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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

PRAIA VERMELHA - URCA

A foto de hoje foi garimpada pelo Nickolas e mostra a tão querida Urca, de nossa embaixadora Milu.
 
À esquerda vemos o prédio onde desde 1942 funciona o IME – Instituto Militar de Engenharia, escola do mais alto gabarito aberta a civis e militares. Entre seus professores destacou-se o pranteado General Miranda, oficial culto e exemplar, que sempre defendeu aqui no “Saudades do Rio” os marcos artísticos e/ou repletos de tradição de nossa cidade, como retratam suas palavras: “É um deleite ver a memória da cidade aqui exposta diariamente. Lamento o quanto foi impiedosamente destruído para construir, muita vez, um novo sem alma e sem estilo, que desfalca nossa cidade de muitas construções e tradições que poderiam refletir e documentar fases de épocas pretéritas ou manifestações do belo”.
Assassinado de maneira vil pelo conhecido Tutu La Minelli, dono do conhecido salão “Fleur de La Passion” da Galeria Alaska, desde então escondido naquela estranha cidade do Sudeste na certeza da impunidade, nosso querido General ainda está à espera de justiça.
Para os que não se lembram recordo que o General Miranda se notabilizou, não só pela sua inteligência, mas pela extraordinária bravura: tomou parte na FEB que participou do assalto à Abadia de Monte Cassino (1944), enfrentando forças muito superiores àquelas que comandava. Ao longo de sua gloriosa carreira, exerceu os lugares de instrutor de esgrima, diretor das oficinas de reparação de automóveis do Exército, vogal do Conselho Central da Cruz Vermelha Brasileira e do Pró-Sanatório dos Sargentos Tuberculosos dos Exércitos de Terra e Mar. Em meados dos anos 50, combateu ardorosamente os insurretos do General Lott, o que lhe valeu uma curta detenção no Forte de Copacabana (punição que se revelou, mais tarde, injusta). Entre outras condecorações, é Comendador da Ordem de S. Gregório Magno (classe militar) com que Sua Santidade João XXIII o agraciou. É autor de várias obras sobre assuntos bélicos, em que se destaca uma monografia muito interessante sobre o "Canhão Vickers de Seis Polegadas da Artilharia de Costa". Por seu elevado nível moral e intelectual, este antigo e distinto morador da Rua Sorocaba,  nos deixou um legado admirável.
 
Ao centro vemos a estação do bondinho do Pão de Açúcar onde a partir de 1913, a cidade passou a contar com mais um belo passeio, que lhe dava outro excelente belvedere sobre as suas incomparáveis paisagens. Era o caminho aéreo para o Pão de Açúcar, feito em dois lances, de seiscentos metros o primeiro, da Praia Vermelha até o Morro da Urca, e o segundo, de oitocentos metros, até o alto da mole granítica, a que os franceses de Villegaignon davam o nome de "pot à beurre", e que fica a 395 metros de altitude. Esta ascensão que se faz hoje comodamente, em vagonete suspenso a cabo-trilho de aço, em apenas dez minutos, foi por muito tempo façanha desportiva tentada por poucos.
 
À direita vemos as obras de construção da Escola de Guerra Naval que ocupou parte do terreno da Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil, hoje Faculdade de Medicina da UFRJ. A EGN usou, em parte, o local onde se localizavam o restaurante e a quadra de esportes da faculdade. Mais ao lado ficava o prédio da faculdade propriamente dito, que foi ao chão e desde então nada foi construído em seu lugar, num crime contra a história do Rio.

59 comentários:

  1. Notar o caminhão de CRUSH estacionado perto da entrada da estação do bondinho.

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  2. Foto muito boa por sinal,creio eu tirada nos anos sessenta,pelos carros a vista.

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  3. O IME antes se chamava Escola Técnica do Exército. Meu tio Fernando "formou" lá, como dizem os mineiros. E ali onde fica aquela mangueira surgiu depois a Roda Viva, churrascaria onde uma vez por semana, acho que às quintas, se apresentava a Orquestra Tabajara do maestro Severino Araujo, para delícia dos dançarinos.

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    1. Candeias, da Tabajara não me lembro mas o Waldir Calmon também tocou aí em meados dos anos '70. O nome Roda Viva vinha de uma roda de moinho que era acionada por uma cascata. Havia também um painel pintado ao fundo, à direita, que mostrava a imagem da Praça Paris e do Aterro à noite. Por coincidência eu estava presente quando ocorreu um episódio nesse restaurante. Houve uma tentativa frustrada de sequestro do ladrão inglês Ronald Biggs por um grupo mercenário que pretendia leva-lo para um iate fundeado na Baía de Guanabara. A polícia foi acionada e o plano fracassou. Estava com amigos e mal percebi a movimentação de tão discreta.

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  4. Lugar mágico, a Urca é tudo de bom.Se vou ao Rio passo na Urca ao menos para tomar um chope lá no Garota da Urca.Estive no Roda Viva,citado pelo Candeias,pelo menos 2 x e numa delas rolava uma roda de samba e pude levar um papo com o Noca da Portela,que estava presente.

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  5. Bom Dia ! As primeiras garrafas de CRUSH eram Ambar e com todas as letras em relevo. O xarope era importado , vinha concentrado em toneis de 200 litros. Sua primeira engarrafadora ficava no Parque industrial do Jacaré.Cheguei a ter 10 garrafas com este padrão, que junto com mais uma dúzia de Cascos de Ginja-Cola,dei de presente a um amigo colecionador.

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  6. Lembrar do General Miranda é voltar aos velhos tempos do fotolog com o AG, o Decourt, o Tumminelli, o Jban, o Richard, o Rafael, a Alcione, o Conde, a Nana, o Celso e tantos outros. Também acho que a foto é dos anos 60. Lembro da Roda-Viva desde 1969, pois ia lá com minha noiva na época.

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  7. Caramba o Mauro lembrou da Ginja-Cola que eu tomava no meu colegio
    na Hadoque Lobo (abrasileirando) na Tijuca.

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  8. Colaborador Anônimo12 de janeiro de 2017 09:49

    A foto é posterior aos anos 60. Posso garantir pois, com certeza, até 1970 comi no bandejão que ficava no local da construção da EGN mostrada à direita da foto.

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    1. Tinha dias que era duro comer naquele bandejão. O bar dentro da faculdade era melhor.

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  9. Bom dia. Foto dos anos 50. O bar Roda Viva funcionaria anos depois. Com referência à participação da FEB na batalha de Monte Cassino, bem como na 2ª guerra mundial, foi pífia, desnecessária, só aconteceu para dar uma "satisfação aos americanos" tendo em vista que a guerra "já estava ganha" e serviu apenas para mandar para morte centenas de brasileiros. Enquanto o exército brasileiro vive de "feitos militares" que na realidade nunca existiram,o Brasil afunda. As "grandes batalhas em que o exército brasileiro lutou" foram contra insurretos nacionais, incluindo os paulistas, repúblicas decadentes Sul Americanas, e até 1880 contra negros fujões, atuando como "capitães do mato". As "glórias vividas" por antigos generais chegam a ser risíveis se comparadas com os feitos militares das forças norte americanas. Pode ser que em um futuro próximo isso possa se repetir, mas por uma boa causa...

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  10. Na Praia Vermelha não existem igrejas evangélicas.Por que será?

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  11. Mayc: A Ginja-Cola era uma fórmula de propriedade de um cidadão de origem Alemã. Era feita com o xarope de Ginja e noz de Cola.Ele fabricava também a Tangerina Petiz que vinha na mesma garrafa da Ginja-Cola. Tinha ainda o Guaraná Petiz que era muito gostoso e a garrafa era a mesma do Caçula, com diferença de que uma tinha "gola" e outra não. A Fábrica era na Rua Sinimbu e por conta de "forças misteriosas" Ginja-Cola só podia ser vendida em escolas.Essa "força" devia ser a mesma que proibia o Mineirinho de ser vendido na cidade do Rio de Janeiro. Um dia o Alemão morreu,seus dois filhos,Professores famosos,acabaram aceitando uma oferta da Coca-Cola e foi tudo "pro saco".Quando soube que a Ginja-Cola não ia mais ser fabricada,fui salvar algum casco para colecionar.A fabrica já tinha sido transferida para um galpão em Bonsucesso ao lado do Hospital. Lá vi uma pá mecânica empurrando as garrafas e um rolo compressor passando em cima. Foi muito difícil convencer o Gringo a me deixar pegar uma duzia de cascos.

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  12. Mauro, impressionada com seus profundos conhecimentos neste setor! Seria você um empresário do ramo "disfarçado"? Ainda bem que tiveram o bom senso de liberar o Mineirinho para a cidade do Rio de Janeiro, na minha infância eu tomava quando íamos para Teresópolis!

    Nunca ouvi falar em Ginja-Cola, mas lembro que chegou a existir Gra-Cola, alguém recorda disso?

    Acabo de ler a desanimadora notícia que no lugar do tão tradicional Cirandinha, terá um...supermercado Diamante( de Niterói). O que é isso??? É decadência ou não é??? É nisso que Copacabana está se transformando? Um bairro apenas de serviços, como bancos, farmácias, comidas a kilo e supermercados? Podia entrar algum restaurante, bistrô, livraria com lounge, centro cultural, complexo de salas para exposições, alguma coisa, qualquer coisa que saísse dessa linha! Chegou a veicular um papo que o Cirandinha talvez ocupasse ali, mas em dimensões menores,mas não confirmado oficialmente. Pena mesmo q o bairro vá transformando-se assim, perdendo seus ícones, seus marcos, e com substituição tão aquém...

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  13. Peralta,o implicante12 de janeiro de 2017 11:21

    Tia Nalu misturava Crush com vodka.E tome Hi Fi.

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  14. Bom dia a todos. Foto que me trás grandes lembranças do Roda Viva, muitas noites de sexta-feira e sábado por lá passei, com finais de noite apoteóticas, muitas delas com extensão ao também finado PUB do Leme. Nos dias de hoje este local está diariamente lotado de turistas, que vão visitar o Pão de Açucar, a Av Pasteur sempre tomada de ônibus de turismo. Com a retirada dos soldados que faziam a segurança de toda a área, agora só restrita aos locais militares, possibilitou a entrada dos flanelinhas explorando vagas de estacionamento e camelôs barraquinhas móveis vendendo lembrancinhas, e a URCA que era um paraíso de tranquilidade e segurança, vai a cada dia se tornando igual aos demais bairros da cidade.
    E a pergunta permanece. Como mudar esta situação, ou nos mudamos desta situação?

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  15. O comentário do Mauro faz sentido. Só me lembro de ter visto Ginja-Cola no bar do São Bento. Quem tomava conta era o irmão Lino.

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    1. Mestre Candeias, deve haver algum engano, logo eu tomando conta de Ginja-Cola, se ainda fosse uma Ginjinha até poderia ser. Prefiro mais tomar conta da geladeira das O.M.'s

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  16. Observador de refrigerantes12 de janeiro de 2017 12:17

    Ginja-Cola foi uma tentativa de "hackear" o Ginger Ale, conhecida marca americana. Duvido que consigam copiar a exitosa fórmula da Coca-Cola nem quebrar sua patente. Um refrigerante brasileiro do tipo "convenção" ou similar, parecem ser fabricado em fundo de quintal ou barracões na favela.

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    1. Colaborador Anônimo12 de janeiro de 2017 13:32

      O Ginger Ale chegou a ser fabricado aqui, se não me falha a memória produzido pela Antarctica, a ser confirmado pelo Mauroxará.

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  17. Eu sou a Rainha da Princesinha,entendeu Evelyn?

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  18. Observador de Copacabana12 de janeiro de 2017 12:59

    Evelyn, Cirandinha vai virar supermercado, Mercadinho Azul virou Drogaria Venâncio e hoje um grande arrastão aconteceu perto da Prado Junior. E nem é final de semana.

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    1. Esse Observador está equivocado. O tal arrastão que ocorreu após um quebra-quebra de ônibus foi ontem, inclusive passou no noticiário da tv. Hoje está tudo calmo em razão da chuvarada.

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  19. Sr Observador de Refrigerantes:Desculpe-me mas a Ginja-Cola era mais antiga,portanto não podia ela ser a cópia. Isso está me parecendo com a história do Mamão Papaia que ninguém conhecia e de repente virou Mamão do Havai. Dra: Tenho duas paixões: Transportes e avicultura.No item 2 tive desde a criação até o comercio.Mas isso já passou. Como continuo gostando de ônibus,agora eu os tenho em miniaturas que eu mesmo faço.

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  20. Minha mãe perdeu a coragem de subir no bondinho na única vez que estivemos nessa estação. Depois de crescido estou sempre naquela de qualquer dia vou ao Pão de Açúcar. Sobre o Monte Cassino: não houve participação da FEB nessa conquista, foi antes da chegada dos brasileiros à Itália, mas nossos oficiais já assistiam os confrontos para repassar experiência. O Brasil pediu e os EUA concordaram com a participação do exército brasileiro na 2ª Guerra Mundial, mas os britânicos não queriam, exceto os pilotos da FAB, como qualquer outro que fosse contra o Eixo. Até alistar, treinar e transportar toda a FEB o cenário da guerra já tinha mudado, inclusive geograficamente do norte da África para a Itália e tempos depois mais ainda com o desembarque na Normandia, porém, manter os alemães também ocupados em território italiano ajudava as frentes na França e no Leste Europeu. Como Hitler não aceitava grandes recuos nem para reforçar seu próprio território, no geral ficou mais fácil para os Aliados e russos. Além de totalista mau, o chefe do 3º Reich era bem fraquinho nas ideias militares e por isso sofreu até atentado de alguns de seus oficiais insatisfeitos.

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  21. Colaborador Anônimo12 de janeiro de 2017 13:53

    Só por curiosidade, ilustrando a informação de 12:32 http://tinyurl.com/h4qgnrm

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  22. Observador de Copacabana,isso vai acabar,pois o prefeito Crivella já determinou que a s ruas de Copacabana sejam patrulhadas pela G.M.O Coronel Amendola vai limpar as ruas de Copa.

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    1. Paulo Roberto, se Hitler fosse um estrategista ao menos sofrível, o resultado da Segunda Guerra Mundial teria sido outro.

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  23. Pois é, obs, é o que comentei outro dia, observe como os arrastões, tradicionalmente em finais de semana ensolarados, começam a ocupar outros dias agora também...

    Essa linha 474 teria que ser escoltada o tempo todo!Perigosa para quem está dentro e para quem está nos arredores! Vai acabar sendo extinguida. Passava pelo Aterro, agora aterroriza na Pinheiro Machado, Nalu poderá falar melhor. Já li que tem gente q ao ver esse ônibus aproximando-se, sai correndo, em pânico! Não é possível que meia dúzia de policiais, com porte físico avantajado, flechas envenenadas como a que usaram em Estácio de Sá e cavalos, não consigam dar fim à essa baderna! A quem interessa manter isso?! Que cidade é essa, turística e olímpica, que permitem que uma corja de desocupados façam o bairro tremer, causando pânico na população?! Penso particularmente que só impacteria quando o turista deixasse de vir, e a prefeitura visse os hotéissssss vazios, os bares vazios, o Corcovado sem fila, etc. Sou a favor de uma grande campanha, não vá ao Rio de Janeiro! Já que o cidadão não merece ter a segurança que lhe é de direito, que pelo menos sinta no bolso a queda vertiginosa do Rio como opção turística!!! Pode ser que assim acordem e façam o que é mais do que obrigação deles, zelar pela segurança do transeunte!

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  24. Na época que o Mineirinho estava "proibido" na cidade do Rio me lembro que apenas era possível encontrá-lo no largo de Marechal Hermes. Vá entender... Lembro também do refrigerante Gini, de limão.

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  25. ..ImpactAria...

    Li hoje sobre a Nana, alguém tem noticias dela?

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  26. Boa tarde a todos.
    Urca foi um lugar muito comentado por volta de dois meses atrás onde dizem de que foi encontrado dinheiro em fartas quantidades.
    Sim. A Urca de sua tranquilidade, quartéis, da morada de Roberto Carlos e também da saudosa TV TUPI.
    Confesso de que havia me esquecido da época em que era proibido o refrigerante Mineirinho na Capital, somente sendo permitido em outros municípios.
    Quanto a Monte Cassino e similares da Segunda Guerra, sempre achei de que há muita desinformação e pouca informação verídica.
    Sempre disse o seguinte: História só contada pelo lado vencedor e por quem está no poder, portanto, acredito de que muita coisa se perde até por omissão de fatos verdadeiros.
    Imagina a 50, 60, 70 anos atrás, falar sobre as dificuldades que os pracinhas passaram na Europa. Era até proibido dizer isso.
    Por volta de uns 11 anos atrás vi um documentário interessante sobre a FEB na Europa e relatos dos antigos combatentes falando da trágico e cômica situações que passaram como não tendo nem Uniforme adequado para suportar do rigor do inverno do outro lado do Atlântico.
    Evelyn e Lino. Ainda ontem mesmo estava justamente falando sobre o que penso dessa situação toda no Rio de Janeiro sobre favelas e criminalidade.
    Sabiamente o Hélio me fez calar a boca ressuscitando para isso um velho dizer da época da ditadura: BRASIL, AME-O OU DEIXE-O!
    Pronto. Nada mais havia para eu dizer a respeito, assim como também hoje não há.

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  27. A mudança na legislação é fundamental para que algo de produtivo possa ser feito. No caso dos assaltos e depredações em ônibus como os ocorridos recentemente em Copacabana, penas corporais resolveriam o problema: Vinte chibatadas no lombo e o "paciente" nunca mais pensaria em assaltar.

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  28. Só a nível de curiosidade pelo que li no texto e porque não é da primeira vez que leio ou ouço isso, gostaria de saber e se possível o Luiz me explicasse: Por que SP é chamada de "estranha cidade"?

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  29. Ontem pela primeira vez assisti de camarote ao triste espetáculo que o pessoal do Jacarezinho que utiliza o ônibus 474 tem proporcionado nos últimos tempos. Essa linha é marcada por episódios que até viraram filme e agora esses vandalismos. O fato ocorreu bem debaixo de uma das janelas do meu apartamento e, por puro acaso, eu estava abrindo a janela nesse momento. Ouvi a gritaria e deduzi que estava ocorrendo uma briga dentro do ônibus. Ato contínuo todos tentaram sair ao mesmo tempo e parecia a imagem de um espremedor de alho, ou similar, com gente saindo até pelo teto. Foi um caos. Depois de quase todos terem se acumulado na calçada, gente desmaiando, o diabo, alguns começaram a apedrejar o coletivo. O motorista, que também se mandou, voltou para pegar suas coisas que já estavam na mão de um elemento. A polícia somente chegou mais de vinte minutos depois e os poucos policiais que estavam próximos nada podiam fazer. Três rapazes que eu conheço que praticam artes marciais ainda distribuíram pancadas em meia dúzia mas tiveram de recuar. A grande massa correu para a Av. Princesa Isabel e começou a assaltar pessoas que passavam. Foi aí que a polícia chegou e deteve cerca de quarenta elementos. Minha opinião é que esses movimentos marginais pioraram pelo número de participantes mas não são novidade. Desde os tempos do "trombadinhas" em Sampa, passando pelos pivetes do Rio, e outros, são senoidais. Sobem e descem. Se começarem a tombar alguns eles refreiam o ímpeto. É uma questão de politica de segurança. Mas é aí que a porca torce o rabo...(Eita expressão antiga!)

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  30. Uma correção. O tal ônibus que gerou um filme era o 174.

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  31. Wolfgang, o "Saudades do Rio" já tem mais de dez anos e muita história já rolou por aqui. Do amor e ódio entre o AG e a Karina, do assassinato do General Miranda pelo solerte "coiffeur" Tutu La Minelli, patrão do tinturista Claude Maurice, da paixão do Rafito pela Giseli Loira, da vassoura da Alcyone, do suicídio do Tertuliano Delacroix, da criação do S.E.M.P.R.E. pela Mme. Simmons, da caleça do Professor Pintáfona, das primas da Milu. O parafuso de Arquimedes, o Veedol, o Hemo-Kola, as "park-ways", o Ludaol (um dos cinco patrocinadores do "Voando para o Rio"), o Anão Duarte, a Empena-Cega, a Clínica de Mamoterapia de Itaipava, o Pharol e sua secretária D.Neuza, já fizeram muito sucesso. Também a Demolidora Serqueira, o Vittorio, o Dr. Decuca, a Anta Copacabanensis, o Bispo Rolleiflex, a Lupercia, a sede da França Antarctica sem álcool do Mont de la Veuve, foram exaustivamente discutidos por aqui. O Bode Velho, o Silva, o Fidelino Leitão de Menezes, o Francisco Patricio, o Teco (Eleutério Miranda), a Mente, a Beatrice Portinari, o Monroe, o Zeppelin. A PEJ (Praça Eugenio Jardim), o Colona, a Calango, o Pastor, os ciganos de Campinas. A estranha cidade do Sudeste é parte disto tudo.

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  32. O Docastelo presenciou uma cena inimaginável há 35 anos atrás por razões que todos devem conhecer. A polícia não possui efetivo para combater essa corja que é oriunda das favelas, ainda mais porque se supõe que esses elementos tenham a proteção de políticos com mandato eletivo. Somente as forças armadas aliadas a um Ministério Público e a um judiciário não lenientes e comprometidos seriamente com realidade.

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  33. Hoje fui ao médico, ele me olhou e de cara foi logo dizendo; O seu estado não é nada bom. Aí respondi Doutor calma deixa do Rio de Janeiro de lado e vamos falar de mim.

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  34. Obrigado Luiz por satisfazer de minha curiosidade.
    Joel. Eu tenho uma pergunta para você já que sempre se manifesta assim tão caloroso ao regresso dos militares ao poder.
    Pergunto se nos dias de hoje, sem o apoio norte americano, daria certo? Eles teriam sucesso?
    Isso é algo me intriga e muito.

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  35. Acho que já disse isso neste espaço. As maiores culpadas são as vacinas.Hoje todo bicho-careta recebe vacinas ficando imune à varias doenças onde a seleção natural faria seu trabalho. Por isso a natureza tem que procurar outros caminhos tentando manter o equilíbrio. Se o Helio Ribeiro ler o que escrevi,tenho quase certeza que concordará comigo e ainda fará comentário bem mais acido.

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  36. Wolfang, acho que no momento é a única alternativa de não virarmos uma Venezuela. Não morro de amores pelos militares mas acho que ainda são uma casta ainda comprometida com os ideais republicanos. Se houve excessos? Sim, com certeza. Mas o que dizer do quadro atual? O suposto "estado de direito" em que vivemos é uma piada. O que nos garante? Uma constituição viciada e diariamente desrespeitada que só funciona para proteger interesses escusos de políticos? E o direito de ir e vir? Alguém possui? Quem não tiver um plano de saúde morrerá fatalmente nas filas dos hospitais. O país está literalmente entregue à criminosos de todas as escalas, e o que mais me intriga é que ninguém faz absolutamente nada. Não sei a sua idade, mas imagino que você tenha mais de 50 anos e se tiver, deve lembrar dos tempos mais tranquilos em que vivia. Se morreram alguns, os que sobreviveram são exatamente aqueles que estão destruindo e saqueando o Brasil. Não sou Marcelo Rezende, mas "pense nisso". Se conhece o "Decálogo de Lênin", verá que as coisas estão acontecendo exatamente como descritas. As rebeliões em presídios e os fatos recorrentes como o do ônibus 474 descrito pelo Docastelo, são uma prova de que essa turba de marginais descontrolada é sustentada e financiada por alguém. Existem arsenais com armas automáticas e granadas nas favelas em quantidades alarmantes, e quem financia e apoia isso? Quem está por tras do desaparelhamento e sucateamento das forças de segurança? Pense nisso...

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  37. Prezado Wolfgang, posso ter todos os defeitos do mundo, menos um: o de ser patriota. Assim, quando citei a frase "Brasil, ame-o ou deixe-o!", fi-lo (dá-lhe, Jânio Quadros!) apenas para ressaltar que não há esperança de melhora para o país. Assim, se alguém estiver insatisfeito, não adianta insistir ficando aqui. Se puder, vá embora (é a parte "deixe-o" da frase). Na minha opinião, só devem ficar os patriotas empedernidos, os esperançosos bobalhões, os que lucram com o crime (esses três compõem a parte "ame-o" da frase) e os que não têm possibilidade de ir embora (meu caso).

    Portanto, não considere minha recordação da famosa frase como uma admoestação a você, e sim como um alerta.

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  38. Quanto à observação do Mauroxará, das 17:49h, realmente tenho muitas reservas sobre os benefícios da Medicina. Em Esparta, as crianças que por algum motivo seriam inúteis como futuros soldados eram jogadas de cima de um barranco. Esparta era uma sociedade guerreira e não podia se dar ao luxo de ter homens adultos que não pudessem pegar em armas.

    Não chego a tanto, mas acho que a Medicina é extremamente útil nos casos em que a cura é rápida, como em traumas ortopédicos, infecções, epidemias, etc. Mas acho inútil e até desumano manter a vida de pessoas cujo organismo já está sinalizando que chegou ao fim da vida útil. Defendo a eutanásia desde muito jovem, e principalmente a "autoeutanásia". Ou seja: se o próprio doente não deseja mais continuar vivo (aliás, nem precisa estar doente para ter essa vontade), por que gastar tempo, dinheiro, ocupar leito de hospital, mobilizar equipamento e pessoal de saúde? Nenhum de nós pediu para nascer. Então, para compensar, qualquer um deveria ter o direito de pedir para morrer.

    Esse afã desesperado da Medicina em manter a pessoa viva é um despautério, para mim. Viver sem qualidade, preso a uma cama, tal qual vegetal, ou sofrendo de dores insuportáveis, ou alheio ao mundo por Alzheimer, vale mesmo à pena? Sofre o doente, sofre a família. E às vezes tais casos provocam a desagregação ou a ruína financeira da família. E tudo isso para nada.

    Hoje, ao ver tanta gente vivendo à base de remédios, eu me pergunto: o que está errado? Será que é realmente preciso tomar tanta medicação assim? É remédio para dor de cabeça, para azia, para colesterol, triglicerídeos, diabetes, gases, alergia, enjoo, creme para bloquear a radiação solar, Cicatricure para rugas (ou melhor, "marcas do tempo"), etc. etc, etc.

    Ramos de negócio que movimentam bilhões de dólares devem ser vistos com reservas. É assim com o tráfico de pessoas, de drogas, de armas, e com a indústria farmacêutica. Pense bem: você é o presidente de uma dessas indústrias, que gera lucros fabulosos. De repente, sua empresa descobre a cura para o diabetes. Interessa realmente a você liberar esse medicamento? Não é muito mais lucrativo esquecer a fórmula e continuar vendendo o que já está no mercado atualmente?

    Tal como ocorre com eletrodomésticos: antigamente, uma geladeira (ou outro aparelho qualquer) durava décadas. Era projetada para isso. Hoje em dia, quanto tempo uma delas dura?

    Ah, dirá você, é imbecilidade comparar a estratégia de um fabricante de geladeira com a de uma indústria farmacêutica. Será mesmo? Não vaja a coisa sob o aspecto moral ou ético; veja-a com os olhos de alguém que tem de gerar lucros. E agora? Ainda é imbecilidade?

    Existem 100 milhões de diabéticos (hipótese). Você tem duas opções: vender de uma tacada 100 milhões de frascos do remédio que cura a doença. Você terá 100 milhões de compradores a menos. Daí em diante, só venderá para os novos casos. Ou então, você vende 100 milhões de frascos mensalmente, durante anos a fio, sem contar os novos casos. Os acionistas querem lucros. O que você faria?

    Vendo essas dezenas de milhares de medicamentos à venda no mercado mundial, e assistindo a bilhões de pessoas consumindo pelo menos um deles, chego à conclusão de que Darwin estava errado: o homem não está adaptado ao meio-ambiente em que vive. Se não se valer dos remédios, morre.

    Na verdade, muitos morrem justamente por tomarem remédios. Mas têm um console: morrem curados.

    A propósito: ninguém vai me fazer mudar de ideia. Não sou um sujeito cabeça-dura, mas nos assuntos citados acima bato o pé há muitos anos e a realidade até hoje não me sinalizou que devo repensá-los.

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  39. Quanto à participação da FEB na II Guerra Mundial, é assunto deveras polêmico. Algumas publicações valorizam-na, outras detratam-na, outras ainda sequer a mencionam (essas são a maioria).

    Inquestionável é o fato de que os pracinhas não tiveram preparo suficiente para entrar na guerra e nem sequer receberam vestuário adequado ao clima frio e úmido da Itália, na região dos Apeninos, onde houve os combates da FEB. Dizem que o costume de forrar com jornais o interior dos boots, para aliviar o frio nos pés, foi apreciado pelos norte-americanos, que também muitas vezes o adotaram.

    Também é citada a preferência dos alemães para se renderem a tropas brasileiras, pelas quais eram bem tratados.

    O general Mark Clark, sob cujo comando estavam as tropas no teatro italiano no qual a FEB combateu, é até hoje muito criticado pelos erros cometidos e pela sua busca incansável pela notoriedade. Nesse aspecto, só era suplantado pelo MacArthur, no teatro do Pacífico.

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  40. Observador de barrancos12 de janeiro de 2017 20:15

    Se a solução espartana valesse no Brasil, ia faltar gente para empurrar lá de cima. Só em abrir os olhos e perceber que está no Brasil, o cara já adoece...

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  41. Sobre o assunto de decidir sobre a própria morte minha cunhada escreveu n´O Globo: "(...) O debate sobre o fim da vida está aberto e faz seu caminho nas sociedades democráticas que cada vez mais reconhecem o direito dos indivíduos de viver com dignidade até o fim, de escrever sua história até o ponto final. Nada é mais cruel e injusto do que, em nome de um princípio religioso ou de uma ética médica de outros tempos, impor a um ser humano, já fragilizado e contra sua vontade, dores atrozes, a imobilidade que aprisiona dentro do próprio corpo ou a convivência insuportável com a certeza de que sua mente e, em consequência, sua capacidade de escolha estão se apagando. O que está em jogo não é só a dignidade de cada um, é a essência mesma de nossa humanidade.
    Feliz de quem consegue chegar ao fim da vida ainda na posse de suas faculdades mentais, com suas lembranças e afetos intactos, cercado pelos seus entes queridos.
    (...)
    Médicos que sempre pensaram que sua missão era garantir a todo custo a sobrevivência dos pacientes vão aprendendo no contato com eles a importância de poderem ser tratados em casa ou atendidos por equipes treinadas para reduzir a dor e o sofrimento, capazes ainda de fazer as pequenas escolhas cotidianas que exprimem seu gosto pela vida. Ajudar o paciente a lidar com a angústia da morte implica em ouvi-lo. E ouvi-lo inclui a possibilidade de que ele peça ajuda para morrer. Ou para continuar vivendo até o fim.
    Os cuidados paliativos exprimem escuta e respeito ao desejo dos pacientes mas não respondem à questão de fundo: o poder de decisão não pode mais estar nos médicos, por melhor intencionados que sejam, e sim na vontade soberana do paciente. A morte com dignidade tem que entrar na pauta das liberdades que se ampliam e são reconhecidas como direitos garantidos em lei. Morrer dignamente é a ultima liberdade".

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  42. Sem entrar no mérito dos comentários do Mauro e do Hélio Ribeiro sobre medicina, devo dizer que ri bastante por me lembrar do que vivia dizendo meu saudoso tio Clovis: “ Para se tomar remédio, tem que se ter muita saúde”.

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  43. Boa noite a todos. Exceto por uma ida ao prédio do IME, a área fica fora da minha jurisdição.

    A demolição da FNM foi um dos maiores crimes da história desta cidade, ao lado da do Monroe.

    Mas valia tudo para acabar com aquele "antro de subversivos"...

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  44. Fiquei curioso em relação à data da foto. Há um Aero-Willys 2600, portanto posterior a 1963. É o carro cor de telha mais à direita. Há alguns Fuscas, pelo menos 3 Mopars, uma camionete Ford F-100, um Standard Vanguard azul, uma provável Vemaguet e, intramuros, um raro automóvel azul-turquesa, que não me atrevo a identificar, apesar de bastante molhado pela chuva de hoje.

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  45. Gostei de ver a citação do Pastor pelo gerente bem próximo a Calango,frescuras associadas.O bom é sacolinha cheia.O negócio hoje foi em grande nível.Gostei do professor Jaime e sua avaliação sobre industrias farmacêuticas.Gostria de sugerir ao emérito mestre para incluir tarja verde no pacote.Tarja verde e similares,professor,também são um grande espanto!!!!!

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  46. Não restam dúvidas que os comentários hoje eivados do mais alto nível fato que, admito, me deixa esperançoso de melhores dias para este espaço.

    Dos delicados temas abordados fico com a indústria farmacêutica da qual fiz parte como advogado, filho de pai executivo e mãe farmacêutica e enfermeira-chefe de instituição federal. Depois de trabalhar em pelo menos meia dúzia de multinacionais do ramo meu pai encerrou sua carreira assessorando um pequeno laboratório nacional. Sua expectativa era não apenas transmitir sua experiência de treinamento e promoção de vendas mas, sobretudo, combater os vícios e as mazelas que observou durante sua carreira como práticas comuns ao segmento. Ledo engano. Lembro que em certa ocasião ele estava reunido com os profissionais de venda da empresa aguardando a chegada do dono do negócio, seu antigo e bem sucedido aluno. Em casa, durante o jantar, comentou sua decepção com a ausência do executivo à importante reunião, sem qualquer satisfação aos profissionais. Sabia de quem se tratava e, para sua surpresa, comentei que tinha visto o tal sujeito saindo de uma sessão vespertina do cinema Palácio. A partir desse momento, e preocupado com outros problemas da organização, deixou definitivamente a indústria farmacêutica, aposentando-se a seguir. O que poderia parecer uma atitude precipitada nada mais significava que sua decepção com a ausência de seriedade e responsabilidade dos ditos profissionais com um assunto da mais alta relevância que é a fabricação de medicamentos. Certa vez, do alto da sua experiência, me revelou suas suspeitas de que não havia sério interesse dessa indústria na cura de determinados males mas sim de sua disseminação e venda de produtos sem qualquer eficácia. Poderia relatar aqui alguns exemplos práticos dessa irresponsabilidade mas fico um episódio exemplar.

    O então Laboratório Lederle, a divisão farmacêutica da Cyanamid Química do Brasil Ltda., lançou um antibiótico de amplo espectro ao qual deu o nome de Minomax. Lançado o plano de promoção elaborado e supervisionado por meu pai não demoraram a chegar as reclamações de problemas com o produto. Sem entrar em detalhes quiseram culpar o marketing pelos problemas quando, na verdade, era um produto ineficaz e de má qualidade. Retirado do mercado, o medicamento voltou com força total com a justificativa de que era adequado para combater um surto de meningite que eclodira. Coincidência ou não foram obtidos alguns sucessos, o que levou meu pai a comentar, com fina ironia, que deveriam ter esperado o tal surto para lançar o produto, mais tarde novamente retirado do mercado pelos mesmos problemas.

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  47. O texto da cunhada do Luiz d'Arcy é perfeito. Espero que os médicos repensem essa tara em manter vivos certos doentes. Um obstáculo será a gana por lucro, obtido pelos hospitais ao manter doentes em CTI. Dá um dinheirão!!!! Até há pouco tempo, quando uma pessoa entrava na CTI, a família já começava a orçar preços de caixão. CTI era a ante-sala da morte. Hoje, o procedimento médico é diferente: se você se queixa de uma unha encravada, o médico pede uma ressonância magnética de corpo inteiro. Se você dá entrada no hospital com uma gripe forte, vai direto para a CTI. Uh, lá, lá!!! Dinheiro tilintando no caixa!!!

    Estou exagerando um pouco. Apenas um pouco.

    Nunca me esqueço de uma cena do filme "O Último Imperador", em que o médico da corte, toda manhã, pegava o penico onde o imperador-mirim havia feito cocô e observava a forma, cor e cheiro das fezes. Através disso, ele conseguia detectar problemas de saúde do menino.

    Antigamente, você entrava num consultório médico e este apalpava seu ventre, dava aquelas batidinhas no mesmo, mandava você abrir a boca, olhava sua língua, a cor de sua pálpebra inferior, examinava seus ouvidos, auscultava seus pulmões com o estetoscópio. Hoje em dia, o médico pergunta seu nome, o que você sente e já sai receitando ou pedindo uma ultrassonografia ou ressonância magnética. No máximo, tira sua pressão arterial. Estetoscópio, atualmente, só serve como auxiliar na medida da pressão.

    Afinal, tempo é dinheiro. E ficar tocando no paciente dá um nojo!!!

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  48. Reforçando o que disse o Docastelo, Tinha um produto chamado Naldecom era indicado para resfriados e coriza. vinha em uma embalagem com dois comprimidos. O segundo comprimido nunca precisei usar pois com apenas um a coriza acabava. Então foi feito um "estudo" e chegaram a conclusão que a formula deste medicamento faz mal (a quem?). O produto teve nova formula e atualmente é apresentado em 4 comprimidos,custa 5 vezes mais e mesmo tomando os 4 comprimidos a coriza não está nem ai para a nova formula.

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  49. Pois é professor Jaime,esta consulta médica que o sr.menciona é exatamente a bendita tarja verde.Aquela do espanto!!!

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  50. Wagner, Gini foi do fundíssimo do baú! Lembrei também da Mirinda, acho que era sabor limão também, não?

    Wolfgang, pois é...está complicado, não?


    Quanto a dizer que médicos tem "tara" para curar, nada mais do que natural, afinal foram treinados o melhor possível para que isso seja possível! Com a sobrevida indo em frente e as comorbidades apresentando-se simultaneamente, cada vez mais existe o olhar de pesar manutenção da vida x qualidade de vida! Daí hoje existir a especialidade de cuidados paliativos! Assisti, juntamente com o esculápio gestor ( ainda que separados) a profunda palestra da Rosiska Darcy.Você sai dela tentando redimensionar pesos, formas e relações.O ciclo seguiu com a excelente palestra do Drauzio Varela, tb abordando o tema, mas de outra forma!

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    1. Evelyn, eu não escrevi que os médicos têm tara para curar, e sim para manter vivos. Sem cura.

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  51. "Curar quando possíve, aliviar quase sempre, consolar sempre!" (Hipócrates)

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