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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

CARROS





 
As fotos de hoje, do acervo do Correio da Manhã, mostram veículos importados com licenças falsas no final dos anos 50, apreendidos no Cais do Porto, aguardando que os responsáveis apresentem os documentos corretos. Os que não fossem legalizados, segundo o Governo, seriam vendidos a motoristas profissionais.
No início da década de 50 as importações de automóveis eram irrestritas, mas tempos depois foram limitadas. Com isto começou um grande contrabando, do que são exemplos os automóveis destas fotos.
PS: se você gosta de carros antigos, como alguns de nossos comentaristas, não perca a exposição “II Village Classic Cars” que começou ontem no Village Mall, na Barra da Tijuca.

22 comentários:

  1. Lembro perfeitamente desse carros que ficavam expostos às intempéries no cais da Praça Mauá. Muito que tentaram trazer esses veículos foram alvos apreensão e ficavam na esperança de um dia obter a chamada "quarta via legal" ou "via rosa" para liberação do produto. Na tentativa de preservar o bem alguns cobriam o carro de graxa para amenizar o efeitos da maresia. No Castelo morou uma família, conhecida do Gustavo, que trouxe um modelo do Chevrolet Belair (acho que 1956) que ficou muito tempo nessas condições. Depois da liberação desfrutaram muito pouco do veículo que ficou no pátio interno dos edifícios até se tornar dormitório de mendigos e terminar em um incêndio que afetou parcialmente um carro da minha família.

    Na época contavam histórias rocambolescas sobre os truques que seriam usados pelos contrabandistas. Um deles seria retirar as portas dos carros durante o transporte e trazer as peças por rodovia. Quando os veículos iam a leilão eram arrematados por preços bem abaixo do valor original pelos interessados que depois recolocavam as portas.

    Achei interessante a última foto com uma coleção de Skodas dos anos '50.

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    1. Houve um escândalo com muitas quartas vias roubadas segundo o Correio da Manhã em 1960.

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  2. Homenagem justa ao Veteran Car Club do Brasil - Rio de Janeiro, prestes a iniciar os festejos do primeiro Cinquentenário. Realmente, a exposição no Village Mall, inaugurada ontem, é a mais significativa a que eu assisti aqui no Rio, com automóveis que fariam presença em qualquer lista dos mais importantes. Temos de Isotta-Fraschini (da Gabriella Besanzoni) ao modesto Skoda, que atravessou o Saara em 1947, cujos irmãos se encontram na quinta foto de hoje - e estes não seriam contrabando, quem contrabanderia um Skoda???
    Passando por um Rolls-Royce esportivo, à la Bentley, dos anos 20 e chegando em um Tatra 87, um V-8 checo, veloz, mas um tanto instável em curvas e que matou mais oficiais alemães em acidentes do que a Resistência Checa em atentados. Não há muita comprovação histórica nesta afirmação, mas... publique-se a lenda!
    Quanto às fotos de hoje, um show General Motors. A primeira, só tem Chevrolet, de 54 a 56 (carro com V embaixo do escudo tem motor V-8), com um Oldsmobile 56 misturado, só para contrariar. Na segunda, um Buick 1954 (qualquer hora vou errar um ano, só para ver se o Gustavo anda lendo) entre Chevrolet e Oldsmobile, ambos 54 e um Chevrolet 55, mais ao fundo - lindo o 55. Na terceira, avançamos no tempo: um Simca Chambord toma conta de uma galeria GM de 1958, Chevrolet, Cadillac, um Oldsmobile e lá no fundo, um Mopar da mesma safra. Na quarta, tirando o Mercury, o resto é Chevrolet 54. E, finalmente, na última, os Skoda, em todas as versões de 1950-51 conhecidas, camionete, barata (a clarinha, com parabrisa dividido), sedan, cupê teto recolhível, cupê teto de aço. Este foi o carro da minha família entre 1957 e 63.

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    1. Tem um Dupont da década de 20, não?

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    2. Dupont, Chandler, Isotta-Fraschini, Tatra e Skoda já pertencem ao universo das marcas exóticas. Estão todas lá.

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  3. Impressionante o número de veículos. Desde sempre a gatunagem presente.Vamos aguardar o Biscoito e o Gustavo para colocar em ação o Roda Livre onde o seu coração e pura cilindrada...

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  4. O Brasil só começou a "existir" de verdade no mercado automobilístico após a liberação das importações nos anos 90. Em verdade o termo "contrabando" é empregado erroneamente, já que o termo correto é "Descaminho"{Art.334 do C.P} e que consiste em não recolher o imposto devido em mercadoria cuja importação é permitida, cuja pena máxima pode chegar a quatro anos de reclusão e pode ser afiançável em "sede policial". Já o "Contrabando {Art. 334-a} consiste em comercializar mercadoria cuja importação é proibida e é inafiançável em sede policial, já que a pena máxima pode chegar a cinco anos de reclusão. É o caso das armas e drogas, por exemplo.

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  5. Parece a bolsa de automóveis no Castelo.

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  6. Meu avô muito trabalhou nessas apreensões na qualidade de "Agente fiscal do Imposto Aduaneiro", cargo que corresponde ao atual "Auditor Fiscal do Tesouro Nacional". Naquele tempo a Praça Mauá e a Rodrigues Alves fervilhava com o movimento de pessoas, estivadores, bondes, e sobretudo enormes trens de carga que se dirigiam aos terminais da "Marítima" e de Praia Formosa. Hoje é apenas o "Porto Maravilha", uma região sem qualquer finalidade que não a de um turismo artificial, sem qualquer perspectiva de que volte a ser uma região economicamente rentável. Todas as alternativas de um crescimento econômico estão sendo destruídos pela violência causada pela corrupção das instituições nacionais, pela violência, e pela incrível passividade e inutilidade de um povo injustamente comparado aos povos africanos, já que os mesmos já demonstram um "notável progresso" em alguma coisa, ainda que em atentados terroristas. A portaria federal em que é dificultada a fiscalização trabalhista e por conseguinte estimula o trabalho escravo, não tem qualificação que se possa publicar e equivale ao último degrau onde um país que se arroga "democrático" pode descer.

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    1. Joel.
      Concordo com você.
      Sempre discordei completamente em ter desativado daquela área ali onde havia toda uma concentração em função do porto do RJ.
      Eu concordo que certas coisas tinham que sair mesmo em função do aumento da população, do crescimento da cidade e coisas do gênero, como por exemplo, quando as composições de carga cortavam da Rodrigues Alves e adentravam do Cais do Porto, causando toda uma confusão na região, até porque, o pátio desse caís na altura da Rodrigues Alves é pequeno, criando certa confusão.
      Fora isso, eu também lamento muitos que as indústrias e fábricas da região tenham se acabado.
      Aliás, eu fico possesso com isso.
      O RJ é uma cidade portuária por excelência da formação natural da geografia da cidade.
      Muitos não sabem, porém o RJ possui vários portos e não só esse antigo, assim como terminais também.
      É triste ver a situação que o Estado chegou sem precisar passar por isso que estamos passando se ainda tivéssemos nosso parque industrial, nossos portos e terminais a pleno vapor, nossos estaleiros, e, claro, nosso comércio.
      Terra infeliz essa de nome "Brasilis" como diria o saudoso Mussum.

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  7. obiscoitomolhado acorda mais cedo do que eu e não deixa espaço. O governo proibiu a importação de carros nas administrações entre o suicídio do Getúlio e a posse de JK, sem que o país tivesse um parque industrial de veículos. Existiam exceções como a vergonhosa Lei Cadillac, que concedia privilégios de importação para algumas categorias, e foi nessa brecha que rolaram os contrabandos. Estranhei os Skodas apreendidos em uma época que a importação era permitida.

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  8. Bom dia a todos.

    Hoje é dia de nirvana para alguns comentaristas.

    Esse escândalo descrito pelo Dr. D' atingiu certos amigos do presidente, como mostrado na minissérie "JK".

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  9. Bom dia a todos. Hoje é dia de festa para os mestres Gustavo e Dieckmman, só fotografias de carros. Já o texto relata um velho problema do Brasil, contrabando, corrupção, esperteza de alguns e a impunidade sempre acima da lei.
    Tal situação ultimamente vem me deixando doente, a cada dia fico mais revoltado e intolerante com esta situação, revoltado com a passividade do povo, principalmente da juventude, onde a sua principal representatividade a UNE, virou um bando de alienados subservientes de partido político. Hoje digo que tenho uma enorme vergonha de ser brasileiro e ser governado por esta corja de políticos calhordas e corruptos.

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  10. Bom dia a todos.
    Sensacional a foto Nº 3, pois mostra ao fundo os silos do Moinho Fluminense que ainda está de pé e em uso, e também o edifício considerado de as Docas do Imperador inaugurado ainda no Século XIX.
    Quanto a questão levantada pelo texto do Correio da Manhã e pelo Luiz, nenhuma novidade isso pois com a essência corrupta que os brasileiros tem isso é comum.
    Vide o Detran que sempre foi cabide de emprego e sempre rolou na maior cara de "óleo de peroba", corrupção a torto e a direta.
    Não falo mais nada sobre JK pois todos aqui já conhecem bem de minha opinião dessa repulsiva figura histórica.
    A dita "passividade do povo", é algo natural se repararmos o quanto a História brasileira é fantasiosa/fictícia.
    Diferentemente da cultura de outros povos, e porque não dizer de nações de terceiro mundo, onde revoluções e revoltas teve, de um jeito ou de outro, a participação do povo. Por aqui, geralmente, tudo foi encenado ou sem da menor participação do povo, como foi o caso de 1889 na queda do Império e muito bem descrito na obra Os Bestializados do historiador José Murilo de Carvalho.
    Já aqueles que se dizem e intitulavam de "Revolucionários", está aí para quem quiser ver: Todos viraram bandidos!
    As "máscaras" caíram por completo!
    Então, falar em participação do povo, revolucionários, revoluções, e coisas do gênero, são apenas delírios e sonhos dos que gostariam, assim como eu, de que o Brasil fosse um país diferente.
    Legado de Portugal esse.
    A frase a seguir não é minha, porém, certa vez eu ouvi e decorei, não saindo mais de minha mente:

    "POVO QUE PEGA EM PANDEIRO, TAMBORIM, TAMBOR, NÃO PEGA EM ARMAS!"

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    1. Faltou dizer no "berimbau". Quem pega nesse instrumento odioso merece muito mais. É o símbolo da vagabundagem, da inépcia, e é o que melhor representa o retrato mais adequado da índole do brasileiro. Mãos que manejam o berimbau nunca serão aptas para escrever.

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  11. Um grande festival de banheiras que deveriam vir acopladas a uma bomba de gasolina mas que eram salvas por alguns itens de algum conforto ,alguns desenhos futuristas e boa durabilidade e só.Mas o pior foi depois com a "indústria nacional" e tivemos que deixar de conviver com as fubicas para ficar atreladados as carroças. E ainda tem viúva que enaltece os Opalas,Gordinis,Passat's,Kombis,Galáxies e muitas outras porcarias do ramo que fizeram a vida de donos de oficinas e deixaram mais idosos e neuróticos seus infelizes proprietários.Agora vejam os autos de hoje.Tecnologia pura com segurança para seus condutores e garantia máxima de boa qualidade.Só mesmo deficiente visual ou os saudosistas de plantão ignoram estes fatos.Eu vou continuar deixando irritados alguns comentaristas chegados a brilhantina pois ainda sou Do Contra.

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  12. Peralta, o implicante20 de outubro de 2017 15:46

    A placa da Tia Nalu sempre teve a inicial de seu nome.A Atual é NPT 5151.

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  13. Repórter de Campo20 de outubro de 2017 19:53

    Levir Cupi foi demitido do Santos que está em quarto lugar com 50 pontos,mesmo que Gremio e Palmeiras.Imagine se estivesse com 35 ali na beirada do Z4

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    1. O Repórter de Campo parece que "comeu mosca" ou eu estou desatualizado. O técnico continuava empregado até perto de 16:30, após reunião com o presidente do clube...

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    2. Repórter de Campo20 de outubro de 2017 23:57

      A minha informação focava exatamente o absurdo do ato em função da posição do Santos na tabela.Reconsiderando a medida o Santos parece ter agido de bom senso.

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  14. A importação era permitida para deficientes. Valendo-se disto, alguns "espertinho" se faziam passar por deficientes físicos para importar seus automóveis. Conheci um....
    Jaime Moraes

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