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domingo, 28 de janeiro de 2018

RIO

Como é lindo o Rio visto do alto. Quisera que o dia-a-dia da cidade fosse tão lindo quanto aparece nesta foto da Getty Images.
Ontem começou o caos: aqui perto a Banda de Ipanema, que a Prefeitura informou que desfilaria somente pela pista interna da orla, na verdade bloqueou as duas pistas da Vieira Souto, interditou durante longo tempo a Prudente de Morais, gerou um colapso das vias internas do bairro.
Além disso, bandos de zumbis com latas de cervejas nas mãos, andavam sem rumo para lá e para cá, sujando tudo, urinando nas calçadas, transtornando a vida das outras pessoas.
Por volta das 22 horas vi, de dentro do carro, quatro rapazes bem apessoados, arrancando, às gargalhadas, a placa de identificação da Rua Garcia D´Ávila na esquina da Av. Vieira Souto. Qual seria a razão? Levar para casa como um troféu?
Só se for troféu de falta de educação, de vandalismo, de incivilidade.
PS: a Polícia Militar e a Guarda Municipal não foram notados. Os “verdinhos” da CET-Rio pouco ajudavam.

37 comentários:

  1. Lamentável.O que era para ser uma diversão vira uma grande esculhambação.Falta respeito,ordem e civilidade.Um espanto!!!

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  2. Esse quadro é normal em um país corrompido e com leis adequadas para países escandinavos, vigendo em uma nação onde sua população é comparável à de países africanos. Uma sociedade corrompida, tendenciosa, e administrada por quadrilhas de criminosos, está caminhando para o colapso. Uma grande turbaçao social está próxima.

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  3. Esta é uma das mais belas vistas da cidade. Ainda havia poucos prédios altos na praia de Botafogo.
    Estava em Ipanema ontem e também fui testemunha do caos descrito pelo Dr. D´. Sei que o Lino é um fã do carnaval mas deve ser de um outro, bem diferente deste de Ipanema onde milhares de pessoas só bebem e praticamente não cantam marchinhas. Vão circulando daqui para lá e bebendo muito. A omissão das autoridades é flagrante.

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    1. Nenhum bairro do Rio ou região do Brasil está livre da violência, no carnaval ou em outra época. Neste caso foi no bairro do Lino: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/01/1953951-tiroteio-mata-garcom-e-provoca-panico-em-folioes-de-bloco-no-rio.shtml

      Estou pensando em me mudar para São Paulo, capital. É bem mais tranquilo. http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/01/1953867-no-1-carnaval-com-lei-do-xixi-em-sp-fiscal-acha-dificil-punir-apertadinhos.shtml

      Mas ninguém rouba... http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/eleicoes/2018/01/28/sob-gestao-alckmin-roubos-sobem-29-e-homicidios-caem-20-em-sp.htm

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  4. O carnaval no Rio virou uma grande bagunça. Com relação à foto, custei para localizar alguns prédios. O comprido e baixo com a fachada escurecida pela sombra, hoje está escondido ao lado da universal da São Clemente, perto do metrô. O conjunto de prédios claros na margem inferior da foto ficam na esquina da Barão de Lucena com Theodor Herzl. E lógico, a Sears com o estacionamento bem visível. Perto do morro da Viuva é uma draga da obra do aterro?

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    1. Corrigindo, não é ao lado da universal. É no quarteirão seguinte.

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  5. No tempo dos militares o carnaval de rua era tranquilo. Os caminhões do "choque" da P.M, da P.A, e da P.E circulavam pela cidade e o máximo que acontecia eram brigas de foliões, bêbados, e batedores de carteiras. Nada que alguns cascudos bem aplicados não resolvessem. Leis mais severas, autoridades comprometidas com o cumprimento delas, e uma população mais educação completavam o clima da folia. O artigo 59 da Lei das Contravenções Penais (vadiagem) devidamente aplicado e a inexistência de plantão judiciário no carnaval ajudavam a conter os mais afoitos...

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  6. Um dos grandes problemas do Nosso País é o crescimento demográfico desordenado, sem qualquer tipo de atuação por parte do Poder Público. Como sempre ocorreu na História da Humanidade, a Mãe Natureza irá por em atividade o C.A.P. ( Controle automático da População), fazendo com que tudo retorne aos parâmetros adequados a convivência global...

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  7. Boa tarde ! A foto é antiga. Deve ser da década de 1960 ou equivalente. As obras do aterro do Flamengo (no caso Botafogo), ainda não haviam terminado. Ainda não existiam os 2 prédios de vidros escuros na praia de Botafogo. Também ainda não existia o Mirante no morro D.Marta. Quanto ao Carnaval, nunca o apreciei e sempre o aproveitei para viajar, quando ainda morava no Rio.

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  8. Boa tarde a todos.

    O filão da Getty Imagens foi descoberto recentemente pelo Nickolas. Pelo visto, voltou (o filão) a todo vapor, incluindo imagens postadas anteriormente, que não é o caso desta.

    Sobre carnaval, evito ao máximo sair do meu cantinho, ainda mais nos últimos tempos.

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  9. Linda foto mesmo. O Rio virou uma grande favela infelizmente.
    Não há o que festejar.

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  10. Boa tarde a todos. A vista do Rio de Janeiro do alto é realmente deslumbrante, porém a cada ano, está sendo necessário a foto ser tirada de mais alto, qualquer dia a altura será tanta, que não será mais possível visualizar a beleza da cidade.
    Quanto ao Carnaval todos sabem que sou um amante, mas a cada ano tenho ido cada vez menos a blocos de rua, justamente devido a violência. A diferença dos últimos 3 anos para cá em relação ao início dos anos 2000, quando você podia ir a blocos que hoje já não se pode ir, principalmente sozinho, pois você se torna uma vítima das quadrilhas de ladrões que hoje se infiltraram nos blocos, segue aqui uma lista de blocos que não aconselho a irem, muito menos sozinho, Carmelitas, Badalo, Céu na Terra, Banda de Ipanema, Suvaco de Cristo, Bola Preta, Simpatia, Bamgalafumenga e todos os blocos que se tornaram gigantes. Nesta época em outros anos já teria ido a pelo menos 2 ou 3 blocos. Ontem aqui na Tijuca onde moro que é o pinico do RJ, choveu o dia todo, não fui ao desfile do Nem Muda e Nem Sai de Cima, mas como minha esposa havia marcado um encontro a noite com alguns casais amigos, não fui ao desfile. Porém quando estava aguardando o taxi para ir ao encontro, o motorista ao chegar foi logo nos dizendo que estava tendo um tiroteio danado na Conde de Bonfim perto da Uruguai num desfile de bloco, fiquei pensando que teria tido alguma confusão durante o desfile, só hoje pela manhã lendo os noticiários fiquei sabendo do que ocorreu. Este ano só irei a desfile de blocos onde eu conheça o pessoal organizador, muito embora isso não seja uma garantia de que você está inteiramente seguro, como aconteceu ontem no Nem Muda, a

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  11. Observador de foliões28 de janeiro de 2018 às 18:44

    Morar em bairros pouco civilizados apresenta esse tipo de inconveniente. Apesar de ser alvo de criticas quase sempre tendenciosas, Copacabana ainda oferece segurança para o foliao.

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  12. O Colaborador Anônimo manifestou ontem às 20:47h uma dúvida a meu respeito. Respondi às 22:44h porém provavelmente ele não leu o que escrevi. Por isso reforço aqui o fato de haver respondido, para talvez ele se reportar ao texto de ontem supracitado.

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    1. Obrigado pela atenção, realmente só li hoje, eu imaginei que tenha ocorrido isso, mas o motivo da minha confusão foi pq vc disse que "começou " a trabalhar lá em 2009. Sendo assim, reitero a pergunta se vc teria conhecido meu primo Gabriel que estaria perto da aposentadoria nos anos 70.

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  13. A foto publicada é um dos três cartões postais da cidade: Pão de Açúcar, Corcovado, praia de Copacabana. Retratam exata e completamente o Rio. Muito originais. São o circuito Elizabeth Arden dos turistas que vêm ao Rio.

    Os mais corajosos ou que dão pouco valor à vida, à saúde venérea e a seu dinheiro arriscam uma noitada na Lapa, onde terão um caso com um mancebo, manceba ou mancebe e poderão voltar a sua terra natal com a conta corrente zerada e descrevendo como é um “boa noite Cinderela”.

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  14. No foco: bem no cantinho direito da foto, isolado abaixo de um morro e com uma chaminé ao lado, quase na mesma horizontal da linha de costa da Urca, vê-se o prédio de número 66 da rua Lauro Müller, onde morava meu grande amor de adolescência.

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  15. Aproveitando o gancho e acrescentando ao que alguns já comentaram, não há realmente motivos para o brasileiro ou o carioca se orgulharem de sua terra natal. É o contrário do que acontece, por exemplo, com alemães, austríacos e suíços. Os germânicos têm um amor imenso por sua terra, expresso pela palavra Heimat, derivada de Heim (“lar”). Se consultarmos o dicionário, a tradução dessa palavra será “país, pátria, terra natal”. Mas isso não traduz o significado que ela tem para eles. É um amor muito grande, é um sentimento de pertencimento (detesto essa palavra), de ter raízes profundamente fincadas naquele rincão. É muito mais do que patriotismo, muito mais do que orgulho. Não sei como traduzir tal palavra, por tudo o que ela significa, por isso manterei o original Heimat.

    O americano se jacta de ser patriota, porém neles é mais um sentimento de arrogância, de prepotência, de se julgarem superiores a todos os outros míseros mortais.

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  16. Prova do que eu falei se mostra nas músicas desses países: nas germânicas a palavra Heimat é presença constante, assim como suas equivalentes Haus (“casa”), Heim (“lar”), Wiege (“berço”). Isso não ocorre nas canções americanas.

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    1. Achava que Heim era "reino". Algumas palavras da mitologia nórdica usam esse sufixo.

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  17. Ontem estive escutando as músicas da minha fita cassette 68, copiadas para CD por mim, e cujo conteúdo é o repertório tocado num voo VARIG do Rio para Frankfurt, no ano de 1993. Todas as músicas são alemãs, algumas com sotaque austríaco ou bávaro (muito semelhantes entre si). Num conjunto de apenas 15 músicas, temos as seguintes:

    1) “Edelweiß”, hino não-oficial da Áustria, cujo nome é de uma flor considerada símbolo daquele país.

    2) “So weit von daheim” (“Tão longe de casa“), que num trecho fala “So weit von daheim / Fühl’ ich mich / Verlor’n wie ein Blatt im Wind“ (”Tão longe de casa / Eu me sinto perdido como uma folha ao vento”).

    3) “Heimat”, que tem um trecho com “Heimat, o Heimat / Welches schönes Wort.... / Ich möchte dich immer / Ja immer wiedersehen“ (”Heimat, oh Heimat / Que palavra bonita ... / Eu gostaria de te rever sempre“).

    4) ”In Hamburg ist noch LIcht an“ (”Ainda há luz acesa em Hamburgo”), cantando aspectos daquela cidade.

    5) ”Mein Elternhaus” (”A casa dos meus pais”), talvez a mais bonita música do CD, na voz do Tony Marshall, um senhor cantor. Fala sobre o retorno dele à casa onde nasceu e onde os pais dele ainda vivem. Trecho: ”Mein Elternhaus / Heute komm’ ich wieder / Weil ich dich nimmer / Vergessen kann” (”Casa dos meus pais / Hoje eu estou de volta / Porque eu jamais / Consigo te esquecer”).

    6) ”An de Küst von de Waterkant”, de difícil tradução por ser dialeto, mas referindo-se ao litoral do Mar Báltico.

    Então em 15 músicas temos 40% delas com referência a Heimat, lar, casa, locais, etc. Isso só nessa fita. Você vê isso com tal abundância em músicas brasileiras ou até mesmo de outros países?

    Eu poderia listar dezenas de outras músicas com teor parecido: "Riesengebirge", "O du schöner Westerwald", "An der Weser", "Friesenlied", "Berg Andacht", "Es war im Böhmerwald", "Kufsteinerlied", "Die Mühle im Schwarzwald", "Heimatmelodie", e muitas outras.

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    1. A primeira música me foi apresentada no filme "A Noviça Rebelde". O filme fez 60 anos.

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  18. Na Áustria e Suíça, países alpinos, a referência a raízes é muito feita através da palavra Berg ("montanha"). Lembro um trecho de uma canção suíça, cujo nome esqueci, e que diz: "Meine Heimat sind die Berge / Denn da bin ich ja zu Haus / Droben in der kleinen Hütt / Ruhe ich so gerne aus" ("Minha Heimat são as montanhas / Pois lá eu estou em casa / Lá em cima, na cabaninha / Eu descanso satisfeito").

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  19. O sentimento de amor à terra natal é comum à maioria dos humanos. Não falo de pátria, que é uma coisa diferente. São inúmeras as músicas que falam do Rio, com um jeito de nostalgia. Acontece com quase todos imigrantes, por exemplo.
    Os americanos são arrogantes, mas os alemães são muito mais.

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    1. Certamente, se procurarmos no cancioneiro de um país, vamos encontrar músicas que falam dele, como as que cantam o Rio. A questão é o percentual delas no total. Como escrevi, este é muito grande nas canções germânicas e chamam fácilmente a atenção por isso.

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    2. Os russos também têm muito amor a suas origens e conheço várias canções deles (muitíssimo menos que as germânicas), porém assim de pronto músicas que cantam o país só lembro de "Noítes de Moscou" e "Barqueiros do Volga".

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  20. Bom dia. No último final de semana começou o circuito dos megablocos, salvo engano, ainda restrito ao centro. A ideia da prefeitura é tentar antecipar ao máximo para aproveitar a presença dos turistas que estão na cidade para o reveillon. Pode ser uma boa para a prefeitura mas, para o cidadão comum, há controvérsias...

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  21. E muito difícil entender os costumes de outros povos e até mesmo de regiões diferentes dentro de um mesmo país.
    Não é só o Brasil, com divisões entre Norte / Nordeste e Sul / Sudeste.
    Na Alemanha os prussianos têm diferenças em relação aos demais alemães. Na Itália o povo ao sul de Roma não simpatiza com os habitantes do Norte. E vice versa.
    Agora imagina tentar compreender as diferenças do mundo ocidental com o oriental.

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    1. Corroborando, é comum se ouvir um italiano se rotular siciliano, romano, napolitano, etc, antes de se identificar como italiano.

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    2. Itália e Alemanha eram compostas por micro reinos e principados, sendo unificadas, coincidentemente, em 1870, ou seja, há pouco mais de 150 anos. Na Itália a pendenga com os estados da igreja durou até depois da primeira guerra mundial. A Alemanha entre 1870 e final da segunda guerra mundial teve várias alterações no seu território.

      Talvez por isso a tendência de várias regiões desses países terem uma sensação de "independência".

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    3. A região da Catalunha, na Espanha, também tem costumes próprios, tentando, por várias vezes, tornar-se um Estado independente.

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    4. A Catalunha e o país basco foram regiões perseguidas pela ditadura Franco. O que exacerbou ainda mais o sentimento separatista.

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  22. Bom dia a todos!

    Nem o "orgulho de ser brasileiro" acontece mais quando a Seleção Brasileira entra em campo. Não lembro se existia outro forte motivo. Às vezes, quando se ganha uma medalha olímpica ou quando um ou outro profissional se destaca na sua área, como aparece agora a pesquisadora brasileira Tatiana Coelho de Sampaio, professora da UFRJ, desenvolveu após 25 anos de estudos a polilaminina, uma proteína baseada na placenta humana capaz de regenerar lesões medulares e reverter paraplegia/tetraplegia. E desde o ano passado, Fernanda Torres, e atualmente, Wagner Moura, indicados ao Oscar. São pequenos e raros os momentos que nos fazem sentir uma pontinha de orgulho de ser brasileiro.

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  23. 8 anos atrás, a postagem trazia...

    "Por volta das 22 horas vi, de dentro do carro, quatro rapazes bem apessoados, arrancando, às gargalhadas, a placa de identificação da Rua Garcia D´Ávila na esquina da Av. Vieira Souto. Qual seria a razão? Levar para casa como um troféu?"

    Dias atrás, em Santa Catarina, um grupo de 4 jovens (bandidinhos filhinho de papai) agrediram mortalmente um cachorro, que veio a ser sacrificado pelo veterinário e ainda tentaram afogar outro cão. Parece que dois dos jovens foram enviados à Disney pelos pais, para dar uma "sumida" do noticiário. Enfim, o que falar disso?

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    1. Esses adolescentes vão receber no máximo:
      1) Prestação de Serviços à Comunidade, que são tarefas gratuitas em entidades públicas ou ONGs por até seis meses e por no máximo 8 horas semanais ou;
      2) Liberdade Assistida, que é o acompanhamento por orientador por no mínimo seis meses, visando apoio familiar e escolar.
      Ninguém acredita em semiliberdade e muito menos internação em instituição para infratores.
      E só acontece alguma coisa se for sobre pressão da sociedade.

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    2. Provavelmente isso vai acontecer novamente. Impunidade. Veja o que aconteceu com os assassinos do índio Pataxó, que foi morto queimado por "jovens de classe média". Foram condenados, mas não devem ter cumprido cadeia pra valer, mesmo com comoção popular.

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