No Posto 8,
em Ipanema, em frente ao nº 226 da Av. Vieira Souto ficava a Rede Lagosta, onde
de 1962 até 2005 uma grande turma se reunia, chovesse ou fizesse sol, todo
final de semana, para jogar vôlei.
Frequentei-a a
partir de 1966, convidado pela turma de BNDE que tinha a rede, para completar
algum time. Pouco tempo depois deixei de ser convidado, passando a “SÓCIO" (pagávamos uma pequena mensalidade para pagar o "seu" Luís, que armava a rede, para comprar bolas novas, marcações, a própria rede).
Foto: Revista Manchete
O
"dono" da rede era o Celso, que morava bem em frente. Por volta das
nove e pouco pegávamos as estacas na garagem do prédio dele e começávamos a
montar a rede (estacas fixas e poço para bombear água foram só muito tempo
depois). Era uma época em que ainda tínhamos que buscar não sei quantos
regadores com água do mar, uma tarefa e tanto para molhar a areia que ficava
fervendo.
No par ou ímpar, dirigido pelo Celso, era uma
vantagem escolher o Nilo, o melhor
levantador do grupo, além dos melhores “cortadores”. Depois, o time era
completado pelo Carlos, pelo Café, pelo Aldyr, pelo Norton. Restou uma saudade
imensa, mas todos já partiram. Também já nos deixaram ou estão desaparecidos o
Ivo, o Fred Cafuringa, o Laranja, o Gonzaga, o João Batista, a Beth, o
Adalberto, o Michel, o Paraíso, o Walter (da "esta red es conocida en
España como la hacedora de puntos"), o Paulo Monte, o Antenor, o Osvaldo,
o Getúlio, o Coronel Guido. O Arlindo vejo sempre por Ipanema, o Márcus também
(o Edinho, irmão dele, que começou jogando conosco, foi vice-campeão em dupla
com o Bernard num campeonato mundial), o Dominguinhos (que ia a todos os jogos
do Flamengo comigo) sumiu. E do Gabriel Roberto, do Alvaro, de muitos que iam se agregando através dos anos.
Foto: site da Escola Americana.
E a turma que
armava a rede na época da faculdade, nos meses de férias ficando o dia inteiro
na praia? Um timaço de meninas bonitas como a Carmen, Verinha, Téia, Aninha,
Virginia, Regina, Monica, Marli, Hélia, Sandra, Rita, Lucia, Beth, Maria,
Vanda, Tininha, Regina, Sonia, Angela e tantas outras.
A turma da
Medicina com o Augusto, o Claudio, o Renato, o Flavio, o Charles, o Tibira, o
Ricardo, o Odone (e sua inesquecível prima, belíssima), só perdeu um deles. O
grupo da Engenharia com o Luiz, o Ota, o Renato, o Alex, o Rogerio, o Oscar,
estão todos por aí. O pessoal do Direito com o Alberto, o Lilico, o Afonso, o
Adolfo (o A.A.A., pois todos seus nomes começavam por A).
Lembrança do Joel (do Sírio-Libanês), do Arafat, do Nelson, do Nico, do Paulo, do Asmie, do Julio, do Osvaldo ("Aranha", pelo número de vezes que fazia "mão na rede"), do Carlinhos, do Eduardo, do Flavinho, da Teresa, Verinha, Carminha, Raimundo, André, Marcelo, do Minhoca, do Serginho, do César, caramba, é muita gente.
Foto de Piotr Ilowiecki.
Foto de um desses dias em que ficávamos de manhã à tarde jogando. Teia, Montera, Maria, Sonia, Márcus, alguém de costas levantando, Claudio e Charles, em ação.
Foto: acervo Luiz D´.
O Posto 8, numa reforma qualquer, mudou de lugar. O Bocaiúva, guarda-vidas que tanto agitou aquele trecho de Ipanema, já deve ter morrido. Durante a construção do "PIER" a rede ficou um tempo ocupada por um canteiro de obras. Por esta época a praia em frente à Farme virou reduto "gay". Monique Evans fazia sucesso com o "topless".
E o tempo foi passando, nasceram os filhos que brincavam na rede e se tornaram mascotes.
Finalmente, como tudo na vida, a rede foi acabando. Quantas e quantas
histórias em mais de 40 anos. E quantas amizades de vida inteira.






















