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sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

BOATE FRED´S

Eu conhecia esta foto, publicada pelo Tumminelli há anos no “Carioca da Gema”, mas esta semana a recebi colorizada do GMA, que a encontrou no “site” Leme Antigo.

No mesmo terreno havia um posto de gasolina e a boate Fred´s. O dono era o Frederico Mello. A boate, que ficava no segundo andar, tinha atrações nacionais e internacionais. Nomes que passaram por lá: Bill Halley, Juca Chaves, Ari Barroso, Sarah Voughn, entre outros. No térreo ficava o Bar do Frederico. Nos anos 60 a casa passou para o controle do homem que fez sucesso com o teatro de revista, Carlos Machado. Vários shows foram apresentados durante sua direção. A casa fechou em 1971, foi demolida, assim como o posto de gasolina e em seu lugar foi construído o prédio do Hotel Meridien. Podemos ver um Chevrolet BelAir conversível estacionado na esquerda.



Era um grande programa ouvir Maysa cantando "Ouça", "Noite de paz", "A noite do meu bem", "Eu sei que vou te amar", ali na esquina da Avenida Atlântica Nº 1020, esquina com Avenida Princesa Isabel. É bom reservar pelo 57-9789, pois a procura é grande. 


Aqui vemos o terreno do posto e da boate já em demolição cercados por tapumes.


Foto do Acervo do Correio da Manhã com os tapumes da Construtora SISAL. Ali seria construído o Hotel Meridien.

Era um tempo em havia grande movimento de boates com música ao vivo em Copacabana. 

Por exemplo: o Golden Room, na Av. Atlântica nº 1702, telefone 57-1818, tinha Dick Farney cantando "Alguém como tu", "Não tem solução", "Nick Bar", "Copacabana". Para dançar, a opção era com Waldyr Calmon no Arpège, na Gustavo Sampaio nº 840-A, telefone 57-4624. Silvinha Telles, estava no Studium, no Hotel Excelsior na Av. Atlantica nº 1800, telefone 57-1950, mostrando uma nova batida da música brasileira, a bossa-nova, com "Dindi", "Lobo bobo", "A felicidade", ao lado de clássicos como "Se todos fossem iguais a você", "Foi a noite", "Castigo". Doris Monteiro e seu "Menino bonito", estavam na Hi-Fi, no Plaza Copacabana Hotel, Av. Princesa Isabel 63-A, telefone 57-1870. No Little Club, na Rua Duvivier nº 37-L, Lucio Alves fazia um "pocket-show", com "Valsa de uma cidade", "Tereza da praia", "Prá dizer adeus". Outras opções de programa de sábado à noite em Copacabana eram: Katacombe, Av. N.S. de Copacabana 1241; Maxim´s na Av. Atlântica 1850, telefone 37-9644;  Ma Griffe, Rua Duvivier 37-I; Au Bon Gourmet, Av. N.S. de Copacabana 202, telefone 37-7557; Michel, Rua Fernando Mendes 18; Scotch, Rua Fernando Mendes 28, La Boheme, Av. N.S. de Copacabana 14; o violino de Fafá Lemos, Rua Rodolfo Dantas 91-B, Texas, Av. Atlântica 974-A, ou a família do Cauby no Drink, na Avenida Princesa Isabel nº 20.

14 comentários:

  1. Olá, Dr. D'.

    Acompanharei os comentários. Se a demolição foi em 1971, teremos alguma coisa em seções de "Há 50 anos" em breve.

    Hoje é dia do fotógrafo, profissional (ou não) indispensável para este tipo de página. Afinal, o que seria de páginas como esta sem Malta (e filhos), família Ferrez, Juan Gutiérrez e até o Gyorgi Szendrodi...

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  2. Bom Dia! Vou continuar lendo os comentários.

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  3. A Filomena continua "reinando" em Portugal e Espanha.

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  4. Uma observação a respeito da fotografia nº 3:
    "Aqui vemos o terreno do posto e da boate já em demolição cercados por tapumes."
    A faixa de areia da praia, grande, parece ser "pós aterro", mas como ainda aparecem a pista simples e a calçada original, não consigo situar a foto em ou depois de 1971, a partir da informação: "A casa fechou em 1971, foi demolida ..".
    Os modelos de automóveis mostrados na mesma fotografia parecem de época anterior ao início década de 70.

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  5. Essa configuração do antigo Fred's é exatamente a mesma do também extinto Barril 1800, localizado na Av. Vieira Souto, esquina com Av. Rainha Elizabeth. No térreo, bar e restaurante e em cima casa de shows, que agora me foge o nome. Lá assisti um show do falecido Celso Blues Boy, em 1986.

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  6. Existe uma inconsistência nesse texto no que se refere às datas. A foto 3 mostra uma realidade dos anos 50 com uma Avenida Atlântica anterior à duplicação iniciada em 1970 e de antes do incêndio da Boate Vogue. Se o Fred's foi realmente fechado em 1971 deveria mostrar uma foto com a Avenida Atlântica já duplicada. A foto parece ser da primeira metade dos anos 50, sem falar dos modelos dos carros.

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  7. O carro da foto 1 não me parece um Chevrolet. Creio ser um Oldsmobile. Com a palavra o Erick ou obiscoitomolhado.

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    1. Chevrolet Bel Air 1957...lindo carro o mais bonito na minha opinião dos 3:55,56 e 57...mais bonito que ele só o 59 com a lindíssima asa de gaivota traseira...

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  8. Que diferença entre as opções musicais daquela época e as atuais. Ainda bem que sou velho e pude apreciar todos os artistas citados.

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    1. Concordo em gênero, número e grau. A mediocridade tomou conta da música brasileira. Letras do tipo "Bate a palminha / abaixa a calcinha / rebola a bundinha" fazem sucesso enorme.

      Os shows de cantores são exibição de pirotecnia e tecnologia: raios laser, luzes feéricas, gelo seco, etc. O que menos importa é a qualidade vocal do cantor.

      Por sua vez, o Rio considera o funk um patrimônio cultural. Deveria também elevar (ou seria descer) a essa categoria as milícias e os arrastões nas praias.

      Já a nível Brasil, considerar também a corrupção, o tráfico de drogas e armas, o nepotismo, a falta de vergonha na cara dos políticos e o estelionato eleitoral.

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    2. O mais triste nisso tudo é que as gerações mais novas, na falta de termos de comparação, acha tudo isso normal.

      Sei que o Luiz vai censurar o que vou escrever agora: os porcos, nascidos e criados num chiqueiro, acham normal a sujeira e o mau cheiro em que vivem. Não conhecem nada diferente e por isso não se rebelam.

      E não há interesse do criador em proporcionar um ambiente melhor aos porcos. Se eles gostam, para que mudar?

      Se é que vocês entendem onde quero chegar.

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    3. Eu pude apreciar alguns dos artistas - o que foi ótimo - porque também sou velho, mas nada de "ainda bem", é só porque a natureza não me deu outra opção....

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  9. Boa tarde.Já fui na praia do Leme quando era criança e não lembro dessa boate.Mas é um lugar de bacana que devia ser bem frequentado.

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  10. Os jornais da época tinham página inteira de atrações "classudas". Sou de 1958 então não peguei o Zepellin. O máximo que consegui ir foi ao Antonino na lagoa, com um piano bar e os primeiros contatos com uisque da turma da pesada. No Centro , ainda estagiário, meu chefe na vale do Rio Doce, João Claudio Dantas Campos, me levava as vezes para o Villarino, onde rolava bom uisque também. Hoje trabalho no Centro e tudo está fechado um horror.

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