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domingo, 10 de setembro de 2017

SÃO CONRADO




Neste domingo vemos a região de São Conrado, cujo nome tem origem na ermida construída por Conrado Niemeyer em 1903. Já se chamou Praia da Gávea, como o morro que, visto do mar pelos colonizadores, parecia uma cesta de mastro. Durante séculos, São Conrado pertenceu à família de Salvador Correa de Sá e Benevides. Antes de 1916 só se chegava a São Conrado descendo do Alto da Boa Vista. Após esta data foi aberta a Av. Niemeyer ligando a região ao Leblon.

Na década de 1970 foi construído o Túnel Dois Irmãos, que passou a ser o principal acesso da Zona Sul a São Conrado, desde o bairro da Gávea. Neste bairro, até as décadas de 1960/1970, destacava-se, além da Igreja de São Conrado, o belo Gávea Golf Club. Com a cidade caminhando em direção à Barra da Tijuca, a partir deste período, construíram-se o Hotel Intercontinental, o Hotel Nacional, o "shopping" Fashion Mall, além de vários condomínios de edifícios.

Na encosta do morro está a Favela da Rocinha que, nos últimos anos, aumentou brutalmente de tamanho e tornou-se foco de episódios cada vez mais frequentes de violência.

Numa das fotos vemos a precária iluminação da Avenida Niemeyer em 1955. Ao fundo um bairro de São Conrado praticamente deserto, destacando-se a igrejinha de São Conrado, toda branca.

A Av. Niemeyer foi iniciada pelo inglês Charles Weeksteed Armstrong que instalou o Colégio Anglo-Brasileiro, na área do Vidigal, na década de 1910. Ele abriu o Corte do Leblon, além de construir cerca de mil metros da avenida. Mais tarde, o coronel Conrado Niemeyer prolongou-a até a Praia de São Conrado e, em 1916, doou-a à cidade.
PS: o Citroen é do Monsieur Rouen.

28 comentários:

  1. Bom dia a todos. Um bairro que teria tudo para ser uma nova URCA, mas a favela destruiu todo o bairro, além de ser uma fortaleza do crime. Sendo o principal ponto de distribuição de drogas na Zona Sul.

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  2. Como toda a cidade do Rio foi favelizado,mas tinha outro nome nos anos 60 que não me lembro.

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  3. Somos todos Joesley10 de setembro de 2017 10:03

    De um local em que seus habitantes oriundos do nordeste cultivavam hortaliças que eram vendidas nas feiras da zona sul transformado em um dos maiores centros de distribuição de drogas do Rio e curral eleitoral de poderosos políticos, essa é a Rocinha, um cancro mole impossível de ser extirpado em um dos locais mais aprazíveis do Rio. Essa é a descrição mais exata de uma degradação urbana e que como ela existem muitas outras que aconteceram no Rio de Janeiro.

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  4. Em meados dos anos 60 estive uma vez na região. Retornei 10 anos após e já fiquei assustado.Depois as visitas foram mais rapidas e os espantos também. Local que tinha tudo para ser show e que se perdeu por falta de controle em varios aspectos.Lamentável.

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  5. "estrada da Gávea descendo do Alto da Boa Vista"? Acho que a estrada da Gávea é a que atravessa a Rocinha. A outra deve ser a estrada das Canoas

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  6. Bom Dia! O trafico vive de vender droga para quem pode pagar. Enquanto tiver alguém querendo " enfiar o nariz " e pagando por isso,por mais que seja combatido,vai ter sempre outro alguém dando um jeito de fazer chegar ao viciado,que o politicamente correto diz que é um adicto,para ser atendido nas suas "aspirações".Todo mundo sabe, o viciado não mora na favela,e é ele quem sustenta tudo isso.

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  7. O paraíso!
    Segundo o censo de 1950 a Rocinha, com 4.513 habitantes, não era nem a maior da Z. Sul. Perdia para a Favela da Praia do Pinto e para o Parque Proletário da Gávea.
    No Rio em geral, o Jacarezinho em primeiro com 18.424 pessoas, mais que o dobro da Mangueira, em segundo com 8.949.
    Somando todas: 138.837 moradores de favelas em 1950, quase 40% cariocas, porém um grande número de fluminenses logo a seguir. Menores de 14 anos também em grande quantidade, uns 37 mil, avós e até bisavós de muitos moradores atuais.
    Os nordestinos viriam em grande quantidade após o fim do "Milagre Brasileiro" dos anos 70 e o agravamento da crise a partir de 1982, com a conclusão/paralisação das grandes obras do Regime Militar e, claro, a muito citada facilidade que os políticos têm em disponibilizar terras para a instalação ou ampliação de favelas, embora não seja um exclusividade do nosso estado, ou seja, nos anos 80 essa ocorrência foi quase geral no Brasil.

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  8. O que poderia ser um paraíso virou um bairro de passagem e ainda abriga uma favela com mais de cem mil moradores. Não tem como dar certo. Não sei como o Gávea Golf ainda sobrevive.

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  9. A pista de terra entre o Gávea Golf e a praia tinha uma entrada pelo meio dela e as extremidades eram sem saída. Terminava de um lado onde foi construído o hotel Nacional (com certeza) e do outro antes do gramado de pouso de asa delta, onde tinha um riacho (esse lado não tenho certeza da localização exata).
    Meu pai me ensinou a dirigir nessa pista em1964 ou 1965. Um aprendizado limitado, praticamente só em linha reta porque ele fazia a manobra nas extremidades!

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  10. Somos todos Joesley10 de setembro de 2017 11:46

    Falando em Rocinha, O Globo hoje publica uma matéria de duas páginas no primeiro caderno sobre a história do tráfico de drogas nas favelas, omitindo as razões pelas quais o tráfico cresceu tanto, quem são os verdadeiros donos desse nefando comércio e dando um péssimo exemplo de "como se faz estória". O presidente Figueiredo e Cesar Maia, e seu "rebento", investiram em imóveis em São Conrado e o "tiro saiu pela culatra", já que a valorização da região entrou em queda por razões óbvias. São Conrado é a realidade do que seriam hoje em dia Leblon e Lagoa se as favelas da Praia do Pinto, Ilha das Dragas, e da Catacumba, não tivessem sido removidas. Lacerda, Negrão, e a ditadura militar estavam certos nas políticas de remoção. Não há como se apegar com discursos de "racismo", "homofobia", "totalitarismo", "direitos humanos", "politicamente correto", ou quaisquer argumentos que só existem para favorecer o ilícito, os interesses políticos, a desordem urbana, e por que não dizer o tráfico de drogas, sem falar dos conceitos de família e cidadania. A luta de classes "asfalto e favela" já é uma realidade que em pouco tempo tomará contornos e proporções de uma guerra civil. "Lênin já previa isso".

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    1. Observador de comentários10 de setembro de 2017 13:24

      Ninguém mais tem o direito de estranhar ou criticar os comentários do comentarista Joel considerando sua declaração no final da postagem de 05/08 sobre seu posicionamento político/ideológico.

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    2. É uma sábia observação, já que muitos aqui comungam com minhas convicções políticas e com minha simpatia pela volta dos militares ao poder, mas não as expressam, seja por timidez, medo, ou outro motivo qualquer, enquanto outros que não viveram aquele período e apenas "leram, aprenderam no colégio, ou ouviram dizer", são terminantemente terminantemente contra! Assim são os dias atuais...

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  11. Não posso afirmar mas suspeito que aquela construção que aparece na segunda foto pode ser o Hotel Recreio da Gávea, um dos mais antigos da região a se tornar um tipo de "motel". E no areal á direita da terceira foto foi "instalado" o primeiro "drive-in" sem cinema do país onde ficou oficializada a prática de assistir às "corridas de submarino" com direito a serviço de bar. Era comum os carros atolarem na areia, o que também ocorreu com um Citroën de um amigo. Quando ocorreram alguns assaltos nesse local contrataram um "leão-de-chácara", como se dizia naqueles tempos, que resolveu o problema. A construção do Hotel Nacional ocupou essa área.

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  12. Ainda lembro do campo de golfe à beira-mar. Um charme que a especulação imobiliária acabou.

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  13. Boa tarde a todos.

    A reportagem de hoje do Globo deve ser guardada para a posteridade porque derruba alguns argumentos falaciosos de que a vida era maravilhosa no pós-64. Só se fosse no asfalto, onde a cocaína brilhava nos narizes de filhinhos de generais e outras patentes. Anos mais tarde brilhou no nariz de filha de governador, mas isso é outra história, assim como o magistrado flagrado no gabinete durante uma "carreira"...

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    1. Ilustrando o comentário acima:

      http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/brasil/2015/04/01/conheca-dez-historias-de-corrupcao-durante-a-ditadura-militar.htm

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    2. Somos todos Joesley10 de setembro de 2017 16:16

      Apontam dez estórias de corrupção durante o governo militar, mas a cegueira, o atavismo, a teimosia, ou mesmo "antolhos" de alguns enxerguem que a cada dia apareceram novas histórias de corrupção no Brasil, tornando as "dez" que apareceram no governo militar "uma gota" nesse oceano fétido em que vivemos. Faz sentido, afinal as "massas de manobra" e os "convictos" fazem parte do universo dos picadeiros...

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  14. A respeito que o Augusto comentou eu concordo. Dizer que naqueles tempos pós 64 a vida era uma maravilha só existe porque ninguém, ou quase ninguém, sabia de nada que se passava. Tenho um amigo de infância que passou para o CPOR em 1980, aliás passou com "louvor", pois foi o aluno 01 daquele ano. Ele me disse um tempo depois que existia um general, muito influente naquela época, que tinha a alcunha de "10%", pois participava "ativamente" de quase todos os processos de licitação de grandes obras. Ou seja, a coisa já comia solta, só que era bem "guardadinha".

    Outra coisa que me intriga quando se fala no governo militar é sobre a questão da segurança, mais particularmente sobre uma contravenção: se os militares tinham tanta banca por que não foi aniquilado o jogo do bicho?

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  15. A construção citada pelo Docastelo está dentro do clube de golfe, o que não impediria de ser usada para hospedagem.
    Sobre corrupção no Regime Militar também eram muito citados os ministros Mário Andreazza e Shigeaki Ueki, responsável pela Petrobrás, que segundo um empresário da época já tinha um esquema para favorecer empresas nos anos 70. E em 1979, nos corredores da própria Odebrecht, já se falava nas maracutaias com o governo, para levar os contratos das grandes obras.
    Usina de Angra, Itaipu, Ponte Rio-Niterói, Transamazônica e até na ampliação do setor siderúrgico iniciado em 1971 e que durou até o Governo Figueiredo, teve história de desvios. Uma delas falava do "roubo" de uma poderosa ponte rolante dentro da então estatal CSN. Na verdade o equipamento nunca teria existido, só a fatura que foi paga, aprovada por alguma autoridade da época que fez constar que deu entrada.

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  16. Wagner Bahia, a coisa não é tão simples. Por diversas vezes a cúpula da contravenção foi presa e mandada por ordem da ditadura militar para a Ilha Grande. Contravenção penal não é crime, e sim um ilícito penal de menor gravidade. O Decreto-Lei 3688/41, mais conhecido como "Lei das contravenções penais", capitula uma série de ilícitos penais de menor gravidade e que não constituem crime. Mas no caso do "jogo do Bicho" ou "exploração de jogo de azar", essa contravenção atrela à si uma série de crimes graves como corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, prevaricação, e alguns crimes contra a administração pública e da justiça e que faz do "jogo do bicho" uma atividade perigosa e grave. Compete à justiça estadual combater esses ilícitos e não é novidade que, embora a polícia leve a fama de ser corrupta, o grosso da propina "vai para o andar de cima". As máquinas caça-niqueis tomaram o lugar das "pules talões" e os grandes chefões cobram um percentual de "royalties" dos "maquineiros". A maioria dos velhos chefes ou morreram ou foram assassinados, ou o "espólio" foi herdado por parentes. "Anísio" e Scafura, o "Piruinha" ainda estão na "ativa. A digna e incorruptível juíza Denise Frossard em 1994 colocou alguns deles "em cana" mas nesse país imoral e infame, rapidamente foram libertados. Pouco depois ela acabou se aposentando sem ser promovida à desembargadora.

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  17. Em tempo: não se sabe se os generais presidentes tinham "domínio dos fatos".

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  18. O questionamento em relação ao jogo do bicho faz muito sentido,pois se tratando de uma contravenção,deveria ter sido aniquilida e pelo contrário corria solto no tempos de chumbo.Em relação a corrupção,ela sempre existiu,mas particularmente não me recordo de nenhum militar que tenha feito a vida durante o período,pelo menos em nível regional.Tive um vizinho por um ano e pouco,General importado do Rio que levava uma vida modesta embora ocupasse cargo em nível de secretario do Estado.A família andava de fusca e só depois de algum tempo mudou para uma casa melhor,mas nada de assombrar.Dentro dos padrões que cabia.O que sei que conseguiu foi um bom emprego para um dos filhos.Deixou a referida casa de herança e eventualmente encontro com algum dos seus filhos que ralam pacas para ter um nivel de vida apenas razoável.Não conheci outros e no sentido mais amplo falavam do Andreazza,que não sei se ficou rico;Hoje o negócio é vergonhoso.Qualquer dirigente de partido,político e elementos chave de alguma entidade vivem nababescamente e é claro que não é com os subsídios que recebem.Penso que existe muita diferença,embora não livre a cara de ninguém.

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  19. Agora entendi porque tinha uma espécie de cassino na Ilha Grande.

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  20. Perfeito seu comentário, Belletti, a corrupção existiu sim no governo militar, mas de forma muito discreta. Agora faliram o país e a quantidade de quadrilhas é avassaladora e inacreditável. Judiciário, MPF e estadual, políticos de todos os níveis, ninguém escapa, a ponto de meu lema ser "político bom é político morto ou preso". Não estou aqui para criar qualquer polêmica sobre a ditadura militar, pois todos aqui conhecem o que penso. Só uma crítica aos militares eu faço quanto ao fato de terem torturado centenas de pessoas, pois se ao invés disso tivessem "sumido com elas", teríamos hoje um país bem melhor!

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  21. O jogo de bicho embora ilegal, naquela época era a atividade da economia mais honesta, valia o que estava escrito, ganhou recebeu. Hoje temos uma série de jogos controlados e explorados pela Loteria Federal, que é uma caixa preta e que não tem o menor controle oficial dos ganhadores e da negociata de prêmios, e o pior de tudo dizem que existe tramoia nos sorteios. São Paulo e Rio, são os estados que mais fazem apostas, porém mais de 80% dos prêmios acumulados, são sorteados para cidades minúsculas e o ganhador nunca é aparece. Só nos sorteios da CEF é que as leis da probabilidade não ocorre, ou seja onde se faz mais apostas é o local que menos ganha. E também Deus só é justo com os pobres no sorteios da CEF, pois sempre dá preferência a apostadores dos locais mais pobre e remotos do Brasil.
    Já quanto a corrupção, esta existe no Brasil desde o seu descobrimento, sonegação de impostos pelos mais ricos também, nossa polícia, judiciário, servidores públicos e políticos corruptos também sempre foram corruptos em qualquer época e em qualquer regime político. Porém nunca foi tão alto e descarado como nos dias de hoje. Como diz o Joel o problema é de DNA.

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