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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

PRAÇA MAUÁ


 
Hoje temos duas fotos da região da Praça Mauá. A primeira foi garimpada estes dias pelo Nickolas Nogueira e vemos a esquina da Av. Rodrigues Alves com a Praça Mauá. Um dos automóveis desta foto já foi identificado pelo Jason: um Ford Consul a caminho da Av. Rio Branco.
A segunda foto está num livro que a Tia Lu, muito gentilmente, doou para o acervo do "Saudades do Rio" há alguns anos.
Vendo as fotos fica-se com a impressão de uma cidade muito mais civilizada da que a que existe hoje em dia.
Ao fundo, na segunda foto, vemos o Palacete D. João VI.
Os ônibus são da Empresa MOSA, que usava ônibus da marca Chevrolet à gasolina e depois começou a usar Mercedes à diesel, como o da foto com carroceria Vieira.
A fila não é para o ônibus “Mauá-Fátima” que vemos, pois este já está no ponto. Mais à frente havia outro ponto,  o do “Mauá-Aeroporto” - é dele a fila.
A MOSA operou a linha 10 – Mauá-Fátima até 1967, também com os ônibus importados GM ODC 210. Segundo o Helio Ribeiro, este código ODC era devido a Overseas Distribution Corporation da GM e 210 era a distância entre eixos em polegadas, o que dava aproximadamente 5,30m.
A linha 10 foi a única que não ganhou outro número a partir de 1964/1965, ganhando apenas a letra C.
Houve uma reformulação no sistema de ônibus em 1964 e a única linha circular central que existia e continuou existindo foi a “10-Mauá-Fátima” que virou C-10. Todas as outras linhas com a letra C foram criadas nesta reforma, já sendo operadas pela nova estatal CTC-GB. Vale lembrar das linhas "C", além do C-10, como a C-3 (E.Ferro - Castelo) e C-6 (Hosp. dos Servidores - Lapa). A “Mauá-Aeroporto” não sei que número tinha. Também não sei se havia outras linhas C – os “busólogos” poderão lembrar.

23 comentários:

  1. Os ODC-210 estão no ponto na foto 1. As janelas GM estão bem visíveis e a distância entre eixos confirma. Na foto 1, vemos ainda um Ford Consul, em primeiro plano, com um Vauxhall e um Jeep meio encobertos. Um Mopar 1951 já virou para pegar alguém na Rodoviária.

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  2. Fotos interessantes do dia a dia.Parece decada de 60.Esta regiao da Praça Mauá estava legal até o final do ano passado.Ouvi dizer que ambulantes e moradores de rua estavam chegando.Complicado.O transporte publico sempre foi problema.A fila indica serviço a desejar.

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  3. Excelentes fotografias mostrando uma cidade muito diferente dos dias de hoje. Chama a atenção o cuidado com que as pessoas se vestem. Por uma coincidência incrível conheço todas as pessoas na fila do ônibus e vou descrevê-las da direita para a esquerda:
    Jandira Lima – gerente da loja da Kopenhagen
    Sergio Bruno – caixa do Banco Irmãos Guimarães
    Dr. Epaminondas Melo – médico do serviço médico do Banco do Brasil.
    Dr. Walter Nunes – advogado do ramo imobiliário
    Luzia Fernandes – atendente da loja Bemoreira.
    Paulo Silva – jogador de futebol do América
    Carlos Lopes – assistente administrativo do Jockey Club Brasileiro
    Lenita Amaral – secretária executiva do presidente do IPASE
    Leticia Silva - costureira

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  4. Bom dia. Essas fotos são de datas diferentes, pois na primeira percebe-se os trilhos de bonde e as "andorinhas" além dos modelos de carros, o que remonta aos anos 50. A segunda já se situa nos anos 60, principalmente pela indumentária das pessoas. No final dos anos 60 eu passava a pé todos os dias na Praça Mauá e era um local civilizado, tanto é que meus pais permitiam que eu saísse do São Bento e andasse até o ponto do 220 na volta para casa. Eu ficava maravilhado com os camelôs que comercializavam moedas antigas na calçada. "Os tempos eram outros". Fora de foco. Com relação à postagem de ontem na qual surgiram comentários referentes à favelas e completando o comentário do Hélio Ribeiro postado às 15:24, hoje pela manhã assisti pelos telejornais o saque de um caminhão dos Correios ocorrido no morro mencionado pelo Hélio Ribeiro e mais uma vez fiquei indignado, não só pelo roubo em si como também pela ousadia desses marginais. Para quem não conhece a fundo esse assunto como eu, que trabalhei por mais de trinta anos em segurança pública, saibam que qualquer solução radical para minimizar o problema será insuficiente, assim como a leniência e a indiferença de alguns pode custar muito caro. Mais uma vez eu digo que estamos vivendo um "Soweto às avessas". Sem querem parafrasear um certo comentarista há muito sumido deste blog, "estamos caminhando para nos tornarmos uma Venezuela!"

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  5. Hoje o Plínio está especialmente inspirado. Frequentei a vida noturna dessa região na primeira metade dos anos '70, coletando e assistindo a algumas histórias curiosas e bizarras. Uma delas sobre as "damas da noite" que alugavam os chamados "taxi boats" encarregados do transporte das jovens aos navios mercantes fundeados ao largo, à espera de atracação. Algumas eram lesadas pelos barqueiros que não retornavam. Sem outra solução eram obrigadas a se esconder no navio na esperança de conseguir uma condução de volta. Outras, escondidas pelos próprios marinheiros, tiveram o dissabor de ver o navio zarpar e ter que esperar como clandestinas o próximo porto para desembarcar. Mas histórias corriam sobre as infelizes que descobertas durante a viagem eram impiedosamente lançadas em águas internacionais. Isso ocorria particularmente nas embarcações das temidas tripulações chinesas ou malaias, que eram o terror das boates da região. Mas houve pelo menos um final feliz. Uma delas ao adoecer no alojamento de um tripulante foi levada à cabine do comandante que a acolheu, liberando a jovem no próximo porto.

    Quanto aos ônibus da MOSA lembro que a garagem, ou pelo menos uma delas, ficava próximo ao Largo do Jacarezinho. O Mauroxará poderá confirmar.

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  6. Bom dia a todos.

    Também tenho em casa o livro da segunda foto...

    De vez em quando apareço na região por causa dos museus que foram abertos recentemente, um deles no palácio que aparece nas duas fotos.

    Na última reformulação das linhas de ônibus, em 2010, as linhas do Centro perderam o "C". O C-10 virou 010 e ganhou uma variante, batizada de 011. Não sei se ainda roda. Linhas para Santa Teresa também ficaram com a " centena" 0.

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  7. Bom dia a todos. Lindas fotografias, uma dúvida estas fotos são originalmente coloridas?
    Mais impressionante ainda é o mestre Plínio conhecer todas as pessoas que estão na fila a espera do ônibus.
    A vista das casas do morro da Conceição é um destaque na primeira foto.
    O Mauá Fátima era o ônibus que facilitava as pessoas a andarem pela cidade, hoje parte do trajeto destas linhas está sendo feito pelas linhas do VLT.
    FF. Mestre Joel, o Rio de Janeiro nunca mais irá se livrar das favelas, hoje a população do RJ já são quase 50% dfavelados. Em breve deverão atingir 90%. Infelizmente no Brasil, 90% da população ou é analfabeto, ou é ladrão, ou é demagogo. Basta acompanhar o noticiário diariamente para constatar a veracidade do que digo.

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  8. Peralta, o implicante4 de agosto de 2017 09:37

    Tio Plinio cometeu um erro.Tia Nalu tá na foto!!!

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  9. Caramba essa do Plinio é de lascar. Incrível realmente. A Mosa era uma empresa muito organizada e só tinha Chevrolet.
    Um Vauxhall e um Mopar raríssimo. A PSA dona da Peugeot Renaut e Citroen adquiriu a Opel e a Vauxhall que eu pensei que não existisse mais. Como disse o Joel a vida era diferente nós podíamos usufruir da nossa cidade, hoje em dia muito perigo a vista.

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  10. A Mosa realmente ficava no Jacaré depois a garagem foi para Colegio
    A empresa faliu em 2003 tendo suas linhas e acervo transferidos para a Erig transportes.

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  11. Faleceu Luis Melodia.

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  12. Samba do Estácio4 de agosto de 2017 10:46

    Nota de Falecimento: Luiz Melodia - 76 anos.
    " Se a gente falasse menos talvez compreendesse mais".

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  13. Lembro das coberturas de ponto de ônibus com colunas em "V", mas só as da Praça Tiradentes, dos meus tempos de criança na década de 60, região que, junto com o Largo São Francisco e Rua Uruguaiana era muito frequentada pelos meus pais, para compras.
    Quanto à violência das grandes quadrilhas no Rio, insisto, poderiam reforçar, e muito, o combate ao tráfico de armas e munições, não só com blitz e busca e apreensão, mas com bastante atuação dos serviços de inteligência. O que não sei é se isso interessa à algumas altas autoridades civis e militares, tanto que só pegam, e às vezes, peixes pequenos. Essa repressão já poderia pelo menos empatar o poder de fogo entre policiais e bandidos.

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  14. Bom Dia! Pergunte à qualquer Busólogo e ele te dirá, é um "caixotinho". O mais correto seria "Caixotão". Este apelido surgiu na ocasião da chegada destes carros. Vinham em uma grande caixa de madeira que depois em terra firme eram retirados e a madeira quase sempre ficava no cais.Era comum as pessoas das favelas irem até as empresas pedirem esta madeira.Como quem pede,pede sempre no diminuitivo então pediam o caixotinho. Por um pequeno período foram conhecidos como "carro do caixotinho" depois só caixotinho.Por varias vezes vi pessoas indo nas garagens e nos pontos finais para fazer tal pedido.Logo apareceram os espertos lá no cais que sempre davam um jeito de vender essa madeira.Existe uma outra versão para este apelido,que te

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    1. O comentário estava sumindo e eu teimosamente digitava tudo outra vez,até entrou quando ainda estava digitando.Continuando: Existe outra versão para este apelido e tem quem ache que é a certa. Na foto dois Um LP321/Vieira, que para os Busólogos este carro é um "Pão de Forma".A Fabrica de Carrocerias Vieira acertou em cheio quando aproveitou a parte inferior da frente da cabine MB que vinha junto com o Chassis.O modelo caiu no agrado dos empresários e quase todas empresas tiveram carros iguais a este.Como esta frente era exclusiva MB,para chassis de outro fabricante foram feitas duas novas frentes. (terceira tentativa será que vai agora)

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  15. A internet hoje está de gracinha,o comentario foi quando ainda estava digitando,vou esperar melhorar para completar o que estava escrevendo.

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  16. Plínio. Para finalizar com chave de outro: qual o nome do motorista do Lotação?

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  17. Luis Melodia tinha em minha opinião uma das vozes mais bonitas da MPB.

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  18. Boa tarde a todos.
    A primeira foto eu ainda não havia visto, mas a segunda foto já conhecia.
    A primeira foto vemos o Edifício A NOITE sem as escadas de incêndio nas laterais.
    Foi somente nos anos 80 que elas foram colocadas. Só não lembro com precisão o ano.
    Na segunda foto, vemos o tal do Paulo Silva que muito lembra o Stallone em início de carreira, enquanto o Carlos Lopes lembra um pouco George Reeves.
    Quem diria, hein senhores comentaristas!
    Nessa época poderia se ler um livro ou jornal, ou até mesmo um gibi na fila do ônibus sem medo de levar um tiro ou ser sequestrado, ou sequer ser roubado. No máximo poderia ser furtado.
    A questão da criminalidade que ocorre no Brasil e em especial no RJ eu já disse isso aqui em outras épocas.
    O próprio povo é o maior culpado disso tudo, assim como os políticos, as autoridades, os grandes capitalistas, e por que não dizer da Mídia e Imprensa, e as chamadas ONGS.
    É histórico as relações estreitas entre o Carioca e a criminalidade.
    Quem nunca comprou nada em camelô? Quem nunca jogou no bicho? Quem nunca teve um conhecido em que o irmão deste era gente errada ou andava com gente errada?
    É o que digo: Carioca adora uma favela, uma ilegalidade, uma "parada" errada.
    Esse é um dos grandes motivos do porque o RJ hoje ser o "Soweto" que o Joel tanto fala.

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    1. Definitivamente vou perder o meu emprego.

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    2. Só que no verdadeiro "Soweto" o "Estado" ficava do lado de fora e aqui quem fica dentro do gueto é o cidadão de bem, enquanto o "crime" está governando do lado de fora em "parceria" com o estado.

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  19. Muita gente que não sai do W. Zap se defende dizendo que tempos atrás muitos ficavam lendo jornal igual os exemplos mostrados da foto de baixo. Mas só se o cara comprasse o matutino JB ou o Correio da Manhã, depois o então vespertino O Globo e o A Noite para encerrar a jornada, para empatar com os atuais usuários do Zap.

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  20. A coisa tá começando a ficar feia para o Ze Ruela com os torcedores mais afoitos indo ao aeroporto.Hoje tinha policia lá no Ninho do Urubu e peli visto o returno tem que ser diferente com o elenco milionário. Antigamente não tinha este negocio de gerente que só atrapalha.Gerente é para fotolog e loja comercial.

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