Total de visualizações de página

sábado, 4 de novembro de 2017

DO FUNDO DO BAÚ: SOBRE TRILHOS

 
Hoje é sábado, dia da série “DO FUNDO DO BAÚ”.
E de lá sai esta foto de uma manobra do tempo dos trilhos de bondes.
Como muitas ruas eram de paralelepípedos ou tinham o asfalto esburacado, o grande macete era dirigir com os pneus sobre os trilhos dos bondes.
Na Zona Sul eram de paralelepípedos nos anos 50, por exemplo, a Visconde de Pirajá, a Ataulfo de Paiva, a Siqueira Campos, entre outras.
Na foto vemos um automóvel fazendo isto, em 1962, na Avenida Rodrigues Alves.
O grande risco era fazer isto em dias de chuva, pois derrapava muito.
______________________________________________________________________
GRANDE NOTÍCIA!
O “site” FOI UM RIO QUE PASSOU, do Andre Decourt, voltará ao ar em breve.

26 comentários:

  1. Lembro bem de trafegar com os pneus sobre os trilhos. Era uma diferença enorme se comparado com a trepidação dos paralelepípedos. Tenho uma dúvida: era coincidência ou a bitola comum aos bondes e carros era algo obrigatório?
    Tomara que o "Foi um Rio que passou" volte com tudo pois era espetacular.

    ResponderExcluir
  2. Lembro que alguns motoristas diziam que andar sobre trilhos economizava os pneus. Ledo engano. Derrapagem certa. E como hoje é sábado vou arriscar nos veículos. Na foto um belo Olds 88 e logo atrás o que parece ser um Aero. Na esquerda, estacionado, um Mercury e, no fundo, uma Kombi, um caminhão Ford e o indefectível Chevrolet. Os respectivos anos ficam por conta do Biscoito ou do Gustavo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Em tempo: Nunca fui frequentador e/ou comentarista do blog "Foi um Rio que passou", apesar de eventuais consultas. Apenas por questão de hábito, mas saúdo o seu retorno. Ao contrário do Gerente do SDR o André tinha a fama de não ser muito paciente com certos tipos de comentários, deletando-os quando julgava necessário. Vai ser interessante observar se mudou de atitude.

      Excluir
  3. Joel Almeida {sem observar}4 de novembro de 2017 07:56

    Quando aprendi a dirigir não havia mais bondes circulando no Rio {à exceção de Santa Teresa} e sendo assim eu poderia apenas "ficar observando" os outros comentários, mas cabem algumas considerações. A bitola dos bondes tinha a medida de 1,44 M. a dos carros era mais larga. As suspensões e os amortecedores sofriam um desgaste muito mais acentuado e tinham uma durabilidade menor, apesar de sua qualidade ser superior. Os trilhos ocasionalmente "cortavam os pneus, causando acidentes. A Rodrigues Alves tinha o seu charme. Nos cruzamentos com os trilhos ferroviários que se dirigiam aos terminais de Praia Formosa e da Marítima se formavam por vezes enormes engarrafamentos, já que os trens muitas vezes possuíam mais de 80 vagões. Nunca presenciei um engarrafamento desses mas meu avô quando tralhava no "Armazém de Bagagens" da Alfândega, por diversas vezes ficou "preso". Mas eram "outros tempos"...

    ResponderExcluir
  4. Hoje em dia mesmo com os trilhos os pneumáticos são de boa qualidade e resistiriam mais .
    A volta do Decourt será sensacional,
    Aguardaremos.

    ResponderExcluir
  5. Amigo do corneteiro velho.4 de novembro de 2017 08:23

    F.F. Paolo Guerrero suspeito por 30 dias por usar substancia proibida!Ficou ruim, hein? O que vai ser agora? Assim vou acabar torcendo "prao Basco".

    ResponderExcluir
  6. Colaborador Anônimo4 de novembro de 2017 08:31

    Se para um automóvel fazia tanta diferença entre transitar entre paralelepípedos e trilhos, é fácil imaginar essa mesma diferença de esforço para aqueles "carroceiros" que cortavam a cidade transportando cargas com tração humana. Desde a época dos bondes puxados por burros eles passaram a construir suas carroças com a mesma bitola dos bondes e assim amenizar em muito o esforço. Daí surgiu a denominação que perdura até hoje de burro-sem-rabo. Acredito que muitos já soubessem dessa curiosidade mas talvez alguns ainda não.

    ResponderExcluir
  7. Bom Dia! Trilhar era uma arte dominada por poucos. Mesmo assim tinha lugares,(nas curvas principalmente) que insistir era pneu cortado na certa.

    ResponderExcluir
  8. Bom dia a todos.

    Vou acompanhar os comentários, principalmente sobre os carros (para ver se o Docastelo está afiado).

    A notícia de hoje não poderia ser melhor. O Rio Que Passou, junto com este espaço, foi uma das principais referências em se tratando de Rio Antigo. Começou como um fotolog (mas não do Terra) e evoluiu para um site próprio. Infelizmente tivemos notícias de que enquanto o site ficou "largado", foi infestado de mensagens de propaganda, enviadas por robôs. O Decourt ficou de dar uma limpeza e chegou a cogitar fechar os comentários. Espero que não...

    ResponderExcluir
  9. Belo carro.Interessante que sempre fui orientado que andar sobre trilhos era mortal para os pneus,especialmente naquela época,onde a qualidade e técnica de fabricação eram outras.Pneus de hoje são bem superiores.**O careta do triciclo tá inventando moda,pegando uma contra mão duca.Aliás,ciclistas em geral são tão infratores quanto motoristas.Falo de Vix,onde eles reclamam de tudo e fazem uma série de bobagens,a maior delas atravessar faixas de pedestres montados na bike.Um espanto e uma falta de educação.

    ResponderExcluir
  10. Chamava-se andar com as rodas sobre os trilhos de "Chapinhar"... A bitola do Morris Oxford era a mesma dos bondes da Ilha do Governador, o que era muito bom... Para eventualmente rasgar o talão de um Pneu Brasil!

    ResponderExcluir
  11. Em primeiro plano um Oldsmobile 1957. Estacionado um Mercury 1949. Meio escondido pelo Oldsmobile, um Aero Willys 62. Caminhão Ford F1 1950.

    ResponderExcluir
  12. Não imaginava que fosse uma prática comum. Trilhos expostos ainda duraram um tempo pela cidade, no pós retirada de circulação dos bondes, mas acho que a pavimentação era boa na segunda metade da década de 60.
    Também não sabia sobre bondes nessa Av. Rodrigues Alves de antigamente, com mais vida. Na Praia Formosa até pouco tempo tinha uma estação de bondes preservada, dos tempos da tração animal, que servia aos passageiros da ferrovia da Leopoldina, antes da construção da Estação Barão de Mauá da Av. Francisco Bicalho.
    Como diria o Prof. Pitáfona, o fotoblog "Foi um Rio que Passou" também é uma excelente fonte de saber sobre história da nossa Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Que volte o mais breve possível.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Colaborador quase anônimo4 de novembro de 2017 11:47

      Praia formosa sempre foi uma estação de cargas e era o escoamento natural Leopoldina e Linha Auxiliar, ambas de bitola métrica. A estação de trens da Leopoldina era em Triagem até 1907, quando ganhou a concessão para estender a linha até Praia Formosa em um terreno ao lado da estação Alfredo Maia, onde seria construída em 1926 Barão de Mauá. O terminal de cargas de Praia Formosa nunca serviu a passageiros e a "estação de bondes" que havia até pouco tempo era um pátio onde se guardavam antigos vagões como o pequeno vagão marrom com o dístico "Leopoldina Railway 1886", certamente confundido com o "bonde". o vagão ficava exposto na pista de descida do Santo Cristo, quase chegando à estação, onde até pouco tempo funcionou o bar "Porreta", recentemente demolido. A estação de Praia Formosa de transformou em terminal de ônibus urbanos e do VLT.

      Excluir
    2. Boa Noite! O vagão da Leopoldina citado no comentário acima,atualmente está "abrigado" juntamente com a locomotiva de cremalheira numero 1, no Museu Ferroviário do Eng de Dentro. Melhor sorte teve sua irmã, a numero 11, que está reformada e abrigada em Petrópolis.

      Excluir
  13. Creio que essa foto não é na Rodrigues Alves

    ResponderExcluir
  14. Vou repetir meu comentário anterior que parece que não fois postado: Parece que essa rua não é a Rodrigues Alves e sim Pça Mauá

    ResponderExcluir
  15. Pois é meu velho amigo,o negócio tá mais que complicado em relação a Guerrero e o Flamengo.A relação custo beneficio é preciso ser refeita se for levado em conta apenas o ano de 2017.Várias saídas para a seleção,muitos cartões e agora na reta final esta bomba com uma suspensão preventiva por 30 dias.A responsabilidade só não é do clube mas é ele que tem que agir e não ficar com o preju causado sabe lá por quem.E vamos então a nos acostumar com Vizeu,Vinicius Jr e Paquetá.

    ResponderExcluir
  16. Estou relativamente preocupado com este caso do Guerrero.Pensando bem ele tem ao seu lado varias drogas:Muralha,Marcio Araújo,Vaz,Geuvanio,Gabriel e outros que me fogem a memória. Quer dizer ,pode estar contaminado. Um espanto!!

    ResponderExcluir
  17. Gustavo matou tudo, mas discordo do Aero-Willys, é um bicolor, de 59 a 61. Quanto ao Ford F1, acho que seria um F3, mas isto é pouco discutível, dada a distância; o Oldsmobile 57 foi um dos carro mais classudos, com sua vigia traseira em 3 partes (olhando através do vidro dianteiro, dá pra ver a divisão da janela). Hoje é muito apreciado. Especialmente se tiver um motorzão de 300 HP.
    Quanto aos trilhos, sou usuário, embora em Santa Teresa, devido à bitola estreita, apenas uma roda pode se encaixar no trilho.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Concordo com o comentário sobre a beleza e classe do Olds, que inclusive vinha equipado com vidros elétricos que me encantavam na adolescência. Contudo, esse modelo apresentou alguns problemas de refrigeração aqui nos trópicos. Vez por outra as mangueiras estouravam e na época ainda não estavam disponíveis peças ditas tropicalizadas. Um parente teve esse modelo e quase arrancava os cabelos quando isso ocorria. E o carro era novo.

      Excluir
  18. Boa tarde a todos.
    Beleza de fotografia da Avenida Rodrigues Alves.
    Se há alguma dúvida, é só comparar o prédio ultimo do lado direito que a as chamadas Docas do Imperador, e do outro lado da rua, no mesmo lado, está o Moinho Fluminense.
    Está aí algo que não esperava mais. Fiquei feliz em saber de que o site do André voltará a funcionar em breve.
    Antes de frequentar o Saudades, o Foi um Rio que Passou frequentei durante muito tempo.
    E na coincidência, por falar em asfalto, lembro de uma postagem que o André fez certa ocasião onde ele simplesmente dissecou sobre o problema do asfalto e das ruas de paralelepípedos. Foi uma aula e tanto!

    ResponderExcluir
  19. Ainda há, na rua Pedro Alves, número 210, o prédio original da estação da companhia de bondes a burro Villa Guarany, datada de 1883.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Exatamente. E ao lado da Praça Patrão Mor Aguiar, onde tinha a estação ferroviária também de passageiros e que passou a atender somente cargas a partir da inauguração da Estação Barão de Mauá.
      Só resta descobrir quando desativaram os bondes de tração animal naquele trecho, para saber se funcionou em conjunto com a Estação Praia Formosa.

      Excluir
    2. Essa estação é desconhecida para mim. De fato essa região foi muito modificada por ocasião abertura da Francisco Bicalho e principalmente da Rodrigues Alves em 1910. Eu tenho em mapa das ruas daquela região antes de 1910, mapa esse que pode elucidação essa questão. Mostra toda a região de Praia Formosa, Mangue, Francisco Bicalho, e Zona Portuária. Mostra também uma foto aérea do local da atual rodoviária Novo Rio, onde funcionava nessa época um quartel do Corpo de Bombeiros. Se for do interesse da gerência, posso enviar esse material para publicação no SDR.

      Excluir