Total de visualizações de página

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

LOTAÇÕES



 
Hoje lembramos dos lotações com uma foto colorizada pelo saudoso Conde di Lido mostrando o ponto final do lotação Lins-Lagoa e mais duas fotos do acervo do Correio da Manhã.
O ponto final ficava em plena pista da Avenida Epitácio Pessoa, em frente à garagem de barcos do Botafogo, e era a condução ideal para ir ao Maracanã nos anos 60, partindo da Zona Sul. Melhor que o ônibus Grajaú-Leblon ou o Barão de Drummond-Leblon, que paravam mais vezes durante o trajeto. Apesar da viagem ser longa, via Botafogo, Flamengo, Centro, Presidente Vargas, Praça da Bandeira, pegávamos os lotações vazios em seu ponto final e, muito frequentemente, em alguns modelos de lotação, íamos sentados naquela cadeira única logo na primeira linha de bancos.

No para-brisas do lotação está escrito: 28 de Setembro, Estádio, Estrada de Ferro, Carioca, Avenida, São Clemente.
O tráfego, até a abertura do Túnel Rebouças na década de 60, era tão reduzido no entorno da Lagoa que os lotações ficavam parados em plena pista, deixando apenas uma faixa de rolamento para os outros veículos provenientes do Humaitá e Jardim Botânico. Isto, de certa forma, obrigava os automóveis diminuírem a velocidade antes de enfrentar a Curva do Calombo, logo adiante.
A temida curva do Calombo (atrás do fotógrafo), na época era muito mais perigosa que hoje, quando as duas únicas chances de os motoristas inábeis ou imprudentes evitarem a queda dentro d'água eram ser contidos pelo "Coração de Pai" ou pelo "Coração de Mãe", duas enormes casuarinas que ficavam no local. Recentemente foi instalado um “pardal” neste local, com limite de velocidade de 50km/h.
A segunda foto mostra uma série de lotações apreendidos pelo Depto. de Trânsito em uma fiscalização. Um deles com pneus de banda branca, uma raridade.
A terceira foto mostra lotações de muito tempo atrás. Estas fotos devem constar do acervo de Mauroxará, que consta de mais de 7000 fotografias.
Pingadinhas:
1)      No início da década de 60 a LINS-LAGOA possuía lotações MERCEDES-BENZ torpedo com carroceria METROPOLITANA, bem mais bacanas que estes bravos, porém rústicos, CHEVROLET 'Sapo' da foto. Por esta razão creio que a foto deva ser anterior a 1960.
2)      Os lotações foram banidos do transporte público na época do Lacerda e ainda sobreviveram mais um pouco como transporte escolar e em linhas em locais inimagináveis.
3)      Os lotações não eram exclusividade de apenas uma marca. Havia Chevrolet (os da primeira foto) e também Mercedes-Benz, Magirus, Ford e Fargo(Chrysler). Carroceria sim, a maioria que rodava no Rio era da Metropolitana, com motores externos. Em geral, tinham apenas uma porta para entrada e saída, com a cobrança de passagem feita pelo próprio motorista, tal como está ocorrendo atualmente, para que as empresas economizem com a mão-de-obra do trocador (como eram chamado nas décadas de 50-70).
4)      Até o início dos anos 60, não era necessário ser empresário para atuar no ramo, bastava ter apenas uma lotação e obter licença para atuar numa das linhas.

57 comentários:

  1. Os lotações da primeira foto já foram corretamente identificados e só resta ao comentador farináceo aplaudir a beleza da foto. E concordar que a foto deva ser dos anos 50.
    Na segunda foto, o lotação da bandas brancas é um Studebaker da época dos Boca de Sapo. Tinha um focinho inconfundível, mas não lembro de apelido.
    Na terceira foto, embora os carros tenham uma aparência de final dos anos 20, pode ser bem anos 50 também, pois onde hoje é o edifício do Jockey Club havia um ponto de lotação para a Zona Norte, todos em cima de longos automóveis desse tipo. Eram Packard, Cadillac, todos longos e com bancos intermediários, para caberem umas 8 pessoas. Não consegui de memória identificar o carro em primeiro plano, mas as rodas de oito parafusos não conferem com o estepe, que está ali, só para constar.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O lotação é um Chrysler Imperial 1930. Depois de muita pesquisa e a dica imprescindível do fabuloso Gazineu, de Petrópolis, conseguimos fotos suficientes na internet. Chato foi conferir que o estepe é de fabrica.

      Excluir
  2. O ponto final do lotação ficava próximo ao local onde foi assassinado um médico em 2015. Mas naquele tempo a realidade era bem diferente. Por falar em "ida ao estadio" e embora nessa época a Lagoa ficasse ainda "fora de minha área de jurisdiçao", em dias de jogos não havia tumultos nos pontos de lotação e de ônibus nem arrastões. E porque era assim? A resposta eu darei mais tarde.

    ResponderExcluir
  3. Quando não ia ao Maraca no lotação Lins-Lagoa pegava o 434-Grajau, via Copacabana e Tunel Velho. Ia pela Lapa.
    Ou o 433-Barão de Drummond, via Copacabana e Tunel Novo. Ia pela Praça XV.
    O 438 ia via Jockey e Botafogo.
    Como diz o Joel, eram outros tempos. Ainda adolescente levava meu radio Spica, relógio, às vezes até binóculos. Nunca me passou pela cabeça a possibilidade de assalto. Eram mais de 50 idas e 50 voltas todo ano e nunca aconteceu nada, mesmo em jogos noturnos.
    E isto desde anos antes dos governos militares. Ou seja, não atribuo esta segurança à ditadura.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim, não era em razão do regime militar, isso é fato. A razão era outra.## Não sou conhecedor de lotações, mas me lembro dos cinco gigantescos lotações que o Colégio São Bento utilizava para transportar os alunos. Eram incomuns pelo tamanho e eram cinco as regiões atendidas pelos lotações. Eu utilizei o lotação por dois meses e depois de conversar com meus pais, passei a ir e voltar usando o 220. Eles relutaram, tendo em vista eu ter apenas dez anos incompletos, mas acabaram concordando, mas os tempos eram outros.

      Excluir
  4. "Bom dia".

    Guardando as devidas proporções, os lotações de hoje são as vans e kombis que infestam ruas e regiões da cidade abandonadas pelas empresas"convencionais" por vários motivos, incluindo descaso.

    ResponderExcluir
  5. Complementando: descaso das autoridades e das próprias empresas de ônibus.

    EXTRA: O Barbieri dançou e o Dorival Jr. vai esquentar a cadeira para o Portaluppi até a eleição (pelo menos).

    ResponderExcluir
  6. Lembro também de um lotação que fazia a linha Praça da Bandeira-Furnas
    pela Edson Passos era da marca Nash bem caidinho.
    Como todo Tijucano tambem torcia pelo America que terá sua antiga sede
    localizada ma Campo Sales leiloada com uma dívida trabalhista de 10 milhões segundo um americano que corre comigo na pista do Maracanã.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. A sede de Campos Sales é antiga mas o campo de futebol foi desativado "naquele sítio" em 1962 quando o campo do Andarahy na rua Barão de São francisco foi comprado e funcionou até 1993. A sede de Camposa Sales foi reformada no final dos anos 70 e o velho estádio deu lugar ao condomínio "Cartier Montreal" na rua Martins Pena. Debaixo do cimento daquelas velhas arquibancadas, muitas "domésticas" eram "abatidas" ali. Não era a "minha praia" mas a noite ali fervilhava...

      Excluir
  7. Bom dia a todos. Os lotações foram no passado, o que hoje são as VANS e Kombis nos dias de hoje, um péssimo meio de transporte utilizado pela população em face de uma falta de planejamento do estado do transporte urbano. Não tenho a menor esperança que ocorra alguma mudança no Brasil pelos próximos 500 anos.
    PS. Estas eleições será a eleição que irá registrar o maior número de abstenções por falta de título, só de torcedores do Flamengo serão 40 milhões.

    ResponderExcluir
  8. Dado a falta de transportes coletivos, os motoristas particulares foram autorizados a transportar passageiros em seus veículos, que tinham de ter no para brisa a indicação da "linha" e nas laterais o número de passageiros a transportar . Assim nas portas a maioria tinha escrito " Lotação: 5 passageiros". Com o tempo, o termo "Lotação" passou a ser aplicado aos veículos. Houve tempo em que caminhões transportavam passageiros para a zona suburbana e eram conhecidos por "Boiada".

    ResponderExcluir
  9. Os lotações estão longe na minha memória, inclusive dos tipo carro de praça que a gente ficava esperando completar 7 passageiros para sair, se não me engano. Dos modelos mostrados acima o que marcou como lembrança foi a dificuldade em conseguir entrar neles, quase sempre lotados.

    ResponderExcluir
  10. Lotações fizeram uma pequena época em Vix na medida da informação de que não pertenciam a empresas,funcionando assim como pessoa física ou coisa parecidas. A lembrança que tenho é dos Boca de Sapo e de pouca segurança .
    Estou fora do país uns 10 dias e pouco acompanhando o noticiário,mas a saida do Barbieri veio muito tarde.Vamos ver o rescaldo.

    ResponderExcluir
  11. Bom Dia! Verdade, já conhecia estas fotos. Na foto 1,a carroceria dos dois carros é CIRB, (Carrocerias Irmãos Barbosa). O da frente, modelo mais novo tem 19 assentos e mais uma caixa de ferramentas atrás da cadeira do motorista que era usado também para acomodar mais um passageiro. o que está atrás é mais antigo e sua capacidade é de 16 passageiros. Estes foram os últimos carros a gasolina que esta Empresa (SOFA) usou.Na transição para óleo Diesel ela optou pela marca UNIC e continuou usando a CIRB como carroceria.Na foto 2 todos os 4 carros, mesmo individuais (hoje seriam autônomos) são CIRB , com destaque para o primeiro que é Studbeker, os demais Chevrolet. Até o final dos lotações, a liderança pertenceu a CIRB seguida de perto pela Vieira. Metropolitana que era a terceira nos lotações, também não liderava as preferências nas Empresas de ônibus . Esta liderança de vendas era da CERMAVA seguida da Vieira. Só no meio dos anos 60 que começou um processo onde vários fatores foram usados na operação Come-Come e que ela chegou à liderança, que logo perdeu para a Ciferal. Hoje das 16 fabricas de Carroceria com sede no Rio de Janeiro,não resta nenhuma.

    ResponderExcluir
  12. Concordo com o Lino, as vans são os lotações daquela época.
    F.F - detonaram o mosquito (como diz o Corneteiro)

    ResponderExcluir
  13. Boa tarde, senhores. Lins-Lagoa era uma das poucas linhas de lotações exploradas por empresa. No caso a SOFA. Além dos Chevrolets, ela usou uma outra marca , não sei qual, com chassis menores. Algumas empresas que ainda existem, como Alpha, Tijuca e Estrela Azul, começaram com lotações.

    ResponderExcluir
  14. Agora que o estrago está feito jogam Detefon no Mosquito e apostam num milagreiro de plantão ainda mas com eleição bem próxima .Está diretoria pode ser boa de organização empresarial e o escambau a quatro mas bola não sabe nada e os números estão aí para provar o que digo.Deve ter contratado mais de 50 jogadores durante a gestão e não fez um time que jogasse como o Flamengo .Os jogadores que estão aí ganham muito e não sabem o que é Flamengo e continuo cornetando que está tudo errado.

    ResponderExcluir
  15. Lacerda agiu bem ao proibir os lotações mas pecou por pelo conluio que fez com as empresas de ônibus que se constituíram, já que o resultado foi funesto. Atualmente os "novos lotações" podem ser encontrados principalmente na Ilha do Governador, zona oeste, principalmente Praça Seca, Madureira, Taquara, C.D.D, e toda a região do BRT. Hoje as Vans são controladas pelo crime organizado que cobra taxas para que os proprietários possam opera-las. O fato é que são milhares e são um problema insolúvel.

    ResponderExcluir
  16. O gerente deste buteco deve estar coligado com esta diretoria que nada sabe de bola e nada ganhou de efetivo.O gerente sempre comentava as patéticas dos outros presidentes mas agora parece eleitor do Bandeira Arriada e deve estar fazendo campanha para este infeliz.A minha corneta é apartidária e não refresco o gerente se ele pisar na bola e agora está com a bola da vez.

    ResponderExcluir
  17. Está diretoria está perdidinha há tempos. Todascas contratações de técnicos foram equivocadas. Romulo, Geovanio, Berrio, Marlos, Uribe, Dourado, os laterais, tudo ruim. De bom só terem mandado embora o Gabriel, o Vaz e o Muralha.
    O cisca-cisca de cabelo com Gumex pouco faz.
    É totozinho prá é pra cá mas jogadas objetivas, garra e vontade de vencer não há.
    Chega a ser um milagre já ter escapado do rebaixamento a esta altura.

    ResponderExcluir
  18. Fiz uma pergunta no comentário das 7:00 cuja indagação era o por que de nas filas de ônibus ou lotações que se dirigiam ao "Estádio" nunca ocorreram assaltos e arrastões. Vou responde-la e a resposta se aplica de forma ampla a todos os setores da vida cotidiana, sem qualquer ironia ou preconceito. A vida era tranquila porque "cada um conhecia o seu lugar" na sociedade estabelecida. Escolas eram para ensinar, polícia era para dar segurança à população, políticos existiam para legislar, juízes para aplicar as leis, etc. O respeito à família e às instituições eram a regra de um bom viver. Enquanto a sociedade não se pautar por esses ditames, a estabilidade do Brasil estará sempre comprometida, ainda que "arautos da desordem" insistam em compromete-la.

    ResponderExcluir
  19. Em 2018 só reclamações dos flamenguistas. Um ano depois beneficiados pela gestão austera e profissional do Bandeira de Melo começaram a ganhar tudo.

    ResponderExcluir
  20. Como já citei algumas vezes, aquela faixa horizontal central nos lotações designava a região da cidade onde atuavam. Havia faixas brancas, verdes e marrons. A faixa branca era de linhas da área da Leopoldina e Zona Oeste.

    ResponderExcluir
  21. A empresa SOFA, que operava a Lins x Lagoa, tinha suas iniciais tiradas dos sobrenomes de seus proprietários: Santos, Oliveira, Fonseca & Araújo. Foi fundada em 1949. Os nomes completos dos proprietários eram José dos Santos, Ricardo de Oliveira, Fortunato Nunes da Fonseca e Domingos Machado de Araújo.

    Sua garagem foi inicialmente na rua Cabuçu número 10 - fundos, no Lins de Vasconcelos. Posteriormente passou para a rua Verna Magalhães número 227 - fundos, ali próximo. Ambos os endereços são perto aqui de casa. Dá para ir a pé até lá.

    Durante um período, aos sábados e domingos a empresa foi autorizada a operar a linha Lins x Jockey, gerando queixas dos moradores da Lagoa, já que a maioria dos carros era desviada para aquela linha.

    Parece que a empresa foi comprada pela Viação Pavunense em 1969.

    ResponderExcluir
  22. Outra empresa de lotações que operava linhas a partir do Lins era a ETAL (Empresa de Transportes Auto Lotações). Tinha as linhas Lins x Lapa e Lins x Urca, posteriormente numerada 106 e mais tarde como 442. Encerrou as atividades em 1968, comprada pela Viação Mèier.

    A garagem da ETAL era aqui bem próximo de casa, onde atualmente existe o mercado SuperPrix, da Rede Economia, bem ao lado do antigo cinema Santa Alice. Faço muitas compras lá. Antes de ser mercado, ali era uma concessionária VW, cujo nome ignoro.

    ResponderExcluir
  23. Hoje a insônia foi braba.

    ResponderExcluir
  24. Nesses últimos 8 anos o transporte de passageiros só tem mudado. Uma boa parte da turma nascida no século 21 nem deve saber como é um ônibus ou um trem por dentro.

    ResponderExcluir
  25. Por lembrar do Flamengo 2019, Jorge Jesus estreou como treinador da seleção portuguesa, barrando "estrelas".
    A desconfiança de que Neymar pai, filho e outros interessados no dinheiro envolvido na convocação do ex-craque midiático, podem ter barrado a vinda do JJ para a seleção canarinho em vez do Ancelotti.

    ResponderExcluir
  26. Bom dia a todos!

    Helio, coloquei seu último parágrafo do comentário das 3:01, em pesquisa na IA.

    A resposta: "A antiga concessionária Volkswagen que funcionava no local onde hoje fica o supermercado SuperPrix, na Rua Barão do Bom Retiro, 1115, chamava-se Borgauto."

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Caramba, eu ia fazer justamente isso! Poupou-me o trabalho. Beleza.

      Excluir
  27. Transporte público é um assunto que me agrada: bondes, lotações, ônibus, trens.

    ResponderExcluir
  28. Minhas mais remotas recordações são de meados da década de 1950, quando eu morava na Tijuca, perto da rua Uruguai. O bairro nunca foi pródigo em linhas de lotação. Só me lembro da Usina x Copacabana (que depois virou linha de ônibus 413 - Muda x Copacabana, extinta recentemente e renumerada para 213 - Muda x Candelária) e a Usina x Leblon, longeva e que resiste bravamente ao tempo, sendo atualmente a 415, com mesmo nome.

    ResponderExcluir
  29. Fora isso, por ali passava a Encantado x Praça 15, que nas minhas recordações já não era mais operada por lotações e sim por microônibus e com o número 67. Tinha uma pintura bonita, azul claro e alumínio.

    ResponderExcluir
  30. Em compensação, e sem falar das várias linhas que partiam da Praça Saens Peña, eram inúmeras as linhas de ônibus. Vou listar algumas.

    ResponderExcluir
  31. Algumas mudaram de nome ao longo do tempo:

    11 e depois 111 - Tijuca x Ipanema (Bar 20) / Jockey Club / Gávea e finalmente Muda x Copacabana.

    26 - Usina x Mourisco (andei durante alguns meses nela, quando comecei a trabalhar em Botafogo, até que ela foi extinta).

    29 - Muda x Monroe / Mauá (operada por "gostosões" ou Twin Coach). Uma vez extinta, o número foi usado para a Fábrica das Chitas x Horto Florestal, que passei a usar em substituição à 26, acima citada. Aquela linha existe até hoje, renumerada para 409.

    74 - a famosíssima Cascadura x Lapa, cujos ônibus viviam envolvidos em acidentes.

    109 - Malvino Reis x Ipanema, cabo velho de guerra.

    Na relação do Marcelo Almirante há várias linhas cujo nome talvez as fizesse passar ali onde eu morava, mas não lembro delas. Portanto, a lista acima talvez seja maior.



    ResponderExcluir
  32. Já contei aqui, acho. Na década de 50, morando na Barata Ribeiro, ficava na varanda de casa no 2º andar vendo os ônibus passarem. Minha imaginação ia longe com os itinerários.
    O que mais me chamava atenção era o 109 - Malvino Reis. FIcava imaginando onde seria isto. Não sei por que nunca perguntei a meu pai, um especialista em Zona Norte.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O nome faz referência à Praça Malvino Reis, que de praça não tem nada, é um mero triângulo muito mixuruca com algumas árvores na interseção das ruas Gurupi e Barão do Bom Retiro, no Grajaú.

      Excluir
    2. As linhas 109 - Malvino Reis x Ipanema e 110 - Grajaú x Leblon eram operadas pela Auto Viação Nacional, pré-histórica. Usava uns ônibus com motor Volvo e carroceria Carbrasa. Volta e meia o motor fervia, já que sua procedência era a Suécia. A colocação de água no radiador era feita por um bocal logo abaixo do parabrisa. Quando a água fervia, o vapor embaçava o parabrisa e o motorista tinha de parar o ônibus e todos desembarcarem, aguardando o próximo. Era um sufoco. Havia uns modelos de carroceria longa e outro de carroceria mais curta. Este até era bonitinho. O outro era muito feio. Já pintaram fotos deles aqui no SDR.

      Excluir
    3. A 109 deixou de existir há décadas. A CTC colocou no lugar a 428, que também teve vida curta. Já a 110 existe até hoje, com o nome Grajaú x Cosme Velho, número 422. De 2012 até 2016 eu o pegava diariamente para ir ao trabalho e às vezes para retornar. O ponto final era na rua Açaré, esquina com Barão do Bom Retiro, a pouco mais de 500 metros aqui de casa. Mas há poucos meses o ponto final mudou para a rua Dona Romana, mais perto ainda daqui. Porém desde 2016 não o uso mais, eis que parei de trabalhar no início de 2017.

      Excluir
    4. Houve um incidente sério com o 422: os favelados do Morro São João embarcavam de graça nele, no ponto final da rua Açaré, que dá direto para o citado morro. Um dia o dono da empresa mudou o ponto final para o Lins. Não durou nem uma semana: o presidente do morro enviou dois embaixadores até o novo ponto final e intimou o despachante a avisar ao dono para voltar com o ponto para a rua Açaré, caso contrário toda vez que um ônibus passasse na esquina daquela rua seria assaltado. Foi atendido imediatamente, para alegria dos que andavam de graça no ônibus. Bom exemplo de presidente que zela pela população sob seu governo. Ao contrário de... do..... deixa pra lá.

      Excluir
  33. Já da Praça Saens Peña partiam várias:

    76, depois S76 - Saens Peña x Madureira x Marechal Hermes, pré-histórica e ainda hoje existente, sob número 638, operada sucessivamente pela Viação Suburbana e depois pela Três Amigos. Agora há uns ônibus com as cores da prefeitura, faixa verde claro a meia altura, especificamente o 44634 e o 44635.

    102 - Saens Peña x Largo do Machado, que também usava uns Twin Coach e até já pintou aqui no SDR, não tem muito tempo.

    S22 - Saens Peña x Penha / Praça do Carmo / Vaz Lobo. Provável antecessora da 630 - Saens Peña x IAPI da Penha.

    S23 - Saens Peña x Olaria, atual 625, com mesmo nome. Andei algumas vezes no S23, no pouco tempo em que trabalhei na rua Firmino Gameleira, em Olaria.

    S26 - Saens Peña x Freguesia, atual 634 - Saens Peña x Bananal.

    ResponderExcluir
  34. Confirmando a má fama da linha 74 - Cascadura x Lapa, só eu tenho duas fotos de acidentes com ônibus dela. A primeira ocorreu justamente na esquina da minha rua, no dia 14/07/1953, quando um dos seus ônibus bateu de frente no bonde 2052 da linha 68 - Uruguay x Engenho Novo.

    O segundo acidente foi no dia 27/07/1954, na rua Dias da Cruz, em frente ao número 313, envolvendo o ônibus número de ordem 148 da referida linha, um microônibus e o bonde 2010.

    ResponderExcluir
  35. Há pessoas aqui como o Helio e o Luiz que têm acervos interessantíssimos sobre o Rio. Provavelmente se perderão quando se forem. Tomara que vivam ainda muitos anos para que continuemos aproveitando desses acervos.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado pelas gentis palavras, mas o acervo do Luiz é incomparavelmente maior que o meu, pois minha preferência nunca foi fotos do Rio em si e sim dos meios de transporte da cidade, especialmente os bondes.

      Excluir
  36. Com relação à segunda foto postada, olhem só o que descobri no YT, citado pelo comentarista Edison Carvalho: "Andei por diversas vezes nesse lotação 1770 da marca Studbaker; o proprietário dele era o Allan, que também possuía outro também da mesma marca, talvez um ano mais velho, o 1769. No caso deste, o motorista era o conhecido Wálter.

    Já o meu Tio Izidrinho, possuía dois veículos nessa mesma linha HORTO - PÇA. GAL. OSÓRIO, um Chevrolet boca de sapo de prefixo 120 e um FORD talvez 49, de prefixo 1055."

    ResponderExcluir
  37. Só por curiosidade, foi pesquisar no SV o que existe hoje nos endereços rua Cabuçu 10 e rua Verna Magalhães 227, antigas garagens dos lotações da companhia SOFA. Na Cabuçu agora há um edifício; na Verna Magalhães está uma firma de material de construção. O terreno é bem grande.

    ResponderExcluir
  38. Até 2011 era normal ver kombis e vans rodando no Rio Comprido. Depois, não sei dizer. Acredito que ainda rodem como "cabritinhos". Nas zonas oeste e "sudoeste" ainda se veem vans pelo domínio do crime e da conivência de setores da segurança pública.

    Nos anos 60 e 70 os ônibus também tinham suas faixas coloridas indicando a região de operação. Algumas pinturas duraram até 2010, como a da São Silvestre.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Vans existem aos borbotões em várias regiões da cidade. Só em frente ao Madureira Shopping param muitas linhas delas. Aqui mesmo no Lins havia umas Kombis fazendo linha para o Norte Shopping.

      Excluir
    2. Faz tempo que não passo por essas regiões por isso não tenho uma base para comparação. Com certeza as vans e kombis são mais "discretas" durante o dia no centro e na zona sul. Obviamente não considerando áreas como Rocinha, Vidigal e similares. À noite já foram vistas na Nossa Senhora de Copacabana.

      Excluir
    3. Passei muito sufoco, quando era fiscal de transportes urbanos da prefeitura. Participei de várias blitz para pegar Kombi pirata. Meus Deus!.

      Excluir
  39. São bem próximos, distância de 320 metros entre eles, já que o da Verna Magalhães é esquina com Cabuçu.

    ResponderExcluir
  40. Ônibus, microônibus e lotações fora de linha do Rio e de outras cidades eram e são comprados por companhias de outras cidades ou Estados. Já vi:

    1) em 1967, lotações das linhas 240 - Carioca x Taquara e 241 - Carioca x Freguesia rodando em Belém, com suas cores originais verde e amarelo.

    2) no mesmo ano, ônibus da Braso Lisboa com suas cores originais também rodando em Belém, com os números de ordem raspados porém visíveis contra a luz.

    3) em 2010, microônibus da Transurb rodando em Patos, cidade do interior da Paraíba, com a placa do Rio.

    4) em 2019, ônibus de cidade do interior de São Paulo rodando em Araguaína (TO), na Viação Passaredo, de cor totalmente amarela. Cheguei a pegar mais de um quando tive de me deslocar dentro de Araguaína.

    ResponderExcluir
  41. Desde os anos 90 a placa do veículo é a mesma, só alterando a cidade e o estado nas placas com três letras e quatro números.

    ResponderExcluir