De vez em quando um "gênio" inventa um modismo. Nesta foto de 1957 vemos o lotação nº de ordem 1069 já com o "novo" modelo de cano de descarga, comprido, com a boca do escapamento lá no alto, pretensamente para evitar a poluição.
O lotação nº de ordem 1 ainda não havia se adaptado.
Lembram daquele rabicho de borracha preso no para-choque traseiro para "descarregar" a eletricidade? Ou a obrigatoriedade do estojo de primeiros-socorros? Quanta gente não ganhou muito dinheiro com isto?
O local da foto é a Praia do Flamengo, com o Posto da Amendoeira, da bandeira Texaco, lá no fundo.
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Somos sempre enganados com vario modismos como você escreveu.
ResponderExcluirEssa do cano de descarga dos obibus e lotações foi um desses modismos, pois a fumaça desce e não sobe portanto chovia poluição.
Hoje em dia temos que pagar o DPVAT separado do IPVA, enriquecendo a cia que arrecada o tributo.
E a tal vacina contra a febre amarela fracionada (também eficaz segundo o meu clinico) mas que exige que se tome a 2º dose.lembrando que o Brasil é o unico pais no mundo que recomenda a 2 dose. Eu tomei a vacina integral e estou imunizado para sempre. Essa vacina e fabricada pelo estado,portanto quanto mais doses melhor.
Pensei que a postagem seria em homenagem a São Sebastião, mas vejo que o padroeiro está tão desprestigiado quanto a cidade.
ResponderExcluirSão Sebastião não quer ser lembrado ,pois a cidade está taõ degradada que ele prefere o anonimato igual a você.
ResponderExcluirE o hoje em dia o extintor de incêndio que foi tanto exigido não é mais obrigatório. Será que não equipa mais os veículos novos?
ResponderExcluirEm 1966 e 1967, Negrão de Lima suspendeu o feriado de 20 de Janeiro e as consequências foram catastróficas. Gostaria de ver que tipo de declaração o "Alcaide/bispo/cafetão de pobre" vai apresentar no dia do maior feriado da cidade ou a data passará "in albis".### Esses lotações foram proibidos de circular em 1963 devido à um decreto de Lacerda, obrigando seus proprietários a constituírem "empresas", já que eram "particulares". Isso foi o embrião de uma das maiores facções criminosas de que se tem notícia: a Fetranspor...
ResponderExcluirSobre o teto do ônibus em primeiro plano podemos ver as varandas do Edifício Biarritz. O fotógrafo está um pouco adiante da Rua Paissandu.
ResponderExcluirOs fabricantes deste tipo de carrocerias procuravam muitas vezes através de recortes e apliques de aluminio suavizar o desenho do projeto, quase sempre bastante elementar .
ResponderExcluirNa esquerda um Morris Oxford.
Acho que o estojo de primeiros socorros acabou antes de dar lucro a alguém. O extintor não serve para nada se não for usado nos primeiros momentos do incêndio por alguém COM TREINAMENTO ADEQUADO. Vi ontem um incêndio numa oficina mecânica na Praça 11. Segundo um funcionário, começou em um carro e foram utilizados uns 6 extintores dos grandes (não aquela miniatura para carros) mas não adiantou nada. Na época da lei, um amigo deu o melhor veredicto sobre o assunto: se não tem nos carros alemães é porque não seve pra nada! Décadas depois...
ResponderExcluirO citado Edifício Biarritz realmente é uma referência do bairro do Flamengo.
ResponderExcluirSe os lotações acabaram em 1963 eu tinha 5 anos, mas lembro de "mofar", junto com minha mãe, em ponto de ônibus, e o desespero dela quando um passava com aquele letreiro de "lotado" aceso. Tenho ligeira lembrança também do apertado interior desses pequenos coletivos.
Quanto ao extintor, já vi motorista de ônibus salvando carro de outro utilizando o extintor do ônibus com muita habilidade, mas acho que tudo depende do local no carro onde e como começa o fogo.
Deve haver algum engano pois cansei de andar de lotação em 1965 quando no ginásio.
ExcluirPelo menos na Zona Sul, com a implantação dos ônibus elétricos em 1964 não desapareceram os lotações?
ExcluirForam proibidos enquanto particulares, pois em geral os próprios donos os dirigiam. O Decreto 45/63 do Estado da Guanabara determinou que o ônibus fosse o único transporte coletivo no Estado e os lotações seriam extintos gradativamente.
ExcluirFora de foco: Estive hoje pela manhã na igreja de São Sebastião para a bênção de padroeiro da cidade e saí de lá deprimido com o que presenciei, tendo a certeza que o país acabou, bem como a certeza do desprêzo que sinto por ele. Após a missa, saí pelos fundos da igreja e o estreito corredor que leva ao pátio principal estava tomado por centenas de pessoas miseráveis cujo aspecto nada devia aos africanos que aparecem no filme de propaganda dos "médicos sem fronteiras". Crianças desnudas e maltrapilhas, pedintes em quantidades assombrosas, velhos aleijados, enfim um quadro de miserabilidade incompatível com uma nação que se diz "democrática e progressista. Isso acabou com o meu fim de semana.
ResponderExcluirBoa tarde ! Agora, inventaram algo que não nos causa despesas a priori, mas, sim, a posteriori, qual seja, a invenção de que, na estrada, se ser obrigado a andar de faróis acessos. A indústria das multas deve ter se beneficiado grandemente com mais essa enganação...
ResponderExcluirBoa Tarde! Relação das desnecessariedades que lembrei foram exigidas nos transportes coletivos ao longo dos devaneios asponicos de cada "Otoridade" nomeada politicamente para comandar o que quase sempre não manjavam nada. Proibido falar com o motorista, lotação 30 passageiros. A caixa do lotado,que ficava a direita no painel,Troco máximo obrigatório,proibido viajar embriagado,Mantenha distância,Proibido parar fora dos pontos.E muitas outras determinações igualmente absurdas
ResponderExcluirBoa tarde a todos.
ResponderExcluirNa estranha cidade do sudeste acho que os escapamentos dos ônibus ainda são "para cima"...
Os lotações devem ter sido eliminados a partir de 1963, quando houve a reorganização das empresas de ônibus, com a mudança dos números de ordem, que duram até hoje em sua maioria. Na década de 80 houve outra reorganização, com a exigência de uma frota mínima maior, o que levou a várias fusões e aquisições. A última " reorganização " aconteceu em 2010 e estamos sofrendo os efeitos até hoje...
O Metropolitana 1069 com toda certeza é individual, O CIRB 1 também parece individual e para não estar com o cano para cima deve ser a gasolina.
ResponderExcluirIsto além da estúpida determinação de que lâmpadas LED não servem para os faróis dos automóveis que saíram de fábrica com lâmpadas halógenas. Nem mesmo a luz de placa pode ser substituída por lâmpadas LED. Mais uma que contando ninguém irá acreditar...
ResponderExcluirO Morris Oxford foi corretamente identificado, assim como o motor a gasolina do lotação 1. Interessantes ainda na foto a Cadillac 50-52 e o Ford 40 taxi.
ResponderExcluirLembro que em ônibus antigos, importados, quando o motorista pisava no freio acendia na lanterna traseira a palavra “STOP”.
ResponderExcluirAinda criança, quando eu via nos lotações os dizeres “Preço único ....” eu achava que só se pagava aquele preço, não importa quantas pessoas da mesma família embarcassem.
ResponderExcluirPegar lotação no meio do trajeto podia ser algo muito difícil, pois a capacidade deles variava de 10 a 19 pessoas e dependendo da hora eles já passavam lotados. Se fosse mais de uma pessoa, então, aí mesmo é que era difícil. Às vezes o motorista permitia a um ou dois passageiros viajarem agachados no corredor do veículo. O que gerou uma famosa piada, politicamente incorreta atualmente e que por isso não posso contar aqui.
A professora de piano da minha sogra estava num lotação e este deu uma freada brusca. Ela se dirigia para saltar e com a freada foi lançada para a frente e bateu com a barriga naquele coletor de fichas. Deve ter rompido algum órgão internamente, porque dias após ela morreu.
ResponderExcluirQuando trabalhei em Belém do Pará alguns ônibus e lotações daqui foram comprados por empresas de lá. Especificamente me lembro dos lotações verde e amarelos das linhas 240 – Carioca x Taquara e 241 – Carioca x Freguesia, rodando em linhas de Belém ainda com as cores originais daqui do Rio. Também vi alguns ônibus da Braso Lisboa, com as cores originais e números de ordem apagados, porém ainda visíveis por causa da diferença de brilho na estrutura de alumínio ou aço da carroceria, o que permitia vê-los.
ResponderExcluirEm Belém os lotações eram raros. Fora os que citei acima, lembro-me de vê-los na linha 209 – Perpétuo Socorro, que eu peguei várias vezes para ir do centro ao bairro de mesmo nome, onde eu trabalhava. Eram de alumínio com listra central e uma parte da saia em cor marrom. Creio que parte do teto também era dessa cor. Chassis da MB modelo L-312. Acho que as linhas do Marco, da Condor e da Marambaia também eram de lotações. O bairro da Condor tinha esse nome porque era onde havia a rampa de desembarque dos hidroaviões do Sindicato Condor, origem da VARIG. Era o bairro boêmio de Belém, à beira do rio Guamá, com restaurantes em palafitas sobre as águas do rio. De vez em quando o pau comia e alguém acabava dentro do rio.
ResponderExcluirAs demais linhas eram todas em carroceria de madeira adaptada em cima de chassis de caminhão, principalmente Ford e GM. Por defeito de fixação, conforme o ônibus andava a carroceria chacoalhava. O motor era externo. Pelo ronco do motor, dava para conhecer os Ford, cujo barulho parecia meio rouco ou arranhado. Usavam esses ônibus precários as linhas (que consigo lembrar agora) Canudos, Batista Campos, Reduto, Jurunas, Barão do Triunfo, Pedreira, Matinha, Mauriti, Telégrafo, Guamá, Umarizal, Sacramenta. A linha de Icoaraci era de ônibus bem mais moderno, amarelos, tipo intermunicipal, embora Icoaraci seja um distrito de Belém. É lá o lugar onde se podem comprar os vasos de cerâmica estilo marajoara, embora no mercado do Ver-o-Peso também existam vasos de outros tipos de cultura, normalmente pequenos. Em Icoaraci há vasos grandes. Tanto em 1980 quanto em 2003 comprei alguns grandes e vários pequenos lá. Os de 2003 vieram de ônibus pela Itapemirim. Levou muitos dias para chegarem aqui.
ResponderExcluirOs ônibus e lotações de Belém paravam de circular à meia-noite. Todas as linhas eram circulares no centro da cidade, área do Ver-o-Peso. O último carro a circular de cada linha era apelidado de Cristo. Chegando no centro da cidade um fiscal assinava uma guia ou algo semelhante autorizando o carro a recolher. Quando eu saía do curso vestibular que fazia, normalmente acabava pegando um Cristo, da linha 244 – Mauriti ou 246 – Barão do Triunfo.
ResponderExcluirQuando morei na Tijuca a maioria das linhas era de ônibus. De lotação só me lembro da Usina x Copacabana e da Usina x Leblon, operando ambas com vários lotações bem pequenos, motor Chevrolet, especialmente a Usina x Copacabana. Mas acho que havia uma ou duas além dessas, vindas de outros bairros mais afastados, descendo pela rua Uruguai. Famosa era a linha 74 – Cascadura x Lapa. Idem a 67 – Encantado x Praça 15, ambas de ônibus, vindas por aquela rua. Sem falar as de ponto inicial na Praça Saens Peña, que eram várias, tanto com destino aos subúrbios quanto ao centro e Zona Sul.
ResponderExcluirPara irmos à praia era um sufoco, pois tínhamos de pegar o bonde 66 – Tijuca até o ponto final na Usina e entrar na longa fila do Usina x Copacabana. Como não eram empresas, os donos dos lotações tinham a mesma ideia nossa e também resolviam ir à praia, tirando o lotação da linha naquele dia. Aí ficávamos mofando na fila, esperando até aparecer mais um lotação fazendo a linha, que logo enchia e partia.
ResponderExcluirHélio, você madruga, hein!....rsrsrs
ResponderExcluirO mais curioso é que ele "digitou" todo esse texto em meros 5 min.
ExcluirEle dorme tarde. Eu estava acordado essa hora ainda. Se soubesse tinha passado aqui para ler. 😁
ExcluirEu gostava de andar de lotação quando criança. Lembro que acima das janelas tinha um outro vidro pequeno e estreito de coloração verde escuro.
ResponderExcluirBom dia. A versão mais parecida com o lotação atualmente é a van.
ResponderExcluirPS: recentemente apareceram alguns ônibus com o escapamento "em cima" por terem vindo de outros estados.
ExcluirPS2: o feriado começou com muita chuva, apesar de os maiores índices terem sido na baixada e Costa Verde. Atenção redobrada na região serrana.
ExcluirPossibilidade de muitos voltarem do passeio de feriadão com pista molhada.
ExcluirO Hélio deve digitar o texto no Word e depois cola aqui.
ResponderExcluirSobre as janelinhas verdes em coletivos, citadas pelo Mauro, também me chamavam a atenção, mas as dos antigos Mercedes de meados dos anos 60.
Procurei na internet e achei o modelo O-321.
É uma lembrança de criança das viagens ao interior pela Viação Cidade do Aço, para visitar meus avós, inclusive uma que durou uma eternidade quando a Serra das Araras se desmanchou justamente num dia de janeiro, em 1967, e a alternativa foi passar por Petrópolis, subindo até Três Rios e depois rumo ao Oeste, até Volta Redonda.
E essa longa viagem deve ter sido no carnaval, única folga possível para valer a pena tanto tempo perdido nesse trajeto.
ExcluirTambém acho que o Helio digita no Word de antemão e cola aqui no início do dia.
ResponderExcluirMas uma coisa é realmente impressionante. A memória do Helio.
O cara viveu dezenas de vidas numa só. Quantas histórias, quantos fatos, quantos bondes, quantas placas, quanto tudo.
É uma enciclopédia.
O Dr. D´devia levantar tudo o que o Helio escreveu em comentários desde o início, copiar num arquivo e disponibilizar para todos nós.
Mais cedo a chuva deu uma trégua e consegui sair para pegar remédio. Depois que eu voltei já teve duas pancadas mas no momento só chuvisco. A previsão é que fique assim até sexta-feira. Vai ser uma semana molhada...
ResponderExcluirSobre o escapamento dos ônibus ano passado em Petrópolis vi vários desse tipo porque a cidade recebe ônibus de segunda mão vindos do estranho estado do sudeste por causa da relação entre as empresas.
ResponderExcluirAs tais janelinhas verdes, na verdade eram uma espécie de quebra-sol de um material plástico, acho que era galalite, ótimo para fazer botão de futebol de mesa.
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