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terça-feira, 21 de agosto de 2018

TEMPOS ANTIGOS





Colorizada em 2026 com IA. Na minha memória o aparelho de amolar era azul escuro. 
As fotos de hoje mostram coisas que praticamente desapareceram do cenário.
Ficaram na lembram a FICHA DE TELEFONE: havia poucos telefones na época. Os telefones públicos, grandes e pretos, funcionavam com fichas metálicas (não aceitavam moedas ou cartões). Ficavam dentro de bares, principalmente.
FOLHETO NO CINEMA: eram distribuídos junto à bilheteria. Davam a ficha técnica do filme em cartaz e anunciavam as próximas atrações e o que estava em cartaz nos outros cinemas da rede.
MOTORNEIRO: sempre de terno azul, com chapéu, bem como o condutor (que cobrava as passagens) e o fiscal (que controlava as cobranças).
FICHA DE ÔNIBUS: entrava-se pela porta traseira e comprava-se a ficha com o trocador. O preço e a cor da ficha dependiam do trecho a ser percorrido. Ao descer era obrigado depositar a ficha num recipiente ao lado do motorista. Era um desafio descer sem depositar a ficha (que servia também de "palheta" para jogar botão).
LAMBE-LAMBE: os fotógrafos que se encontravam nas praças. As fotos ficavam prontas na hora. Todos os nordestinos ali tiravam suas fotos para a Carteira Profissional.
VENDEDOR DE "CASQUINHA": vinham pela praia, tocando sua matraca de madeira e ferro ("ting-ling"). Vendiam as "casquinhas" e pirulitos de açúcar queimado.
LAVADEIRAS que, naquela época pré-máquinas de lavar, toda semana pegavam os lençóis, toalhas, e levavam para lavar. Faziam uma grande trouxa que levavam sobre a cabeça.
CARREGADORAS DE ÁGUA que, com a habitual falta d´água, enchiam latas enormes que equilibravam sobre a cabeça, após fazer um acolchoado com pano entre a lata e a cabeça.
PADEIRO, na sua bicicleta e seu cesto de vime, entregando o pão duas vezes por dia.
VIRGENS! (se alguma vez houve onze mil virgens, hoje, certamente, é artigo raro...).
LEITEIRO, com sua carroça alta puxada como um "burro sem rabo", com uma série de compartimentos e as garrafas de leite, de vidro, com tampas metalizadas. Ambos tinham a chave daqueles compartimentos na entrada das casas, onde se colocava o leite, o pão e as cartas.
AMOLADOR DE FACAS, que tocava uma melodia ao girar a roda de seu instrumento de trabalho.
GARRAFEIRO que gritava "compro jornal, revistas, livros velhos...".
NORMALISTAS que cedinho se dirigiam para a Central do Brasil para pegar o trem para o subúrbio (acho que mais nenhuma moça deseja ser normalista).
VENDEDORAS DE MAÇÃS CARAMELADAS que ficavam na calçada, junto com os FOTÓGRAFOS dos passantes.
MATA-MOSQUITO, com suas bandeirinhas amarelas e GUARDA NOTURNO com seu apito.
Todas aquelas pessoas simples que se vestiam com um TERNO BRANCO nos domingos. Os "PARAÍBAS" com seus "emplastros de sabiá" para tratar a "espinhela caída". Os LAVADORES DE CARRO, com uma estopa em forma de rabo de cavalo, os COSME E DAMIÃO com suas fardas cáqui e capacete de aço, sempre em dupla. Os COROINHAS que ajudavam a missa e repetiam, feito papagaios, os sons em latim do que deveria ser a resposta ao que o padre dizia ("Dominum vobiscum. Et cum espiritu tuo").
VASSOUREIRO, com vassouras e os espanadores de penas. O LANTERNINHA nos cinemas, todos de roxo, vigiando os namorados mais ousados e mostrando o caminho aos atrasados. O "FLASH-LIGHT" por conta da falta de luz. A GOMA ARÁBICA (de início o vidro vinha acompanhado de um pincel. Depois, com um bico de borracha no próprio vidro).
O HOMEM DA LIGHT. que a gente chamava sempre que o quadro de luz da casa "queimava a mufa". O CAMINHÃO DA COCA-COLA onde a gente trocava tampinhas premiadas por garrafinhas.
O CARRO PIPA que enchia as cisternas dos edifícios de água e o nosso pai achava um roubo. O “TAIOBA”, aquele reboque de bonde com os bancos de lado. O CORREIO DA MANHÃ que saía aos domingos, mas não saia às segundas. O GLOBO era o contrário: saía às segundas, mas não saía aos domingos.
As EDIÇÕES MARAVILHOSAS que algumas revistinhas em quadrinho lançavam só no Natal. A RÁDIO-RELÓGIO, o PERGUNTE AO JOÃO, O CÉU É O LIMITE, a RESENHA FACIT e por aí vai.

45 comentários:

  1. Periquito da sorte nunca mais vi mas funileiro e amolador ainda aparecem por aqui.

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  2. Bom dia.

    A palavra-chave de hoje é "praticamente". Alguns desses itens ainda são encontrados aqui ou ali. Vejo ainda vassoureiro, garrafeiros, amoladores de faca (mais raro), estes substituídos por cutelarias, os padeiros em bicicletas substituídos delas kombis.

    A ficha de telefone foi vítima da tecnologia, assim como mais recentemente o próprio orelhão e o telefone fixo vai pelo mesmo caminho.

    Cheguei a trocar chapinhas da Coca no caminhão. Hoje quase todas as promoções são pela internet...

    Os mata-mosquitos foram substituídos pelos agentes de saúde que chegam nas casas com aquele pozinho para colocar nos ralos.

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  3. Bom dia, luiz, pessoal.
    Acho que lembro de quase tudo citado, exceto bondes.As fichas de ônibus eram depositadas em uma caixa com armação de alumínio e paredes de vidro transparente. Havia uma placa, geralmente no teto do coletivo, dizendo "favor depositar a ficha na caixa coletora". Interessante que o sistema ainda funcionava nas linhas 233/234 que subiam o Alto da Boa Vista em meados dos anos 80. Um fiscal subia pela frente no último ponto antes da subida e passava com um saco, onde os passageiros jogavam as fichas.Quem não tivesse ficha, ou descia ou pagava a diferença.

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    1. Os bondes "Rita Pavone" em 1965 já possuíam "roletas" em uma época em que os ônibus ainda não as tinham. As linhas 614 Usina-Largo da Segunda Feira e 616 Santa Alexandrina-Usina, não tinham roleta. Aos Domingos havia uma "Domingueira" no Montanha Clube, isso nos idos de 1972, e o 614 subia a Edison Passos e descia a Estrada Velha da Tijuca para deixar a a meninada na porta do clube. A partir do Largo da Usina, o ônibus não mais abria a porta traseira para evitar o "calote" e só parava na porta do Montanha para o desembarque do pessoal. Em 1972 "a banda tocava afinada", a repressão estava no auge, a educação era muito melhor, e não havia doutrinação entre os jovens, já que os doutrinados ainda estavam por nascer. Quem viveu lembra...

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  4. Muitas coisas se perderam com o advento da modernidade. Minha avó tinha uma lavadeira no início da rua São Miguel e uma vez por semana meu avô levava uma trouxa de roupa juntamente com o "rol", que para quem não sabe, é sinônimo de lista. Depois de lavada, a roupa era entregue na casa de minha avó acondicionada em uma trouxa, depois de uma viagem de bonde. O folheto de cinema era conhecido como "programa". Muitos dessas atividades eram simples mas vivia-se feliz. Mas ficou faltando aqui aquela revistinha "desenhada e em preto e branco" e que era vendida clandestinamente nas bancas: A "revistinha de sacanagem"!. No "fora de foco", a escalada da violência aumentou com as ações das forças armadas, que tiveram dois militares mortos. Foram 60 presos, 40 armas e enorme quantidade de drogas apreendidos. No Alemão e na Maré as ações continuam. Mas os arrastões aumentaram. Dois agora pela manhã em Vila Isabel.

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  5. Na feira onde vou aos sábados,ainda existe um senhor que conserta panelas e amola facas,mas a sua presença já é intercalada,com falhas em algumas semanas.Entregadores hoje estão em motos e fazendo asneiras no transito e até mesmo vendedores de jornais em semáforos estão desaparecendo.Enfim muitas mudanças nos hábitos do dia a dia.Quem viu.....

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  6. Aqui na Ilha, tínhamos a figura do peixeiro, que após retirar o pescado dos covos, junto à praia, vendiam os peixes em cestos cobertos por folhas de bananeira...

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  7. Há pouco tempo apareceu por aqui um amolador de facas. Escutei o som agudo produzido por aquela traquitana e fui até lá para fotografar. Lembro bem do "guerrrrrefairo", gritado pelo português, de camiseta, boina, tamancos e uma cesta equilibrada na cabeça. Lembro de tudo isso aí, mas o melhor era, sem dúvida, os almanaques que os gibis publicavam no final do ano. Preciosidades!

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  8. Peralta, o implicante21 de agosto de 2018 às 12:13

    Tia Nalu posta no SDR via telex ou telegrama.

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    1. Peralta, ó implicante pivete, tia Nalu está em dia com as tecnologias mais avançadas: manda por código Morse.

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  9. Na minha rua ainda temos vários "serviços": Kombi do pão, com variedades de bolos; carro dos ovos (trinta ovos a dez reais); moto do gás.
    O incômodo é o som do alto falante, que invade toda a casa; no passado não havia este problema.

    Interessante analisar que tanto no passado quanto hoje esses vendedores não eram muito repreendidos pelo fato de não pagarem imposto...

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    1. Wagner, por aqui estão vendendo a 8 reais a cartela dos ovos brancos e a 10 a dos ovos vermelhos.

      Também passam carros do camarão e das mantas e redes, além do já citado carro dos pães e bolos ("carro das delícias"). E também carros e motos do gás.

      Tem também a kombi do verdureiro, com produtos orgânicos.

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  10. Boa tarde ! Assim, de pronto, me lembro de dois que não foram, ainda, citados. O empalhador de cadeiras e a vaca-leiteira. Havia ainda o empregado da CTB que sempre era chamado quando ocorria algum problema com o telefone fixo. Se puxar, é capaz de sair mais... Bons tempos ! Éramos felizes e não nos dávamos conta disso !

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  11. Dizem as más línguas que o Pastor vai sempre aos sábados na Feira Livre pois lá está também o "Periquito da Sorte". O que está escrito naquele papelzinho só Deus sabe e o Pastor que os esconde debaixo de 8 chaves para ninguém ter conhecimento. Um espanto.

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  12. Continuo aqui injuriado com a comissão técnica do Flamengo e tentando saber o que esta diretoria vai aprontar neste final de ano.Bom lembrar que está nas 3 disputas e depois fica rasgando seda para outro campeão e fazendo umas mágicas estranhas.Até agora não entendi a liberação do Everton para o São Paulo e o investimento feito no Vitinho que até agora não chegou assim como esse Uribe.Também fui contra a efetivação do Mosquito sem pilha que não tem caixa para dirigir alguns velhacos que ainda existem no plantel.O Vasco está lá com o Bigode mas garante que é interino e não pode ser de outra forma e o exemplo é o Zé Ricardo que em pouco tempo está no terceiro carioca.Não vai dar liga nunca e vai acabar como técnico emergente sempre,dirigindo América de Minas,Chapecoense,Vitória e outros do gênero.Estou injuriado a cada dia e não vejo bom final de temporada.

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  13. Na feira-livre aqui perto de casa ainda tem um paneleiro. E na minha porta passa uma Caravan vendendo camarão e filé de peixe frescos (?!). Fora a Kombi vendendo 30 ovos a R$10,00. Em Vila Isabel, até quando morei lá, em 2006, havia um padeiro que passava com a cesta de pães em uma bicicleta.

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  14. Minha mãe era lavadeira. A maioria das freguesas morava na nossa rua. Mas havia um casal de velhinhos que morava na rua General Caldwell, entre Frei Caneca e Mem de Sá. Eu ia até lá com ela, levando embrulhos de roupa lavada e engomada, e para isso pegávamos o bonde 66 - Tijuca, normalmente com um condutor que chamava todo o mundo de "Major". Chegando na casa deles, eu pegava um exemplar qualquer das "Seleções do Reader's Digest" e ficava lendo, até sairmos. Por isso, minha mãe fez uma assinatura da revista, para os anos de 1961 e 1962. Depois, não conseguiu mais pagar.

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  15. Era tempo da Guerra Fria, e quanto mais eu lia na Seleções artigos contra a URSS, mais simpatizava com eles e menos com os americanos. Em 1966, entrei para o CPOR e toda sexta-feira o coronel-comandante, de nome de guerra Ruas, fazia uma catilinária contra o comunismo. Entrava por um ouvido e saía por outro. Em 1971 fui alocado ao DOPS e não sentia pena nenhuma dos "subversivos" que de vez em quando apareciam por lá. Hoje, detesto americanos, russos e brasileiros. A idade traz sapiência e a gente passa a ver tudo negro, e não cor-de-rosa.

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  16. Mas voltando ao assunto de hoje: na minha rua, na Tijuca, passava na década de 1950/60 um possivelmente judeu gritando "Roupa velha... roupa de homem". Não me lembro se ele comprava ou vendia roupa.

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  17. E na década de 1950, antes das carrocinhas de leite, passava na minha rua um caminhão bem velho (talvez da década de 1930/40), que chamávamos de "vaca leiteira". A carroceria era uma pipa cheia de leite e os compradores levavam leiteira ou algum recipiente para encher numa torneirinha da pipa. O caminhão era anunciado por uma daquelas buzinas imitando o mugido de uma vaca.

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  18. Agora, olhando a primeira foto da série de hoje, não consegui evitar a admiração pelo andar da moça ao fundo da foto. Sempre achei extremamente sensuais as mulheres que ao andar mexem com os quadris lateralmente, fazendo com que a saia ou vestido balance também lateralmente. Seria lembrança do meu primeiro amor, de adolescência, que tinha esse andar? Talvez sim, talvez não.

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    1. Hélio Ribeiro, você não é o único "neste sítio" que gosta do que é bom. Quem não gosta de mulher com "remelexo" nos quadris? Não tem coisa melhor para "levantar o espírito". Em tempos de "ideologia de gênero", "Pablo Vittar", "esquerda doutrinada", "Tamy Miranda", e cia, não custa nada dizer que nada tem mais graça do que uma bela mulher!

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  19. A primeira foto é em Copacabana, na rua Raul Pompeia, junto de onde ficava o cinema Riviera.

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    1. Mencionei na semana passada esse edifício, que fica na esquina de Júlio de Castilhos.

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  20. Hoje em dia, temos a Kombi dos Ovos, a do Ferro Velho e o padeiro em um velho Chevette. Na Ilha do Governador, o tempo custa a passar...

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  21. Oito anos depois algumas coisas não mudaram. Mas, por exemplo, na cidade do Rio oficialmente não existe mais pagamento em dinheiro nos ônibus municipais. Nos intermunicipais ainda é aceito.

    Em outras paragens dir-se-ia que o paneleiro não curtia certos materiais.

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    1. Interessante que não tem "paneleiro" no dicionário com mais cde 1.300 páginas, de 1951, que herdei do meu pai.
      Na internet diz que é o fabricante, também o vendedor e o móvel onde penduravam panelas. E cita a versão usada principalmente em terras lusitanas.

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  22. Não consigo confirmar o local na foto 1, o citado prédio da Raul Pompéia com Julio Castilhos tem menos pilares e só de forma cilíndrica, não tem aqueles de seção retangular que vemos um pouco à frente.
    Já na mesma Júlio de Castilhos, só que na esquina com N. Srª. de Copacabana, tem igual ao da fotografia acima, não só pelos detalhes descritos, como pelo revestimento de pedras das colunas, mas ainda não cravo com certeza.

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  23. Em termos de profissionais, muitos já não existem por aqui onde moro. Mas ainda há paneleiro (na feira-livre), vendedor de vassoura, amolador de faca (embora em loja fixa e não andando nas ruas). Até há alguns meses também havia um padeiro, entregando pães, bolos e empadões com uma moto, porém isso deixou de existir. Na feira-livre também tem um tripeiro, vendendo fígado de boi, língua, filé de peixe e tripas. É muito disputado, às vezes se forma fila para comprar fígado, que é cortado na hora, com muito esmero.

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    1. Aqui na Praça da Bandeira ainda passa um senhor em uma bicicleta com aqueles cestos gigantes.com pães, sonhos etc.

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  24. Padeiro não tem até porque existem várias padarias na região, fora os respectivos setores nos supermercados. De resto, de vez em quando aparecem os outros, exceto pelo paneleiro.

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  25. Esqueci de comentar que considerávamos como sendo funileiro o profissional para conserto de panelas e demais utensílios de metal, citado pelo Plínio, no primeiro comentário há 8 anos,

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    1. Verdade: era funileiro. Acho que em SP eles chamam de funilaria o que no Rio chamamos de lanternagem. E lá a palavra "armador" é usada para o cara que prepara o defunto, enquanto aqui é o profissional que prepara a armação de ferro nas obras para concretagem. Além dessa palavra também ter significado no ramo marítimo.

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    2. Fora o caso encanador x bombeiro hidráulico...

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  26. Não conheci ou não ficaram em minha memória: vendedor de casquinha; mata-mosquito de antigamente; "flash-Light" (?); homem da Light para mufa (?) queimada.
    Ouvi falar, mas não lembro de ter visto: o leiteiro que entregava o leite na garrafa de vidro, da qual lembro compradas em algum lugar.
    Fiquei sabendo da existência do bonde taioba nos fotologs do Rio Antigo. Resenha Facit também, se vi algum dia o nome do programa não gravei na memória.
    Os demais eu conheci, mas as vendedoras de maçãs carameladas posso estar confundindo com as típicas baianas e seus tabuleiros.

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  27. Na minha idade tenho que ter cuidado com minhas referências. A maioria absoluta desconhece coisas tão habituais para mim.

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    1. Por que cuidado? Eis aqui um bom lugar para os mais novos tomarem conhecimento daquelas coisas que o Do Contra odeia.

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    2. Apenas uma retificação: taioba não era um reboque. Podia ser apenas um carro-motor ou um deles puxando um reboque. Eram bondes que admitiam pequenas cargas junto com os passageiros, por isso os bancos do carro-motor eram longitudinais encostados na lataria, e não transversais como eram os bancos dos bondes normais. Já os do reboque eram transversais porém tinham um espaço destinado aos volumes no centro do carro, por isso a quantidade de bancos era menor que o normal. Os reboques eram sempre do tipo aberto nas duas laterais.

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  28. Boa noite Saudosistas. Muito bom recordar estas pessoas que faziam estes serviços, os quais hoje em dia fazem muita falta para pequenos consertos que já não se fazem mais.
    Fato curioso sobre o tema, na semana passada ou retrasada, quando meus netos ainda estavam aqui no Brasil, meu neto mais velho Henrique, ouviu e correu para janela, para ver passar a Kombi da compra de ferro velho, virou-se para mim e disse, "Vovô é a mesma kombi, que passava onde eu morava, quando eu ainda estava no Brasil. Ele na época estava com 3 anos, agora está com 8 anos, passaram-se 5 anos e lembrou da kombi.

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    1. Muito interessante, isso mostra, sendo uma criança de 3 anos na época, que a passagem dessa Kombi foi bem marcante. Apesar que, dizem, em média a criançada de hoje é bem mais esperta do que éramos.

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  29. Concordo plenamente com o Hélio, espaços como o SDR e similares são para os mais novos tomarem conhecimento das coisas de antanho.
    E acrescento, para os mais veteranos matarem saudades.

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  30. E para encerrar a minha hora extra, para efeito de anotações em margens de alfarrábios e não deixar dúvidas, conforme Street View, o prédio da foto 1 é mesmo na N. Srª. de Copacabana, é o Edifício Tanagra, nº. 1310, porém mostra a lateral na Rua Júlio de Castilhos, onde em seguida tem o Edifício Nobre de Évora (nº. 22), esse é o das colunas de seção retangular, depois o Edifício Jardim Brasil (nº. 30), com colunas de seção "ovalada", o Edifício Uiara (nº. 34), esse um pouco recuado em relação aos demais, e o Itaporanga (nº. 40), com a marquise onde está pendurada o luminoso da Pepsi. Esse prédio vai até a esquina com a Raul Pompéia.

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  31. Essa pesquisa me fez lembrar que o comentarista Guilherme anda sumido.

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  32. Algumas linhas de ônibus tinham há uns bons anos bancos dispostos lado a lado, deixando um espaço no salão interno para grandes volumes. Lembro que eram linhas da zona oeste, sendo que uma ia para a Barra e era usada por surfistas com suas pranchas.

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