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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

ESPLANADA


 
As fotos de hoje mostram a Praça do Expedicionário, criada em 1947, na Esplanada do Castelo. Anteriormente conhecida como Praça do Castelo, situa-se na Av. Presidente Antonio Carlos, em frente às avenidas Nilo Peçanha e Almirante Barros. Alguém sabe informar a razão deste avião estar aí?
Neste local foi construído o primeiro estacionamento subterrâneo do Rio.  Depois, salvo engano, virou garagem privativa dos desembargadores e seus assessores, pois a garagem antiga do Forum, no térreo da Rua Dom Manoel, não era suficiente, após a construção e ocupação do prédio do Tribunal de Alçada e do Tribunal de Justiça.
O belo prédio visto nas duas fotos era o do Ministério da Agricultura, projeto de Morales de los Rios, construído em 1922 para ser o Pavilhão das Indústrias na Exposição Internacional Comemorativa do Centenário da Independência do Brasil, foi demolido nos anos 70. É de se lamentar a demolição deste prédio com estilo eclético.
A Av. Antonio Carlos é de uma grandiosidade inútil, pois termina da estreita e colonial Rua Primeiro de Março. As avenidas Almirante Barroso, Nilo Peçanha, Araujo Porto Alegre e Graça Aranha estão completamente ocupadas por carros, camelos e vans, transformando aquilo em um caos diário.
Vemos também o Monumento ao Barão do Rio Branco. Homenagem a José Maria da Silva Paranhos Júnior, Barão do Rio Branco, o monumento foi confeccionado em Paris, pelo escultor francês Félix Maurice Chapentier, amigo do chanceler brasileiro. O trabalho original de Charpentier, em mármore de Carrara, hoje sob a guarda do Itamaraty, reproduz o Barão do Rio Branco com extraordinária semelhança, em estátua de 4 metros de altura por 2 metros de diâmetro. O monumento tem 31 metros de altura e representa o Barão do Rio Branco em frente a um marco de fronteira, símbolo de sua obra de demarcação e caracterização dos limites do país. A estátua é cópia fiel, em bronze, do trabalho de Charpentier.
Acima da cabeça está esculpida o contorno do Brasil, no granito do marco. Nas laterais, dois altos-relevos em bronze representam a entrega dos laudos de Washington, relativos à decisão do contorno das fronteiras na região das Missões, e dos laudos de Berna, relativos à fixação das fronteiras no Amapá. Dois escudos estão reproduzidos no monumento: as armas do Brasil e as do Barão do Rio Branco. Na parte posterior da base, estão representados os rios Amazonas e Uruguai e, acima desses grupos, a figura da História (não sei citar a origem das informações sobre o monumento).

28 comentários:

  1. Se a Praça foi criada em 1947, muito estranho os velhos automóveis na foto, todo de antes da II Guerra, um até de antes da Depressão. Também a presença, como se fosse uma grande novidade, de um Curtiss P-40, também um avião existente já antes da II Guerra. Ele parece não ter insígnias de força aérea, sem na fuselagem e nem no leme, mas apenas um número e uma assinatura na lateral do motor. Algo me sugere que a foto seria de antes da guerra.
    Estou certo, fui consultar o Google e obtive a seguinte frase: "Uma semana depois do prédio inaugurado, funcionários compraram um avião, o caça Martim Francisco, e doaram à Força Expedicionária Brasileira (FEB), em.. ".

    A foto é de 1943. Tudo se encaixa, não havia automóveis modernos, a grafia da assinatura bate com Martim Francisco e o P-40 foi efetivamente um modelo usado pela Força Aérea do Exército, só mais tarde FAB.

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  2. Agora apareceu a frase toda: "Uma semana depois do prédio inaugurado, funcionários compraram um avião, o caça Martim Francisco, e doaram à Força Expedicionária Brasileira (FEB), em 19 de novembro de 1943. A aeronave não esteve na Segunda Guerra e apenas patrulhou a costa brasileira." Tem até uma foto do avião, com o Ministério da Fazenda ao fundo. E bem legível o nome Martim Francisco.
    http://www.multirio.rj.gov.br/index.php/leia/reportagens-artigos/reportagens/10702-pal%C3%A1cio-da-fazenda-pr%C3%A9dio-p%C3%BAblico-monumental

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    1. Ótimas informações, Dieckmann.

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    2. O Curtiss P-40 "Tomahawk" em 1943 já era um caça obsoleto na USAF. Entrou em serviço em 1939 e foi usado e exportado por vários exércitos no mundo. O modelo mais conhecido é o P-40 B pintado com a boca de tubarão e utilizado por voluntários americanos à partir de Dezembro de 1941 na China no esquadrão conhecido como "Tigres Voadores".

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    3. Claire Chenault era um coronel do exército americano que comandava um esquadrão de pilotos mercenários americanos que atuavam nas forças de "Chiang Kai Chek" na China e lutavam contra os japoneses. Entraram em ação poucos dias após o ataque à Pearl Harbor e se destacavam pela tática "golpear e correr" contra os Mitsubishi A6m conhecido como "Zero" e os Nakajima "Hayabusa", que tinham um desempenho bastante superior. Os P-40 destacavam-se pela robustez e pelo armamento de seis metralhadoras .50 ou 12,5 mm.

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  3. Vale a pena ver o Há 50 anos , do Globo de hoje, sobre as mudanças urbanas previstas para os próximos 20 anos, a partir de 1967.

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  4. Impressiona a qualidade das fotos.Funcionarios doaram o avião? Grande espanto!"Salvo engano virou garagem dos desembargadores "..Não deve ter engano.Desde sempre a turma do Judiciário e correlatos viveu de privilégios.

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  5. O Martim Francisco foi batizado em 19/11/1943, tendo como padrinho o tenente-aviador Alfredo Gonçalves Correia. A bênção foi dada pelo cardeal D. Jayme de Barros Câmara. A circunstância de ser esta festa celebrada no “Dia da Bandeira” emprestou à solenidade um sentido profundamente patriótico.
    A cerimônia começou às 10 horas da manhã, em frente ao Palácio da Fazenda, com bênção de D. Jayme, discurso do Dr. Paulo Lyra, oferecendo o avião em nome do Ministério da Fazenda e em homenagem ao ministro Souza Costa. Depois houve o discurso do paraninfo, tenente-aviador Alfredo Correia, agradecendo em nome da família a homenagem à memória de Martim Francisco. Encerrou-se a cerimônia com os discursos do ministro Salgado Filho (agradecendo em nome do Ministério da Aeronáutica) e do ministro da Fazenda Souza Costa.

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  6. Gostaria de ter vivido neste país em que os funcionários do ministério da Fazenda se cotizaram para comprar um avião e doá-lo para a FEB.
    Realmente esta região é muito mal resolvida. Um espaço enorme que se afunila, quase sem sombra, com prédios gigantes e feios como os ministérios do Trabalho e da Fazenda.

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  7. No começo dos anos '90 quando dei início às pesquisas sobre a região da Esplanada do Castelo a notícia sobre a ocorrência de alguns fatos e eventos curiosos e pitorescos chamaram a minha atenção. Além do "navio" Laranja e as corridas de automóveis a informação de que um avião de caça havia "pousado" em plena Av. Antônio Carlos despertou a minha curiosidade. Todavia, somente tempos depois pude esclarecer esses fatos quando ocorreu uma exposição de fotos no saguão do prédio do Ministério da Fazenda. Algumas imagens desse evento, acompanhadas dos devidos registros, esclareciam a origem desse P40, caça que ficou famoso por ter sido utilizado na China contra os japoneses pelos voluntários do grupo conhecido como Os Tigres Voadores. Com a postagem de hoje outros dados vieram somar mais informações sobre esse evento.

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    1. Em tempo: Apenas como curiosidade vale lembrar que a primeira empresa aérea americana de transporte foi a Flying Tigers, fundada por um dos pilotos voluntários na China. http://canalpiloto.com.br/flying-tigers-hca-135/

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  8. Bom dia a todos. Belas fotografias, com a presença do Min. da Agricultura emprestando sua beleza a paisagem, de uma solenidade público privada, em um dia de homenagem a um dos símbolos nacionais, não tenho certeza se hoje se repetiria sem que a mesma fosse para beneficiar alguém interessado.
    Já o texto descreve o acontecimento complementado com detalhes precisos do mestre Dieckmann. Como se diz nos dias de hoje, tudo isso junto e misturado é que faz o prazer dos comentaristas aqui comparecerem dia após dia, para ter o deleite de ver as belas imagens do nosso Rio de antigamente, ao mesmo tempo aprender um pouco da história e de fatos da nossa querida cidade.

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  9. FF.Dei uma passadinha no foi um rio que passou em minha vida ontem e li uns comentários bem esquisitos sobre um blog que pareceu ser este. Será?

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  10. Bom dia a todos.

    A primeira foto nos brinda, além do Ministério da Agricultura, com a torre central do Mercado Municipal.

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  11. Ainda bem que o pessoal falou que é um Curtiss, pois pensei logo no Spitfire, o que seria estranho, pois o Reino Unido não simpatizava com a participação direta do Brasil na 2ª. Guerra Mundial. A base aérea dos americanos em Natal já tinha sido mais que suficiente como ajuda para o esforço de guerra dos Aliados.
    Alguém sabe dizer o motivo oficial para demolir esse antigo prédio do Ministério da Agricultura? Em tempos de governo militar dificilmente admitiriam falta de verba para a conservação de um patrimônio público.

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    1. Paulo Roberto, com relação ao seu comentário a ironia é que o Brasil, por meio do "Clube do Fole", uma associação internacional meio clandestina da qual, entre outras, fazia parte a CTB, a Sloper e milhares de simpatizantes, inclusive estudantes (o Ministro Salgado Filho e Wiston Churchil também faziam parte), que angariou fundos para a compra de cinco Spitfires. Segundo a tradição da época foram batizados com os nomes de Brazilian I até Brazilian V. Mais tarde os fundos passaram a ser a aplicados na construção dos caças Hawker Typhoons. O Esquadrão Brazilian Belows (Foles Brasileiros) da RAF era totalmente constituído desses caças, adquiridos pelas contribuições brasileiras. Foram eles os responsáveis por atingir o veículo do Marechal de Campo Erwin Rommel, ferindo o militar alemão e retirando-o da guerra. Essas informações constam do livro "Spifire - Caçador Implacável", da coleção História Ilustrada da 2ª Guerra Mundial, de John Vader. Edit. Renes Ltda, 1973, págs. 158/9.

      Quanto à demolição do prédio onde estava instalado o Ministério da Agricultura segue o link com publicação da época. https://grefes.wordpress.com/tag/demolicao/

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    2. Paulo Roberto, não só não faltava verba para a conservação de patrimônio público mas também para tudo que fosse de utilidade pública como saúde, educação, e escolas de qualidade, sem contar com uma segurança pública que impunha respeito. Em 1980 meu pai ficou seriamente doente e passou mais de um mês internado no Hospital dos Servidores do Estado, que era de administração federal. Recebeu um magnífico atendimento médico e as instalações eram de primeira. Hoje em dia não há nem gaze nem comida nos hospitais públicos de qualquer esfera. E aí, o que dizer? Nada, pois ontem o Flamengo ganhou, hoje é Sexta-feira, tem pagode, churrasco na laje, e amanhã "tem sexo gostoso com a patroa". E o povo continua " bovinamente" manso e feliz, orgulhoso de viver no "melhor país do mundo"...

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    3. Joel, é uma ilusão parte do que foi descrito acima. Concordo que hoje, com a roubalheira escancarada, o sentimento é que nunca houve época como a de agora (acho mesmo que não houve). Mas a coisa lá atrás, com a Censura sempre presente, tinha muito de dourar a pílula. Um pequeno exemplo: em 1975 o INPS resolveu inaugurar não sei quantos ambulatórios na Baixada. O de Nova Iguaçu, na rua Dom Walmor, era modelo. No dia da inauguração móveis e equipamentos de primeira linha, jornais, fotógrafos, autoridades. No segundo dia, quando o ambulatório abriu constatou-se que TODO o mobiliário da inauguração fora retirado e o ambulatório equipado com as tradicionais mesas, cadeiras e macas de ferro pintado de branco. Perguntando daqui e dali soube-se que aquela era a "mobília de inauguração", que rodava de um para outro ambulatório a ser inaugurado...Logo depois, foi comprado um equipamento gigantesco, automático, para guardar todos os prontuários de atendimento. Deve ter custado milhões. Ficou no pátio interno por pelo menos quatro anos, NUNCA foi usado, e enferrujou totalmente sob sol e chuva. Puseram um general como diretor do Posto, acredito que honesto e bem intencionado, mas foi vencido pela máfia.
      Concordo inteiramente sobre a eficiência do HSE sob a mão de ferro do Dr. Dodsworth. Aquilo sim funcionava. Era para a época o que a Rede Sarah é hoje em dia.
      Quanto ao resto havia muita, mas muita coisa errada, abafada pelos poderosos de então. Falências, inflação de 10% ao mês, a venda da Light, a Petrobras do japonesinho, Angra, a Ponte Rio-Niterói, a Transamazônica,o aparelhamento das estatais com os apaniguados, e por aí vai.
      Quanto ao ministério da Agricultura foi demolido por pressão de Lucio Costa que dizia: “Por sua falta de estilo, por sua desproporção, por sua feiura congênita, já nasceu bastardo”.

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    4. Anônimo, essas máfias tem nome e existem aqui desde o tempo de Martin Afonso de Sousa. Seus descendentes tem o cuidado de se elegerem para cargos eletivos desde então e seus sobrenomes são por demais conhecidos. As tais "forças ocultas" descritas por Jânio Quadros não resistiram em um primeiro momento ao golpe de 64 mas rapidamente se reagruparam e se infiltraram na ditadura militar. Houve corrupção sim naquele tempo, não sou ingênuo, mas havia limites, já que essa gente temia as consequências de seus atos e o A.I 5 era uma prova disso. Sei de pessoas que ocupavam postos na área econômica que ficaram milionários com informações privilegiadas. Apesar de tudo isso, vivia-se razoavelmente no Brasil e quem se queixa daquele tempo o faz por cunho político, ideológico, ou mesmo pessoal em razão de terem sido torturados, perseguidos, ou até por alguns "cascudos" devidamente aplicados por alguma estripulia. O fato é que todos eram atendidos em hospitais públicos sem qualquer problema, pois os "planos de saúde" são uma criação da "nova república". Agora mesmo a prefeitura do Rio enfrenta um caos em diversos setores da rede municipal de Saúde e culpa as O.S, que por sua vez alegam que "não receberam os repasses", e quem se lasca é o povo. A título de esclarecimento, cumpre informar que a Qualicorp, que é a maior administradora de planos de saúde do Brasil, pertence à família do atual ministro da saúde. Esse detalhe dispensa maiores comentários. Não existe mais corrupção e sim um colossal assalto aos cofres públicos por gigantescas quadrilhas oficiais incrustadas nos poderes da República. Se isso se concretizar efetivamente e não for combatido, o próximo passo será o desrespeito à segurança jurídica temporal dos atos jurídicos perfeitos para em seguida atacar a propriedade privada. Quem viver verá.

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    5. Volta e meia o comentarista Joel menciona com deboche um episódio vivido por mim em que sofri uma injusta agressão por policiais militares quando me dirigia pacificamente para a universidade. Na ausência de melhores argumentos fica irritado quando chamo de provocação esse tipo de comentário e passou a usar o deboche como atitude, atingindo até mesmo registros que mencionaram membros da minha família. É uma atitude deplorável e covarde pois está protegido de réplicas pela a ação da censura do responsável pelo blog.

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    6. Docastelo, não se trata de qualquer tipo de provocação e sim de um simples gracejo. Nada tenho contra você, aliás nem sei quem você é ou se é real ou virtual, já que ninguém sabe seu nome. Mas isso não impede que eu admire a sua inteligência e sua cultura, ainda que a minha seja de "almanaque". Sei que é um homem de bem e faria gosto conhece-lo pessoalmente.

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    7. Anônimo, acho que você quis se referir à compra (estatização) da Light poucos anos de a concessão caducar e ela vir de graça para o governo brasileiro.

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  12. Não é por nada não, mas esse Pirulito no meio da avenida hoje não teria o mesmo impacto do passado. Talvez a imponência era ressaltada pelo seu vizinho da Agricultura de saudosa memória. Quem gosta desse pirulito e o Pastor. Só Freud explica. Quanto ao avião suponho ser uma tentativa de coloca-lo num pedestal para aumentar o apelo cívico da região. Madeira... Tudo abaixo!

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  13. Pois e,elogiei a qualidade das fotos..O cara vem logo falar do pirulito..Como dizia minha avo benza a Deus

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  14. Boa tarde a todos.
    Onde ficava o prédio do Foro nessa época?
    Eram aqueles na Rua Don Gerardo que estão lá até hoje ou já era aquele na Primeiro de Março?
    Interessante a iluminação pública na primeira foto próximo do avião. Há até lanternas fixas no poste.

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    1. Wolf, o prédio do antigo forum, e não foro, ficava na rua Dom Manuel. Hoje é o Museu da Justiça.

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  15. Observando-se com detalhes a foto, vemos à esquerda, uma outra construção, provavelmente também do antigo Mercado, que parece ser uma réplica daquela mais a esquerda, onde hoje é o Albamar.

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