Total de visualizações de página

terça-feira, 11 de abril de 2023

VOANDO PARA O RIO

 Com garimpagem de fotos feita pelo JBAN, hoje homenageamos o "Voando para o Rio", com cartazes de algumas companhias aéreas tendo o Rio e o Brasil como foco da propaganda.

"Vamos para o Rio" é um clássico da maioria de filmes policiais europeus ou americanos, sendo frase citada pelos ladrões e meliantes, ao comentar sobre o destino final.

O Rio também permanece no imaginário popular estrangeiro como lugar paradisíaco. Numa última viagem à Sicília, ao alugar um carro no aeroporto. ao dar meu endereço no Rio, a atendente parou, me olhou, e disse: "como o senhor é privilegiado em morar numa cidade tão linda".

No momento se desenrola uma grande polêmica sobre como revitalizar o Aeroporto do Galeão e desafogar o Santos Dumont.

Passar pelo Terminal 1 do Galeão é uma tristeza. Deserto e abandonado, com tudo pronto para funcionar. O Terminal 2, funciona, mas com frequência bem inferior à esperada.

O Galeão tem contra ele o acesso. O risco da Linha Vermelha, falta de trem ou metrô, serviço de ônibus fraco e, sempre, a incerteza quanto ao serviço de táxi, com muitos "bandalhas".

Qual seria a solução?











segunda-feira, 10 de abril de 2023

LEBLON - CLUBE PAISSANDU

O “Saudades do Rio”, há dois anos, fez três postagens sobre o Paissandu Atlético Clube, conforme os “links” abaixo (a maioria das fotos é do excelente livro “Paissandu”, de A. Iorio e P. Iorio.

https://saudadesdoriodoluizd.blogspot.com/2021/04/paissandu-atletico-clube-1.html

https://saudadesdoriodoluizd.blogspot.com/2021/04/paissandu-atletico-clube-2.html

https://saudadesdoriodoluizd.blogspot.com/2021/04/paissandu-atletico-clube-3.html

O motivo da postagem de hoje é que a foto abaixo, do final dos anos 50, foi identificada no Facebook como sendo a sede do Clube Monte Líbano, o que não é verdade.


Além do telhado ondulado, tão característico da sede do Paissandu, vemos, à esquerda, uma pequena bandeira com as iniciais "PAC".


Esta é a identificação correta. Vemos, à esquerda, a Favela da Praia do Pinto e o Flamengo (observar que o muro que delimitaria o terreno do clube ainda estava em construção. Na época estava na altura do fim do estacionamento do Paissandu).

O Paissandu é o único clube na cidade do Rio que pratica o "bowls", num gramado especial. Atualmente tem menos de 50 praticantes, a maioria idosa. Há uma pressão muito grande entre os associados para diminuir o espaço para este esporte e transformar parte do gramado em área de recreação para crianças.


Esta imagem aérea do Google Maps mostra o Paissandu atualmente. Podemos ver a enorme área ocupada pelo "bowls".









sábado, 8 de abril de 2023

DO FUNDO DO BAÚ: AUSTIN

O "DO FUNDO DO BAÚ" de hoje, véspera da Páscoa, apresenta fotos com o carro "Austin", que teve modelos apelidados de "Ovo de Páscoa". Em quais fotos este modelo aparece?


FOTO 1


FOTO 2


FOTO 3



FOTO 4


FOTO 5


FOTO 6








sexta-feira, 7 de abril de 2023

ONDE É?

 Cada vez está mais difícil achar fotos para a seção "Onde é?"

As de hoje são de nível de dificuldade 1, para não ter ninguém no bonde "Closeau".

FOTO 1


FOTO 2


FOTO 3 (carro do tio Betão de novo)


FOTO 4

quinta-feira, 6 de abril de 2023

TRABALHADORES (3)

Hoje vamos dar uma "geral" nos trabalhadores de rua do Rio, que suavam para dar conta de seu trabalho. Muitas profissões não aparecerão por aqui, pois para mostrar todas teríamos uma série maior que a interminável sobre os "Zeppelins" do JBAN.

Este é um empreendedor que se adaptou aos novos tempos. Além de consertar panelas faz trabalhos informáticos. Foto do Rouen.

Serviço de limpeza das ruas. Onde seria? Em Ipanema poderia ser a Visconde de Pirajá. Em Copa, a própria N.S. de Copacabana. Na Zona Norte quais seriam as opções?


A baiana vendedora de acarajé, em colorização do Nickolas. Na lateral do MNBA.


Homenagem aos leiteiros, que cedinho deixavam a garrafa de leite na porta das casas.


O Café Pucará, vendido no Maracanã. Depois foi substituído pelo Café Palheta. Era dura a vida desses vendedores, espremidos pela multidão de torcedores na arquibancada.

Vendedores de laranjada com suas carrocinhas com aquela taça de alumínio na qual se colocava o copo descartável. 

Mate Gel seria "mate gelado" ou seria uma marca de mate?


Os antigamente sempre presentes sorveteiros. O desta carrocinha foi logo ali e deixou o menino tomando conta. Rua Canning esquina com Rainha Elisabeth, em Ipanema.

Os meninos dos carrinhos de entrega de rolimãs, estes até com volantes de direção, na feira da Praça General Osório, em Ipanema.


Sob sol escaldante, areia pegando fogo, dois botijões pesadíssimos, os vendedores de limão e mate se matavam nas praias, este em Copacabana.

Os pescadores de arrastão no Posto 5 de Copacabana na sua faina diária.


Um antigo lambe-lambe, cuja tarefa era mais suave do que a dos que aparecem hoje por aqui.


Os desaparecidos "mata-mosquitos" que colocavam aquela bandeirinha amarela na porta das casas e entravam para fumigar. Não usavam EPI...

Os garis e o vendedor de Coca-Cola. E um carro para obiscoitomolhado identificar.

O baleiro, figura mais que desaparecida das ruas.

Os vendedores de amendoim desapareceram dos sinais dos cruzamentos e também dos bares com mesas nas calçadas.


As barraquinhas de venda de frutas. Também são poucas atualmente.






quarta-feira, 5 de abril de 2023

TRABALHADORES (2)

 

Na foto podemos ver um oficial acendedor de lampiões, em sua função, em fins do século XIX. Devia existir um esquadrão bastante numeroso para dar conta de , diariamente, acender os lampiões do Rio.

Felizmente nunca vi um vendedor de galinhas com seus engradados. Já bastava o trauma de ter assistido à degola de galinhas compradas na feira e que chegavam embrulhadas no jornal.


Título da foto de Genevieve Naylor: "Um garoto descalço engraxa um sapato em uma oficinica de sapateiro."

Notar as ferramentas, máquina de costura, os alvarás e a onipresente foto de Getúlio Vargas na parede. 

Ainda hoje se pode encontrar aqui e acolá as tradicionais oficinas de sapateiro, que tão bons serviços prestam à população. Se mantém com dificuldade na era do fugaz e descartável. 


Artistas de rua fazem a sua performance no centro do Rio de Janeiro em 1941, cercados por uma interessada e divertida audiência. Foto de Genevieve Naylor.

Impressiona a elegência geral da plateia e do próprio dançarino, vestindo camisa branca, calça com suspensórios e sapatos pretos. Certamente outros tempos. 

Alguns espectadores estão de chapéu e outros colocam seus lenços na cabeça para se protegerem do sol. Um deles faz uma espécie de touca com o lenço, amarrando suas pontas, algo comum na época. 


O sempre lembrado vendedor de "casquinhas" na praia. Também vendia uns pirulitos de açúcar queimado, embrulhado num papel difícílimo de ser descolado. O "tlec-tlec" da matraca era inconfundível.


Entregador de tinturaria. Era enorme o número de tinturarias, numa época em que havia poucas máquinas de lavar nas casas e um número também grande de homens usava terno. 

Vemos que o mau hábito de ciclistas nas calçadas vem de longe. E hoje é agravado por motos, bicicletas elétricas, patinetes (foram proibidas em Paris a partir desta semana), e afins, que infernizam e machucam os pedestres.


terça-feira, 4 de abril de 2023

TRABALHADORES (1)

Primeira postagem em homenagem aos que suavam para ganhar a vida nas ruas do Rio de antigamente. Eram cariocas ou brasileiros chegados de todos os estados. Eram estrangeiros, vindos principalmente de Portugal, Espanha ou Itália, além dos judeus e do grupo sírio-libanês, entre outros.

Muitos conseguiram, com este custoso trabalho, dar uma vida melhor para seus descendentes ou mesmo só sobreviver.

Merecem aplausos e admiração.

PS: com a colaboração de "Saudades do Rio - O Clone".

O tocador de garrafas, geralmente, se virava no Largo da Carioca. E sempre atraía um grupo de office-boys, contínuos das repartições da cidade, além do grande número de passantes, desocupados ou não. O som variava de tonalidade conforme a quantidade água contida na garrafa.

O Conde di Lido é exímio neste mister. Tira som de violino ao passar o dedo molhado, de leve, pela borda de taças de cristal de Baccarat. 

Um amolador de facas cuida do seu oficio em uma rua do Rio de Janeiro. Muito comuns há alguns anos, hoje são raros de se ver, embora ainda haja alguns resistentes que continuam a empurrar o carrinho pelas ruas e fazer o seu ruído característico, passando uma lâmina de aço pelo rebolo. Em Ipanema, há um que passa pela Rua Alberto de Campos em direção à Rua Farme de Amoedo, de vez em quando. Curioso que, na foto, tinha plaquinha com registro 2067.

Estes resistem bravamente no século XXI. São fáceis de ver na porta de lojas de material de construção e carregando todo o equipamento para os camelôs que trabalham nas praias. Trabalho muito pesado. Este da foto carrega baús de madeira e uma mesa. O que haveria dentro desses baús?

Na extremidade das feiras ficavam estes carregadores com seus cestos e um pano enrolado para proteger a cabeça e dar firmeza e equilíbrio na carga.  Foram os precursores dos meninos com carrinho de rolimã, que veremos em outra postagem.

Foto de Genevieve Naylor mostrando um  funileiro em 1941. Estes continuam bravamente com seu serviço. Aqui em Ipanema há um na esquina da Montenegro com Visconde de Pirajá, um na esquina da Farme de Amoedo com Barão da Torre, outro no Bar 20. É capaz de haver mais.

 

Outra foto de Genevieve Naylor. Um vassoureiro mostra seus produtos em frente a outdoors de propaganda no Rio de 1940. Vassouras de todo tipo, palha, piaçava, vassourinha para banheiro, espanadores, espanadores para o teto, etc. Também resistem por aqui em Ipanema.