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sábado, 27 de janeiro de 2018

DO FUNDO DO BAÚ: TELEX E TELETIPO


 
Hoje é sábado, dia da série “DO FUNDO DO BAÚ”. Vemos um aparelho de telex e um escritório de teletipos.
Quando o telex foi apresentado a propaganda dizia que “uma empresa depende fundamentalmente de um eficiente sistema de comunicação para operar, competir e prosperar. O telex é uma comunicação instantânea, precisa, direta e objetiva.”
O teletipo é uma máquina de escrever eletromecânica para transmissão de dados.
Os dois aparelhos ficaram obsoletos com a brutal evolução da tecnologia nos últimos tempos. Já não vemos, praticamente, o uso de telegramas, substituídos pelos e-mails, pelos Whatsapps, pelo Facetime, pelo Skype e tantos outros aplicativos.

43 comentários:

  1. Tive vários aparelhos de telex. Estragavam muito, até eu comprar um Siemens de disco que durou até o fax entrar de vez. Durante os anos 80, um fax custava dois mil dólares e era caçado pelos fiscais da Receita Federal. Tive um apreendido, pois comprara por uns 600 dolares de um amigo. Essa ganância em cobrar impostos e, ou, proteção aos empresários nacionais provou ser uma condução ao atraso. Nem os empresários melhoram e nem o país avança e a sonegação se impõe. Paisinho complicado.

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    1. Esse atraso era um entrave ao desenvolvimento do Brasil. Todos os eletrônicos importados eram adquiridos a peso de ouro, graças à extorsivas tarifas de importação e uma carga tributaria africana. As barreiras alfandegárias desapareceram mas a carga tributária continua extorsiva. Nunca me interessei por aparelhos de Fax, mas secretárias importadas eu tive várias. O Dieckmann foi modesto e educado ao afirmar que aqui é um "paizinho complicado", pois na verdade é um "país de M".

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  2. Minha geração viu coisas que pareciam impossíveis. Aquele relógio do Dick Tracy virou realidade. As viagens do Flash Gordon aconteceram. O mimeógrafo a álcool virou impressora 3D. Falar de um celular, ao vivo e a cores, vendo e ouvindo uma pessoa no Japão, com alta qualidade e de graça, anos atrás parecia utopia. Ter à disposição 200 canais de TV em HD, comparado aos dois canais em P&B com chuviscos, com controle de vertical e horizontal, é outro exemplo.
    E apesar disso tudo o mundo não melhorou muito como um todo, haja vista o que acontece no Rio de hoje.

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  3. No final dos anos '70, quando procurava instalações para montar minha empresa de representação de produtos de informática, encontrei uma sala no prédio modernoso que fica na Av. Rio Branco, ao lado do Clube Militar (não lembro o nome do edifício). A sala estava impecável e equipada com o que havia de mais moderno na época, inclusive um aparelho de telex estalando de novo. Um dos membros da minha equipe sabia operar o aparelho e fez uma demonstração para teste. Na ocasião achei interessante o uso da fita na qual se podia imprimir uma mensagem para posterior transmissão. Apesar de tudo preferi alugar um imóvel na Av. Beira Mar, mais barato e próximo da minha residência.

    Com relação ao comentário do biscoito, com o qual concordo, aqui vai um registro/testemunho de fatos que podem ter originado um dos maiores erros na condução da política de implantação da informática no país. Em 1979 participei de uma reunião em Brasília no escritório de campanha do então candidato único à Presidência da República João Batista Figueiredo. Estavam presentes executivos de empresas ligadas à informática, a COBRA, como fabricante de mini computadores, sistemas, como a Honeywell Bull, além de outras, e de suprimentos, dessas algumas por mim representadas. O objetivo era sensibilizar o candidato sobre as deficiências e problemas do setor, discorrendo sobre os futuros planos de desenvolvimento e projetos de nacionalização. No encerramento da apresentação, e após as palavras finais do candidato, um descendente de japoneses, e que passou toda a reunião silente, teve a "brilhante" ideia de acrescentar um comentário final e enfatizou o aspecto de segurança nacional das propostas. Na ocasião lembro de ter notado o efeito desse comentário final no semblante do General Figueiredo, não fosse ele oriundo da chefia do famigerado SNI, o "monstro", segundo o próprio criador, Golbery da Costa e Silva. Pois bem, no ano seguinte foi criada a famosa SEI - Secretaria Especial de Informática que tratou de criar todos os óbices para importação de produtos ligados à informática sob o pretexto de proteger a produção de produtos nacionais, ou nacionalizados. Deu no que deu. O atraso tecnológico foi inevitável. Mera coincidência?

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  4. Bem.....telegramas via Western, !a chamada deve ser completada em 6 horas" (para EUA ou mesmo Argentina), collect call, e muito mais. É a aceleração do tempo historico. Até o tempo de duração d euma geração foi encurtado. Esse ano mandei uns cartões de Natal pelo Correio. Causaram grande surpresa.

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  5. Bom dia a todos.

    Poderemos incluir em breve a esta postagem o fax...

    Há alguns anos todos os computadores de mesa, outro artigo em extinção, vinham com placa de fax-modem com a "espantosa" velocidade de 56kbps... Hoje alguém ainda usa isso?

    Recentemente ao remexer nas coisas do meu irmão, achei um cartão de memória com a "incrível" capacidade de 16MB... Sem contar disquetes de 720kB ou 1,44MB. Hoje os pen drivers chegam a mais de 100GB de capacidade, quase chegando a um HD externo...

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  6. Os teletipos da TV Globo, que colocavam o jornalismo em contato com o mundo, ficavam em uma sala do térreo. Era uma barulheira infernal das máquinas escrevendo os textos.
    Hoje em dia reina o silêncio.Porém as más notícias parece que aumentaram de volume...

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  7. Realmente só se pode classificar como um espanto a Receita Federal ficar monitorando estas bobagens.Parece que melhoramos neste ponto.A primeira vez que vi um telex funcionar foi outro espanto.Durante os anos 70 tive que fazer uso quase frequente do mecanismo e usava um aparelho instalado nos Correios.Os operadores eram o saudoso Odilon e o Ronilson, do qual não tive mais notícias. Apesar das dificuldades, bons tempos...

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  8. Bom dia. Alguém que devia ter um tempo ocioso, desenvolveu uma sequência de letras, números e caracteres que ao teclar criava letras na fita do Telex, assim era possível escrever nomes, palavras e frases. Sempre escondido do patrão, é claro!

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  9. Bom dia ! Quando trabalhei no Aeroporto do Galeão (o velho, é claro !) de 1963 a 1966, usei muito o teletipo, para receber e enviar mensagens relativas ao balanceamento dos aviões da companhia aérea em que trabalhei. Lembrando disso hoje, parecia que nos encontrávamos ainda na idade da pedra.
    Meu pai, que nasceu em 1905 e faleceu em 2009 é que presenciou muita coisa na vida, tais como: Viu o Cometa Halley duas vezes; comentava sôbre uns cubos que existiam quando ainda era criança. Esse cubos, de dejetos, ficavam nas casas e, uma vez cheios, eram recolhidos e devidamente substituídos por outros (vazios obviamente) pela prefeitura;
    Conheceu a iluminação a gás existente no Rio de Janeiro; Participou da introdução da aviação comercial no Brasil; Presenciou o lançamento da televisão em nosso país; o lançamento do primeiro satélite artificial não tripulado e posteriormente do tripulado; o início dos computadores em nosso páis e muita coisa mais.
    F.F.: Carta de Joel Almeida no Globo de hoje.

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    1. Não li ainda O Globo mas o artigo é pertinente ao que muitas vezes postei aqui: o "Câncer favela".

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  10. Boa tarde a todos!
    Volta e meia o Repórter Esso da TV acrescentava à notícia: "Radiofoto UPI", enquanto aparecia uma imagem cheia de risquinhos horizontais. Já era quase o fax (transmissão de pontos -claros e escuros- linha a linha), que teve seu efêmero momento de glória nos anos 80/90.
    O Fotolog do Candeias mostrou, há tempos, um disquete dos grandes, uns 20 X 20 cm, do acervo do Museu Eraldo etc. etc..

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  11. Só vi a fita ser usada em mensagens iguais para vários endereçados. Para um só a operadora teclava direto, poisd era boa datilógrafa.
    Está meio escuro, mas o cidadão em pé e de terno tinha topete e bigode parecidos com os do Adolf.
    Docastelo, oficialmente o Figueiredo não foi candidato único, o MDB lançou o Gal. Euler Bentes com Paulo Brossard para vice, e o colégio eleitoral votou em 15/10/1978. Mas é natural o esquecimento, além de de ter sido uma candidatura com chances zero, eram os últimos dias de AI-5 e o noticiário, principalmente na TV, não falava muito na oposição. A verdadeira oposição (interna), mais à direita, foi o Gal. Silvio Frota, porém logo o Velho General, visto no SDR em retratinho 3x4, e o Golbery eliminaram o "fogo amigo" e garantiram o bom andamento da abertura lenta e gradual, apesar dos "radicais, porém sinceros".

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    1. Paulo Roberto, agradeço seu registro mas não esqueci do fato. Se você reler o texto vai observar que fiz questão de escrever "do ENTÃO candidato único" pois até aquele momento o Euler Bentes ainda não havia apresentado oficialmente sua candidatura e o Figueiredo já estava "em campanha". Relembrando esses fatos só nos resta achar no mínimo curiosa essa situação que fazia a alegria dos chargistas da época.

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  12. Muitas coisas estranhas aconteceram nos últimos tempos da ditadura militar. Muitos que hoje são tidos como ferrenhos defensores do "estado de direito", tiveram seus momentos de "flirt" com os militares, à espera de garantir um bom negócio. Zé Trindade já dizia: "O que é a natureza"....

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  13. Dary bonomi avanzi
    Eu operei em 1958 a 1973 com transmissão em código morse .
    Em 1963 lembro me quando recebi via UPI
    O assassinato de John jennedy.

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  14. OLá, procuro um aparelho de teletipo para realizar um experiência eletrônica. Desde já agradeço se alguém me informar onde posso comprar um em bom estado.

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    1. Tenho uma máquina Teletipo que eu usava, com um baudot por volta dos anos 80. como impressora de um micro computador CP500 Prológica. Era uma coisa barulhenta, porém na época era uma novidade. Contato 73 9 8836-7718 e-mail lindoval@ig.com.br

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  15. Se alguém tiver um aparelho TELEX tenho interesse. Estamos fazendo uns testes. me contatem Obrigado

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  16. FF: essa mania de usar robots ou IA para responder a perguntas pode dar caca. No domingo à noite eu estava pesquisando no Mercado Livre uma loja que vendesse lâmpadas fluorescentes compactas, único tipo que cabe numa luminária que tenho aqui. Achei uma loja vendendo um kit de 6 lâmpadas por R$90,00. Achei o preço bom, mas ao ler as características estranhei porque dizia que cada kit tinha apenas duas lâmpadas. Como então estavam anunciando kit com 6 lâmpadas? Além disso, logo abaixo do preço o anúncio dizia que a unidade custava R$45,00. Que unidade? Uma lâmpada? Ou o kit com duas lâmpadas? Confusão total. Então fiz pergunta ao vendedor para esclarecer essa bagunça. Como era domingo à noite, só esperava resposta no dia seguinte. Mas na mesma hora veio uma resposta automática, por robot ou IA, dizendo que o preço total era R$270,00 pois eram seis lâmpadas a R$45,00 cada. Desisti e fiz a compra em outra loja.

    Hoje pela manhã alguém da loja respondeu dizendo que as seis lâmpadas custavam realmente R$90,00 pois era R$15,00 cada. Aí já era tarde. Perderam a venda por terem usado robot ou IA para responder às perguntas.

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  17. A única vez que vi um teletipo foi na delegacia, quando era escrivão. Já na VARIG eles usavam radiograma. Volta e meia diziam: "Chegou um rádio!". Isso na década de 1980.

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  18. O primeiro emprego do meu tio aqui no Rio foi de estafeta da Western. E a última vez que vi um telegrama foi quando em março de 2009 o IBGE me chamou para me apresentar e começar a trabalhar lá.

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  19. Bom dia a todos!

    Vim fazer companhia ao Hélio, nesta madrugada.

    Docastelo citou a estratégica reserva de mercado que evitou a evolução da informática em nosso país, a partir do final dos anos 70. Uma das consequências foi que em 1984, na UFRGS, utilizávamos um computador B6700. Tínhamos a aula teórica em sala e após, íamos para o laboratório perfurar cartões com as instruções para rodar na então já obsoleta máquina.

    Um amigo meu era motoqueiro da Globo e trabalhava subordinado ao Armando Nogueira. Uma de suas principais atribuições era, pilotando uma das várias Suzuki 250 da emissora, buscar diariamente os rolos com os filmes das notícias estrangeiras a serem exibidas no Jornal Nacional. Chegavam via aérea. Eram os anos 70.

    Docastelo era um grande colaborador. Onde anda? E o Mário?

    A todos uma excelente terça-feira!

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  20. Comentários atrasados em 2019 e 2021. Estamos vendo agora. Nesta questão das comunicações realmente o avanço foi fantástico. Alguém tem saudades da internet discada? Acho que o mundo era menos estressante na época pois as notícias demoravam a chegar e chegavam em conta-gotas. Meu mundo era meu bairro.

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  21. Bom dia. Outras coisas já foram para o museu nesses oito anos.

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  22. Até pagar tarifas inesperadas, cobradas em repartições, se o contribuinte tiver saldo, paga com PIX na hora sem precisar de um boleto e ir num banco ou lotérica.
    Por essas e outras podemos considerar que o voto no Brasil não é mais obrigatório, pois tenho quase certeza que é só pagar multa via internet, sem precisar ir à repartição da zona eleitoral, retirar um boleto e enfrentar fila para pagar no Banco do Brasil (menos mal para quem era um cliente que podia pagar no caixa eletrônico) e voltar na zona para comprovar o pagamento e ficar em dia com a Justiça Eleitoral.

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    1. A tendência é aumentar a abstenção, já que o eleitorado está cada vez mais desanimado, principalmente em perder boa parte do domingo em fila de seção eleitoral.
      Uma vez um dono de uma pequena lanchonete disse que estava perdendo dinheiro em fila para votar. Foi justamente na primeira vez da digital para comprovação, que não estava funcionando corretamente, pelo menos na nossa seção. Fiquei um bom tempo ouvindo o desabafo

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    2. Infelizmente a abstenção cada vez maior leva à presença cada vez maior dos radicais (de todos os lados) nas urnas, isso quando não as atacam.

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  23. Eu acho que o código Morse vai fazer falta num futuro não muito distante, com apagões cada vez maiores, principalmente o universalmente conhecido SOS.
    Os náufragos em filmes de Hollywood insistem em escrever "help" nas areias de praias desertas, palavra desconhecida por mais de meio mundo, principalmente em lugares isolados da África, Ásia e muitas ilhas do Pacífico/Oceania.

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  24. Esta eu não sabia: MAYDAY vem da expressão francesa "m'aider" (venez m'aider), que significa "socorra-me".
    Usar quando a vida ou a integridade da embarcação/aeronave estiver em risco imediato, como falha de motores, incêndio ou perda de controle.
    É a chamada de socorro de maior prioridade no rádio, superior à mensagem de urgência "Pan-Pan".
    Foi criada em 1923 por Frederick Stanley Mockford, um oficial de rádio no aeroporto de Croydon, em Londres, para facilitar a compreensão por pilotos e controladores.

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    1. Me faz lembrar de um filme (infelizmente não lembro qual) que traduziu a expressão para PRIMEIRO DE MAIO... sério.

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    2. Tem a canção "First of May", dos Bee Gees, que é muito bonita.

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  25. Não sei se sou só eu, mas tenho muita saudade do mimeógrafo a álcool. Nos anos 60 eu ficava cheirando as provas, e perdendo um certo tempo para a conclusão destas. Mas que cheirinho gostoso..........

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    1. Cheguei a pegar isso já no começo dos anos 80 e final dos 70.

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  26. Sílvio, 01:20h ==> o Burroughs B-6700 era o maior computador fabricado por aquela empresa. Quando trabalhei nela, em 1972, eu estava escalado para fazer o próximo curso de B-6700 em Londres. Mas dois exemplares dele foram comprados aqui no Brasil: um pelo CTA em São José dos Campos e outro pelo PRODERGS (Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul) e então resolveram dar o curso aqui mesmo, no Brasil. Isso foi a gota d'água para eu pedir demissão da Burroughs.

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  27. Provavelmente a linguagem em que o Sílvio programou foi o Algol. Na IBM a linguagem usada era o COBOL (Common Business-Oriented Language), criada em 1959 com forte influência da militar da Marinha americana Grace Hopper. É uma linguagem fácil de ser lida porque se assemelha a frases em inglês. Há décadas dizem que o COBOL iria morrer mas ele está vivíssimo até hoje. Porém há escassez de programadores que saibam usá-la, já que a moda há muito tempo são as linguagens orientadas a objetos. Dizem que desde 2002 o COBOL também lida com objetos, mas não deve ser com a versatilidade e facilidade das linguagens criadas especificamente para trabalhar orientadas a objetos. Por sinal, muito difíceis de serem entendidas.

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    1. Hélio, como o Mário costumava dizer, você é de fato um polímata e a propósito disto, peço sua permissão e a dos demais leitores e comentaristas para tentar contar contar um causo. Como sou péssimo na escrita, me desculpo antecipadamente.

      Cursava Agronomia, ainda no final dos anos noventa. A disciplina era Física do Solo e o professor uma pessoa metódica, de grande conhecimento. Suas aulas eram preparadas com esmero e além do conhecimento técnico propriamente dito, sempre acrescentava algo, fosse um texto ou outro tipo de pensamento. Pois bem, num belo dia, estamos no laboratório do departamento de solos para uma aula prática. Num dado momento o mestre faz uma explanação sobre um problema físico que confesso não recordo no momento. Baseado nesta colocação do professor eu imediatamente faço uma pergunta e pasmem, ele pensou, pensou, por vários instantes e desconcertado murmurou: -sabe que nunca me perguntaram isto?

      De certa forma me senti importante naquele momento uma vez que involuntariamente consegui elaborar um questionamento que deixou um gênio pensativo. Durante muitos anos tive o aprendizado desta disciplina vívido em minha mente. Resolvi problemas de ordem prática em minha profissão e quando caminhava no campo, conseguia enxergar o que estava sob a superfície.

      Admiro pessoas que repartem seus saberes.

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    2. Sobre a linguagem era o Basic. A disciplina era Introdução à Informática e cursei no primeiro semestre de 1984, curso de Administração de empresas. Era divertido perfurar os cartões.

      Como Docastelo comentou, havia reserva de mercado e os computadores pessoais já eram largamente usados, inclusive no Brasil, contrabandeados. No semestre seguinte me matriculei em Cobol, mas não concluí. Mesmo professor da Introdução à Informática. Existiam legalmente os computadores da Prológica, um deles o CP500. Quando cursava Cobol, perguntei ao professor o que ele achava d'eu adquirir um CP500 para ir treinando. Ele respondeu que eu já era velho para isto. A área era promissora para os jovens... O detalhe é que eu tinha em 1984, 26 anos. Nem todo professor é um educador...

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    3. Prezado Sílvio, eu cheguei a usar as máquinas perfuradoras de cartão logo no início da minha carreira em Informática, ainda na Burroughs, março de 1972. Quando fui para o IBGE, um ano depois, também as usei. Os programas eram escritos em COBOL, formulários específicos para isso, e depois enviados para o setor de perfuração de cartões. Na volta nós submetíamos o maço ao computador, para compilação. Se houvesse algum erro a gente localizava o cartão em que ele tinha sido detectado e íamos até as máquinas perfuradoras para reperfurarmos o dito cujo com o conteúdo correto. Esse processo se repetia até não haver mais erros de compilação, quando então o programa podia ser executado pelo computador. Mas já no início da década de 1980 os programas eram digitados diretamente em terminais IBM 3270, sem necessidade de perfurar cartões.

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  28. A terceira cópia do mimeógrafo a álcool já não se lia direito. Ficava desbotada.

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  29. O COBOL é considerado linguagem de terceira geração. A primeira geração era a linguagem de máquina, coisa de louco; a segunda geração foi o Assembler, pouco menos louco mas ainda bem complicado de codificar, exigindo muitos cuidados do programador para não fazer besteira; depois veio o COBOL, bem mais tranquilo de lidar com ele. Pouco depois a IBM criou o PL/I (Program Language One), parecido com o COBOL mas com capacidades científicas do FORTRAN. Ainda existe, mas tem uso muito restrito.

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  30. Helio Ribeiro, há 3 dias vc disse que trabalhava no IBGE em 1974, ia perguntar se teria conhecido um primo meu chamado Gabriel que trabalhava nessa época lá em Parada de Lucas, porém hoje vc disse que começou a trabalhar lá em março de 2009, fiquei confuso e acho que a pergunta não deve mais fazer sentido.

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    1. Colaborador Anônimo, eu trabalhei no IBGE em dois momentos diferentes: na Mangueira, Diretoria de Informática, entre março de 1973 e dezembro de 1977; em Parada de Lucas, Diretoria de Geociências, de março de 2009 a novembro de 2010.

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