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sábado, 3 de fevereiro de 2018

DO FUNDO DO BAÚ: LOTERIA ESPORTIVA


 
Hoje é sábado, dia da série "DO FUNDO DO BAÚ". E de lá saem estas cartelas da Loteria Esportiva, inclusive a do Concurso n° 001, de 1970.
A Loteria Esportiva Federal, através do Decreto-Lei nº 594, de 27 de maio de 1969, instituiu a Loteria Esportiva Federal e dá outras providências. O Presidente da República, no uso das atribuições que lhe confere o § 1º do art. 2º do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968, decreta: Art 1º; Art 2º; Art 3º; Art 4º; Art 5º; Art 6º; Art 7º.
Naquela época, era necessário acertar os resultados de treze jogos selecionados pela Caixa para ganhar o prêmio. As chances matemáticas eram de 1:1.594.323 para fazer os 13 pontos.
Inicialmente, salvo engano, a perfuração dos cartões era manual, mas depois passou a ser feito por máquinas. E, diferentemente da Mega-Sena, havia que se identificar na cartela de apostas, o que dava mais transparência ao jogo.
 Quando li sobre o lançamento da Loteria Esportiva, ingenuamente achei que seria facílimo, pois não precisava acertar o resultado, apenas escolher entre vitória de um ou de outro, ou empate. Doce ilusão.

32 comentários:

  1. Meu avô foi um dos últimos a obter concessão da CEF para explorar essa modalidade lotérica. Os critérios para essa obtenção "não eram muito claros". O fato é que durante muito tempo foi a modalidade preferida no país para "tentar a sorte". Rumores de que os resultados eram manipulados eram muitos mas "nada ficou provado", da mesma forma que igualmente "nada ficou provado" até hoje daquilo que se comenta aqui no Rio de Janeiro "desde sempre" sobre o favorecimento constante de arbitragens em favor de times como o Flamengo e Fluminense...

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  2. Bom dia!

       Bem mais fácil do que a sena e não é totalmente aleatória como esta se o apostador entender de futebol.Obviamente devia haver muito mais acertadores e os prêmios pequenos.

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  3. Conheci o primeiro cidadão a jogar na Loteria Esportiva. Era meu amigo e frequentava a Esplanada do Castelo. Chamava-se Josias Bernardino de Araújo e era pernambucano. Foi funcionário de cartório e veio para o Rio para jogar futebol mas o vício do álcool o impediu. Depois do cartório passou a fazer biscates e faleceu tragicamente atropelado na Av. Beira Mar. Quando da inauguração da LE Josias estava na porta da primeira loja da loteria que ficava na Cinelândia, salvo engano na r. Álvaro Alvim, quando foram distribuídas senhas aos apostadores e ele recebeu o primeiro número. Jogou e fez dez pontos. Tempos depois foi entrevistado sobre o fato por uma antiga publicação (house organ) da CEF. Até há alguns anos eu guardava a certidão de nascimento dele. O curioso é que ele era fã de cinema e quando queria filosofar dizia o nome de algum filme ("Assim caminha a humanidade", p. ex.). Uma figura.

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  4. Sinceramente nem sei se ainda existe,pois a grande pedida passou a ser a Mega.Assim como o gerente,Na implantação achei que ia ser fácil..

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  5. Realmente, no inicio os cartões eram perfurados à mão, um a um...
    Quando de seu lançamento, centenas de "Loterias Esportivas" se espalharam pelos bairros, porém cedo percebeu-se que o mercado não suportava tal quantidade.
    Quanto a lisura da Mega Sena, sinceramente, não acredito que os resultados sejam isentos de interferências externas. Opinião pessoal, apenas.

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  6. Bom dia a todos.

    Chegamos a ter guardados alguns volantes da Loteria Esportiva da década de 70 como marcador de páginas de livros.

    Meu saudoso irmão chegou a acertar os 13 jogos, mas o rateio foi baixo. Eu cheguei perto com 12 acertos e no jogo que eu errei, apostei em um duplo aberto e deu empate... Se tivesse colocado um triplo...

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  7. Me lembro de um gabarito, acho que era de plástico azul com a parte de cima transparente. O funcionário colocava nele o meu volante marcado e um cartão de computador. Furava com um estilete onde apostei e com isso furava o cartão por baixo. Fiquei impressionado com a alta tecnologia

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  8. Era realmente um gabarito. Todas as quintas-feiras, dia do encerramento das apostas, eu fazia um "bico" na loja de meu avô furando esses cartões. Nos anos 70, Cinquenta Cruzeiros era um bom dinheiro.

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  9. Faltou lembrar da icônica zebrinha aos domingos no Fantástico...

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  10. Boa tarde. Também surgiram os primeiros "milionários", alguns ficaram conhecidos. Teve um que colocou dentes de ouro, já que os originais não estavam mais no lugar, acho que joão da Loteca ou coisa que o valha.

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  11. Acho que no máximo fiz 10 pontos. Durante anos foi denominado "teste", hoje é concurso, como os demais jogos, que não são poucos, de 9 modalidades 3 são ligados ao futebol, Loteca, Lotogol e Timemania.

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  12. Lembro bem do Dudu da Loteca que era aí do Rio,salvo engano Tijuca,e parece que se meteu com rede de hotéis e parece que quebrou...

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  13. Comentarista Esportivo3 de fevereiro de 2018 às 14:05

    Viram a molecagem do Neymar ao fingir que dava a mão para ajudar um adversário? Quando este estendeu a mão o Neymar retirou a dele e saiu rindo debochadamente.
    Não tem jeito.

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  14. Belletti: O Dudu era de Madureira,trabalhava na fabrica de linhas Corrente e fez sua aposta em uma lotérica que ficava no Mercadão de Madureira alguns momentos depois de eu ter feito a minha.Diziam as más línguas que ele quebrou por acreditar nas dicas de um " Jornalista"que tinha um programa na TV onde exaltava as "figurinhas carimbadas" e que prometeu leva-lo para o glamour da "Alta Sociedade"

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    1. Mauro, sobre o que aconteceu com o Eduardo Varela, ex empregado da fábrica de linhas Corrente, a história que conheço é um pouco diferente. Em 1972 esse cidadão cravou uma aposta no jogo do Juventus contra o Corinthians e deu zebra. Ele faturou 11 milhões e 600 mil cruzeiros, uma bolada para a época. Nunca me esquecerei porque nesse jogo eu fiz onze pontos e havia gente dizendo eu teria chance de ganhar. Ganhei sim, muita experiência. O Dudu, como era conhecido, tornou-se uma celebridade e a imprensa passou a acompanhar sua vida. Sua primeira iniciativa que deu matéria nos jornais foi comprar quatro Opalas iguais, azuis com teto de vinil branco. Depois, como era noivo, casou com toda a pompa e circunstância, viajou e na volta tentou morar na Av. Vieira Souto (comprou dois imóveis) mas foi desaconselhado pela visível hostilidade dos vizinhos. Dividiu a capa da revista Manchete com a modelo Silvia Bandeira onde apareceu jogando golfe. E foi por aí.

      Seu erro foi se associar com um hoteleiro judeu que o convenceu a investir no ramo (dois hotéis em Campos do Jordão) mas o verdadeiro objetivo era outro. O empresário espertalhão na verdade queria que ele desse um golpe muito conhecido naqueles tempos que consistia em adquirir grande quantidade de produtos manufaturados (eletrodomésticos da linha branca, p. ex.) e em seguida pedir concordata para pagar o que devia em dois anos, enquanto lucrava com a venda dos produtos. O golpe quase deu certo não fosse um serventuário da justiça que reconheceu o autor do pedido e o denunciou ao juízo. Foi decretada a falência da empresa e mais tarde descobriu-se que o judeu na verdade não era sócio do Eduardo nessa empresa. Apenas um simples gerente. Nesse tempo eu era advogado atuante no forum do Rio e esse episódio foi muito comentado.

      Ele desapareceu e não se ouviu falar mais desse cidadão. Boatos surgiram que ele teria se recuperado e até ganho outro prêmio. Se alguém souber seu paradeiro aproveite para contar.

      Outro famoso foi o boiadeiro Miron. Esse deu certo mas aí é outra história.

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    2. Miron Vieira de Souza recebeu em 1975 um premio de Vinte e Dois Milhões de Cruzeiros. Ficou famoso pelo seu sorriso, já que a sua boca só possuía os dois caninos superiores.

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  15. O interessante é que a loteria desportiva foi uma iniciativa do governo militar, mas ninguém se lembra disso. Apesar das supostas mutretas mencionadas, estas foram obra de pessoas ligadas aos clubes e não do governo. Enquanto nos últimos 32 anos as loterias tem sido fraudadas e saqueadas por políticos, naquele tempo nenhuma fraude foi cometida.

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  16. Os grandes ganhadores dos anos 70 apareciam em todo canto.Hoje ninguém sabe quem é quem.Qual a razão?

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  17. Observando o comentário sobre a Loteria Esportiva,e como sou um colecionador dos volantes e dos cartões perfurados da mesma,pro_
    curo para completar totalmente minha coleção,os volantes ou car-
    tões de aposta perfurados,do teste Nº 1 ao teste Nº 15,todos do
    ano de 1970.Provavelmente somente ai no Rio de Janeiro alguém po_
    derá tê-los,já do teste nº1 ao nº 9,somente foram feitas apostas
    na cidade do Rio de Janeiro e Niterói na época.A partir do teste
    nº 10,já foram feitas apostas em São Paulo.Somente serão aceitos
    volantes originais de 1970.Cópias serão rejeitadas.
    Pago R$ 50,00 (Cinquenta reais)cada.Caso alguém possua e queira
    vendê-los,ou informar onde posso consegui-los,desde já agradeço.
    Contato para o E-mail: japlast@bol.com.br com Jones-Caxias do
    Sul-RS

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  18. Amigo bom dia eu gostaria de saber do senhor se o senhor conseguiu o volante da loteria

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    1. Quais os testes de 1970,você possui volantes oroginais?
      Obrigado pela atenção.

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  19. Bom dia. De oito anos para cá explodiu a praga das "casas de apostas" com casos famosos de manipulação de resultados, sejam de placar ou de outros aspectos da partida. Casos semelhantes tiveram desfechos diferentes por causa do escudo na camisa.

    Eu não vi mas dizem que viralizou na internet anteontem depois das 18h um meme (entre muitos) com dois jogadores famosos e a legenda "Apostamos na vitória do Corinthians...".

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  20. Bom dia, o detalhe das apostas serem identificadas era importante na elaboração dos bolões. Nos casos em que participei tomava-se o cuidado de colocar em nome de um solteiro pois caso ganhasse, a esposa (caso houvesse) seria medirá e não poderia ser obrigada a reconhecer qualquer acordo pre existente.

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  21. Em 1973 um tio meu amanheceu milionário ao conferir seu jogo na segunda feira e quando foi sacar o prêmio constava que ele não era um dos três apostadores premiados. O que ocorreu? naquele tempo, o apostador preenchia o volante a caneta com seus palpites e um cartão de papel mais duro era perfurados pelo funcionário da casa lotérica com uma "caneta" pontuda, tipo um compasso de uma perna só. Meu tio fez um jogo com algumas apostas duplas, ou seja, mais caro do que uma aposta simples. O funcionário da lotérica fraudou as apostas do meu tio como sendo um jogo de aposta mínima, sem qualquer aposta de palpite duplo, embolsando a diferença do valor entre a aposta efetivamente feita e a enviada para a Caixa Econômica Federal. Constatada a fraude, vez que meu tio possuía o cartão premiado entregue pela casa lotérica com os 13 pontos, meu avô, foi até Brasília, onde era a sede central da Caixa, tendo apontado a fraude com a divergência entre o cartão de posse do apostador e a aposta enviada a Caixa, o que de nada adiantou, sendo instaurada uma ação judicial penal. Foi aberto um boletim de ocorrência, na 14a. DP do Leblon e o funcionário da agência lotérica foi preso e indiciado, tendo confessado que praticava essa fraude diariamente em algumas apostas. Seu azar é que ele cometeu este delito justamente numa aposta vencedora, o que ele jamais imaginou que poderia acontecer. Pois bem, essa batalha judicial chegou ao fim somente em1981, com a vitória de meu avô sobre a Caixa Econômica Federal, algo inédito até aquela época. Assim sendo, a Caixa reconheceu a fraude e meu tio se tornou deste modo, o 4o. vencedor daquele concurso. Fato curioso é que no curso da ação, os outros três vencedores entraram também na justiça tentando bloquear o valor destinado ao meu tio mas não obtiveram êxito.

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    1. Final feliz. E nada mais justo, afinal se o volante ficava com a Caixa.

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  22. O Pasquim publicou no auge de abertura de lojas de Loteria Esportiva uma charge da Notre Dame de Paris com a placa em vários portas de lojas vazias: "Breve Aqui Loteria Esportiva".

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  23. Diziam que era possível o prêmio para 12 jogos se ninguém acertasse os 13, mas não lembro se isso chegou a acontecer.
    Agora nada parecido acontece nos vários tipos de jogos da Caixa e acumular o prêmio é um grande negócio, além de "crescer o olho" de mais apostadores, o dinheiro fica mais tempo em caixa.

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  24. O prêmio de hoje da Mega-Sena já passa dos cem milhões. Mas pode acumular de novo...

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  25. Um caso semelhante ao relatado pelo mauro: Um garoto pegou o cartão da aposta do pai, perfurou o mesmo com os resultados corretos e levou-o para o colégio mostrando para os colegas como brincadeira. Um dos colegas ingênuo pediu para levar o cartão para mostrar a um tio que era gerente de banco, vendo o cartão "vencedor", o gerente se apressou em abrir uma conta em nome do apostador com um valor expressivo como adiantamento para atrair o futuro cliente. Quando ficou claro que se tratava de uma brincadeira, tentou reaver a quantia depositada, sem sucesso, já que o pai do brincalhão que não tinha nada de bobo alegou que não havia pedido nada e que se o dinheiro foi depositado espontaneamente foi por interesse do próprio gerente que queria levar vantagem.

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  26. Boa tarde a todos!

    Falar da Loteca me faz lembrar do Léo Batista e sua famosa "zebrinha" do Fantástico.

    Li agora na Internet que no 1° sorteio não teve ganhador com 13 pontos, pois um dos resultados foi Esportivo 1x0 Grêmio. Deu zebra e derrubou muitos apostadores. A zebra virou até o mascote do clube Esportivo.

    No entanto, a gíria vem do jogo do bicho que possui 25 animais, mas não inclui a zebra. Portanto, "dar zebra" significava que algo impossível aconteceu. O termo foi popularizado pelo técnico Gentil Cardoso, do Vasco, quando a Portuguesa venceu o Vasco por 2x1.

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