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segunda-feira, 28 de agosto de 2017

RUA DO PASSEIO



 
As duas primeiras fotos de hoje, do Correio da Manhã, mostram a Rua do Passeio alagada, em 1957, com as pessoas procurando abrigo no cinema Metro.
O filme em cartaz, “Passado Perdido”, cujo nome original era “These wilder years”, teve sua estreia em 1956, estrelado por James Cagney e Barbara Stanwyck.
Em “Passado Perdido”, Cagney é o industrial Steve Bradford, agora na meia-idade, que volta à sua cidade natal para encontrar o filho  ilegítimo, que havia deixado em um orfanato vinte anos atrás. Logo ele entra em conflito com a diretora atual da instituição (Barbara Stanwyck), que quer impedi-lo de burlar as leis de adoção e possivelmente arruinar a vida do seu filho agora adulto.
O Metro-Passeio, foi inaugurado em 1936,  chegou a ter 1821 lugares e ficava ao lado da loja da Mesbla (em determinada época a Mesbla propôs arrendar o Metro para exibir sessões gratuitas para os clientes da grande loja). Foi o segundo cinema do Rio a ter ar refrigerado (o primeiro foi o pequenino Varieté, que funcionou na Av. Atlântica nº 1080, de 1935 a 1942). É um exemplo de "art déco": o uso da verticalidade bem acentuada com suas linhas em direção ao infinito sugere um arranha-céu típico da cidade de Nova York. Sem falar nos letreiros vertical e de marquise que ditariam essa forma de comunicação por todos os cinemas que viessem a ser construídos.
A terceira foto, acho que do acervo de A. Gonzaga, mostra o interior do Metro-Passeio.

23 comentários:

  1. O Metro-Passeio era meu cinema de Tom & Jerry. Primeiro domingo do mês (só nele, se não me engano), 10 horas da manhã, certamente entre 55 e 58, e lá estava eu vendo o gato e rato correndo entre as pernas e chinelões da empregada. Quem viu esse tipo de desenho jamais aceitou - pacificamente - a sucessão de carimbos que a mesma dupla Hanna-Barbera produziu e inundou as TVs dos anos sessenta. Sombras, interiores decorados, só na Disney ou na lembrança do T&J do final dos anos 40 a início dos cinquenta. A música era sempre de Scott Bradley e a assinatura final, da produção era Fred Quimby. Fico ruim da memória, mas essa aí não me escapa.

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    1. Igualzinho acontecia no Metro Copacabana, o festival Tom & Jerry domingo às 10 horas da manhã. Programa imperdível.

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    2. Também acontecia no Metro Tijuca no mesmo horário.

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  2. Esta região sempre alagava mas não sei se ainda continua assim. Era um trecho muito elegante com a Mesbla, o Metro, o Plaza, a sede do Automóvel Clube e a Escola de Música. E também havia muita coisa tipo art-deco nesta região.

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  3. Mas as cenas da inundação não me deixaram quieto. O Land-Rover série I passa impávido pelo Volvo PV444, um carro muito bem apreciado no Brasil e nos Estados Unidos. Mais atrás, um Mercury 1952, que aparece nas duas fotos, espera a poeira baixar. O ano de 1952 foi um salto no design da Ford e toda a linha se beneficiou do novo estilo. Esse Hard-top Mercury Monterey frequentou a minha lista de mais desejados.
    Na foto do 10-Mauá-Fátima, a lembrança de descer inúmeras vezes a escadaria desde a esquina das ruas Progresso e Oriente até o Largo de Fatima, com minhas tias-avós para ir ao trabalho delas na LBA, da Av. General Justo. Mais tarde, os joelhos das duas passaram a exigir o bonde.
    Atrás do 10 está um De Soto 46-48, um Austin estacionado e um carro escuro difícil de identificar. Aí é a calçada do Plaza, onde eu via os filmes de Tarzan, do tempo do Gordon Scott. Em um dos filmes, Sean Connery é um vilão explorador das riquezas da fauna africana. Mas Tarzan acabou com a vilania dele.

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    1. Gordon Scott ou Lex Barker foram muito bons Tarzans aos olhos de uma criança daquela época.

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  4. No Metro Tijuca o festival Tom & Jerry acontecia no Segundo Domingo do mês, sempre às 10 horas. Bons tempos. Hoje é mais uma filial da C&A. No passado era comum que cinemas com capacidade para mil pessoas lotassem. E apenas na praça S.Peña existiam onze cinemas, sendo que cinco deles possuíam mais de mil lugares. No centro do Rio, na área da Cinelândia, mais de dez. Ninguém percebeu o quanto o mundo mudou, os valores mudaram.

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  5. Excelente foto a primeira.Pela primeira vez ia acertar com o Land Rover,mas o Biscoito fez o inventário completo.A nitidez da foto chama a atenção e o SDR está mandando ver com esta série do Correio da Manhã.
    Discordo do gerente e não via o Gordon Scott como um bom Tarzan.

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  6. Bom dia a todos. Frequentei muito o Metro Passeio e depois da reforma o Metro Boavista. Vi grandes filmes neste cinema, inclusive as sessões de Tom e Jerry. Quantos as enchentes neste local, acredito que as mesmas hoje em dia não ocorram mais, devido uma nova galeria de águas construída quando da urbanização da Rua do Lavradio. Quantos aos carros vistos na foto, não identifico nenhum deles, já o Mauá - Fátima, me recordo das suas cores, predominantemente amarelo, com faixas vermelha e azul ao meio da carroceria.

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  7. Bom Dia ! Na foto 2 podemos ver as três barrinhas ao lado da vista. Forma que a MOSA encontrou para que na Avenida Rio Branco, no meio de tantas empresas operando com Chevrolet "Caixotinho" na cor padrão,e indo até o Castelo, os passageiros identificassem os dela ,que iam mais a frente um pouquinho, até o Aeroporto.Isso servia também para a C-10 da Lapa para Fátima.

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  8. Achei diferente o horário das sessões do filme. Bem diferente dos tradicionais 14-16-18-20-22 e 14-15:40-17:20-19-20:40-22:20

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  9. Um luxo o Metro Passeio,que competia no centro da cidade com o Palácio,também um cinema espetacular.

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  10. Anônimo de Petrópolis28 de agosto de 2017 11:41

    Petrópolis tinha dois cinemas mas eram do tipo "poeira".Assisti a estréia de "O caminho da Santa Fé" com Randolph Scotch no cine Dom Pedro e quase morri de frio.Amaral Peixoto estava na platéia.

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    1. Anônimo de Petrópolis II28 de agosto de 2017 12:19

      Dois cinemas? E o Esperanto, o Petrópolis, o Capitólio,o Art-Palácio?

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  11. "AO PÚBLICO - Não pode deixar de ser com o maior júbilo e natural orgulho que, mais uma vez, entregamos ao Público do Rio um cinema digno dele, uma casa do padrão do conforto e distinção a que o Público se acostumou, desde 1936, quando neste mesmo local inauguramos o Metro-Passeio.

    Vieram depois o Metro-Copacabana e o Metro-Tijuca, e o padrão revelado pelo Metro da rua do Passeio continuou e se tornou característico e inconfundível aos olhos e à preferência de um grande Público.

    As portas do Metro-Boavista estão abertas, afinal, Aqui desfilarão escolhidas atrações MGM, e essas estréias animarão e enriquecerão a Cinelândia, esta parte do centro da cidade, que está de parabéns. O Rio, o Público, todos estão de parabéns, modéstia à parte.

    E cabe aqui uma justa homenagem aos saudosistas do Metro-Passeio, que terão, enfim, no nôvo Metro-Boavista, um substituto perfeito para o seu velho "beguin" ...

    METRO-GOLWYN-MAYER DO BRASIL "

    Com a grafia da época essa foi a mensagem de capa do folheto do programa de inauguração do Metro Boavista que em 23 de janeiro de 1969 iniciava sua programação de filmes com a película "As Sandálias do Pescador" (The Shoes of Fisherman), com um elenco estelar composto de Anthony Quinn, Sir Laurence Olivier, Vittorio De Sica e outras estrelas. Tudo sob a tecnologia dos 70 mm e seis faixas de som estereofônico.

    Agora uma "pegadinha" para quem conheceu os cinemas Metro da região da Cinelândia: Como se chamava a pequena sorveteria que ficava colada a essa sala de projeção?

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    1. Como ninguém sabe ou se interessou a responder aqui vai o nome da sorveteria: Periquiti.

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  12. Anônimo de Petrópolis III28 de agosto de 2017 12:46

    Tem gato nessa tuba!

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  13. Tá lá o título : Passado Perdido.E ficam aqui as viúvas de antanho chorando por salas de cinemas escalofobéticas,com pulgas e percevejos a dar com pau,filmes quebrados por revisão feita com esmalte de unha ou fita durex e um som horroroso.Vejam a tecnologia de hoje com filmes em 3D verdadeiro e tudo mais de moderno.E para completar uma entrada de cinema totalmente alagada com meia hora de chuva.E ficam irritados porque sou Do Contra.

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  14. Quem quiser ver uma bela homenagem às trilhas sonoras dos desenhos animados de Tom & Jerry, criadas por Scott Bradley, pode dar uma espiada em https://www.youtube.com/watch?v=kYrUWfLlYI0. É uma festa.

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  15. Anônimo de Petrópolis III28 de agosto de 2017 18:20

    O som estéreo em "alta fidelidade" com sons graves bem acentuados era padrão de qualidade dos cinemas Metro. Aos "Anônimos de Petrópolis" I e II: Petrópolis nunca foi fã da "Sétima Arte". Como lazer preferiam as reuniões familiares e de amigos ao redor de fogões de lenha ou lareiras, dependendo do nível de suas posses, e o tema dessas reuniões eram variados desde fofocas de vizinhos até saraus. Os endinheirados que queriam ir ao cinema o faziam em Niterói ou no Rio, que tinham cinemas à rodo. Alguém já foi ao cinema em Niterói?

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  16. Boa noite ! De lá para cá, tudo só vez foi piorar. E ainda tem gente, como esse tal de sr.Do Contra, que ainda acha que hoje tudo é ótimo. Deve sofrer de amnésia esse senhor. Ou, então, não viveu aquela época...

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    1. Ué, mas você não era o maior fã desse cara?

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  17. Jamais deveriam ter desmontado o sistema de AC do Metro Passeio inaugurado nos idos de 36. Uma verdadeira joia da engenharia do Ar Condicionado. Todos os equipamentos vindos do Estados Unidos e montados aqui no Brasil por uma empresa pioneira do gênero sediada em São Paulo e que ainda teve a "mãozinha" dos técnicos Americanos na montagem dos equipamentos. A destacar nessa construção o verdadeiro túnel sob o piso para canalizar o ar de retorno aos condicionadores que era captado pelos cones de ferro existentes em baixo das poltronas.
    Ao contrário do bordão "do contra" sou a favor dessas saudosas lembranças no que pese não estar naquela época de grande glamour produzindo frescuras para os consumidores.

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