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terça-feira, 18 de setembro de 2018

CANTINA SORRENTO

 

Colorizada em 2026 por IA (que delirou: o cartaz central ficou completamente diferente. Acho que no cartaz original, abaixo de "Cantina Sorrento" havia as palavras "brodo" e "Chianti", citando algum caldo/sopa especial e o vinho Chianti.
A foto é da Avenida Atlântica em 1972 e vemos a Cantina Sorrento, que ficava no nº 290-A, telefone 37-0638. Foi uma das mais famosas daquele trecho em que se destacava também a La Fiorentina e hoje existe o excelente e caro Da Brambini.
Foi fundada por Emilio Siniscalchi nos anos 50, sendo um grande sucesso no Leme, reunindo de artistas a jogadores de futebol, de políticos a cariocas comuns.
Na década seguinte, em 1963, Siniscalchi abriu outra cantina icônica, a Tarantella, na Barra da Tijuca, na Avenida Sernambetiba.
Havia em Copacabana nos anos 50 e 60, diversas cantinas italianas como a Capri (na Duvivier), várias na Av. Atlântica, como a Sorrento e a Fiorentina (no Leme) e a La Rondinella (na esquina da Siqueira Campos), Don Ciccilo (na Souza Lima), Frascati, (na Av. Atlântica, também no Leme), Al Papagallo (na Prado Junior), o Al Buon Gustaio (na Constante Ramos).
E, para terminar, falando de cantinas italianas, não dá para deixar de citar a La Trattoria, na Fernando Mendes, do saudoso Mario, que desde 1976 é um reduto de uma boa massa italiana.

41 comentários:

  1. Bons tempos realmente, frequentei algumas , mas os preços realmente extrapolam.
    Jantar num bom restaurante atualmente é muito dispendioso ,aliás o Rio é uma cidade muito cara para se viver.

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  2. Enquanto farináceo, sempre fui apreciador de pizzas, desde Santos, no comecinho dos anos 50. Parece que me davam um golinho de vinho (hoje meus pais seriam processados) e eu saía cantando pelas mesas - devia ser um sucesso retumbante!
    Aqui frequentei muito a Sorrento e, depois, a Caravelle. Tudo de calças curtas, de Skoda.
    Hoje, degusto pizza doméstica, de elevado padrão, de Jaguar.
    Em primeiro plano, um Corcel Cupê e, mais adiante, um Opala.

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  3. Falha imperdoável, pois esqueci de citar a Caravelle, na Domingos Ferreira, e a Corujinha, na Praça Serzedelo Correia.

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  4. Bom dia a todos. E faltou o Dom Camilo na Av. Atlântica, de todos os citados conheço o Fiorentina (antes e depois), La Trattoria, o Da Brambini e o Tarantella. Os restaurantes de cozinha Italiana, são maioria na cidade, com preços de todos os tamanhos e qualidade da mesma forma. Não conheci esta Cantina Sorrento, mas foi em Sorrento que comi o melhor Talharim aos Frutos do Mar, até hoje ainda sinto o aroma e o paladar deste prato, sempre que recordo dele. Creio que se listarmos 10 dos melhores restaurantes do Rio, metade serão de restaurantes de comida Italiana. Já de comida Portuguesa, a cada dia vai diminuindo a quantidade, a qualidade, e os preços subindo as alturas, com o fechamento do Antiquários sobrou em qualidade o Gruta de Santo Antônio lá em Niterói, abriu uma filial (O Filho da Mãe) na Barra, mas ainda não o conheço.

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    1. O Rancho Português na Lagoa e o Adegão em São Cristóvão são muito bons. O Adegão de Ipanema não gostei. E hoje em dia, na Zona Sul, como os pratos "executivos" na hora do almoço, pode-se comer por um preço razoável.

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    2. O Rancho Português estou para ir conhecer, já o Adegão da última vez que fui não estava tão bom, embora a quantidade ainda seja bastante privilegiada.

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    3. Volte, Lino.
      Estive lá faz mês e estava ótimo. Atendimento nota 1000.

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  5. Caravelle, íamos muito ou pedíamos em casa quando minha mãe morava na Siqueira Campos .

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  6. Lembro apenas da Corujinha lá na praça Serzedelo Correia.As demais não me lembro ou nunca fui.Semana passada estive em Sampa e lá no Bixiga estive na Roperto,com P mesmo.Muito boa.
    Aqui em Vix também existia uma comandada por um italiano chamado Mario,que salvo engano faleceu recentemente.

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  7. A quantidade dessas cantinas italianas diminuiu sensivelmente e isso se a vários fatores e a "popularização" da pizza, os restaurantes Fast foods, e os preços altos são os principais. Restaurantes "a la carte" são uma minoria no Brasil, cujo poder aquisitivo não comporta mais o hábito de comer fora, ainda que seja em estabelecimentos do tipo carrocinha do "Angú do Gomes". Também existe o fator segurança: Essa região do Leme possui dois "currais narcoeleitorais" que trazem muitos transtornos à região e se supõe que sejam "área de influência" de um(a) conhecido personagem político. Na noite passada um "cidadão" foi morto pela polícia no "Chapéu Mangueira" porque portava um guarda chuva. Policiais militares perceberam um indivíduo portando tal acessório e em um ambiente conhecido por abrigar criminosos não tiveram dúvida e atiraram no homem. No Direito Penal tal fato tem o nome de "Legitima defesa putativa". Não vai dar nada...

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  8. Conta o Candeias que o irmão dele levou um cinzeiro da Cantina Sorrento para casa. Mas os donos tinham bom humor, pois na parte de baixo estava escrito "Discretamente retirado da Cantina Sorrento"...

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  9. Não comentei há oito anos. Não lembro o motivo. Talvez por não ter algo a acrescentar.

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    1. O "visionário" de oito anos atrás acertou em um ponto.

      A "legítima defesa putativa" virou muleta para os casos de excessos policiais. Muitas vezes corroborada por corporativismo.

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  10. A quantidade de casos absurdos de "atirar primeiro e perguntar depois" está demais. Aquele motorista fuzilado com mais de 200 tiros e todo o pessoal absolvido. A médica porque estava num carro de mesma marca. O cara que estava com uma máquina de obra e acharam que era fuzil. São inúmeros casos mas não é exclusividade do Rio. São Paulo não fica atrás.

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    1. São inúmeros casos impunes. Enquanto estiver morrendo trabalhador e pobre, não farão nada para impedir ou punir. Diferentemente de quando sequestraram o empresário Abílio Diniz em 1989, quando numa votação acelerada, em pouco mais de 6 meses o Congresso aprovou uma lei tornando o crime de sequestro hediondo (penas mais duras).

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    2. O "não farão nada para impedir ou punir" vale para os dois extremos sociais" tanto nos casos citados no comentário acima quanto nos de corrupção. Para os primeiros, porque as elites estão shitting and walking para quem não pertence a elas; nos segundos, porque vale o pensamento "você hoje sou eu amanhã". Mas nada disso importa realmente. Tanto é que o brasileiro é considerado um dos povos mais felizes do mundo. Raciocine comigo: se você é da elite exploradora e corrupta, extorque o povo e suga o cofre da viúva, e o povo está feliz, por que mexer em time que está ganhando? Você mexeria?

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    3. Este comentário foi removido pelo autor.

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    4. No caso de politicos, se o povo não se importa com os crimes e corrupção por eles cometidos, por que eles vão criar leis contra si mesmos? Renan Calheiros sempre é reeleito; Collor sofreu impeachment e foi eleito senador anos mais tarde; Lularápio foi condenado em três instâncias, é o atual presidente e para nossa desgraça deve ser reeleito este ano; Garotinho está em segundo lugar nas pesquisas de governador no Rio. E tantos outros. Se você fosse político desse tipo, criaria alguma lei contra si mesmo?

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  11. Boa tarde a todos!

    Das cantinas citadas, a única que fui algumas vezes foi a Tarantella, na Barra da Tijuca. Em algumas mesas havia pratos de madeira giratórios. As massas eram muito boas. Da Zona Sul, era mais contramão que na Barra, e mais difícil de estacionar.

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  12. Uma vez fui ao Da Brambini, recomendado por um colega de trabalho. Não me deixou nenhuma lembrança especial. Prefiro as massas feitas por minha enteada: muito mais baratas e tão gostosas quanto. Ou se não, valem pelo custo x benefício.

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    1. Idem com as massas da minha esposa. Ultimamente preferimos deixar o custo maior de comes e bebes para quando viajamos, seja na beira de estrada (sem álcool) ou na cidade visitada.
      No Rio só eventualmente, geralmente almoço e aproveitando uma saída para fazer outras coisas mais.

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  13. A polêmica IA muitas vezes entrega que a coisa não é como a original, principalmente em vídeo.
    Não tem nada demais se quem postou informar que são imagens apenas ilustrativas, geradas através de IA. Não é o que está acontecendo nos Youtubes da vida.
    Outro dia assisti um com o ônibus dos anos 70 andando em ré. Não seria um espanto se o volante com motorista e tudo não estivesse na traseira.
    Fora outros vídeos com alguns detalhes inexistentes no mundo real que deve passar despercebido por muitos internautas, principalmente nas redes sociais de muitas postagens.

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  14. Mês passado assisti a série "Rota 66 - A Polícia que mata", baseada no livro do jornalista Caco Barcelos. Um das cenas é de um humilde trabalhador negro que ao voltar para sua casa (não era em favela), após um dia trabalho, é abordado pela polícia. Era um dia de chuva e ele portava um guarda-chuva. Era noite. Os policiais não titubearam e abriram fogo no pobre trabalhador. Na série, mostra alguns policiais com prazer de perseguir e matar qualquer pessoa, que na visão deles fosse suspeita.

    Essa de "atirar primeiro e perguntar depois" é de uma monstruosidade perversa, principalmente vindo de quem deveria dar segurança e proteger a sociedade.

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  15. Quem não se lembra do triste linchamento daquele rapaz, há alguns dias, por acharem que ele havia furtado uma bicicleta? Caso pavoroso, hediondo, não é mesmo? Mas em nenhum veículo de mídia vi alguém explicando por que aquilo aconteceu. Se realmente o rapaz houvesse furtado a bicicleta e isso tivesse acontecido na Noruega, ou Austrália, ou até mesmo nos EUA, ele seria linchado? Claro que não. Ele seria seguro, a polícia seria chamada, ele iria preso e seria condenado. Não haveria necessidade de linchamento. Mas e se tivessem feito isso no caso em questão? A polícia seria chamada, ele seria levado, um B.O. seria aberto, no dia seguinte ele seria levado à audiência de custódia e liberado, para cometer novos crimes.

    Os comerciantes que contrataram aqueles seguranças estavam cansados de serem roubados e não verem nenhuma ação efetiva contra os ladrões. A saída foi contratar quem os protegesse. O resultado foi o que se viu. A culpa é dos comerciantes? Não, é das leis paridas por políticos que vivem em Nárnia e aplicadas por juízes que moram em Shangri-Lá. Se a Justiça não funciona, vale a lei da selva. Aliás, a única Justiça que funciona é a do tribunal do crime. Essa é efetiva, rápida, sua sentença não está sujeita a recursos, adiamentos, habeas corpus, mandado de segurança, chicanas, anulações, e outras malandragens que vemos institucionalizadas.

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  16. Em 2021 um cracudo entrou aqui na vila e roubou portinholas dos medidores de gás e água, das casas 2 e 9. Surpreendido em plena ação pela moradora da casa 12, esta gritou o famoso "Pega, ladrão!". Sabe o que o dito cujo, ao ouvir o grito, fez: virou-se para a moradora e disse "Tranquilidade, tia.". E acabou de retirar a portinhola e foi embora com todas elas debaixo do braço.

    Então as moradoras das casas 9 e 12, assim como eu, abrimos cada um de nós um B.O. pela internet. Um total de três B.O.'s. Recebemos três meses depois um email avisando que o caso estava em estudo. Já faz cinco anos e nunca mais ouvimos falar do caso.

    Depois daquela vez, já entraram aqui mais três ou quatro vezes e roubaram mais portinholas. Sabe quantos B.O.'s abrimos? Nenhum. Chegamos à conclusão de que não adianta perder tempo com isso.

    O mesmo deve ter acontecido com os comerciantes que contrataram os seguranças. Solução: contratá-los e deixar que eles mesmos cuidassem dos ladrões.

    Olhando o caso com profundidade: a culpa é deles?

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  17. Eu sempre resisti a comprar casa de veraneio, por causa de roubos. Mas me encantei por um sítio. Os moradores das redondezas afirmaram que ali não havia roubos porque existia um esquadrão da morte agindo na área, contra ladrões. Então fui em frente e comprei o sítio.

    Tempos depois, prenderam os membros do esquadrão. O resultado: primeiro roubaram um sítio quase vizinho ao meu. Como precaução, mandei colocar grades em todas as janelas do meu sítio. Passado mais alguns meses, roubaram o sítio do meu cunhado. Ele se desencantou e vendeu a propriedade. Cerca de um ano depois, roubaram o meu, entrando pelo telhado. Coloquei-o à venda.

    Se o esquadrão da morte estivesse agindo, tais fatos não teriam acontecido.

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  18. Lembro que uma vez eu estava indo para o sítio, já tarde da noite. Ao invés de pegar a estrada de terra principal que levava até ele, entrei por um atalho estreito e tortuoso, desembocando quase no entroncamento da estradinha que ia até meu sítio. Quando saí na estrada principal, antes de pegar o entroncamento, vi um Opala preto parado mais adiante, com as lanternas acesas. Achei aquilo muito estranho, já deviam ser umas 10 horas da noite e o carro estava parado onde não havia nada, só mato dos dois lados da estrada. Entrei no entroncamento e cheguei ao meu sítio. Quando estava abrindo a porteira, ouvi dois disparos de arma de fogo. Imaginei que a turma do Opala tivesse executado alguém. Talvez fossem justamente do esquadrão da morte.

    Dito e feito: no dia seguinte o caseiro falou que tinham encontrado um cadáver na beira da estrada, mais ou menos onde o Opala estava parado.

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  19. Aqui perto tem uma rua chamada Agariba, que é paralela ao morro São João, cujo governo é do CV. Na citada rua residia um casal de nordestinos. O marido, quando chegava bêbado em casa, espancava a mulher, que pacientemente apanhava sem reclamar. Uma vizinha, cansada de ver aquilo, fez queixa ao presidente do morro, que também é o magistrado do Tribunal do Crime. Este enviou um oficial de justiça até a casa do sujeito e ele foi levado até o tribunal, onde foi devidamente surrado com pedaços de pau e avisado para não bater mais na esposa.

    Passado algum tempo ele se embebedou, esqueceu o aviso e novamente deu uma surra na esposa. O fato chegou ao magistrado, que então mandou levar o sujeito até o tribunal, debaixo de vara. Em lá chegando, foi devidamente passado nas armas.

    A mulher, quando soube do fato, voltou para o Nordeste, pelo menos certa de que não apanharia mais, pelo menos do seu ex.

    Tais magistrados também não têm contemplação com estupros e com crimes contra crianças. Ou o autor é morto ou tem de se mandar do morro. A única semelhança com a Justiça que não funciona é que em ambas os próprios magistrados cometem crimes e naturalmente não punem a si mesmos.

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  20. Houve um caso horrendo e famoso em que um sujeito resolveu dar de presente ao irmão uma festa com direito a estuprar várias convidadas, selecionadas a dedo para a comemoração. Esse sujeito morara antes na Rocinha, onde estuprara uma jovem. O magistrado local só não o havia condenado à morte porque ele era filho de um comerciante muito estimado na área. Mas expulsou do morro e
    o estuprador, que voltou à Paraíba e cometeu o estupro múltiplo citado acima.

    Condenado a mais de 100 anos de cadeia, cumpriu dois num presídio de segurança máxima em João Pessoa e fugiu saindo pela porta da frente do presídio. Voltou ao Rio de Janeiro, porém sabia que não poderia morar junto com o pai na Rocinha, pois seria morto se retornasse lá.

    O resto da história é longo. Porém meu objetivo aqui é dizer como são rígidas e severas as leis da Justiça que funciona. E não adianta contratar escritórios de advocacia do Kakay, do Toron, da Barci de Moraes, da Dalide, porque nenhum deles vai conseguir nada com os magistrados locais. Já se fosse no STF......

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  22. Caminhamos para a barbárie ao defender esse tribunal do crime.

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    1. Não estou defendendo, estou constatando uma realidade. Se o tal nordestino tivesse sido denunciado na polícia pela Lei Maria da Penha, no máximo teria recebido uma restrição ou uma tornozeleira eletrônica. Teria ficado com raiva da mulher e talvez a matasse. Se todos os casos de agressão de mulher fossem levados ao Tribunal do Crime e o magistrado aplicasse a lei da surra ou execução in loco, garanto que a taxa de feminicídio iria a zero. Já com a Justiça que não funciona, essas taxas aumentam exponencialmente ano após ano.

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    2. Acho que já estamos em estado de barbárie há alguns anos. Ou não? Quando o assaltante mata a vítima sem razão, quando pais e padrastos matam ou estupram filhas ou enteadas, quando a mãe matam o bebê porque ele está chorando, quando o motorista é morto ao entrar inadvertidamente numa área fora da jurisdição do governo instituído, quando ministros do STF são corrompidos e não aceitam ser investigados, quando o garoto é morto porque morava numa área dominada por um presidente e vai a uma festa numa área de outro presidente, acho que já ingressamos na barbárie há muito tempo. Só não reconhece isso quem tem antolhos.

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    3. Veja o caso que relatei acima, sobre o sujeito que estuprou uma jovem na Rocinha e foi expulso e proibido pelo magistrado local de voltar lá. E ele nunca mais voltou. Já se isso tivesse acontecido fora da jurisdição daquele magistrado e tivesse recebido restrição de proximidade com a vítima, provavelmente teria retornado e matado a pobre mulher. Qual das duas Justiças foi efetiva, eficaz, qual delas funciona?

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  23. Imperdível esse link https://piaui.uol.com.br/web/festa-suicas-vorcaro-fabio-faria/ . Pelas respostas do envolvidos ao questionamento da revista Piauí, tudo não passou de uma invenção feita por IA. Acredite nas respostas quem quiser ou for muito burro.

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  24. Lembram do episódio de um aposentado, o senhor Celmar Lopes Falcão, que entrou com uma ação contra o INSS a respeito do reajuste em sua aposentadoria? De instância em instância, o processo chegou ao STF em 2008 e passou para a relatoria da Rosa Weber em 2011. Ela engavetou o dito cujo. Em 2019 o aposentado morreu. Só no STF o processo ficou parado durante 11 anos. As advogadas dele mandaram uma carta à Rosa, com o título "Parabéns, ministra, pela demora". Alguém aqui acha que essa Justiça funciona?

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    1. Para complementar: o processo se iniciou em 1999. Em 2008 chegou ao STF e foi distribuído à então ministra Ellen Gracie. Durante três anos roncou na gaveta dela, e quando ela se aposentou em 2011 foi redistribuído para a Rosa Weber. Mudou então de cama (digo, de gaveta) e roncou durante mais oito anos no novo dormitório. Até que o aposentado morreu, em 2019. Não fora isso, provavelmente estaria ainda roncando na gaveta de um novo ministro. Afinal, foram só 20 anos tramitando. Pouco tempo. Já no Tribunal do Crime as sentenças são imediatas. Eis porque ele é temido, enquanto a Justiça que não funciona é ignorada solenemente, graças justamente a seus integrantes.

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  25. Vou abrir aqui uma enquete. Apenas duas perguntas:

    1) qual magistrado é mais temido: o do Tribunal do Crime ou da justiça comum?
    2) qual Justiça é mais rápida e eficaz: a do Tribunal do Crime ou da justiça comum?

    Votação aberta até as 23:30h. Resultado será postado às 23:50h.

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  26. Votação encerrada. Resultado daqui a alguns minutos.

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  27. Quando postei a enquete, o contador de visualizações do blog estava em 3.831.110. Ao encerrar a votação, o contador mostrava 3.833.070. Ou seja, diferença de 1960 visualizações. Sim, eu sei que isso não significa que 1960 pessoas leram a página, já que se a mesma pessoa entrar mais de uma vez nela, ou recarregá-la, o contador soma 1. Ocorre o mesmo se alguém visualizar outra postagem qualquer. Mas é de se supor que a maior parte da diferença no contador diga respeito a visualizações desta postagem e consequentemente da enquete.

    Entretanto, ninguém quis responder à pesquisa, com medo de se comprometer ou ser alvo de críticas. Porém eu tenho o dom de ler o pensamento das pessoas, e ao fazer isso constatei que 100% delas deram as seguintes respostas:
    1) Para a pergunta 1, escolheram que o magistrado mais temido é o do Tribunal do Crime.
    2) Para a pergunta 2, escolheram que a Justiça mais rápida e eficaz é a do Tribunal do Crime.

    Com isso, todos concordaram com meus argumentos e comentários anteriores a respeito deste assunto. Fiquei muito satisfeito com o resultado.

    QED (quem estudou Matemática sabe o que significa essa abreviação).

    Obrigado e até a próxima.

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  28. Estou desligando o desktop. O contador está em 3.833.950. Um total de 2.840 visualizações desde que postei a enquete, às 19 horas. Média de 498 visualizações por hora desde então. Ou 880 desde o resultado da enquete, média de 440 por hora. À demain.

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