|
A primeira montagem, com 4 imagens, é da casa da família Rombauer
no Leblon, Avenida Delfim Moreira.
As duas fotos seguintes são da casa onde morou a Thaïs J., na
Avenida Vieira Souto, entre as ruas Montenegro e Joana Angélica.
É impressionante pensar que estas casas duraram pouco tempo,
algumas não chegando a 30 anos, construídas nos anos 40 e indo ao chão nos anos
60 ou 70. Em Copacabana o processo foi igual só que com umas décadas de antecedência.
A casa onde a Thaïs morou era para a tia Nalu um ícone de Ipanema,
pois marcava o ponto da praia onde a turma dela se encontrava nos bons tempos
de adolescentes.
A última foto é do Colégio São Paulo, inaugurado em 1922, que
funcionou no casarão que pertenceu à família Nogueira da Gama, na Avenida
Vieira Souto. Está lá até hoje, perto do Arpoador, embora com instalações muito
diferentes da que vemos na foto.
Privilegiados fomos todos nós que ainda pegamos este tempo em que
o prazer de viver no Rio era muito grande. Havia problemas, mas ainda se podia
desfrutar da cidade com tranquilidade.
|
Ipanema e Leblon deveriam ter ficado em suas orlas com prédios de até 4 andares, como era até o prefeito Tamoyo ter liberado o gabarito para arranha-céus. Contam muitas histórias sobre esta liberação.
ResponderExcluirMorar aí na época dessas casas devia ser um paraíso com pouca gente, silêncio e tranquilidade, mesmo com pouco comércio e transporte.
O colégio São Paulo me traz boas lembranças pois ali estudou uma namorada.
Fica difícil lembrar de algum item ou fato existente no Rio de Janeiro que não seja lembrado com saudade, pois tudo piorou. Em qualquer setor de nossas vidas a piora ou deterioração são flagrantes. Apenas as facilidades proporcionadas pelo progresso são um ponto positivo e ainda assim por um preço extorsivo. Pagando o metro quadrado mais caro do Brasil, o contribuinte ainda leva "de graça" os impostos diretos e indiretos mais caros do planeta, sem qualquer contrapartida fornecida pelo poder público que justifique esse descalabro. Vou continuar batendo na mesma enquanto estiver respirando, já que só com a conscientização de "mentes entorpecidas" pode se chegar à algum resultado. Realmente somos "privilegiados", ainda que seja apenas por termos respirado por décadas "lufadas de civilidade". Enquanto isso, as areias da praia mostrada na foto são invadidas diariamente por um público "bem diferente do que havia no passado. Sinal dos tempos?
ResponderExcluirLembro-me, no final dos anos 40 e inicio dos 50, ir passear no Leblon com a família, onde ainda existiam algumas ruas sem pavimentação. Quem diria que iria ficar do jeito que está...
ResponderExcluirBom dia a todos. Graças a este prefeito e suas tramoias, a cidade se tornou esta porcaria que vemos hoje. Uma cidade sem padronizações de construções, locais onde vemos prédios de 4 andares ladeado por espigões de 15, 18 e até 25 andares. Tudo isso porque o novo povo é um cordeirinho, que tudo assiste e não se contrapõe. Nestas fotos acima, vemos belas construções, que a ganância das construtoras e as vezes a necessidade dos seus proprietários e nos dias de hoje a insegurança que campeia em nossa cidade, levaram os seus proprietários a se desfazerem dos seus imóveis.
ResponderExcluirHoje é Dia do Fotógrafo, tudo a ver com blogs como este. Fica então a homenagem aqueles que com seu talento, inspiração e uma boa pitada de sorte contribuíram, e ainda contribuem, para preservar em imagens a memória e a história mundial. No meu caso aos que tive a honra de privar do relacionamento pessoal como Indalécio Wanderley e Evandro Teixeira. A quem interessar: https://blog.emania.com.br/melhores-fotografos-de-todos-os-tempos/
ResponderExcluirBom Dia! Falando em dia do fotografo lembrei do Kalil, que se vivo estivesse seria quase centenário.
ResponderExcluirUm adendo ao comentário do Tio Lino:"Graças a TODOS Prefeitos..."
ResponderExcluirA especulação imobiliária acabou com os dois bairros,lembrando entretanto que os proprietários das mansões obtiveram um bom lucro
ResponderExcluircom a venda dos imoveis. Quanto a lei de edificações somente para 4 andares se é que existiu acabou sendo modificada várias vezes para agradar incorporadores e proprietários.
Boa noite a todos.
ResponderExcluirHoje a Light já deu o seu ar da graça por três vezes.
A especulação imobiliária ruma para oeste a passos largos, desde sempre. Veremos qual será o seu limite, se tiver...
Bom dia. Emendando o meu comentário de oito anos atrás, algumas coisas foram atualizadas porque naquela época ainda não havia sido escolhida a sede olímpica de 2016.
ResponderExcluirBom dia, Augusto, acho que vc se equivocou, há 8 anos atrás os jogos olímpicos já tinham se realizado.
ExcluirPior que é verdade. Fiz confusão com 2008... é o DNA chegando para todos.
ExcluirMas não faço confusão com o fato de que hoje é dia do fotógrafo e da fotografia...
ExcluirSim, nos anos 40 o Leblon era um areal com pouquíssimas casas, segundo relatos do Godô Formenti, um senhor que jogava na minha rede nos anos 70 e que fora goleiro do Grêmio, o time de futebol de praia do Leblon dos anos 50, que depois passou a se chamar Colúmbia. Ele se mudou prá lá justamente nessa época. Eu que morei no Leblon desde que nasci, afirmo categoricamente, que este bairro não era sonho de consumo nem o metro quadrado mais caro do Rio, tal como nos dias de hoje. Só passou a desfrutar dessa fama a partir da novela Laços de Família, do Manoel Carlos, exibida no ano 2.000 e antes disto, perdia em fama para Ipanema e Copacabana. Nos anos 60, quando eu era criança, o bairro tinha um comércio modesto e minha mãe nos levava a Copacabana para comprar roupas, sapatos e outros, onde o comércio já era frenético.
ResponderExcluirHá 8 anos eu já não gostaria de morar em casa de 2 andares e atualmente até uma residência térrea de muitos metros quadrados também está ficando difícil, pelo trabalho que dá.
ResponderExcluirE no caso do Leblon e Ipanema ainda devem ter um imposto difícil de pagar.
Teve a época da Pederneirização da Zona Sul. Agora é a Mozakização!
ResponderExcluirSeguindo nesta linha, então teve a Douradorização
ResponderExcluirSim, da SD verde e da GA (Gomes de Almeida, hoje Gafisa)
ExcluirNão teve autoridade municipal que para liberar gabarito na orla de Ipanema e Leblon ganhou apartamento no Juan Les Pins?
ResponderExcluirTeve e foi a magnífica cobertura.
ResponderExcluirNem os índios Tamoios imaginariam tamanha jogada. E o SNI sabia de tudo!
ResponderExcluir