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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

AEROMODELISMO EM MANGUINHOS


A foto inferior mostra, em primeiro plano, o sorveteiro da Kibon que trabalhava junto à pista de aeromodelismo do Aeródromo de Manguinhos. A foto é de 1961 e a menina chama-se Sue Linda. Na foto superior vemos Wally, Pedro e Jeff, todos alunos da Escola Americana, com seu aeromodelo.
 
Este aeródromo funcionou às margens da Avenida Brasil de 1911 a 1961. Na década de 40 foi criado o Departamento de Aeromodelismo, que em 1949 foi transformado na Associação Carioca de Aeromodelismo (ACA). 
 
Como já contou o Docastelo, “a modalidade de aeromodelismo conhecida com "u-control" ou VCC (Voo Circular Controlado), muito divulgada em vários países, tornou-se popular entre os jovens, inclusive no Brasil. Aqui havia até um ramo do escotismo especializado nesse "hobby" (Escoteiros do Ar).
 
Para os que desconhecem o sistema, os modelos mais comuns têm como propulsor um motor de dois tempos, movido a mistura de álcool metílico e óleo de rícino, como lubrificante (são chamados “glow”), e os do tipo diesel usam querosene, éter e óleo de rícino.
 
Voam no sentido contrário do relógio, preso por dois finos cabos de aço, que podem ser do tipo trançado. O condutor movimenta o aparelho por um manete, que transmite seus movimentos para um balancim que aciona os comandos.
 
As modalidades que mais empolgam o eventual público são:
Combate (os pilotos tentam cortar um pedaço de papel crepom (1,50m) amarrado na cauda do adversário.
Acrobacia: os pilotos fazem manobras ousadas, dentro dos regulamentos: Team Racer: corrida em conjunto - é a Fórmula Indy do aeromodelismo.
Existem outras modalidades como os modelos em escala, voadores ou não. O que mais chama atenção é o jato Panther, cujo o original atuou na Guerra da Coréia. Seu propulsor era um turbina tipo pulso jato, igual às da B-1 (alemães) que fazia um barulho ensurdecedor e consumia combustível muito rápido.”
 
Há que se lembrar também das associações de aeromodelismo radiocontrolado, no Fundão e no Campo dos Afonsos.  
 
Para os que ainda ficaram em dúvida, o JBAN, do antigo “Voando para o Rio”, explica que "glow-plug" se referia à vela de ignição que, ao invés de produzir centelha, tinha um filamento que se incandescia por força de uma bateria de 1,5 V (usava-se aquelas pilhas de telefone enormes da Eveready). Com o calor da primeira explosão o filamento continuava aceso e a bateria podia se desacoplada.
 
Os aviões que utilizam o cabo hoje em dia são pouco utilizados. Normalmente quem os utiliza são os iniciantes e mesmo assim são raros. Com as novas tecnologias os aviões melhoraram muito em vários aspectos. Atualmente existem duas modalidades; aviões a combustão e os elétricos, estes últimos muito mais em conta do que os movidos a combustível.
 
O Gustavo Lemos, que foi Escoteiro do Ar do Grupo 121GB General Léo Borges Fortes, q chefiado pelo tio dele André Pereira Leite, poderá dar mais informações, assim como outros comentaristas adeptos deste “hobby”.

Esta é a antiga caixa de ferramentas para a prática do aeromodelismo de competição do Docastelo. “Trata-se de modelo desenvolvido nos anos '50 pela Casa Aerobrás, tradicional loja localizada em São Paulo, Capital, e comercializada no Rio pela Hobbylândia. Foi adquirida no final de 1959 e me acompanha até hoje como lembrança de algumas competições inclusive campeonatos em que tive a honra de integrar uma das equipes de aeromodelismo do Botafogo de Futebol e Regatas que se sagrou campeã  em 1962. A modalidade em que mais atuei foi a chamada team racer AMA, o estilo norteamericano, ou corrida em conjunto, a Formula Indy desse hobby. A equipe padrão era composta de piloto (eu), mecânico e o abastecedor. No sistema europeu (FAI) só havia o piloto e o mecânico/abastecedor.  A foto mostra alguns componentes básicos como a carretilha para armazenar o cabo, tipo liso (o trançado era então um luxo para poucos), a manete (em vermelho), uma bateria de 1.5 volts, peça muito cobiçada à época e um tubo de neoprene usado como duto do combustível.”


45 comentários:

  1. Fui apenas uma, ou duas vezes a Manguinhos (tínhamos uma pista particular sem ventos, atrás da LBA, ali junto do Santos Dumont). Mas, nessa ida, ou numa dessas idas, vi um aeromodelo a jato. Tal como descrito pelo formidável D', quando o motor pegou, arrepiou a espinha de todo mundo e voou incrivelmente rápido, felizmente por um minuto apenas, se tanto.

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    1. Salvo engano a pista mencionada atrás da LBA era de piso asfáltico e depois o espaço foi ocupado pelo restaurante do Calabouço onde houve a morte do jovem Edson Luís. Parece que voltou a ser um estacionamento. Utilizei pelo menos uma ou duas vezes esse local.

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    2. Piso asfáltico, com uma majestosa árvore, onde ficávamos esperando o voo dos outros. Eu tinha um prosaico Tamanco A, motor WB, de Apucarana, 2T diesel (sem vela), 1,5. Muito mal feito, voava muito bem. Fazia até 7 voltas depois de acabar o combustível. Com o combustível "glow" fiz a minha primeira bomba molotov. Primeira e única. Um sucesso!

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    3. Os modelos chamados de "Tamanco A ou B" eram muito populares entre os iniciantes no aeromodelismo "u-control" por serem de construção mais simples, de corpo (fuselagem) perfilado. A motorização com os WB nacionais facilitou ainda mais por serem a diesel e dispensavam os acumuladores para a ignição. A esses aspectos some-se o custo mais barato dessas peças. O modelo Tamanco B foi o meu segundo aeromodelo motorizado e nele aprendi a voar pois o primeiro, de nome "Monitor", foi logo destruído.

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  2. Bom dia. É um hobby cuja prática se torna inviável nos dias dias atuais, seja por falta de espaço adequado, seja pela falta de segurança. O local da foto em Manguinhos é um exemplo disso. Era um local cercado, e com uma certa estrutura. Atualmente o movimento ali é absurdo, com o espaço bastante degradado, cercado de favelas, e é claro, de altíssimo risco. A carrocinha da Kibom no local hoje em dia, seria furtada, roubada, e destruída, e seu "operador" sequestrado, espancado, ou morto. O perfil dos frequentadores que aparecem na foto é incompatível com a realidade atual. Se a foto fosse atual, haveria no mínimo uma grande quantidade de "crackudos". Uma das características do SDR é estabelecer um comparativo do "ontem e do hoje", comparação essa em que a qualidade de vida do passado sempre prevalece em detrimento da atual.

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  3. Grandes recordações mas só como espectador já que era um jovem com pouquíssimos recursos para a pratica de um esporte elitista e de alto custo coisa permitida para abonados mas que não me impediu de fazer
    algumas incursões pela Hobbylandia lá no Edifício Avenida Central. Comprei certa ocasião um motor somente para amaciar numa bancada lá na garagem do meu prédio. Reclamações dos vizinhos pelo barulho e algumas escoriações nos dedos foi o que custou, além das mesadas adiantadas pelo Menezeão. Melhor voltar para as pequenas Jangadas de Pau de Timbauba lançada lá na plácida piscina de modelismo no Aterro. Muito sopro e pouca eficiência foi o resultado dessa alternativa pois o vento não era para marinheiro de primeira viagem. Inveja do DI LIDO que possuía uma imensa coleção de carrinhos americanos nas prateleiras de seus aposentos reais. Esse comentário foi lá do fundo do Bau mesmo, mais fundo do que sacola de Pastor.

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  4. Um amigo cujo pai era piloto da VARIG tinha vários aeromodelos. Ele e o pai eram grandes aficcionados e os modelos eram lindos e trazidos nas viagens aos Estados Unidos do pai.
    Hoje em dia o pessoal usa os drones que são fantásticos para tirar fotos e infelizmente também nas guerras para matar sem riscos para quem atira.

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  5. Sue Linda hoje, espera-se, tem 55 anos, notícias dela?

    A foto que o sorveteiro( não usavam um quepezinho branco?) aparece tem um "quê" de Aterro, olhando sem muitos detalhes. Já estava tentando identificar os edifícios, seria na altura da Kelson's hoje, Vila do João? Notem o esmero das roupas e cabelos dos meninos! Outros tempos!

    Começar o dia lendo essa crônica altamente depressiva e baixo astral supra, só mesmo acompanhada de muito Rivotril, Pristiq e similares...via oral, sublingual,nasal (rs), com uma dose de ataque e depois dose de manutenção!

    Vou dar uma espairecida para não ficar deprê aqui...rs

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    1. O problema dessa comentarista não é só físico.

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    2. Hahahahahahahahah

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    3. Evelyn. A Kelson's não é aí. É do outro lado mas na parte da Penha, depois da Casa de Marinheiros, onde antes havia o antigo Porcão.

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  6. Fui plastimodelista embora invejasse quem era aeromodelista. Tive uma boa coleção de modelos da Revell e lembro ainda como vibrei quando ganhei o kit de pintura.

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  7. Complementei agora a postagem com a caixa de ferramentas do Docastelo.

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  8. Bom dia a todos. Fotos de um esporte que será bastante explorado pelo mestre DoCastelo, praticante na sua juventude.
    Na foto podemos ver que os jovens eram filhos de classe média alta, não só pelo custo dos materiais utilizados no esporte, até como diz o texto pela escola que frequentavam, cujo o custo das mensalidades até hoje deve ser o mais alto da cidade, muito embora os resultados do ENEM dos alunos desta escola não justifiquem os preços. O meu esporte desde sempre foi jogar futebol, nunca pratiquei outra modalidade de esporte, os demais só em raras oportunidades ou eventos. Sou do tempo que a maioria das ruas do Rio de Janeiro tinha um time de pelada e próximo de casa, pelo menos um campo de futebol. Em termos de brinquedos aéreos o único que brincava eram as gaivotas e aviões de papel. kkkkk

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  9. E lá vamos nós de novo de encontro ao passado. Na verdade tomei um susto quando vi a primeira foto. Trata-se de uma equipe típica da modalidade denominada "team racer", ou corrida em conjunto, com as regras da AMA - Academy of Models Association (a outra era a europeia FIA,), minha especialidade no aeromodelismo. A equipe era composta de piloto, mecânico e abastecedor (na FIA eram só dois: piloto e mecânico). Pelo ano (1961) não duvido que eu estivesse por aí, em pleno treinamento.

    A modalidade fazia parte do sistema "u-control", com alguns modelos mais antigos baseados nos aviões de competições da década de 1930 que viriam a inspirar os futuros caças da Segunda Guerra. O modelo da foto mostra um tipo mais moderno para a época, com asas finas de perfil assimétrico e pontas retas, e pneus finos de borracha maciça. Pelo regulamento da AMA a cilindrada era .29 e o propulsor então mais popular era o Fox.29. Eu utilizava um Johnson. Bom motor mas bebia horrores. Na foto observam-se dois tipos de sistemas de reabastecimento, além do que parecem ser a maleta de ferramentas e peças, e um acumulador (bateria) para a ignição do motor. Na asa direita o número de inscrição da equipe na ABA - Associação Brasileira de Aeromodelismo.

    Com o voo simultâneo de cinco ou seis aeronaves, essa modalidade era uma grande atração e poderia ser comparada às provas de automobilismo em pista circular, com os regulares reabastecimentos. Para tanto o piloto usava um sistema chamado "cut off", acionado por meio de um movimento brusco da manete que cortava a alimentação do aeromodelo quando fosse necessário. Nesse momento era demonstrada a perícia do piloto em levar o modelo no braço, com o motor travado, o mais próximo possível da equipe. Essa manobra, fundamental, era chamada de "chicote". Reabastecimento feito começava tudo de novo até completar o total de voltas estipulado. Vencia aquele que completasse primeiro. Não se podia ultrapassar um competidor acima dos limites determinados para os ângulos de voo. Havia uma mesa de controle e cada avião tinha uma equipe fiscalizadora situada em local determinado na periferia da pista, equipada com um aparelho manual que contava as voltas. Outro sujeito exibia placas pintadas de amarelo e números pretos, de dez em dez voltas, e um supervisor. Essa quantidade de pessoal necessária para a realização das provas foi decisiva para a extinção da modalidade AMA. A competição mais famosa eram as "1000 Voltas da Guanabara.

    Confesso que não reconheço os aeromodelistas da foto. Eram várias equipes, inclusive de outros estados, que frequentavam essas pistas em tempos de competição, inclusive as do Botafogo FR, que conquistou o título de Campeão Carioca de Aeromodelismo de 1962. Com esse título o alvinegro tornou-se o único clube de futebol do planeta a ser, no mesmo ano, campeão de terra, mar e ar.

    Fiz parte de uma delas (Equipe Relâmpago) como piloto de dois modelos. Um convencional, vendido na Hobbylândia com o nome de Falcão, e outro criado e desenvolvido por um aeromodelista de nome Braga.

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  10. Observador Educacional8 de fevereiro de 2017 09:53

    Sem entrar no mérito do valor da Escola Americana especificamente acredito que os resultados do ENEM, isoladamente, não sirvam para justificar os preços de alguma escola. A formação para a vida, propiciada nas escolas, deve ir muito além dos resultados em provas como o vestibular. A formação de um verdadeiro cidadão, com ênfase em valores, é também tarefa da escola. Há muitas outras alternativas para formar um jovem além de apenas "passar no ENEM".

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    1. Prezado Observador Educacional, concordo que a escola deve ser parte fundamental na formação do aluno para a sua vida futura em sociedade, porém uma escola com os valores da mensalidade da Escola Americana, deveria constar no mínimo entre as 10 primeiras colocadas nas avaliações de ensino em que os seus alunos participam.

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  11. Enquanto escrevia não vi a postagem da foto da caixa de ferramentas. Para mim uma nova surpresa pois foi enviada quando ainda estava em JF. Tinha perdido as esperanças que fosse exibida mas, com dizem, antes tarde do que nunca.

    Essa caixa não está mais comigo. Dei de presente no ano que passou a um aeromodelista veterano, bem mais fanático do que eu. Ele voa até hoje nas pistas do Aterro.

    Com relação ao comentário do Lino concordo que essa modalidade era destinada a pessoas com mais recursos mas o Botafogo, na ocasião, proporcionou aos menos favorecidos que participassem das competições, atuando nas equipes de apoio e até mesmo como abastecedores. Hoje, com os modelos tipo "ready to fly" (compre de manhã e voe à tarde), há até jatos elétricos, RC, feitos de isopor, bem mais baratos, e assim muitos podem praticar esse hobby.

    E eu nunca deixei de jogar as minhas peladas.

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    1. (correção)...como dizem...

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  12. Observador de comentários.8 de fevereiro de 2017 11:01

    Quanto ao comentário das 09:37 postado pelo Sr. Adelino,ele está coberto de razão.Passatempo caro e inacessível para a grande maioria dos garotos.A Escola Americana não é parâmetro para se comparar com instituições de ensino brasileiras situadas na retaguarda à alguns anos luz.Quanto ao comentário das 09:01 onde a comentarista sugeriu a ingestão do "neuroléptico" Rivotril,pergunto à ilustre "esculápia" em qual cidade do mundo ela vive: se no Rio de Janeiro, ou na Paris de 1789.Caso a alternativa seja a última,sugiro ainda que troque o "neuroléptico" por pão é brioche.Fica mais adequado...

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  13. Bom dia a todos.
    Confesso de que estou surpreso, pois nunca soube de que naquele pedaço havia um espaço apropriado para a prática do aeromodelismo.
    Isso me deprime, pois aí e que vemos como o RJ piorou em várias coisas.
    Essa área aí, como bem disse o Joel, hoje é uma área decadente, deprimente, perigosa.
    Hoje não são mais aeromodelistas, hoje são "aviãozinhos" que trabalham nas "Bocas".
    Hoje não são mais aeromodelos mas Balas Perdidas.
    Assim como o Wagner Bahia, eu também fiquei curioso: Por que Sorvex?
    O vendedor lembra do falecido João do Pulo.

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    1. Wolf, Sorvex era a marca registrada de um produto da Kibon. A propaganda da época (foi lançado em 1960) tinha até um gingle próprio. Não lembro se tinha um só sabor ou vários. https://www.unilever.com.br/about/historia-das-marcas/kibon/propagandas-de-radio/kibon-propaganda-de-radio-1960-2.html

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    2. Obrigado Docastelo. Essa também eu não sabia.

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  14. FF: Acabei de saber do falecimento do Orlandivo, o homem das chaves, que junto com Silvio Cesar, Pedrinho Rodrigues e Humberto Garin compunha junto com outros o conjunto do Ed Lincoln, o maior sucesso nos bailes dos anos '60 e parte dos '70. Segue uma antiga gravação em sua homenagem. https://www.youtube.com/watch?v=pSfItlBCjBo

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    1. Semana passada encontrei com o Silvio Cesar defronte ao Cartório da praça General Osório. Está aparentemente muito bem.

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  15. Observador de Coments

    Data venia, acho que você viajouuuuu e não entendeu neca de pitibiriba, para usar uma expressão que meu pai, quando estava bem, usava muito! Fiz referência ao comentário de 07h47, com sua habitual distmia e tendência depressiva, que mantém-se diariamente! Achei que sua sapiência perceberia isso...se liga!

    Neurolépticos é uma coisa e Maria Antonieta é outra, ainda que sua pessoa tenha tentado fazer uma conexão entre ambos...

    Das suas afirmações, diria que brioche é pão, mas nem todo pão é brioche...

    Wagner, também chamou minha atenção esse Sorvex, será que era algum sorvete da época, da Kibon? O Luiz deve saber explicar, ele parece saber todossss picolés e sabores da Kibon, pelo que já vimos em postagens anteriores! Ficou parecendo nome de absorvente, não( rs)?

    Wolfgang, obrigada pela explicação!

    Gostaria de ter conhecido Paris e o Rio nesta época que o comentarista remeteu...

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  16. Observador de comentários8 de fevereiro de 2017 12:11

    Não entrarei em polêmicas com Vossa Senhoria por diversas razões,e entre elas a educação,o respeito,e a admiração que nutro por alguém tão envolvida com aspectos culturais,gastronômicos,e por que não dizer mundanos de nossa cidade e testemunha de tantos acontecimentos históricos e culturais ocorridos nos últimos cem anos...

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  17. Doutora Evelyn, a Kibon deve se sentir muito honrada com sua preferência e lembra seus grandes sucessos tais como os sorvetes “Jajá”, de coco; “Kalu”, de abacaxi; “Tonbon”, de limão; além dos tradicionais “Chicabon” e “Eskibon”. Este numa caixinha de papelão azul e amarelo, retangular, embrulhado num papel. Anos depois teve o Ki-Crocante, irmão do Eskibon, o chocolate Ki-Bamba e o picolé Ki-uva.
    Eram vendidos em carrocinhas amarelas como a da foto com os sorveteiros de uniforme branco. Conservados gelados por meio do gelo seco que ficava dentro de uns estojos de metais acondicionados na carrocinha.
    Sobre as carrocinhas ficavam as balas da Kibon: as coloridas, chamadas de “Delicados”. Saquinhos com amendoim doce, jujubas moles, barras de chocolate com leite e umas outras barras com recheio de baunilha envolvidas com chocolate.
    Espetados nas caixas de papelão, os pirulitos de variados sabores e os chocolates Kibamba e Kikoisa, este com marshmellow.
    Também eram apreciados os copinhos de creme, com aquelas pazinhas de madeira. Mais tarde o copinho carioca, de chocolate e nata fez tanto sucesso quanto nossos concursos de palitos premiados.
    A Sra. se lembra da lata metálica e do "tijolo" Kibon, para ser dividido por toda a família? Em sua casa usavam as "coberturas Kibon"?
    E vocês sabiam que o nome Kibon foi criado pelo Orígenes Lessa que nessa época trabalhava como redator da McCann Erickson, agência de propaganda que acabava de ser lançada no Brasil para atender a conta da Coca Cola, Esso e GM?

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    1. Observador de admiradores8 de fevereiro de 2017 13:39

      Esse observador é "do castelo"...

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    2. Negativo, malandro. "Me inclui fora". Não perco meu tempo com esse tipo de registro.

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  18. Boa tarde a todos!
    Ah, a bateria na foto do Docastelo é a tradicional Nife.

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  19. Admir da Kibon

    Não recordo desses picolés citados, eles atravessaram o final dos anos 60 e 70? Acho que não "peguei" isso!

    Recordo saudosa do Eskibon( Ainda existe? Até há algum tempo, podia ser encontrado na forma de quadradinhos! ), essa lata metálica de 2 litros, salvo engano( meu irmão tem uma foto com ela, quando passou no então exame de admissão, o copinho de papelão com desenho azul claro e branco,tampa branca de plástico, espátula de madeira, e um delicioso sorvete de creme, lembro das barras de chocolate Lingote( papel dourado), do Ginkana( papel prateado e com o "K" meio caído, das jujubas!

    A rua da minha infãncia, Ipiranga, tinha um depósito da Kibon! Uma semana ia eu, na outra ia meu irmão, comprar sorvete aos domingos, para o almoço! Achávamos o máximo fazer isso!rs. Hoje acho que é uma tinturaria no local.

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  20. Observador de Admiradores,

    Certamente não receberia tão gentis palavras do suposto postante!

    Lembro com muitas saudades do depósito da Kibon da rua da minha infância, Rua Ipiranga( o nobre Villa Lobos também nela foi morador),hoje parece que é uma tinturaria no local.
    Aos domingos, íamos lá comprar sorvete para o almoço, uma semana ia eu, na outra meu irmão! Achávamos da mais alta responsabilidade essa tarefa dada por nossa mãe...

    Gostava muito do sorvete de creme no copinho de papelão azul claro com losangos brancos(?), e a pequena espátula de madeira! A lata de 2 litros metálica foi um super sucesso na época, não lembro quanto tempo ela ficou no mercado, até ser retirada! Meu irmão tem uma foto com ela, por ocasião de sua aprovação no então concorrido e temido concurso de admissão!

    Os chocolates Lingote, papel dourado e o Ginkana, papel prateado, também foram marcos!

    Os sabores citados de picolé eu não "peguei", creio serem anteriores. Eskibon era inteiro, depois que lançaram essa versão em quadradinhos!

    E havia um tijolo chamado de Xadrezinho, creme e chocolate, hoje é o Carioca.Mas o sabor não é exatamente o mesmo, o outro era mais gostoso!

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  21. Evelyn.
    A tinturaria que você se refere é ao lado de um depósito de gelo seco? Era ali um depósito da Kibon antigamente, de frente para um prédio verde muito antigo, talvez do século XIX ao lado do Senac?

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  22. Só fazia aqueles aviõezinhos de isopor. Voava com linha de costura (fly-by-line).

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  23. Dra. Evelyn é bom a sra. informar ao observador de comentários que um farmacêutico aqui do lado disse que o Clonazepam,também chamado de Rivotril não é um neuroléptico.Pertence a classe dos benzodiazepínicos e desta forma atua como ansiolítico e anticonvulsivante. É bom não confundir segundo ele pois sugere receita especial para a compra.

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  24. Farmacêutico amigo8 de fevereiro de 2017 17:52

    Moleque Travesso sabe que qualquer farmácia vende qualquer medicamento sem receita.(Se o cliente for conhecido).

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  25. O Wally está usando tênis Keds. Sonho de consumo da garotada da época.

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  26. Esse hobby no mínimo desperta a curiosidade dos leigos no assunto. Com certeza a falta de espaço para a prática inibe o crescimento de maior número de adeptos. Fiquei surpreso em ver prédios modernos já concluídos na FioCruz, em 1961. Lotações passando acelerados, "apostando" uma corrida pela Av. Brasil.

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  27. Travvesso, eu não vou informar nada baseada no princípio que ele veio com tanta propriedade estufando o peito, armazenando o ar e dando uma de sabichão em neurologia e história da França, só fui dando corda...

    Wolfgang, não sei falar esses detalhes, mas há alguns anos, dando um rolé por ali, entrei onde eu imagino que tenha sido o depósito da Kibon, e era uma tinturaria, salvo engano.

    Farmacêut Amigo, não é bemmmm assimmm, a Venâncio é séria e não tem papinho não...



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  28. Travesso, acho que o Obs de Coments prescrevia Rivotril para Maria Antonieta...daqui a pouco vai falar da orelha do Van Gogh...rs

    Tive um upgrade, virei Vossa Senhoria hoje...

    FF Um programa que vale muito a pena, principalmente para quem estiver visitando o Rio ( alô, Belletti!) é visitar o Forte de Copacabana! Estive lá hoje à tarde,( levando uma amiga carioca que mora nos USA há muitos anos, ela queria conhecer a Colombo!) e ainda com o privilégio de assistir o pôr do sol, visual belíssimo, na minha opinião o mais belo de Copacabana, que é do Posto 6 em direção ao Leme! Um lanche na Colombo, que admito, melhorou sobremaneira o atendimento, que era...sofrível! Depois, uma subida ao Campo de Marte, que vista supimpaaaa!!! Fora de série!!! Merece a visita de todos, cariocas e turistas! Entrada 6 reais inteira, vale muiiiitto!

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  29. Já não tenho mais idade para aguentar esse sufoco, que só os torcedores do Botafogo passam, com os jogos do seu time.

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  30. Quem possuia uma bateria Nife estava com tudo !

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