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terça-feira, 24 de abril de 2018

HOSPITAL SOUZA AGUIAR






 
“Dr. NN, saída de ambulância!”, anunciava o alto-falante do 2º andar do Hospital Souza Aguiar. Havia uma lista, em cada plantão, dos que saíam numa ambulância como as da primeira foto. Era descer ao térreo, ir na cabine da telefonista e pegar a ficha de atendimento. Fora um “atropelamento” ou uma “colisão”, na maioria das vezes um simples “P. mal” (Passando mal), o que gerava uma incerteza do que ia se encontrar. No trajeto, com sirene ligada e muitos avanços de sinal, o antigo rádio pipocava com outros chamados.
A tripulação era composta por um motorista, um auxiliar de enfermagem veterano (como o Santana ou o Pelé) e um médico. Ainda era uma época em que se podia entrar nas favelas da região sem maiores problemas. Embora as ordens fossem deixar o corpo no local caso fosse encontrado “em óbito”, era mais prudente levar para o hospital para evitar pressões.
Na foto dois vemos o corredor do 2º andar, com o fotógrafo em frente à sala da Ortopedia, a nº 1. No outro extremo, lá no fundo, ficava a sala nº 7, da Pediatria. A sala nº 2, à esquerda, era dividida entre ORL, Oftalmo e Odontologia. Depois a sala nº 3, que era a “grande emergência”, hoje chamada de “sala vermelha”. A seguir, a sala nº 4, de atendimento dos homens e a sala nº 5, de atendimento das mulheres. A nº 6 era uma sala de repouso de pacientes. Do lado direito, além do corredor dos elevadores, ficavam as salas de enfermagem e a sala dos médicos de plantão.
A terceira foto mostra a fila na porta da sala nº 7, da Pediatria, e a seta indicando o setor de RX, que ficava em corredor paralelo ao que vemos na foto acima.
A quarta foto mostra a entrada principal e também entrada do estacionamento dos médicos. A rua em frente ao hospital, que tinha mão da Lapa para a Presidente Vargas, havia uma faixa demarcando um trajeto para as ambulâncias virem pela contramão, desde a Faculdade de Direito até a entrada dos pacientes, que ficava do lado oposto do prédio.
A quinta foto é do térreo, na triagem dos pacientes clínicos menos graves. Os mais graves subiam direto para o 2º andar. Pode parecer absurdo, mas os funcionários, por experiência, raramente erravam em dirigir um paciente direto para o 2º andar.
A foto nº 6 mostra os boxes de atendimento das salas de homens (iguais aos da sala de mulheres), numa época em que os profissionais se vestiam de branco e usavam jalecos. Depois passaram a usar camisas brancas e hoje a maioria atende com roupa de rua, tipo calça jeans e tênis, com um guarda-pó branco. São os “novos tempos”.
O setor de Emergência do Hospital Souza Aguiar tem 7 equipes, que se revezam em plantões noturnos de 12 horas e dois outros plantões de 6 horas pela manhã e pela tarde. Cada equipe tem um nome: Daniel de Almeida, Chapôt-Prévost, Álvaro Ramos, Benjamim Batista, Domingos de Goes, Samuel Pereira e Catta-Preta.

 

16 comentários:

  1. Interessante ver por dentro este hospital. Nunca fui lá felizmente. Dizem que apesar da crise na Saúde o Souza Aguiar e o Miguel Couto são os locais de escolha em caso de acidente grave.

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  2. Sou suspeito para opinar sobre o Souza Aguiar, já que estou vivo graças à excelência de sua equipe médica, em especial a de neurologia, quando em 23 de Abril de 2001 fui internado em coma na emergência depois de um périplo por hospitais particulares com um quadro de aneurisma cerebral rompido e com a caixa craniana "inundada com sangue". O chefe do serviço de neurocirurgia, Dr José Fernando Guedes, declarou que o meu estado era gravíssimo e deu pouca esperança. Lá fiquei por dois meses, realizando exames caros e em hospitais particulares e com remoções em UTI particular, tudo custeado por mim, mas continuando internado no Souza Aguiar sob os cuidados do Dr. Guedes, já que ele assumiu pessoalmente o caso, pois que não havia condições de uma intervenção cirúrgica devido à localização da lesão. Milagrosamente a lesão diminuiu sensivelmente e a hemorragia foi sendo drenada com medicamentos. Recebi alta dois meses depois da internação, reassumi minha atividade profissional, e trabalhei até 2015, quando então me aposentei. Apesar da excelência da equipe médica, minha família "abastecia" a enfermaria onde fiquei com roupa de cama e insumos necessários devido à carência crônica do hospital, mas duvido que um hospital particular fornecesse tratamento tão eficaz.

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  3. Não é fácil para ninguém,servidores e usuários,a vida em um hospital de emergência/urgência.Como os governantes não são usuários do serviço(atualmente é o Sirio Libanês a moda dos gravatinhas)a coisa rola como pode.É assim desde sempre e piora a cada dia,pois agora além da falta de recursos( a mâo grande está sempre presente)existe o problema da insegurança.Até a década de 70 e inicio dos anos 80 os médicos e paramédicos ainda eram respeitados.Hoje ficam expostos e aqui em Vix as agressões aos profissionais da saúde aumentam a cada dia.A verdade é que quem tem a chave na mão não está preocupado com outras coisas e o melhor exemplo foi o que aconteceu com a saude do Rio de Janeiro recentemente.Um grande espanto!!!!

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  4. As chamadas "O.S" qua atualmente administram hospitais, nada mais são do que um conluio entre essas organizações sociais, normalmente pertencentes a políticos e o poder público. Esse criminoso esquema prospera impunemente em razão da natural participação do judiciário e do MP, que "fecham os olhos" para tudo. Por isso vemos invariavelmente servidores públicos sem salários, hospitais sucateados, professores e policiais com salários atrasados, escolas depredadas, e curiosamente juízes e promotores com salários e vantagens semelhantes às de sheiks do petróleo e obviamente políticos milionários. Existem ainda idealistas que acham o Brasil tem jeito mas sinceramente tenho certeza que não, a menos que uma grande depuração ocorra no país, o que eu acho improvável.

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  5. Bom Dia! Um acidente na Rua ou em lugar publico, não adianta achar que tendo plano de saúde vai ser socorrido pelo mesmo. O socorro só pode ser feito por órgãos do governo,que quando vem, ignora este detalhe e o encaminham para algum hospital da rede pública onde você vai "não ser atendido" porque sempre falta alguma coisa,desde uma simples maca até o medicamento e não raro nem Médico tem.

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    1. Exceto o Sergio Cortes que exigiu que a ambulância o levasse para o Hospital Samaritano...
      Concordo em parte com o "não ser atendido". Jamais vi não ter médico no Souza Aguiar ou no Miguel Couto.

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  6. Alberto Campos Reis24 de abril de 2018 09:19

    Nenhuma das fotografias mostram a antiga fachada do Hospital Souza Aguiar, antes da reforma deste hospital nos anos 60. Os hospitais de emergência do Rio de Janeiro, sempre foram um centro de excelência médica para os casos de emergências gravíssimas. Também a extinta rede de Hospitais do INAMPS que se originaram nos hospitais dos sindicatos, eram excelências médicas, destacava-se o Hospital dos Servidores do Estado na Gamboa (que atendia inclusive a Presidência da República), Hospital da Lagoa, Ipanema, Andaraí (excelência em Ortopedia e Queimados), Bonsucesso, Cardoso Fontes e Cardiologia. A rede ambulatorial do INAMPS, com os PAM's e PU's espalhados por toda a cidade, faziam o atendimento ambulatorial com grande eficiência e desafogavam o atendimento dos hospitais, um serviço que foi substituído pelas UPA's de apelo político e serviço terceirizado do Cabral.

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    1. O problema, no caso do INAMPS, foi a Constituição de 1988. Até aquele ano só eram atendidos nestes hospitais os que descontavam para isto. Com o "Saúde é um direito de todos e dever do Estado" mesmo quem não contribuía passou a ter direito a ser atendido nos hospitais do INAMPS. Aí a vaca foi pro brejo.
      Quanto à fachada do Souza Aguiar, tem mais amanhã.

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    2. Mais uma das "cagadas" da constituição de 88. O atendimento era feito para segurados do INAMPS e no caso de funcionários públicos, pelos hospitais próprios como o HSE ou o IASEG ou IASERJ. Havia dotação própria e não havia, em tese, tantos vagabundos, párias, desocupados, como hoje em dia. Mas a maldita constituição, o "caixa único" das previdência, e as leis voltadas para dar direitos a quem não os tem e retirar de quem os tem com o objetivo de lançar a desordem no país. Mas o grande motivo foi a "abertura" para os planos de saúde, que comprou o apoio do pior congresso que o país já teve, sem contar que muitos dos congressistas são associados às administradores de planos de saúde. Lula foi uma das piores desgraças que assolou o Brasil, mas nem chegou aos pés de F. Henrique, o grande câncer.

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    3. Joel,este Fernando Henrique é um grande brincalhão e após ter feito o diabo para o segundo mandato, ainda "elegeu" o Lula que já tinha algumas derrotas na cara.Dois espantos!!!!

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  7. Ainda moleque de doze anos, vindo de uma "pelada" com os colegas, fui atropelado por um Aero Willys na calçada em 1973 e fui atendido no Rocha Faria, de Campo Grande. Lembro-me que fui bem atendido, e a fratura na tíbia fou sarada, depois de uns dias de internação e algumas semanas no gesso...

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  8. Pois Mestre,lembro que quando da implantação do SUS,inicialmente SUD'S,quase fui linchado em uma reunião na SS ao falar que aquilo era lindo demais para ser verdade e que não acreditava,pois o Brasil não é a Suiça.Isto deve ter sido em 90/91.O resultado todos nós sabemos.

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  9. Boa tarde.

    Recentemente tenho passado em frente ao ir com minha mãe ao HemoRio. Felizmente nunca precisei entrar. Geralmente vou no Lourenço Jorge (mais perto) ou no de Bonsucesso. Fui uma vez no Miguel Couto, quando minha mãe fraturou o braço, há mais de vinte e cinco anos. Fui uma vez no Cardoso Fontes na mesma época.

    As consultas, antes de me mudar, eram no PAM de Madureira. Recentemente, depois que perdi meu plano de saúde, passei a ter consultas no hospital perto de casa.

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  10. Ainda tenho plano de saúde,mas se tudo correr como o esperado, estou pensando em ir morar em Portugal. não vou mais precisar dele.

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  11. As grandes operadoras de planos de saúde mantém o congresso nacional "no bolso" e ainda tem gente "neste sítio " que acha que essa casa de prostituição tem que ser preservada. Adorei quando o general Newton Cruz colocou a corja de Brasília "de quatro". Mas foi pouco. Gostaria que "os bons tempos" retornassem...

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  12. Observador Esportivo24 de abril de 2018 19:55

    Excelente o jogo Liverpool 5x2 Roma. O time inglês jogou muito mas deu uma bobeada que pode ser fatal no final do jogo. O tal do Salah está jogando demais.

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