anos Tia Nalu escuta Love Me Tender as 18 hs.

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    1. Tia Nalu detesta baladinhas açucaradas.

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  13. São quase cinquenta anos passados desde o A.I.5 e muitas verdades foram "criadas ou aumentadas", mas o fato é que fazem parte de um tempo que se foi, mas existiu. O povo era mais ingênuo e possuía valores mais puros. Muita coisa ruim aconteceu mas muitas outras como a estória do lago com jacarés na Rua Barão de Mesquita e a das pessoas que eram atiradas dos aviões da FAB pertencem ao campo do folclóre e do imaginário. Na história brasileira de 1964 até hoje não existem "santos". É como um filme de Sam Peckinpah...

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    1. É fácil afirmar que as coisas são folclores quando a opinião se apoia apenas em informações de interessados em desmoralizar os fatos. Sobre o tal jacaré contei em outra oportunidade que o bicho existiu (era pouco mais que um filhote) e era mostrado à noite na penumbra aos presos que já estavam assustados por motivos óbvios. O bicho não mordeu ninguém pois nunca foi colocado junto aos que eram jogados no pequeno lago. A tortura de aterrorizar era o objetivo. Certa vez estive com um conhecido jornalista que passou por isso. Por outro lado a filha de um colega de empresa, menor de idade, foi detida junto com outros estudantes quando participava de um grupo de estudo e um vizinho paranoico suspeitou da reunião e chamou a polícia. Foi parar no mesmo quartel e ela, e uma amiga, foram jogadas em uma cela com uma jiboia de mais de um metro que já estava no local. Fora o natural pavor a cobra não as incomodou. Saíram por força da intervenção do tio da moça que era oficial de alta patente. Quando era advogado de empresa multinacional americana socorri um amigo cujo filho foi simplesmente detido porque estava de noite voltando para casa e havia esquecido os documentos. Foi parar no DOPS da r. da Relação e tive de encarar um policial mulato, de terno marrom, com um cravo na lapela e cabelo "englostorado", que, tal qual a cabeleira, passou o tempo ensebando para soltar o rapaz. De outra feita foi comigo. Estava sentado em frente ao meu prédio, na Pr. Itália, quando uma viatura parou e abordou aos que ali estava. Documentos foram apresentados sem nada irregular mas um dos "agentes da lei" resolveu perguntar pelo recibo do meu violão, ameaçando confisca-lo. Reagi dizendo que não carregava recibo pois o violão era usado. Só me livrei da agressão quando mencionei o nome de um primo que também era policial e muito conhecido.

      Poderia passar um bom tempo contando fatos sobre a repressão nos chamados "anos de chumbo", alguns até curiosos que beiram o ridículo, e até tenho depoimento registrado em livro, com nome e sobrenome, mas estou certo de que jamais vou convencer alguém que ainda chama de "folclore" o que aconteceu naqueles tempos. Folclore uma ova!

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  14. Trabalhei em ambiente "pesado" durante os anos de chumbo(imprensa)e particularmente nunca tive problemas com a PF ou o Dops,mas alguns colegas eram frequentemente chamados para conversar.Uma dessas colegas é muito conhecida nacionalmente e atua na Globo.Ia muito da editoria em que atuava e também dos hábitos de alguns,já que muitos gostavam de uma herva e aí uma coisa puxava outra.O outro problema é que matérias editadas iam para o espaço e muitas vezes por paranoia dos milicos.Como convivi diretamente com o problema(seis anos)posso dizer que tudo era uma chatice sem tamanho e que alguns passaram aperto outros tiraram proveito,fazendo de sua "ideologia" passaporte para situações de conforto em que levaram alguma vantagem.

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  15. Eu sempre apareci muito bem na camisa Lacoste.

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