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quarta-feira, 18 de novembro de 2020

CASA MAUÁ

Há pouco tempo o “Saudades do Rio” fez uma postagem sobre a Casa Mauá. Hoje, aproveitando a pesquisa de Rafael Bokor, complementamos aquela postagem.

A Casa Mauá, localizada na Avenida Rio Branco, nº 1, foi por cerca de sete décadas uma das mais belas construções do Centro do Rio de Janeiro.

Foi inaugurada na mesma época da Praça Mauá (1910) por isso, recebeu o nome de Casa Mauá. Tanto a construção quanto a praça receberam esse nome em homenagem a Irineu Evangelista de Sousa, o Barão de Mauá, pioneiro em várias áreas e um dos responsáveis pela criação do Banco do Brasil.

A Casa Mauá foi por décadas um edifício comercial com quatro andares de propriedade do Mosteiro de São Bento. Na década de 1970 o imóvel estava visivelmente deteriorado e os monges queriam um melhor aproveitamento comercial do terreno da Casa Mauá. Foi então demolida e em seu lugar foi erguido o enorme e espelhado Edifício RB1(Rio Branco 1), concluído em 1990, depois de sete anos de obras.

No lugar da fachada eclética da Casa Mauá surgiu uma torre pós-moderna de concreto e vidro só de escritórios e com 28 andares, dos quais 10 pavimentos são de garagem.














 

13 comentários:

  1. Olá, Dr. D'.

    Por pouco não peguei o prédio de pé. Comecei a frequentar o centro por volta de 1986. Com certeza vi o RB1 em obras.

    FF: ontem foi dia de goleadas, aqui e na Europa. Aqui o Equador sapecou 6 a 1 na Colômbia. Na Europa, foi pior. A Alemanha (aquela) tomou de 6 da Espanha, placar de tênis como dizem. A Alemanha não tomava tanta diferença de gols desde 1931...

    O Brasil ganhou de novo do Uruguai, fora de casa, desta vez sem transmissão pela TV aberta. Só por streaming ou PPV.

    Só vi porque meu pacote de internet inclui a plataforma de streaming que transmitiu. O chato foi o atraso de 40 segundos em relação ao rádio...

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    1. Vitória da seleção brasileira contra a Celeste, na casa deles e por 2x0. E sem o craque midiático, que deve ter ficado no mínimo pensativo sobre se achar insubstituível.
      Porém o povo brasileiro segue cada vez mais indiferente ao Tite e seus Canarinhos.

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    2. O futebol brasileiro conseguiu o inimaginável, uma solene indiferença que torna claro que torcedor está "andando" para a seleção. Em 1958, 62, 70, o Brasil "parava literalmente em dias de jogo da seleção". Mas aquele "amor infinito" acabou quando sua (pátria) amada se transformou numa "vendeuse de seus dotes decadentes" habilmente explorada por hábeis cafetões" como a CBF e Rede Globo.,

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  2. Não me lembro dessa construção porque raramente eu ia à Praca Mauá. Mas ela era monumental. Um orangotango não conseguiria projetá-la. Já o RB1...

    Quanto às fotos:

    a) na terceira, vemos a estátua do Barão de Mauá. Seria ele gay? Porque tanto nessa estátua quanto na existente na rua da Candelária a pose dele é indubitavelmente de gay.

    b) na mesma foto, vemos aquele horrendo modelo de ônibus apelidado de "sinfonia inacabada", decerto projetado pelo Quasímodo à sua imagem e semelhança.

    c) na última foto, vemos um bonde elétrico originalmente da Ferro-Carril Vila Isabel, incorporada à Light em 1907. Fabricado na Alemanha pela empresa Van der Zypen & Charlier, era para os bondes também um projeto do Quasímodo.

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    1. Mestre Hélio, Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, nada tinha de homossexual, bicha, ou pederasta. Além de ser o maior de seu tempo em razão de seus inúmeros e exitosos empreendimentos, foi um genitor profícuo que gerou dezoito filhos, além de ser apaixonado por sua mulher Maria Joaquina. A bem dizer, esses hábitos no Século XIX e boa parte do Século XX eram bem menos frequentes e eram severamente punidos quando praticados em público.

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    2. Minha opinião se baseou nas poses dele em ambas as estátuas. Aquela da rua da Candelária, então, deixaria Clóvis Bornay, Dener e Clodovil morrendo de inveja. Consulte a imagem no Google.

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  3. Bom dia. Não me lembro da Casa Mauá. Uma pena! Sugestão de post para o SdR: Elevadores!
    Essa semana, por conta de palestra sobre direito e moda soube que os Grands Magasins de Paris só surgiram por conta dos ..... elevadores, que permitiam as moças com desconfortáveis vestidos, anquinhas, etc.subirem os andares das lojas..
    Fui dar uma pesquisada a mais e consta que o elevador do Mourisco estaria na Fiocruz! Será?
    Otis e Siemens inventaram e aperfeiçoaram elevadores.
    Casa Mauá tinha ascensor? Como funcionava.
    Na Praia do Flamengo o elevador do Edificio Select leva "o carro até o apartamento do morador"!

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    1. A verticalização das cidades só pode ocorrer a partir da utilização dos elevadores; o sr. Otis, ao criar um modelo de freio de segurança cujo princípio de funcionamento é utilizado até hoje, contribuiu decisivamente para que esses equipamentos de transporte vertical fossem rápida e maciçamente empregados.

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  4. Até que o prédio tinha bons espaços internos e seria possível um "retrofit", que não sei existia nos anos 80 e nem se seria interessante para os monges.

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  5. Creio que os elevadores desse belíssimo prédio eram Otis, made in USA. GMA, dá para confirmar?

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  6. Boa tarde a todos. Conheci bem o prédio da Casa Mauá, uma das últimas grandes construções erguidas juntamente com a inauguração da Av. Central, que também foi engolida pela ganância da Construção Civil, e dos pobres coitados padres ou jesuítas do Mosteiro de São Bento.

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  7. Rafael Bokor? Na minha turma na faculdade havia uma colega de nome Elisabete Bokor. Anos de 1969 a 1971. Ela morava na rua Conde de Bonfim, na altura da antiga fábrica de cigarros Souza Cruz. Seriam parentes?

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  8. Mais uma jóia arquitetônica carioca colocada abaixo sem dó nem piedade, num País sem nenhum amor a seu passado urbanístico.
    Comecei a trabalhar na empresa de meu pai em 1981, na quadra seguinte e admirava olhar este belo prédio, já à época meio que abandonado a própria sorte. No andar térreo, ainda sobreviviam decadentes lojas de souvenirs para turistas que vendiam quadros, imagens e chaveiros do Cristo Redentor, Pão de Açúcar e praia de Copacabana, além daqueles antigos quadros com borboletas coloridas. Tinha também um restaurante popular, bunda de fora, quase na curva com a Rua Dom Gerardo. Assistia diariamente com tristeza, sua agoniante demolição a marretadas. Certo dia, conversei com um dos operários que me disse "jamais ter demolido uma construção tão dura". Pobre Rio de Janeiro, pobre Brasil.

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