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Piotr Ilowiecki esteve no Rio estudando na Escola Americana, por alguns anos, em meados dos anos 70. Fez uma série de boas fotografias da cidade, algumas já publicadas por aqui. Hoje temos outras.
FOTO 1: Esta pode servir para um fácil "Onde é?"
FOTO 2: O surfe no Arpoador em 1977. Ipanema já com os primeiros prédios com gabaritos liberados. Alguém levou $$$?
A lenda dizia que o "Boca" era um ex-policial que levou uma paulada na cabeça e acabou como "banhista". Além de montar a estrutura de uma rede de vôlei, dava aulas de natação e ancorava uma plataforma a uns 100 metros mar adentro, que era um "point" para a garotada.
FOTO 5: Este é um postal comprado pelo Piotr. Vemos o velho Maraca, o Maracanãzinho, à direita vemos a entrada da estátua do Bellini, obras no antigo estacionamento para a construção do complexo aquático Julio Delamare, e, à esquerda, ao lado da entrada do Esqueleto, perto da via férrea, o estádio de atletismo Celio de Barros, desaparecido quando das obras para a Copa do Mundo. À direita, no alto, vemos o prédio do Museu do Índio.
FOTO 6: Lembranças de uma Maracanã menos violento, com torcedores misturados na "geral", nas cadeiras e na parte central da arquibancada. Um Fla x Flu é sempre um grande espetáculo.
A Avenida Luís de Vasconcelos começa na Praça Deodoro e termina na Praça Mahatma Gandhi. Em 1937 deixou de ser rua e passou a avenida (o Dicionário Aurélio define a "rua" como uma "via pública para circulação urbana, total ou parcialmente ladeada de casas", e "avenida" como "via urbana mais larga do que a rua, em geral com diversas pistas para circulação de veículos".
Segundo P. Berger, D. Luís de Vasconcelos foi Vice-Rei do Brasil de 1779 a 1790, tendo mandado aterrar a antiga Lagoa do Boqueirão, ali construindo o Passeio Público. Ergueu o Chafariz da Rua das Marrecas e o novo Chafariz da Praça XV. Reconstruiu o Recolhimento e a Igreja do Parto, que tinham sofrido um incêndio, e a Casa da Alfândega. Reformou o Palácio dos Vice-Reis. Instituiu o calabouço para punição dos escravos, no local que veio a ser a Casa do Trem, atual sede do Museu Histórico Nacional. No fim de seu governo foi descoberta a conspiração da Inconfidência Mineira.
O “post” de hoje a fotografia e a descrição do prédio "art-déco", reproduz o trabalho excepcional de Rafael Bokor, apresentado no Facebook Rio – Casas & Prédios Antigos. Fica aqui um agradecimento especial ao Rafael Bokor por seu trabalho.
Apenas para esclarecer aos que não conhecem a região: à esquerda está a Av. Epitácio Pessoa, depois vemos a pequena Praça José Acyoli (que separa a Epitácio Pessoa da Rua Alberto de Campos), atrás dela o Posto de Gasolina Galena, bandeira Ipiranga, e, à direita, o restaurante Rancho Português (na esquina da Maria Quitéria - caríssimo e excelente). Ao lado do restaurante, na Alberto de Campos, o prédio "art-déco.
Imagem do Google Maps.
FOTO 2: Este fotograma do curta-metragem “Couro de Gato”, de 1960, garimpado pelo Nickolas, mostra a região da Av. Epitácio Pessoa, com destaque para o então charmoso "Posto da Lagoa", hoje "Posto Galena". Está aí há uns 80 anos. Vemos um Dodge Kingsway 1950/52 aparecendo, parcialmente, à esquerda.
FOTO 4: Esta foto magnífica foi publicada no Facebook Rio – Casas & Prédios Antigos, do grande pesquisador Rafael Bokor. Ele a recebeu de uma moradora do prédio e deve ser dos anos 50.
O prédio foi construído na segunda metade dos anos 1930 e foi chamado de Edifício Milano. O endereço é Rua Alberto de Campos nº 299. O prédio possui cinco andares e dez apartamentos de 150 m2. As unidades são numeradas de 1 a 10, ou seja, o morador do apartamento 2 vive no térreo. Conta com um único elevador com dupla porta pantográfica manual e botoeiras externas originais. A partir de uma reforma, feita por volta de 2005, o elevador passou a chegar na garagem localizada no subsolo. Todas as unidades possuem uma vaga.
FOTO 6: Analisando a foto antiga do Milano podemos perceber que as duas coberturas ganharam mais um pavimento com o passar dos anos e as janelas laterais foram fechadas por conta das construções que surgiram nas laterais. E que, infelizmente, não foi mantido um mesmo padrão nas varandas, pois algumas foram fechadas e outras não.
Como o mundo é pequeno, nosso prezado Wagner Bahia conta que trabalhou por vinte anos nesta fárbica. Começou em 1988 na Controle de Qualidade da embalagens plásticas, na época em que as mesmas começavam a substituir as embalagens metálicas dos óleos lubrificantes.
Depois foi deslocado para o Laboratório. Conta o Wagner, ainda, que era um ótimo local para trabalhar. No início deste séclo a Texaco foi absorvida pela Chevron nos EUA e, pouco depois, a fábrica foi adquirida pelo grupo Ipiranga.
FOTO 8: Neste mapa antigo, do acervo do JBAN, vemos a localização do Posto da Lagoa da Texaco.
FOTO 12: O local onde hoje funciona o restaurante "Rancho Português", ao lado do Edifício Milano, bem na esquina da Rua Maria Quitéria, na primeira metade do século XX era uma casa de estilo colonial, que funcionava como residência familiar.
Nos anos 70 passou a abrigar um famoso restaurante de comida mexicana chamado "Lagoa Charlie´s Guadalajara Grill", que fez muito sucesso. Lá se podia comer comida mexicana e tomar vários drinques à base de tequila. Tinha um bar com música ao vivo, onde tocava um trio paraguaio. Era enfeitado com bandeirolas, lustres antigos e uma quantidade enorme de garrafas de vinho expostas nas paredes.
Para os que quiserem experimentar, aí vai uma receita do Lagoa Charlie´s:
Para uma jarra grande: duas rodelas de abacaxi picados em cubos. Uma maçã picadinha. Uma garrafa de vinho tinto. Um pouco de suco de laranja. Laranja cortada em cubos. Soda ou guaraná, moderadamente. Gelo picado, batido ou em pedaços. Açúcar, só se o vinho for rascante.
Importante: se beber, não dirija.
Há alguns anos o "La Forneria" deu lugar ao "Rancho Português", um excepcional restaurante, mas muito, muito, caro, embora cada prato possa satisfazer a três pessoas (alguns deles custam mais de R$ 250). Durante a semana há um menu executivo, também de boa qualidade, por R$ 92,00, incluindo entrada e prato principal. Não deixa de ser caro, mas é uma opção razoável para um restaurante de alto luxo.