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segunda-feira, 29 de maio de 2017

HOTEL GLÓRIA




Hoje temos fotos do Hotel Glória e uma maquete do seria após o término das obras previstas pelo Eike. As duas primeiras mostram a época em que o hotel era praticamente à beira-mar. Curiosas aquelas “town-houses” à esquerda do prédio do hotel. Mais à esquerda ainda o Palacete Pareto.
 
Do acervo do Rouen é a foto que mostra a piscina do Glória nos anos 70.
 
O Hotel Glória foi construído para a Exposição Internacional de 1922, comemorativa do Centenário da Independência, pelo empresário Rocha Miranda.
 
No local do Hotel Glória existia o palacete de John Russel, o pioneiro dos esgotos no Rio de Janeiro.
 
Em estilo neo-Luiz XV o Hotel Glória era dotado de teatro, cassino, salões de festas e de jogos, áreas de lazer e 150 quartos.  Ampliado em época posterior, ganhou mais dois andares e, pela incorporação de terrenos adjacentes, passou a ter 500 quartos.
 
Eram famosos os bailes de formatura em seus salões, nas décadas de 1950 a 1970.
 
O projeto foi de Joseph Gire. Seus apartamentos de luxo eram decorados com móveis de época e tapetes persas legítimos recobrem o piso. A vista do Hotel é deslumbrante: dá para ver a orla do Flamengo, a Baía de Guanabara e o Pão de Açúcar. O Centro de Convenções abrigava eventos em altíssimo nível. O Teatro também era luxuosíssimo. Os restaurantes, de ótimo nível.
 
Hoje, face à crise das empresas do Eike, está semiabandonado.

20 comentários:

  1. Bom dia a todos.
    Nunca havia visto essas fotos do hotel Glória.
    É uma pena realmente não ter ido adiante esse projeto.
    Fico imaginando não somente este, mas também de outro projeto do Eike que seria na Avenida Rui Barbosa e que não deu em nada.
    Como tudo no Brasil, infelizmente acaba dando em nada ou então " o tiro sai pela culatra".

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  2. Oxalá alguém o salve. Vários prédios na cidade e na Glória viraram escombros de Eike. E ele desalojou milhares de inquilinos antigos, com todo o tipo de sordidez que cerca movimentos deste tipo. Algum tinha santo forte e não era com político, era lá em cima mesmo. Deu no que deu.

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  3. Bom dia. Detentor de uma localização privilegiada, o Hotel Glória é mais um exemplo de incompetência na gestão e manutenção de espaços. Embora a inacreditável proibição do jogo no Brasil seja ainda um tabu, a hotelaria teria hoje em dia um dos melhores hotéis do Brasil, pois a complicada legislação brasileira combinada com a quantidade de impostos, além do deplorável "custo político", são os responsáveis diretos pela ociosidade e consequente decadência do Hotel Glória. Imagino que Eike Batista tivesse a pretensão de se tornar um "Joaquim Rolla do Século XXI, mas ninguém melhor do que ele deveria saber que o Brasil "não é um país sério"...

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  4. A legalização do jogo no Brasil seria uma medida excelente para a criação de empregos, aumento da receita em arrecadação de impostos, e em turismo. Tal medida nunca será tomada enquanto a jogatina continuar a render dinheiro ilícito para políticos e autoridades estaduais e federais. Só para se ter uma ideia, na cidade do Rio de Janeiro existem dezenas de "Bingos clandestinos" que operam 24 horas. E não são tão ocultos assim, pois possuem propaganda incessante via WhatSapp, veículos com motoristas para buscar e levar clientes a domicílio, cozinha 24 horas, sorteio de prêmios em dinheiro, etc. Isso gera emprego para muita gente, mas pelo fato de ser clandestino, não há a geração de tributos. Esse é o "custo Brasil", pois toda essa parafernália só funciona através do pagamento de propina para diversos escalões. Com isso, perde a economia formal, perdem as fazendas municipal, estadual, e federal, e perde a já falecida e insepulta credibilidade brasileira...

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  5. Bom dia a todos.

    Da "Glória" à ruína. Isso mostra como o amigo do poder mandava em tudo durante a dinastia Cabral, com o beneplácito federal.

    Fui testemunha involuntária do processo de demolição do hotel, travestido de reforma, quando passava de ônibus do centro para Botafogo. Vi mais de perto quando fui no Centro Cultural na Glória, embaixo do "cabeção".

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  6. Lamentável sob todos os aspectos a atual condição desse que foi um ponto de referência do Rio. Para mim que o frequentei em bailes de formatura, de carnaval e outros eventos é muito triste passar por esse local e constatar os desmandos e irresponsabilidades que arrasaram com esse patrimônio. Pelo menos ficam as gratas lembranças dos fatos pitorescos e curiosos do passado. Lembranças como a da famosa vedete trocando de roupa dentro da cabine telefônica, sob a minha discreta guarda, em pleno Baile das Atrizes. E o amigo que nas folias de Momo, embriagado, dormiu nas escadarias e acordou sem relógio, cinto, meias, sapatos e até a camisa, na justificada crença que havia sido furtado. Só quando chegou à sua casa foi informado que seus pertences estavam à disposição na portaria do hotel, prudentemente retirados pela segurança. Eram outros tempos.

    Quanto à observação em comentário anterior sobre a seriedade do país em que vivemos é interessante observar que até hoje muitos acreditam que a origem da expressão seria de pretérita declaração do presidente francês, Gal. De Gaulle, quando na verdade é da lavra de um diplomata brasileiro que estava na mesma reunião onde se discutia o imbróglio que ficou conhecido como "guerra da lagosta". Na ocasião um diplomata entoou uma música de carnaval que brincava sobre o tema, originando o comentário. Um jornalista francês que esperava na saída terminou por dar sua própria interpretação na língua de Baudelaire.

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  7. Excelentes fotos e uma triste história.Lamentavelmente o projeto ficou no meio do caminho.O local é maravilhoso e o hotel não merecia este destino.Esperamos que possa aparecer alguém para a recuperação do empreendimento e salvar mais um pedaço do Rio de outros tempos...** FF: Continuo não entendendo nada lá da Gávea.

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  8. Existem negociações entre um magnata dos cassinos americanos e políticos atuantes nas três esferas do poder no Brasil. Existe inclusive um projeto em que cassinos só poderiam funcionar em estados com no mínimo Quinze Milhões de Habitantes. Isso limitaria a sua existência apenas no RJ, SP, e MG. Não sei se teria viabilidade com tais exigências.

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  9. Joel, o que limita a criação de cassinos no Brasil é o velho lobby religioso. Antes tínhamos só a influência da Igreja Católica, agora temos também a bancada evangélica.

    É o que eu sempre digo: o Brasil é um estado laico até a página dois...

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    1. Wagner Bahia, além dos motivos mencionados por você, não esqueça o custo da corrupção. Os políticos irão perder suas "boquinhas" se o jogo sair da ilegalidade. Não se pode confiar em qualquer embasamento legal no Brasil, já que "tudo é negociado no STF. Nem o até então insuspeito MPF escapa, tendo em vista a recente prisão de um procurador federal que negociava dados sigilosos da Operação Lava-Jato.

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  10. São famosas as fotos de acervo da LIFE com a trupe do Walt Disney ou do UH com os concursos de miss.

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  11. Tem que haver uma solução para esse belo prédio. Consta que o grande trauma que se tem dos cassinos são pelos prejuízos de apostadores em uma única noite. Contam casos de fortunas indo pelo "ralo". O controle deveria ser aí e em cidades turísticas, com boa estrutura hoteleira e de transporte, e não pelo número de habitantes dos estados. Pernambuco, Bahia, Goiás, Paraná, S. Catarina e Rio Grande do Sul têm bons locais, independente de população.
    Na segunda foto tem um espaço gramado à direita, onde hoje ainda (?) deve estar funcionando o Memorial Getúlio Vargas. Em 1912, os jogadores que saíram revoltados do Fluminense devido às interferências de dirigentes, foram recebidos pelo C.R. Flamengo, mesmo a contragosto de alguns conselheiros rubro-negros, para criar o departamento de futebol. Como o Fla não tinha campo, foram treinar na Praça do Russel, deixando os ídolos campeões de 1911 em contato direto com o povão. Era o embrião daquela que seria a maior torcida do Rio e depois do Brasil.

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  12. Li os comentários anteriores e vi que todos são favoráveis ao jogo.Não se trata de gosto,é um vício.Não é a toa que o jogo continua sem ser legalizado.Quantas famílias ficam na miséria porque seus membros jogam?Todas as religiões são contra o jogo.Deve existir maneiras de fazer dinheiro honestamente sem apelar para a jogatina.Não acredito que o Rio de Janeiro vá participar de qualquer projeto que envolva jogo.

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  13. Peralta,o implicante29 de maio de 2017 15:03

    Tia Nalu tá implementando o detox Bangu.Um amigo dela perdeu muito peso!!!

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    1. Peralta, ó implicante bolinho, tia Nalu lançou o lema da campanha contra a obesidade: "Dieta já". Nada de brigadeiros, refrigerantes, pizza e biscoitinhos.

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  14. Realmente belo e com localização privilegiada com o jogo legalizado como escreveu o Joel seria a solução para o Gloria e outros hoteis abandonados.Fotos muito boas do que foi a era do esplendor.

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  15. Locais que encaixaria bem os cassinos: Manaus, Foz do Iguaçu, Cabo Frio, Goiânia e Natal. Atenderia em equidistância a todo o território.

    Acho interessante como em tudo querem comparar o Brasil com os Estado Unidos, mas quando se fala de algumas coisas interessantes que eles possuem a qual poderíamos copiar, aí dizem que não seria a melhor solução.

    Jogo nada é mais que empreendedorismo, que no seu bojo vem emprego, renda e impostos.

    Vício existe e existirá com ou sem cassino.

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  16. Moleque Travesso29 de maio de 2017 19:07

    Bicho é habitual,mas Tia Nalu também vai de sena ,mega sena e Lotofacil.

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  17. O jogo não é um vício e seria uma ótima solução para o hotel. Eu, por exemplo, só bebo e fumo quando jogo.

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  18. Fiz um comentário hoje a tarde, ou ele foi parar na caixa de spam ou foi cortado. Para uma cidade que se diz ser a Cidade Maravilhosa, não temos Infraestrutura de Turismo e nem hotéis em quantidade suficiente para atender a Indústria do Turismo. Se tivéssemos a mínima vocação a esta atividade, este Hotel estaria em pleno funcionamento, independentemente de nele estar instalado um Cassino. Na minha opinião não acho que os Cassinos sejam uma opção de Turismo, eu pelo menos não entro em nenhum deles quando viajo, nem vou para fazer Turismo em cidades que tem os Cassinos como principal atração. Jamais vou a Las Vegas e outras cidades que tem os Cassinos como principal atração, muito embora não seja contra o funcionamento dos mesmos, principalmente devidamente legalizados e fiscalizados.

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