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terça-feira, 14 de dezembro de 2021

PRAIA DE COPACABANA ANTIGAMENTE

Assim era a frequência à Praia de Copacabana nos anos 50. Os homens chegava à praia sempre com camisa vestida e só a tiravam ao pisar na areia. Maiôs inteiros para as mulheres. Todos sentavam-se na areia, às vezes sobre uma esteira. Ambulantes eram muito poucos, somente de sorvetes da Kibon e as casquinhas e pirulitos dos "tringuelingues".

Os jogos de vôlei eram quase que exclusivos para os homens. Muito poucas mulheres participavam. Era o tempo dos arrastões dos pescadores, que contavam com a ajuda dos banhistas. As crianças ganhavam um peixe pequeno e o colocavam em seus baldes. Os salva-vidas patrulhavam, logo após a arrebentação, com suas lanchas. Além disso os postos de salvamento colocavam bandeiras para indicar as condições do mar. As "línguas-negras" eram muitas e havia despejo de óleo dos navios no mar, o que dava um trabalho enorme retirar as manchas de óleo dos pés quando se pisava no óleo. 

Muitas crianças eram acompanhadas por babás uniformizadas. Os bancos espalhados pelas calçadas quase sempre estavam ocupados. Diria que ninguém corria pela estreita calçada, que se enchia quando havia um bom jogo de futebol de praia.


 Esta foto é da passagem da equipe de Walt Disney pelo Rio. A moça agachada era uma das desenhistas da equipe, a bonita Mary Blair.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

RUA RIACHUELO

Esta foto de Malta nos mostra a Rua Riachuelo, entre Lavradio e os Arcos, em 1906. Bem à direita vemos o Hospital da Venerável e Arquiepiscopal Ordem 3ª de Nossa Senhora do Monte do Carmo, ali instalado desde 1873.

Boa parte dos imóveis das ruas Riachuelo e Silvio Romero pertence à Ordem de Carmo. É de chamar a atenção a riqueza desta Ordem que tem muitos imóveis aí nesta região, outros no centro da cidade, além de cemitério e outras coisas mais. E ainda, se não estou enganado, há uma série de isenções fiscais diminuindo os impostos a pagar.

A Rua Riachuelo teve várias denominações, inclusive a de Rua de Matacavalos a partir de 1848. Recebeu, na segunda metade do século XIX, o nome de Rua Riachuelo em homenagem "aos feitos brilhantes da Armada Nacional no dia 11 de junho nas águas do Paraná".

Como bons alunos do Helio Ribeiro podemos ver que a bitola dos trilhos do bonde ainda é a antiga, de 820mm, usada pela CCU (Companhia de Carris Urbanos), que circulava nessa área. Tão logo a Light assumiu a CCU (e outras empresas), a bitola passou a ser de 1435mm. Isto ocorreu em 1906/1907. 

Vemos o mesmo trecho da Rua do Riachuelo com os bondes se dirigindo para os Arcos. Há um problema que causou esta fila enorme de bondes, aparentemente vazios. Nesta foto o anúncio na lateral do último bonde é da "Ótica Principal". 

Como bons alunos de obiscoitomolhado vemos um Chevrolet 1954, 210, não é Bel-Air. Um Ford 1937 e, mais adiante, um Buick (ou Oldsmobile) 50-51.


Esta foto, para mim inédita, foi enviada pelo obiscoitomolhado, a quem o SDR agradece. À direita vemos a Casa Albano - metais, que apareceu por aqui outro dia.

E não vou identificar os automóveis para não tirar o prazer do remetente fazê-lo...

 

domingo, 12 de dezembro de 2021

ANIVERSÁRIO DO NICKOLAS








Hoje o "Saudades do Rio" reproduz algumas das estupendas colorizações do Nickolas para parabenizá-lo pelo aniversário.

Muito interessante ver alguém tão jovem interessado pelo Rio de antigamente.

Felicidades e muitas colorizações.

O "Saudades do Rio" teve o privilégio de receber e publicar as primeiras colorizações do Nickolas há mais de dez anos.

sábado, 11 de dezembro de 2021

FOTOGRAMAS DO RIO DE 1934

Um passeio pelo Rio de 1934, tempo bem diferente do caos atual, em fotogramas de um filme garimpado pelo Nickolas.

A elegância das cariocas caminhando pela Av. Rio Branco era de chamar a atenção.

O tráfego era intenso na Av. Rio Branco e o hábito dos cariocas de atravessar fora da faixa já estava presente.

A Praça Paris bem cuidada e sem grades.

Um dos mais belos panoramas do Rio a bordo de um automóvel conversível.


A Urca semi-deserta ainda com pouquíssimos prédios altos. 

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

BONDE PIEDADE

Vemos um trecho da Avenida Presidente Vargas na década de 50, onde ocorreu um acidente entre o bonde "Piedade" e um automóvel. Chamam a atenção as simpáticas sacadas dos antigos pequenos prédios. 

O trecho da Pres. Vargas parece ser o do sentido Zona Norte-Centro, trecho logo após a Praça da República e a Rua Tomé de Souza, pois podemos ver do outro lado o Colégio Rivadávia Correia.

O muro branco é o Panteon de Caxias, no vão entre o 1º e o 2º poste preto podemos ver o letreiro da Cinzano na frente da Central que não aparece na foto, no vão do 2º e 3º poste pode-se ver as palmeiras do mangue, e para finalizar o letreiro preto, atrás do poste do outro lado da rua, é os fundos da antiga delegacia de vigilância da Rua Larga ou Marechal Floriano.

Em matéria de carros, é um show. Segundo um especialista (terá sido obiscoito?) parece que o Chevrolet 1949-50, que é o primeiro carro junto à divisória, é o carro mais moderno na foto. Atrás dele, um Ford 46, um Packard 46-47 e um Citroën 11 Légère. Ao lado dessa fila, um Ford 40 Furgão. O bonde atropelou um Studebaker 47. Na frente dos populares estão um Chevrolet 46, um Ford 39 e um Hudson 46-47.

Ou o trecho não seria o descrito?


Nesta foto bem antiga a informação é de que o bonde "Piedade" estaria na Rua Adolfo Bergamini.

O trajeto do bonde "Piedade", linha 77, era Largo de São Francisco de Paula - Andradas - Presidente Vargas - Praça da Bandeira - Mariz e Barros - São Francisco Xavier - 24 de Maio - Dias da Cruz - Adolfo Bergamini - Amaro Cavalcanti - Praça Sargento Eudoxio Passos - Clarimundo de Melo - Assis Carneiro.

Quem teria levado a melhor nesta “traulitada” entre o bonde “Piedade” e um caminhão?

Outra vez o bonde “Piedade” na Rua Adolfo Bergamini.

 

quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

PRAÇA MAUÁ - AV. RIO BRANCO

Authochrome de Marc Ferrez garimpado pelo H. Hübner. Estamos no início da Av. Rio Branco, com a Casa Mauá à esquerda. Era legitima representante da arquitetura eclética do início do século 20. A Casa Mauá, uma casa comercial, foi demolida no final da década de 80 para a construção da horrenda torre de vidro, o RB1. 

À direita vemos o prédio onde havia um enorme letreiro da Casa Hanseática.

 Também vemos o monumento ao Visconde de Mauá, Irineu Evangelista de Sousa, que se ergue no extremo norte da Avenida Rio Branco, à entrada da Praça Mauá. É obra de Rodolfo Bernardelli. Compõe-se de uma coluna dórica de 8 metros e 30 centímetros de altura, talhada em granito. A pedra fundamental do monumento foi lançada no dia 30 de abril de 1904, no início das obras da Avenida Central (Rio Branco, hoje), pelo Clube de Engenharia. A inauguração ocorreu no dia 1 de maio de 1910.

Postal da coleção do Klerman W. Lopes. Edic. Da Directoria Regional dos Correios e Telegraphos do Districto Federal. Vista do Centro com o Edifício "A Noite".  Foi o primeiro arranha-céu da cidade, construído no fim da década de 20 e também o primeiro a ser construído com o moderno concreto armado. Seu estilo art-deco estava mais para construções norte-americanas do que para as francesas que ainda existiam na região. Foi sede de inúmeras repartições públicas como o INPI, escritórios, do jornal A Noite e da Rádio Nacional. O edifício possui 22 andares, correspondentes a 30 de um prédio moderno, devido a seu pé-direito ampliado.

A foto é anterior a 1945, pois ainda existia o canteiro central da Av. Rio Branco. A estátua de Mauá ainda dava as costas para a avenida. Depois foi alterada a posição e passou a ficar de costas para o edifício de A Noite. Depois foi mudado para mais perto do mar, quase no estacionamento do "Touring", no eixo da Rodrigues Alves. Mas também saiu de lá, provavelmente para não ficar debaixo da Perimetral. O ônibus que aparece na foto é o apelidado de "Sinfonia Inacabada"?


Vemos a região em um dos estupendos trabalhos de GUTA (Carlos Gustavo Nunes Pereira), um artista precocemente falecido. Eventualmente comentava no "Saudades do Rio" do provedor Terra. Era irmão de um colega de colégio. Guta era um grande artista que em suas pranchas apresentava um mesmo local do Rio através dos séculos. 


Esta foto, da Comp. Melhoramentos de São Paulo - Indústrias de Papel, é do acervo do Rouen. Deve ser dos anos 50. Fica aqui o desafio para obiscoitomolhado, pois quando o Rouen a publicou houve muitas divergências sobre os automóveis.